Mag-log inSenti sua mão no meu ombro e me virei. Ele olhava para mim com aquela expressão que assumia às vezes. Aquela que me fazia sentir como se eu fosse a única pessoa no mundo.— Venha comigo. — Disse ele baixinho.— Onde?— Você vai ver.Ele pegou minha mão e me guiou para longe da festa. Caminhamos pelo quintal, passando pelas crianças, pelos adultos e pela comida, até atingirmos o limite da propriedade. Havia um caminho ali, um por onde eu não andava há muito tempo.Eu sabia para onde estávamos indo.O cemitério estava calmo e tranquilo. O sol da tarde passava pelas árvores acima, projetando sombras salpicadas pelo chão. Caminhamos em silêncio até alcançar os dois túmulos na extremidade oposta.O primeiro era meu, ou melhor, era a sepultura do meu primeiro corpo. Aquele que morreu no parto. A lápide era simples, com meu nome e datas esculpidos na pedra.O segundo túmulo era um pouco mais recente, o de minha mãe.Ajoelhei-me diante deles, afastando algumas folhas soltas. Alexander
Epílogo Parte II.Ponto de Vista de Ella.O caos era meu novo ''normal'' hoje em dia. Especialmente hoje, no sexto aniversário de Lucien.Meu filho estava correndo com uma espada de madeira, caçando suas irmãs que gritavam. Lilith era a mais rápida das duas, com o cabelo loiro balançando atrás dela enquanto se escondia atrás de uma árvore. Maria, mais lenta porém mais astuta, pegou seu próprio pedaço de pau e virou para encarar o irmão de frente.— Você nunca vai me derrotar! — Gritou Lucien, empunhando sua espada.— Vou sim! — Maria avançou contra ele com um rugido.Assisti a tudo da varanda, com um sorriso surgindo nos lábios por cima da minha xícara de chá. Alexander estava ao meu lado, com o braço em volta dos meus ombros. O sol da tarde estava quente no meu rosto, e o cheiro de bolo e churrasco me fazia salivar.— Devemos intervir antes que alguém perca um olho? — Perguntou Alexander.— Que nada. Eles vão aprender a lição melhor desse jeito. — Sorri. — Além disso, uma bo
Tentei recusar, mas foi inútil. Minha bolsa rompeu no instante em que Alexander me ajudou a ficar de pé, e o caos se instalou. A última imagem que tive da mesa de conferências foi a dos Alfas abandonando seus relatórios sobre o remédio experimental dos Anthonys.Droga.Quando chegamos ao hospital, eu mal estava consciente. A Dra. Evelyn esperava na entrada, com uma cadeira de rodas já pronta. Ela me olhou uma única vez e começou a esbravejar ordens para as enfermeiras.— Quanto de dilatação ela tem? — Perguntou alguém.— Oito centímetros. Está evoluindo rápido. — Respondeu outra voz.Tudo se tornou um borrão depois disso. A mão de Alexander segurando a minha. As luzes fortes no teto. A voz calma da Dra. Evelyn me guiando a cada contração.— Consigo ver a cabeça do primeiro bebê. — Disse ela após o que pareceram horas. Provavelmente foram. — Na próxima contração, preciso que você empurre.Eu empurrei. E empurrei. E empurrei até achar que fosse desmaiar.Então, de repente, ouvi
Epílogo I.Ponto de Vista de Ella.Seis meses depois.Ajustei minha posição na cadeira, tentando encontrar uma postura confortável. Minha barriga estava enorme agora, esticada ao limite com as gêmeas. Cada movimento parecia um esforço, e minhas costas doíam constantemente. Mas eu não podia me dar ao luxo de demonstrar fraqueza.Não aqui. Não agora.''Você tem certeza de que está em condições para isso? A data prevista para o parto foi há uma semana, e você parece prestes a explodir.'' A voz de Alexander ecoou pelo nosso vínculo. ''Estou bem.''''Ella...''''Estou bem, Alexander.''Pude ouvir seu suspiro mental, mas ele entendia as razões da minha teimosia hoje. A sala de conferências estava lotada de Alfas de alcatéias de todos os territórios. Um único deslize poderia deixar uma mancha na reputação de Stormhollow e Ashclaw para sempre.Alexander estava ao meu lado, com a mão descansando sobre a mesa, perto da minha. Ele foi meu apoio constante ao longo dos últimos seis meses
Ponto de Vista de Ella.Minha garganta se apertou. Eu já tinha perdoado Liam há muito tempo por tudo o que aconteceu entre nós, mas ouvi-lo pronunciar aquelas palavras significava muito mais do que eu esperava.— Eu só senti a sua falta durante aqueles dez anos em que você esteve longe, sabe? Nada poderia mudar isso. — Sussurrei.— Eu sei. — Ele deu um passo à frente, pegando minha mão na dele, e pressionou um beijo nos meus nós dos dedos. — Obrigado por sempre estar lá por mim. Mesmo quando eu não pude estar lá por você.Ri com a voz embargada e puxei minha mão de volta:— Não me faça dar um cutucão no seu ferimento, Liam.— Eu sei. Eu sei. — Ele riu baixo, e então me puxou para um abraço. Eu o abracei imediatamente, me acolhendo nele. — Eu amo você, Ella.Pisquei para espantar as lágrimas:— Eu também amo você, Liam.Anya voltou um momento depois, arfante e corada:— Certo, estamos prontos. Todos estão em posição. O celebrante está esperando. Você está pronta?Olhei pa
Ponto de Vista de Ella.Mal tive tempo de processar o que estava acontecendo antes que Anya me arrastasse de volta para o camarim.— Temos mais ou menos vinte minutos. — Disse ela, já trabalhando para desabotoar as costas do meu vestido de coroação. — O celebrante precisa de tempo para organizar tudo e as pessoas precisam se acomodar, mas depois disso...— Vinte minutos? Não é tempo suficiente para me arrumar. — Meu coração martelava no peito.— É mais do que suficiente. — Anya tirou o vestido azul e o pendurou com cuidado em um cabide. Em seguida, virou e alcançou a capa de proteção que ela trouxe. A capa que continha o outro vestido em que ela esteve trabalhando, o qual fui informada várias vezes de que não tinha permissão para ver. — Confie em mim. Venho planejando isso.Ela abriu o zíper da capa, e eu arfei.O vestido de noiva era lindo. Era tom de marfim, com mangas longas estilo boca-de-sino e uma saia fluida. O tecido era suave e sedoso, com um corte em viés sem estrut
Meu pai.Eu não o via pessoalmente há meses, mas ele não me abraçou nem sorriu como um pai normal faria. Em vez disso, ele agarrou meu pulso e me puxou levemente para o lado.— O que você está vestindo, Ella? — Ele sibilou. — Esse tipo de vestido não combina com uma Luna.Quando ele começou a ti
Ponto de vista de Ella.A reação dele, o tom de raiva em sua voz, me surpreendeu ainda mais. Ele não estava rindo ou zombando de mim, nem parecia chateado. Apenas... furioso ou frustrado.— Eu não entendo! Você me odeia, Alexander. Se sou eu quem vai assumir a culpa, protegendo a sua reputação de
Ponto de vista de Ella.Invadi o escritório espaçoso, e o aroma de livros antigos, mogno e couro imediatamente me envolveu. Mas havia outros dois cheiros ali também: bourbon e fumaça de lenha, o perfume de Alexander, meu companheiro e marido — por enquanto. E algo mais doce, floral.Sophia.Vi o
Ponto de vista de Ella.— Luna, você... tem apenas um ano de vida. — A Dra. Evelyn retirou os óculos lentamente, mantendo o olhar fixo no chão. — Sua loba entrou em estado de dormência.Eu não conseguia processar as palavras dela.— Minha loba... está dormente? — Balbuciei. — Certamente deve ha







