MasukPOV LaraO crepúsculo se aprofundava sobre as montanhas de Berkshires, tingindo o céu de um tom violeta e dourado que parecia emoldurar a nossa propriedade como uma pintura a óleo. As luzes amareladas das cordas suspensas entre as carvalhos já estavam acesas, projetando pequenas bolhas de calor e magia sobre o gramado.A música suave de fundo agora competia apenas com o som do vento nas folhas e as gargalhadas inconfundíveis dos nossos filhos.Depois do bolo e das felicitações de minha mãe, Thomas e Isabella, as crianças haviam tomado conta do gramado novamente.Arthur, vestindo a sua camisa de linho amassada do dia inteiro de brincadeiras, estava ajoelhado na relva macia. Ele ensinava pacientemente a Maya como posicionar os pequenos dragões de brinquedo ao redor de um "castelo" improvisado com galhos e pedras. Maya, com as bochechas coradas e os cachos castanhos bagunçados, ouvia o irmão mais velho com uma atenção quase solene, assentindo com a cabeça e soltando risadinhas encantadas
POV LaraO sol de final de tarde no enorme jardim da nossa propriedade de campo em Berkshires vestia as árvores com um manto dourado reluzente. O ar puro da montanha trazia o aroma de grama cortada, flor de laranjeira e a doçura do bolo de chocolate que aguardava na mesa principal.Hoje, a nossa fortaleza em Boston fora trocada pelo refúgio da família. Era o aniversário de oito anos do nosso primogênito, o Rei Arthur.A propriedade, cercada por carvalhos centenários e montanhas que pareciam tocar o céu, fora transformada num verdadeiro reino de celebrações. Tendas elegantes de tecido cru e cordões de luzes calorosas decoravam o gramado. Não havia repórteres, analistas de mercado ou câmeras da Bloomberg. Havia apenas risadas infantis, música suave ao fundo e os passos apressados de crianças correndo sem sapatilhas pela relva.— Papai! Olha o tamanho daquela colina! Eu consigo correr até lá em três segundos! — a voz firme e cheia de energia de Arthur ecoou pelo jardim.Aos oito anos, o
POV LaraO calor do corpo de William ao meu lado era um porto seguro, a respiração dele aos poucos desacelerando e se tornando ritmada. Senti quando ele me puxou ainda mais para o seu peito, os braços imensos me envolvendo num abraço protetor enquanto a palma da sua mão permanecia firmemente espalmada sobre a minha barriga, cobrindo o lugar onde a pequena Maya repousava.Adormecemos envolvidos por essa serenidade absoluta. Não havia mais espaço para os pesadelos do passado, nem para as incertezas que outrora nos assombravam nas madrugadas frias de Boston.A luz suave do amanhecer começou a invadir a suíte principal, filtrando-se pelas persianas automatizadas que deixavam passar os primeiros raios dourados do sol. O aroma suave de sândalo do banho da noite anterior ainda pairava no ar, misturado ao cheiro da nossa pele e ao perfume das flores frescas que Charles sempre renovava nos vasos do quarto.Abri os olhos devagar, sentindo o peso confortante do braço de William ao redor da minha
POV LaraO olhar de William sobre mim era tão pesado quanto o corpo dele, uma presença que ocupava cada centímetro de ar entre a minha respiração e o meu desejo. Ele ficou de joelhos entre as minhas pernas abertas, a nudez dele gravada na minha retina como uma visão queimar—o peito largo ainda brilhando com as gotículas de água do banho, os músculos abdominais se contraindo a cada respiração irregular, e o sexo dele, duro, latejante, erguido contra o ventre, a glande já brilhando com a umidade da excitação.Ele não tinha pressa. Não mais.William deslizou as mãos pelas minhas coxas, os dedos quentes e firmes pressionando a carne macia, empurrando o cetim aberto do meu robe para os lados, me expondo completamente à penumbra do quarto. A lingerie de renda preta ainda cobria meus seios e meu sexo, mas era uma barreira frágil que ele parecia saborear a ideia de destruir.— Passei o dia inteiro olhando para você — ele murmurou, a voz grave e rouca, os olhos azuis percorrendo meu corpo deit
POV LaraO eco do último brinde de domingo ainda parecia flutuar pela cobertura, mas a agitação do almoço em família há muito havia se dissipado. Thomas e Isabella haviam partido no final da tarde, minha mãe se recolhera aos seus aposentos e Charles já havia deixado a cozinha impecável antes de se retirar para a área de serviço.Arthur, exausto de um dia inteiro sendo o centro das atenções, dormia um sono anjo no seu quarto, abraçado ao seu dragão de brinquedo e coberto até o pescoço.Agora, o silêncio que se instalava na suíte principal era denso, intimista e carregado de uma tensão magnética que se acumulava há semanas.O sol de Boston finalmente dera lugar à noite, e a imensa vidraça do quarto revelava apenas as luzes distantes dos arranha-céus piscando contra o céu de veludo negro. A única iluminação do ambiente vinha da chama fraca de duas velas aromáticas de sândalo e baunilha sobre a bancada do banho e do brilho dourado que escapava da porta entreaberta do closet.Eu estava par
POV LaraO sol do início da tarde de domingo preenchia a nossa cobertura no Seaport District com uma luz dourada e acolhedora. O vento brando que vinha da baía de Boston batia contra as vidraças panorâmicas, mas dentro do apartamento o clima era de pura celebração.A longa mesa de mogno da sala de jantar havia sido posta com um esmero impecável por Charles. Guardanapos de linho fofos, taças de cristal lapidado que capturavam a luz solar e um arranjo central baixo com peônias brancas e hortênsias suaves transformavam o espaço corporativo em um santuário familiar. O aroma de assado com ervas finas, risoto de açafrão e pães artesanais flutuava no ar, criando uma atmosfera que exalava o verdadeiro significado de lar.A mesa estava completa.Na cabeceira oposta à minha, William reinava com uma postura descontraída, sem a rigidez dos ternos de dez mil dólares. Ele vestia uma camisa de linho azul-claro com as mangas dobradas até o cotovelo, exibindo o relógio de pulso discreto e os braços fo







