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CAPÍTULO 14

Autor: Evilyn Sá
last update Data de publicação: 2021-12-29 08:23:07

Os dias correm de pressa quando percebo já passou duas semanas e eu não retornei para a universidade, estou trancada no quarto, ouvindo músicas sobre corações partidos e sem força de vontade para fazer nada, minha mãe b**e na porta o tempo todo tentando me tirar de minha bolha mas nada me faz sair daqui, está manhã ela me trouxe doces para me animar, comi todos e continuei da mesma forma, trancada e deitada. Escuto alguém b**er em minha porta mas não respondo, de repente minha amiga Luiza entra fazendo um estrondo.

- Já que não me responde resolvi invadir mesmo – ela entra abre as cortinas e arranca as cobertas de cima de mim – saia dessa cama – ela exige.

- Não! – falo seria – me deixe em paz – coloco o travesseiro em minha cabeça para abafar a voz dela.

- Alicia Maria Whinterfell – ela diz meu nome inteiro só porque sabe o quanto o odeio – você vai ouvir o que tenho a te dizer nem que seja amarrada! – continuo com o travesseiro em cima da cabeça e bufo irritada – está bem – ela diz me empurrando da cama, Caio em cima do meu braço e grito.

- Aiiii está maluca?! – passo a mão em meu cotovelo que dói.

- Não – ela sorri – agora sente-se e me escute. Suspiro vencida pela determinação de Luiza.

- O que foi? – falo irritada.

- Oliver não teve culpa – ela j**a na minha cara – ele foi dopado.

- E como você sabe? – pergunto virando a cara.

- Porque o Marcos levou no laboratório para analisar o copo que ele estava tomando – ela me mostra um papel no qual mostra uma substância no, qual não sei pronunciar.

- Que substância é essa? – pergunto curiosa.

- É para deixar a pessoa mais lenta, eu não sei te explicar direito – ela entrega para mim uma carta – leia – vou deixar você sozinha para ler – Luiza se levanta e sai do quarto. Na carta tem meu nome escrito no envelope. “Alicia” Abro e observo a letra não tão bonita, está mais para letra de médico uns rabiscos na minha opinião.

Linda

Estou enviando essa carta porque sei que se eu for junto você não irá querer me ver. Depois que você me dispensou na rodoviária fiquei arrasado, era como se eu tivesse perdido o sentido da minha vida, mas algo que você me disse deixou meus sentidos intrigados. Você perguntou se eu pensei em você naquele momento. Não, eu realmente não pensei em você na verdade até você quebrar aquele vaso na cabeça de Melissa eu não estava pensando em nada era como se eu não estivesse inconsciente. Mas estava tão arrasado que não pensei nisso até chegar em casa, no dia seguinte após uma bebedeira que me deu uma dor de cabeça terrível, então que vi o presente que você deixou em cima da mesa com a chave do seu carro, quando li o cartão não entendi o que você queria dizer. Só quando abri é que realmente fui entender, na verdade meus olhos não podiam acreditar no que estava vendo. Você realmente me tirou o chão Alicia. Achar o livro da minha mãe foi o melhor presente que poderia me dar por toda a minha vida, não sei como você conseguiu mas agora que devo isso a você me sinto pior ainda por não tê-la. Quando você disse que eu iria me sentir pior quando visse o seu presente estava certa. Alicia meu mundo não faz sentido sem você. Porque ao me mostrar o verdadeiro amor. Você me deu o sentido da vida e um motivo para viver. Seu amor é perfeito para mim. Eu não imaginava como o amor pode doer e machucar. Mais seu amor é o que está me mantendo vivo. Linda se não puder me perdoar só quero que saiba que estarei te esperando caso um dia me queira. Por isso corri atrás e descobri que fui dopado, Luiza me ajudou e conseguiu arrancar de Melissa que foi ela quem fez isso. Ela só não a denunciou por agressão porque ameacei levar o resultado do teste na polícia caso ela fizesse uma queixa contra você... Por favor me perdoe. Não me deixe. 

Eu te amo.

Oliver.

          Respiro fundo lendo cada palavra que ele escreveu, chamo Luiza que está no corredor do lado de fora, ela para na porta e encosta me encarando com um sorriso no rosto, mas a verdade é que não tenho a mínima ideia do que fazer, aquela cena atormenta minha mente, não consigo parar de pensar nisso mesmo que de certa forma ele não tenha culpa, é difícil lembrar daquela cena.

- O que eu faço? – pergunto para Luiza porque realmente não tenho ideia do que fazer.

- Pensei que você já soubesse – ela sorri.

- A minha vontade é de ir lá e resolver tudo mas... – coloco as mãos na cabeça – não consigo esquecer aquela cena Lu... - Ela suspira e senta ao meu lado.

- Eu sei, deve ser horrível ver a pessoa que você ama com outra pessoa – ela segura minha mão – mas ele também de certa forma não tem culpa Licia. - Abaixo a cabeça para a carta e observo a letra de Oliver.

- Eu sei. Só é difícil para mim já sofri tanto e passar por isso acabou comigo – olho para minha amiga com lágrimas nos olhos.

- Bom. Sabe o que eu acho? – ela limpa uma lágrima que escorre em meu rosto – você deveria começar voltando para a universidade tá difícil enrolar os professores – ela ri.

- Você tem razão – olho para ela - E depois você conversa com ele e se resolvem – concordo com a cabeça.

- Está bem – suspiro aflita com a ideia de revê-lo.

- Mas já que estou aqui vamos ficar até amanhã para você se recompor e então voltamos – ela me abraça como se fosse minha irmã colocando juízo na minha cabeça, minha mãe aparece logo chamando depois  para tomar um café.

- Vou tomar uma, ducha e já vou para sala – afirmo.

- Há que bom porque esta fedendo – Luiza coloca a mão no nariz e dou um, tapa no braço dela. 

- Também não é para tanto – ela ri e eu vou tomar um banho.

          Passamos o final de semana na casa de minha mãe, no domingo cedo agradeço-lhe por me ajudar, Luiza e eu voltamos para a universidade penso em como devo estar atrasada com as disciplinas, mas Lu já emprestou as anotações de uma menina da minha classe, começo lendo e anotando tudo para estudar esta semana, pelo, o que minha melhor amiga me disse na próxima semana começam as provas para o final desse semestre. Fico nervosa pensando se irei passar, esse é o meu primeiro ano de quatro, suspiro nervosa e Luiza percebe.

- O que foi? – ela pergunta preocupada.

- Estou com medo das minhas notas Lu, não posso tirar menos de sete se não reprovo e ainda perco a bolsa – esfrego os olhos pois já é madrugada e eu ainda não anotei nem metade do que perdi.

- Não se preocupe, tenho certeza que você vai se sair bem – afirma eu já não tenho tanta certeza. Penso comigo mesma. – mas vá dormir amanhã você termina isso – concordo com ela e apago a luz deito tranquilamente na minha cama, quando alguém começa a esmurrar a porta.

- Abrreeee – percebo ser Oliver – eu sei que você está aí –  ele está bêbado – cutuco Luiza - Ele está bêbado – falo.

- Vamos abrir a porta antes que ele acorde Coraline! – concordo e abro a porta puxo ele para dentro e fecho.

- Você está maluco? Quer que nos expulsem?! – olho para ele e percebo o quanto ele está acabado. Os olhos estão roxos de não dormir, o cabelo está maior que o normal, abarba está grande e ele fede bebida.

- Por favor linda - ele balbucia – por.. por.. por favor..

- Agora não é o momento – pego ele levo para o banheiro com a ajuda desajeitada dele tiro as roupas e fico hipnotizada por alguns instantes olhando para aquele corpo esculpido que ele tem.

- Gosto né?! – ele solta uma gargalhada. Saio do meu transe momentâneo e empurrou ele para o chuveiro gelado, ele urra de frio e quem ri sou eu. Quando percebo que ele já está recobrando o consciente deixo uma toalha e saio do banheiro. Olho para Luiza que ri baixinho, lanço meu olhar severo ela para na mesma hora.

- Alguém vai ter que levar ele em casa e não vai ser eu – ela diz deitando na cama. Bufo de raiva mas ela continua rindo de mim, quando Oliver finalmente saí do banheiro aparenta estar melhor.

- Desculpe – ele diz abaixando a cabeça.

- Vamos, vou te levar para casa – pego meu casaco – mas por favor o máximo de silêncio se Coraline ver você estamos ferradas – ele concorda com a cabeça e saímos em silêncio até chegar no meu ex-carro. Oliver me passa a chave e entramos no carro, mas antes que eu possa dar a partida ele segura minha mão.

- Você está bem? – ele pergunta ainda com a mão sobre a minha, viro o rosto para encara-lo.

- Já estive melhor. Quanto a você não vou nem perguntar – ele sorri mas me mantenho seria.

- Você leu a minha carta? – abaixo minha cabeça não quero falar disso agora com ele meio bêbado e eu morrendo de cansaço e sono.

- Oliver por favor agora não é o momento – ele concorda com a cabeça e solta minha mão. Seguimos o caminho em silêncio até o apartamento dele, os únicos barulhos eram nossa respiração, os suspiros que ambos soltavam e o ruído do carro. Como está de madrugada as ruas estão vazias então não demoramos muito e chegamos no apartamento dele. Desligo o carro e devolvo a chave, decido ir embora de táxi é mais seguro porém Oliver me segura pelos braços.

- Onde você vai? – ele pergunta.

- Para casa de novo – respondo irritada.

- Não, está tarde é perigoso até mesmo pegar táxi, durma aqui e amanhã eu te levo – olho para ele nervosa.

- Não, então me deixe voltar com o carro e amanhã eu devolvo – peço mas ele já está me puxando para o elevador.

- Alicia você já foi assaltada não vou deixar você voltar sozinha no meio da madrugada – ele me segura com os dois braços prendendo os meus, começo a ficar nervosa, escuto a respiração dele e sinto o cheiro dele isso me faz lembrar como é estar em seus braços, meu corpo todo treme, não posso olhar para o rosto dele, então me mantenho com a cabeça baixa ele para o elevador.

- Não, por favor tenho pânico você sabe – suplico mas não é verdade só não quero ficar trancada ali com ele levanto a cabeça para encara-lo e me arrependo na mesma hora ele me analisa com aqueles olhos maravilhosos verdes irresistíveis nem percebo quando mas já estamos nos beijando, ele segura minha nuca e aperta minha cintura com o braço ao redor de mim, passo os dedos em seus cabelos grossos e seguro o ombro dele, nos beijamos sem parar, sinto a barba grande dele roçar no meu rosto e pinica-lo, ele me prende na parede do elevador e sinto todo o corpo dele, no meu, não consigo nem mesmo respirar direito por causa de nossa empolgação. Ele beija meu pescoço, cheira meus cabelos e percorre meu rosto com a mão, me sinto viva novamente como se cada toque dele me revigorasse, ele para e me encara observando meu rosto como se registrasse cada feição minha.

- Que saudade – ele diz me puxando e abraçando só então percebo que ele está chorando.

- Eu também senti saudades – falo.

- Linda por favor.. – ele nem mesmo consegue terminar Beijo o pescoço dele.

- Está bem – suspiro. Eu sabia que isso aconteceria quando encontrasse com ele, Oliver é a minha fraqueza, mas mesmo que minha mente fale para ser mais dura com ele, meu coração me diz para ama-lo e ir ser feliz, já estou tão cansada de ser infeliz que decido escutar meu coração, não confio nele novamente mas isso falarei para ele amanhã, está noite só vou curtir por um momento ao lado dele novamente.

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Último capítulo

  • AMOR PERFEITO   EPÍLOGO

    Sinto um estranho frio na minha barriga, me olho no espelho e nem acredito no quanto me sinto linda e feliz, minha mãe me observa e começa a chorar de felicidade, Luiza sorri a final foi ela quem me ajudou e me incentivou nos momentos mais difíceis, Marcos não demorou muito para pedir a mão de minha amiga e ela aceitou, veio toda feliz mostrar o anel de noivado para mim e fico feliz por ela assim como ela está feliz por mim agora, volto a observar minha mãe, ela continua chorando emocionada ao me ver nesse vestido perfeito, ela está namorando um fazendeiro que conheceu no serviço dela, está tão feliz e isso me deixa mais tranquila não á ninguém que mereça a felicidade como minha mãe merece mas é claro que se Roger não tratá-la bem vai ter três problemas atrás dele, eu e meus irmãos. Aliso meu vestido branco, e percebo que a escolha do modelo sereia foi uma ótima decisão, valorizou muito meu corpo, sem falar nos brilhos que chamam atenção por toda a

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 19

    Depois de muitas dificuldades o pai de Oliver devolveu o dinheiro que tinha roubado do filho, ele passou um mês na cadeia por desacato e tentativa de suborno, mas o juiz foi bonzinho com ele e o condenou a apenas um ano de prestação de serviços comunitários desde que ele devolvesse o dinheiro extorquido, meu namorado ficou bem satisfeito com o que aconteceu com o pai dele e agora que está sem nada tentou falar com Oliver para pedir perdão, mas não conseguiu enrolar Oli que o ignorou completamente e eu o apoio totalmente eu também não conseguiria ficar perto de uma pessoa que me odiou a vida inteira sem nenhum motivo e que agora quer se aproximar apenas por interesse. As aulas em fim acabaram, passei para o segundo ano da faculdade tranquilamente, apesar das dificuldades consegui conciliar um relacionamento com meus estudos e eu não poderia estar mais feliz até ver Anthony no estacionamento aos beijos com Melissa, depois de tudo o que aconteceu esqu

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 18

    Na semana do julgamento Oliver estava uma pilha de nervos, não se aguentava parado, ele passou as informações para o advogado que contratou um agente para investigar tanto o pai de Oliver quanto o advogado dele, mas o advogado não passou nenhuma informação com respeito a isso para nós o que acabou deixando meu noivo mais ansioso ainda, ele não conseguiu estudar e levou bomba nas últimas provas do ano, acabou recuperando com trabalhos que entregou e apresentou, toda vez que eu tentar conversar com ele tudo o que eu falava era motivo para irritação. Então até o dia da audiência me mantive distante dele, não estava brava ou chateada apenas queria evitar me aborrecer e deixar ele aborrecido. Finalmente o dia da audiência com o juiz chega e me encontro com ele no horário marcado.- Desculpe – é a primeira palavra que sai de sua boca ao me ver.- Não há o que desculpar – beijo ele – você está bem?- Estou tentando me manter calmo – passo a mão e

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 17

    Achei gentil da parte de Marcos por convidar Anthony e Luca para a festa os dois estavam animados para sair e se divertir, passei na casa alugada e peguei eles, depois parei no apartamento de Oliver para ele vir também, fomos os quatro no meu ‘fox’ vermelho, chegando no apartamento de Marcos vimos que realmente era uma festa, havia muitas pessoas provavelmente do curso de medicina de Luiza e amigos de Marcos, a música estava alta, coitado dos vizinhos, Lu nos recebe indicando as bebidas e comidas, caso não quisesse se servir havia garçons para anotar os pedidos. Oliver me puxa para dançar e sigo o ritmo da música, meu vestido não é comprido, um pouco para baixo do joelho então não é difícil dançar com ele, seguimos o embalo dançando e as vezes nos beijando, conforme o tempo passa começo a suar então peço um tempo para ele. Saímos do meio da sala e vamos para a mesa com bebidas, Oliver sempre um cavalheiro me serve uma taça com vinho sento em

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 16

    Nos dias que seguem Oliver faz a mudança para o apartamento antigo dele, além de ficar longe de Melissa é muito mais perto da universidade posso até ir a pé se quiser visitar ele. Percebo que ele está triste por mudar, Marcos apesar de chateado ajuda na mudança também com Luiza, enquanto auxilio na mudança sinto meu celular vibrar olho o número discado e percebo ser Anthony quem está me ligando.- Oi, o que foi? – fico preocupada com essa ligação repentina.- Você pode me encontrar agora daqui á meia hora? – percebo que a voz dele não está normal, fico com medo pois algo deve ter acontecido.- Sim, na cafeteria lê coffe daqui meia hora – olho para Oliver que me observa.- Está bem, até mais – ele desliga o telefone. Oliver me olha com cara de cachorrinho abandonado.- Era Anthony penso que algo sério aconteceu – suspiro preocupada.- Ele não te falou nada? – meu namorado me abraça e beija minha cabeça.- Não, isso me deixa mais

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 15

    Entramos no apartamento dele e me sento no sofá, ele me pede uns minutos e vai para o quarto dele, observo todo o ambiente á minha volta continua da mesma forma de alguns dias atrás e a lembrança do último acontecimento vem a minha mente, levanto rapidamente do sofá, e sento em uma poltrona do outro lado da sala, encolho meus joelhos para perto de mim e abraço eles, apoio minha cabeça no meio das minhas pernas e fecho os olhos, tento imaginar outras coisas, penso no que acabou de acontecer no elevador, mas tenho problemas com lembranças ruins elas ficam em minha mente e mesmo que eu queira, esquece-las, elas parecem que gostam de me atormentar.- Você está bem? – levanto a cabeça Oliver está na minha frente mas agora sem barba e com pijamas.- Na verdade não – falo olhando para o sofá ele segue meu olhar e depois de alguns minutos me pega no colo – o que você está fazendo? – pergunto assustada.- Levando você para o meu quarto – fico assust

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