Compartilhar

Capítulo 05

Autor: Mih Freitas
last update Data de publicação: 2023-01-19 04:28:52

Ana Lis.

 

“Eu só queria acordar daquele pesadelo, e que tudo voltasse a ser como era antes.”

 

Aquilo que ele guarda como algo sagrado, nada mais é que um escapulário de nossa senhora do Carmo. Eu tinha um do mesmo modelo em ouro maciço. O meu, era personalizado, tinha as abas dobráveis e dentro, havia uma pequena frase que dizia “Fé inabalável” eu ganhei do meu avô quando era criança.

 

O entreguei a um garoto mais velho desacordado, pois, algo em mim, dizia que ele precisava daquele escapulário, muito mais do que eu. Senti algo forte em meu peito que me compeliu a dar de presente para aquele rapaz bonito.

 

Após aquela data marcante, a figura não me saía da cabeça e até hoje ele aparece em meus sonhos, porém, não consigo ver seu rosto.

 

Mas não era Adriel, tenho certeza que não. Eu saberia se fosse ele.

 

— Como se sente agora?

 

— Eu poderia estar bem, mas estou em um hospital.

 

Desejei toda a culpa nele.

 

— Desculpe-me, Ana. Por eu ter lhe tratado daquela maneira, eu não queria ter feito aquilo. Você não deveria ter tocado naquela corrente. Você mexeu em algo que tenho muito apreço e, que me traz lembranças boas e ruins, simultaneamente.

 

— Aquela mulher é sua namorada? Sua esposa que não pode lhe dar um filho?

 

Eu precisava extravasar e saber mais sobre a figura da foto.

 

— Isto não é da sua conta.

 

Após ouvi-lo dizer aquilo, fingi que meu marido não estava mais naquele quarto. Ele continuou me fitando, eu joguei o lençol por cima da minha cabeça só para fazê-lo sair de perto de mim.

 

Seu celular começou a tocar, ao atender captei uma urgência no tom da sua voz.

 

Adriel disse que teria que ir até sua empresa e retornaria somente amanhã. Fingi-me de surda e ele saiu me deixando sozinha naquela sala estranha. A dor de cabeça que estava sentindo era quase palpável de tão forte.

 

***

 

Na manhã seguinte o médico da sala de tomografia veio em meu quarto junto de uma enfermeira e me levaram para realizar o exame. O grande relógio na parede, marcava um pouco mais de oito da manhã e ninguém havia chegado para me fazer uma visita.

 

Fiz uma ligação ontem para meu primo que trabalha na 'Lobo’M&G', mas não  comentei sobre o ocorrido, apenas para poupar minha mãe de mais uma preocupação.

 

Pedi ao Tomás que procurasse saber mais a respeito do conteúdo do contrato, que fora renovado após eu completar meus dezoito anos e ter sido praticamente obrigada a assinar, sem ler nada.

 

Espero que meu primo consiga descobrir mais, quero sair dessa enrascada em que me meti, porém, sem prejudicar minha família.

 

Depois do exame, voltei para o quarto acompanhada da enfermeira. Ao entrar na sala encontrei meu primo sentado na mesma cadeira que Adriel estava ontem. Ele parecia pensativo, de cabeça baixa apoiada em suas mãos que estavam uma de cada lado das suas têmporas.

 

— Tomás. — ele levantou-se apressado para me abraçar.

 

A enfermeira saiu nos deixando a sós.

 

— Como foi que isso aconteceu, Lis? — sua testa franziu ao perguntar.

 

— Eu caí da escada ontem.

 

— Como assim? Você caiu ou alguém te empurrou? — me deito na cama. — O Sr. Adriel fez isso? Fala a verdade, Lis.

 

— Não! Fale baixo por favor. Adriel não me jogou de escada alguma. Eu pisei na beirada do vestido de noiva e acabei caindo. Foi só isso, ok?

 

Tomás meneia a cabeça confirmando, mas como o conheço bem, sei que ele não acreditou em tudo que lhe dissera.

 

Meu primo sabe que estou escondendo algo. Crescemos juntos e ele me conhece muito bem.

 

— Eu não posso demorar muito. Tenho que estar na empresa em alguns minutos.

 

— Conseguiu descobrir algo? — sussurro.

 

— Sim. Não foi muito, mas eu sei que está relacionado a empresa subsidiária da Lobo’M&G. É sobre um investimento conjunto para expandir a bendita empresa que ainda não está em um patamar superior.

 

— Mas o que isso tem a ver com o casamento, com o filho?

 

Fico completamente perdida em meio a tanto mistério.

 

— Eu ainda não sei, Lis. Não se preocupe, vou conseguir mais informações.

 

— Obrigada. Você pode guardar isso em segredo?

 

— Posso sim, afinal de contas, os Lobos são superiores a mim naquela empresa e se descobrem isso, estarei no olho da rua. Portanto, fique tranquila que não vou dizer nada a ninguém. Bem... me deixe ir, estou atrasado.

 

— Mais uma vez eu te agradeço muito.

 

Tomás vem até minha cama e me dá outro abraço em despedida, enquanto isso, a porta do meu leito foi aberta e Adriel adentrou ao quarto segurando uma sacola e com uma expressão sombria pairando em sua face. 

 

— Estou atrapalhando algo?

 

Sua voz rouca o fazia parecer ainda mais intimidante.

 

Meu primo rapidamente desfez o abraço e virou-se para ele.

 

— Oh, Tomás? O que faz aqui?

 

Aproximou-se um pouco mais com seu andar prepotente. Estava impecável dentro daquele terno preto, na medida do seu corpo rígido. Seu perfume logo invade o ambiente, me deixa entorpecida.

 

— Bom dia Sr. Lobo.

 

— Ele veio porque eu o convidei.

 

Digo para o Sr. ignorante que pensa que eu sou propriedade sua.

 

— Tudo bem. Eu já estou de saída, vou deixá-los à vontade. Tenha um bom dia. — Tomás avisa saindo da sala.

 

— Trouxe roupas. Vá se trocar que daqui a pouco você será transferida para outra clínica. — o encarei sem entender.

 

— Por quê? Você falou com meu médico? Deu algo errado no meu exame?

 

Faço as perguntas apressadamente, sentindo o nervosismo tomar conta de mim.

 

— Não é isso... falei com seu médico, sim. Está tudo bem com você, não deu nada de errado. Você vai para a clínica, onde está meu embrião aguardando para realizar o procedimento.

 

— Não, não, não...

 

Desci da cama em um pulo e tentei correr, mas Adriel me segurou fortemente. 

 

— Me solta, alma sebosa.

 

O xingo ele de todas as formas possíveis.

 

— Ana Lis, fica calma e pare de fazer escândalo, é só uma fertilização rápida. 

 

— Eu não sou uma máquina de dar à luz!

 

— Eu lhe paguei muito bem por isso. Não foi o suficiente para você?

 

 Perguntou-me como se eu tivesse alugado meu ventre em troca de dinheiro. Eu jamais aceitaria fazer aquilo se eu tivesse o conhecimento da situação.

 

— Eu te odeio, Adriel Lobo. — começo a esmurrar seu peito.

 

— Você sabe que preciso do filho. Ou você quer que eu o faça de outra maneira?

 

— Nunca!

 

Cuspi em seu rosto após gritar, o homem me encarou sério comprimindo os lábios, furioso.

 

Três enfermeiros que usavam trajes de outra unidade que não conheço, entraram em meu leito.

 

— Segurem ela.

 

Me soltou de seus braços e quando os vi correrem em minha direção, mais uma vez tentei fugir do hospital, entretanto fui barrada novamente.

 

Colocaram-me de volta na cama hospitalar imobilizada. Olhei em direção a porta e vi Adriel indo embora, sem dá importância para mim.

 

Parei de lutar com ambos por não ter mais forças para fugir de tal situação.

 

— O que é isso?

 

Um enfermeiro segurava uma seringa pronto para aplicar uma medicação em meu braço.

 

Apenas fechei meus olhos e me xinguei mentalmente por ter sido tão ingênua, e assinar o maldito contrato por pura fraqueza emocional.

 

Nunca imaginei que seria tocada daquela forma, imaginei me casar virgem após minha formatura e ter uma linda noite de núpcias com o amor dos meus sonhos. Jamais pensei que minha pureza seria rompida por ferramentas médicas.

 

Como eu daria à luz a uma criança sem nunca ter sido tocada por homem algum?

 

“Deus, o que foi que eu fiz para merecer isso?”

 

Pergunto-me ainda de olhos fechados, sentindo uma sonolência repentina, logo após ter levado uma picada de agulha.

 

Meu corpo ficou pesado de repente, mal consegui abrir meus olhos e os fechei de novo, caindo em um sono mágico instantaneamente.

 

***

 

Ouço vozes femininas ao meu redor e alguém tocando em meu pulso de forma suave. Abri meus olhos devagar, vi tudo confuso, no entanto, gradualmente fui recuperando minha visão.

 

— Ela acordou.

 

Disse uma jovem que provavelmente é uma enfermeira.

 

— Você terá que ficar deitada durante duas horas, certo? Vai sentir um pouco de cólica, mas não se preocupe, isso é normal depois desse procedimento.

 

Minha intimidade estava dolorida, na verdade, tudo na região do meu ventre para baixo estava doendo. Tocaram-me de forma íntima e eu não vi nada. Não sei se agradeço por terem me poupado de passar por isso, ou se os amaldiçoou.

 

— Quantas horas eu dormi?

 

Minha voz soa rouca. Umedeci os lábios ressecados, desejando um copo de água. 

 

— Você está dormindo a quase vinte e quatro horas. Ontem nós fizemos exames precisos e, como estava tudo normal, nós acabamos de realizar o procedimento de inseminação.

 

Explica sorridente. Talvez, a jovem enfermeira não saiba de nada do que está acontecendo.

 

— Descanse um pouco. Quer o controle da TV? Se você não quiser dormir, pode assistir algo.

 

— Meu marido está lá fora?

 

— Suponho que ele deve estar chegando, você terá alta daqui a duas horas. — respirei aliviada.

 

— Obrigada.

 

Agradeci pegando o controle da sua mão e lhe pedi água. A jovem simpática sai do quarto e novamente sinto calafrios com a ideia de ficar ali, sem ninguém por perto.

 

Nunca havia sentido tanta saudade da minha mãe, do meu quarto e dos meus livros. Eu me senti só.

 

Sinceramente, não ter ninguém para desabafar no pior momento da minha vida foi terrível! Pois, nem com Deus, eu consigo me abrir. Cada dia que passa, começo a duvidar se ele realmente me ama.

 

Peguei o controle remoto e fiquei mudando os canais da smart TV aleatoriamente, com meus pensamentos longe.

 

Olhei para uma cômoda branca ao lado da minha cama, vi a sacola com roupas que Adriel havia levado para o outro hospital. Mas eu ainda não podia levantar.

 

Após as horas terem passado, me levantei da cama, abri a sacola e fui para o banheiro tomar banho e me vestir para ir embora. Assim que saí do banheiro trajada em um vestido longo e confortável que não era meu, senti meu coração disparar ao vê-lo sentado na poltrona confortável, mexendo no celular.

 

— Está pronta? — Adriel levanta de uma vez.

 

— Me tira daqui. — exijo friamente sem encará-lo.

 

— Como se sente? — tenta demonstrar preocupação.

 

Eu já sabia que ele não se importava comigo.

 

— Horrível.

 

Ergo a cabeça para olhá-lo nos olhos. Adriel abre a boca algumas vezes para dizer algo, mas nada diz.

 

— Ana Lis… Eu…

 

— Não diga nada, nem tente mentir. Só me leva embora, por favor! — interrompi sua fala. Ele ficou em silêncio.

 

Adriel estava me olhando de maneira estranha. 

 

Enquanto caminhávamos eu gravava cada cômodo da clínica, bem projetada, toda em mármore e granito de cores neutras. É uma construção muito bonita para uns, mas para mim, cada sala daquela e até mesmo o cheiro daquele local, ficará em minha memória como uma tenebrosa e desairável lembrança.

 

— As coisas não precisam ser assim. — disse ele.

 

A porta do elevador se abriu, entramos no estacionamento com nossos calçados ecoando o barulho dos nossos passos por todo ambiente, enquanto caminhávamos até seu carro.

Continue a ler este livro gratuitamente
Escaneie o código para baixar o App
Comentários (2)
goodnovel comment avatar
Gedalva
Espero que ela não perdoe tão fácil!!......
goodnovel comment avatar
Gedalva
Tô amando cada capítulo ...️
VER TODOS OS COMENTÁRIOS

Último capítulo

  • A última virgem e o CEO cafajeste    Capítulo 13

    — Trouxe um presente para você, espero que goste Margareth! Filippo cumprimentou a irmã entregando-lhe o presente que ele havia comprado durante a suposta viagem de negócios. No entanto, notei que o presente era uma sacola da grife de bolsas e calçados, a mesma em que ele estava com a amante. — Vou ver o senhor Lorenzo, tudo bem?Avisei ao meu marido, queria desaparecer daquele salão principal pelo simples motivo de evitar uma briga com algum membro da família Duarte. Pois, eu sentia seus olhares cheios de julgamentos me acompanhando a cada passo que eu dava.— Leve as meninas para o jardim, as crianças estão lá. Disse Margareth, seus lábios formaram uma curva sarcástica. Era evidente que a mulher mal podia suportar minha presença. Se ela ao menos soubesse o quanto eu queria ter vindo para este aniversário, provavelmente se sentiria pior. Margareth também tem duas meninas. Ambas têm praticamente as mesmas idades de Cassandra e Carmélia. Às vezes tenho um pressentimento que até pa

  • A última virgem e o CEO cafajeste    Capítulo 12

    — Queria que eu sentisse desejos por você depois de tudo? Ri secamente para ele. Seu rosto era uma performance de raiva e culpa. — Deveria pensar em me dar o divórcio e deixar minhas filhas comigo. — Nunca! Compreenda de uma vez por todas, seu lugar é ao meu lado! Sentia uma onda de raiva percorrer meu corpo ao ouvir aquelas palavras, uma vontade avassaladora de pular em seu pescoço e ampliar a cicatriz que eu havia deixado um mês atrás, quando cravei minhas unhas em sua pele.— Você dormiu na casa de Charlotte mesmo? Ou conheceu alguém? Ele estreitou os olhos e se aproximou de mim, seus passos eram cautelosos e sua expressão era repleta de dúvidas. Respirei profundamente e mantive-me atenta a cada um de seus movimentos. — Passei a noite na casa de Charlotte, acredite você ou não. O respondi duramente, qualquer indício de mentira que passasse em minhas palavras poderia pôr tudo a perder. Pois, Filippo nem sequer pestanejou enquanto me interrogava. — Ouça bem, Lauren. Se eu sou

  • A última virgem e o CEO cafajeste    Capítulo 11

    Peguei a aliança que estava na bolsa e a coloquei no dedo, antes de sair do carro. Imediatamente subi as escadas em direção ao quarto, peguei umas roupas de malha que costumo usar na academia e as joguei perto da cama. Feito isso, entrei para o banheiro tomada pelo nervosismo.O vestido que eu havia usado ontem, o escondi no fundo do cesto de roupas sujas.Todas às vezes que Filippo chega em casa, principalmente de uma viagem longa, costuma demorar mais de dez minutos para subir ao quarto. Primeiro, ele dedica algum tempo tirando as malas do carro, dá atenção às nossas filhas, interroga nossa babá e só depois, é que vem falar comigo. Hoje não foi diferente, meu marido supostamente estava agindo como de costume, como se nada tivesse acontecido. Após alguns minutos embaixo do chuveiro ponderando, ouvi seus passos dando voltas no quarto. — Poderia pelo menos colocar suas roupas suadas no cesto. Começou a resmungar. O plano parecia ter dado certo. Filippo pensou que eu estava praticand

  • A última virgem e o CEO cafajeste    Capítulo 10

    A cena chocante diante dos meus olhos me arrancou mais um suspiro, entre outras sensações pecaminosas. Fiquei extasiada naquele momento que ele me olhava com tanto fervor, admiração e desejo.— Você não faz ideia o quanto é linda, desejável e deliciosa, Lauren...Sussurrou com sua voz rouca, seu hálito quente soprando em um lado do meu rosto, próximo ao ouvido. Instintivamente arqueei as costas, ansiosa para senti-lo dentro de mim, causando-me sensações magníficas.— Também não faz ideia o quanto quero você!Suas mãos foram para debaixo do meu vestido e posteriormente ele tirou minha calcinha com facilidade. Andrew sabe como enlouquecer uma mulher.Também não é de admirar tanto, pois um homem como este, certamente deveria ser um mestre em seduzir e dar prazer a uma mulher. — Oh, caramba! Andrew. Isso é muito bom!Aquele movimento que seu membro fazia em volta do meu sexo latejante, me faria gozar sem muito esforço.— Está tão molhada, Lauren... Meu nome nunca havia sido mencionado de

  • A última virgem e o CEO cafajeste    Capítulo 09

    O clima transmitia uma sensação agradável de acolhimento, envolvendo-nos ao o calor suave da lareira permeado aos sons de estalidos da lenha queimando. Podíamos sentir o aroma sutil de madeira queimada e ouvir nossas respirações descompassadas, criando uma atmosfera íntima para o momento.— Você deve estar pensando que aquele carro é meu, estou certo?Deu um sorriso desajeitado, parecendo tenso. Eu, por outro lado, permaneci em um silêncio sugestivo.— Não é meu, é do meu chefe.— Não é só pelo carro luxuoso, Andrew.— Então, é pelo quê?Seus lábios distorceram, demonstrando uma expressão um tanto desfavorável ao assunto.— Você se comporta com nobreza e elegância a todo momento. Parece ser um homem muito inteligente, então, naturalmente, age como um anfitrião da alta sociedade e com bons status. Há outras coisas, mas deixa para lá. — Estou impressionado com sua observação, Lauren!— Além disso, sua capacidade de lidar com situações complexas com calma, é notável.— Você realmente n

  • A última virgem e o CEO cafajeste    Capítulo 08

    Andrew, logo percebeu a inquietação nos meus dedos que apertavam inconscientemente a beirada do vestido, enquanto eu olhava a escuridão através da janela um tanto amedrontada. De um lado era apenas montanhas, o outro, havia um abismo sem fim!Por um momento, fiquei arrependida por aceitar sair com um homem que acabei de conhecer. O coração se afundava num poço de ressentimentos, no entanto, quando o encarei de soslaio, senti a tensão se abrandar com a sensação de estabilidade que me transmitia. Ele segurou minha mão e a beijou sem tirar os olhos da estrada escura.— Você não confia em mim. O silêncio foi tomado por sua voz rouca, Andrew não escondeu a tristeza nos olhos quando notou minha reação duvidosa sobre ele.— Entendo que esteja com medo, eu também ficaria. — Deu uma risada para quebrar o gelo — minhas intenções são as melhores, senhorita! — Para onde estamos indo? — Estou nos levando para um lugar muito especial e tenho certeza que você vai gostar muito! Ele disse em um t

Mais capítulos
Explore e leia bons romances gratuitamente
Acesso gratuito a um vasto número de bons romances no app GoodNovel. Baixe os livros que você gosta e leia em qualquer lugar e a qualquer hora.
Leia livros gratuitamente no app
ESCANEIE O CÓDIGO PARA LER NO APP
DMCA.com Protection Status