LOGIN— Olhem. — Ela deslizou o dedo pela tela. Havia duas linhas no monitor, eram dois batimentos cardíacos que pulsavam em uma sincronia quase perfeita. — Estes são os seus batimentos cardíacos. Quando os companheiros estão vinculados, seus ritmos se alinham desta forma. Os de vocês vinham sendo independentes desde que a maldição foi quebrada, mas agora mesmo... — Ela gesticulou para a tela. — Eles se sincronizaram novamente.Alexander e eu nos encaramos. O vínculo estava de volta? Mas parecia diferente. Não parecia simplesmente ter retornado. Parecia outra coisa.Curiosa, tentei alcançá-lo hesitantemente com a mente, do mesmo modo que fazia quando o vínculo ainda estava intacto.''Alexander?'' Eu não esperava que ele me ouvisse. Saber que eu estava grávida de novo já parecia uma bênção suficiente. Certamente a Dra. Evelyn estava enganada.Os olhos dele se arregalaram. ''Ella. Eu consigo ouvir você.'' A voz dele em minha mente era como um carinho suave e tão necessário após m
Ponto de Vista de Ella.Dois batimentos cardíacos pulsavam na tela do ultrassom. Duas pequenas formas piscavam no monitor em preto e branco. Duas pequeninas vidas criando raízes dentro de mim.Eu não conseguia acreditar. E, no entanto, era real.— Gêmeas. Duas meninas, pelo que posso dizer neste estágio. — Murmurou a Dra. Evelyn.Lágrimas embaçaram minha visão, tornando o monitor incompreensível. Olhei para Alexander, sem voz para conseguir falar. Ele encarava a tela e, depois, olhou para mim. Seu rosto se abriu em um sorriso, e deixei escapar uma pequena risada incrédula.Gêmeas. Depois de tudo, mais duas crianças estavam em nosso futuro.— É apenas... estranho. — Disse a Dra. Evelyn baixinho, logo em seguida.Olhei para ela, com o coração afundando:— O que foi?— Está tudo bem? — Perguntou Alexander.— Sim, é só que... Bem... Quando a examinei enquanto você estava inconsciente, havia apenas um feto. Eu tinha certeza disso.Meu fôlego engatou. Apenas um, mas agora havia do
— Me desculpe. — Sussurrei. — Eu deveria ter esperado você voltar para casa antes de... — Minha voz sumiu, e gesticulei para os equipamentos médicos ao nosso redor. Se eu tivesse apenas esperado para ouvir Alexander em vez de entrar em pânico, nada disso teria acontecido. O procedimento nem sequer funcionou. Nosso vínculo de companheiros não foi restaurado, e minha mãe estava morta.— Você tinha todos os motivos para duvidar de mim. — Disse Alexander com firmeza. Ele segurou meu rosto com as mãos, forçando-me a olhá-lo. — Mas preciso que saiba de uma coisa: Eu amo você com vínculo de companheiros ou não, e isso nunca vai mudar. Você é minha prioridade. Meu único e verdadeiro amor. Não quero que volte a se preocupar com isso.Novas lágrimas rolaram pelas minhas bochechas.Em vez de esperar por uma resposta, Alexander se inclinou e me beijou. Foi um gesto suave e hesitante, mas que se aprofundou quando retribuí com fervor. Saboreei seu gosto, mesmo que sua pele estivesse manchada
Ponto de Vista de Ella.Abri meus olhos devagar. Eu não sabia dizer se o quarto do hospital estava mais claro do que eu me lembrava ou se eu havia dormido um dia inteiro. A luz do sol atravessava as persianas, projetando listras sobre os lençóis brancos. Minha garganta estava áspera como lixa quando tentei engolir.Soltando um gemido baixo, tentei me sentar. Mas uma mão gentilmente me empurrou de volta para baixo.— Calma. — A voz de Alexander veio ao meu lado, e virei a cabeça para vê-lo sentado em uma cadeira ao lado da cama. Ele parecia ter passado pelo inferno. Seu rosto estava machucado e cortado, com um dos olhos quase totalmente inchado e fechado. Havia um curativo ao redor de sua testa, e suas roupas estavam rasgadas e manchadas de sangue.Mas ele estava sorrindo para mim.— Você acordou. Graças à Deusa. — Disse ele, baixinho. Ele estendeu a mão e pegou a minha, entrelaçando seus dedos nos meus.— O que... aconteceu? — Minha voz saiu rouca e falhada. Engoli em seco e tent
— Preciso de você.Ella.Meus olhos se abriram bruscamente.Eu estava debruçado sobre o volante. O sangue gotejava de algum lugar no meu rosto, embora eu não conseguisse dizer de onde. O para-brisa estava completamente estilhaçado agora, e o ar frio invadia o carro através do vidro quebrado, fazendo minhas feridas abertas arderem.Sentei devagar. A dor atravessou minhas costelas como uma lâmina. Me encolhendo de dor, ergui a mão e toquei a testa. Meus dedos ficaram vermelhos.Mas não importava. Eu estava vivo, o que significava apenas uma coisa: eu precisava continuar, pela Ella.Tateei em busca da maçaneta e a empurrei. A porta gemeu, mas não abriu de imediato, então a forcei com mais violência, usando o ombro, mesmo sentindo a articulação parcialmente deslocada. Metal rangeu contra metal e, finalmente, ela cedeu.Quase caí do carro direto no chão. O mundo girou. Pressionei a mão contra a terra e tentei não vomitar. Quando olhei para cima, vi faróis se aproximando. Os SUVs. Ele
Ponto de Vista de Alexander.Pisei no acelerador com tudo no segundo em que entrei no carro. O motor rugiu, os pneus cantando contra o asfalto enquanto eu disparava pela entrada. Nem esperei os portões abrirem totalmente; simplesmente passei em alta velocidade, quase atropelando um guarda na minha pressa. Mas eu não me importava.Richard estava no hospital, e com certeza iria machucá-la.Eu tinha que me apressar.O velocímetro subia. Certo. Cento e dez. Cento e trinta. O mundo lá fora virou um borrão de árvores e estradas sinuosas.Eu sabia que deveria ter ido até ela imediatamente e estar lá no momento em que Tony ligou. Mas fiquei para trás para lidar com o incêndio, as evidências e os lobos de Stormhollow. Desperdicei tempo, e agora Ella era quem estava pagando por isso.Estúpido. Tão estúpido pra caralho.Fiz uma curva na estrada, ganhando ainda mais velocidade, e notei um movimento no meu retrovisor. Havia um carro que não estava ali antes. Ele devia estar correndo mais do
Ponto de vista de Ella.Deixei Gabriel e Sophia parados no jardim. Não me virei para olhar para eles, embora pudesse sentir suas expressões de choque. O pensamento de que dois dos maiores estorvos da minha vida estavam boquiabertos com minhas ações trouxe um sorriso ao meu rosto.Agora, eu só tinh
Ponto de vista de Ella.A reação dele, o tom de raiva em sua voz, me surpreendeu ainda mais. Ele não estava rindo ou zombando de mim, nem parecia chateado. Apenas... furioso ou frustrado.— Eu não entendo! Você me odeia, Alexander. Se sou eu quem vai assumir a culpa, protegendo a sua reputação de
Ponto de vista de Ella.Invadi o escritório espaçoso, e o aroma de livros antigos, mogno e couro imediatamente me envolveu. Mas havia outros dois cheiros ali também: bourbon e fumaça de lenha, o perfume de Alexander, meu companheiro e marido — por enquanto. E algo mais doce, floral.Sophia.Vi o
Ponto de vista de Ella.— Luna, você... tem apenas um ano de vida. — A Dra. Evelyn retirou os óculos lentamente, mantendo o olhar fixo no chão. — Sua loba entrou em estado de dormência.Eu não conseguia processar as palavras dela.— Minha loba... está dormente? — Balbuciei. — Certamente deve ha







