LOGINElla & Alexander.Ponto de vista de Ella.— Gabriel! Gabriel, me tire daqui! — Gritei, esmurrando o metal com os punhos.Mas não houve resposta; apenas o zumbido sinistro dos sistemas de segurança do cofre entrando em capacidade máxima. O temporizador na parede continuava sua contagem regressiva, e eu já conseguia sentir o ar ficando cada vez mais rarefeito.Meu peito se contraiu enquanto eu lutava para puxar o ar. O oxigênio estava sendo sugado lentamente da sala, exatamente como Gabriel havia avisado. Pressionei as palmas das mãos contra a porta e joguei todo o meu peso contra ela, mas ela nem se mexeu.— Socorro! Alguém me ajude! — Gritei.Quem me ouviria aqui embaixo? O cofre provavelmente era à prova de som, e Alexander devia estar fora resolvendo assuntos da alcateia. Gabriel era o único que sabia onde eu estava e, com certeza, tinha me trancado aqui de propósito.Aquele desgraçado. Ele devia ter planejado isso desde o momento em que usei minha voz de Luna contra ele.À m
— Eu... eu não posso recusar uma ordem direta da minha Luna. — Mutou Gabriel, claramente lutando contra as palavras em vão.— Não, você não pode. Leve-me ao cofre.O maxilar de Gabriel travou como se ele quisesse recusar, mas a voz de Luna tornava impossível desobedecê-la. Com uma relutância óbvia, ele assentiu e apontou na direção da mansão.— Por aqui.O segui pela porta da frente e pelo corredor. Passamos pelo escritório de Alexander, pela sala de jantar formal e por vários outros cômodos antes que Gabriel parasse diante da porta do subsolo.Tirando um pequeno chaveiro do bolso, ele destrancou a porta e a empurrou, revelando a escada estreita que levava ao porão. Franzi o nariz devido o cheiro de mofo; eu nunca descia lá, pois achava todo o espaço sinistro, e Alexander nunca me dera acesso às joias de Ashclaw como daria a uma Luna típica, então não havia motivo para eu entrar.Porque, para ele, meu pescoço não era digno de carregar as relíquias de sua família.Mas eu não esta
Ponto de vista de Ella.Meu coração parou bruscamente no peito.O medalhão, a herança da família de Lilith.Eu achava que ele tinha sido arruinado sem possibilidade de conserto no leilão.— Ele pediu para você pegar o meu medalhão? Achei que estivesse quebrado. — Falei, completamente surpresa.O maxilar de Gabriel se contraiu e ele admitiu baixinho:— Alexander me mandou levá-lo para ser consertado.Eu não conseguia acreditar. Alexander dissera a Gabriel para pegar o medalhão quebrado — o objeto de valor sentimental que eu pensava que ele nem ligava — e mandar consertá-lo.Algo acolhedor floresceu no meu peito diante da consideração da atitude de Alexander. Ele devia querer compensar pelo que Sophia fizera. Talvez Alexander realmente—— Não crie expectativas, não foi por amor. — Resmungou Gabriel, aparentemente lendo a expressão no meu rosto.O calor no meu peito transformou-se em gelo instantaneamente.— O que você quer dizer?Os olhos de Gabriel faiscaram com algo que se
— Isso pode ser feito hoje à noite. Hoje, você é um motorista. — O sorriso discreto de Alexander era afiado como uma navalha. — E garanta que vai passar na joalheria. Pegue aquela coisa sobre a qual conversamos.Joalheria? Aquela coisa sobre a qual conversamos? Não pude deixar de me perguntar qual seria essa incumbência e por que ela fizera o maxilar de Gabriel se contrair ainda mais, mas, antes que eu pudesse perguntar, Alexander já estava a caminho da saída.Vinte minutos depois, eu estava sentada no banco traseiro do carro de Gabriel com Lilith ao meu lado, observando a expressão cada vez mais azeda do Beta pelo retrovisor enquanto o direcionava para o distrito comercial.— Passe no distrito das boutiques primeiro. Quero ver o que eles têm na Evangeline’s. — Ordenei com empolgação. Os nós dos dedos de Gabriel estavam brancos no volante.— Essa é a loja mais cara de todo o território.— Eu sei. — Alexander disse para não me preocupar com os custos. — Sorri docemente para o s
Ponto de vista de Ella.— Alexander, isso é incrível!Fiquei tão tomada pela alegria da notícia que não me contive. Antes que percebesse o que estava fazendo, meus braços já estavam ao redor do pescoço dele, e meus lábios pressionavam um beijo contra a sua bochecha levemente por pura espontaneidade.Alexander paralisou, com os braços ligeiramente abertos para os lados, e só então me dei conta do que tinha acabado de fazer.O vínculo de companheiros. Minhas defesas mentais tinham caído por um breve segundo e, sem querer, acabei inundando a mente de Alexander com cada gota da minha felicidade.Por um longo e suspenso segundo, nenhum de nós dois se moveu. O rosto de Alexander estava completamente ilegível, os braços ainda abertos, e de alguma forma aquilo era ainda pior do que se ele simplesmente tivesse me empurrado ou demonstrado nojo com o contato.Mas então eu senti aquele pulsar de felicidade que não era meu. Aquela pulsação que pertencia unicamente ao meu companheiro, no momen
Até que a fotógrafa começou a pedir fotos mais íntimas.— Alfa, o senhor poderia colocar a mão na barriga da Luna Ella? Queremos dar destaque à gravidez.A mão grande de Alexander pousou sobre o meu ventre, com os dedos espalhados em um gesto que era ao mesmo tempo protetor e possessivo. Tentei ignorar a fresta de emoção que disparou no meu peito com o seu toque, a forma como meu corpo respondeu imediatamente à sua proximidade, o laço oscilando como a chama de uma vela.Ele estava apenas fazendo o seu papel e nada mais.— Lindo. — Murmurou a fotógrafa, disparando a câmera sem parar. — Agora, Luna, recline-se ligeiramente contra ele. Como se confiasse nele completamente.Meu coração martelou com violência, mas fiz o que ela pediu e, cautelosamente, deixei minha cabeça descansar contra o ombro de Alexander. Eu devia parecer um cervo paralisado diante dos faróis de um carro, porque a fotógrafa deu uma risadinha e disse:— Não precisa ter vergonha, Luna!— Aqui. — A voz grave de A
Meu pai.Eu não o via pessoalmente há meses, mas ele não me abraçou nem sorriu como um pai normal faria. Em vez disso, ele agarrou meu pulso e me puxou levemente para o lado.— O que você está vestindo, Ella? — Ele sibilou. — Esse tipo de vestido não combina com uma Luna.Quando ele começou a ti
Ponto de vista de Ella.A reação dele, o tom de raiva em sua voz, me surpreendeu ainda mais. Ele não estava rindo ou zombando de mim, nem parecia chateado. Apenas... furioso ou frustrado.— Eu não entendo! Você me odeia, Alexander. Se sou eu quem vai assumir a culpa, protegendo a sua reputação de
Ponto de vista de Ella.Invadi o escritório espaçoso, e o aroma de livros antigos, mogno e couro imediatamente me envolveu. Mas havia outros dois cheiros ali também: bourbon e fumaça de lenha, o perfume de Alexander, meu companheiro e marido — por enquanto. E algo mais doce, floral.Sophia.Vi o
Ponto de vista de Ella.— Luna, você... tem apenas um ano de vida. — A Dra. Evelyn retirou os óculos lentamente, mantendo o olhar fixo no chão. — Sua loba entrou em estado de dormência.Eu não conseguia processar as palavras dela.— Minha loba... está dormente? — Balbuciei. — Certamente deve ha