INICIAR SESIÓNOs dias que se seguiram passaram feito um borrão, Luiza tentou de várias maneiras falar comigo, mas não quero conversar com ela; pensei que ela fosse minha amiga que nunca esconderia nada de mim, ainda mais algo que ela sabia que me magoaria. Conforme adivinhei meu rendimento nas aulas começou a cair, Oliver tentou de todas as formas possíveis, falar comigo, me mandou mais de cinquenta mensagens, me ligou umas vinte vezes. Ficava me esperando na minha ala, quando eu saia tentava falar comigo, mas eu sempre dava um jeito de fugir dele. Até que ele cansou e parou de correr atrás me dando um pouco de paz e espaço para pensar. Resolvi que já estava na hora de ir visitar minha família, sinto falta deles, e minha mãe vai conseguir me ajudar a colocar as ideais no lugar, Luiza me faz muita falta, ela era a única que eu podia contar nos momentos difíceis, faço minhas malas, arrumo as roupas para um final de semana e minha ex-amiga chega.
- Só para te avisar, estou me mudando para o apartamento de Marcos – paro o que estou fazendo por um momento e então aceno com a cabeça. Se fosse antes eu teria brigado com ela, na minha opinião isso não é certo e ela sabe disso. - Caso você pare de ser uma tremenda idiota pode me procurar lá – ela para na porta – e só para você saber ainda te considero minha amiga – vira as costas e b**e a porta. Suspiro alto e retorno a fazer a mala. Saio carregando-a, em seguida aviso para Coraline que irei ficar o final de semana fora, ando pelo pátio deserto da universidade, a maioria dos alunos fora passar o feriado e o final de semana em casa, eu concluí o meu trabalho de direitos humanos por isso perdi um dia, ando observando as pedrinhas no chão e pensando nos últimos acontecimentos, com um fone nos ouvidos vou escutando minhas músicas de fossa. Paro no ponto para aguardar o ônibus afinal não tenho carro e nem tive coragem de cobrar a aposta. Na verdade não tenho coragem nem para olhar mais para ele, sinto uma pontada no meu peito cada vez que penso nesse assunto. Fico tão perdida nos meus pensamentos que não percebo dois homens robustos se aproximar de mim, um deles me aborda me segurando pela cintura e encostando uma faca em minha costela, levanto a cabeça mas ele me repreende.- Não olhe! Entendeu? – começo a tremer de medo mas fico com a cabeça baixa – agora você vai passar o seu celular e a mala para mim – ele diz encostando a boca no meu ouvido – começo a tirar o celular do bolso e os fones de ouvido quando escuto o parceiro que está mais a frente gritar.- Vamos logo com isso! Tem um carro vindo! – o que está me segurando pela cintura me aperta mais como se fôssemos namorados.- Não se preocupe ninguém irá suspeitar, levanta a cabeça e me olha e conversa comigo – o ladrão diz. Levanto a cabeça mas não olho para ele, meu olhar encontra com o de Oliver que está andando em nossa direção o outro bandido está tão concentrado no carro que não vê Oliver vindo, ele me encara faço expressão de pânico e ele entende, viro a cabeça e olho para o outro bandido e ele segue meu olhar, o carro passa sem nem perceber o que está acontecendo, tudo isso não leva nem um minuto, volto o rosto para baixo quando escuto o bandido do outro lado da rua gritar. O que está me segurando vira bruscamente e vê que Oliver derrubou seu parceiro e está vindo em sua direção, então ele crava a faca em minha costela e sai correndo, solto um grito alto de dor, olho para a minha barriga e vejo que está saindo muito sangue, tudo em volta começa a rodar e vai desaparecendo sinto alguém me segurar depois de uns segundos apago. Quando acordo estou em um quarto de hospital, branco e verde, minha mão dói vejo que está cheia de tubos que injetam soro e remédios, sinto um desconforto no abdômen, levo a mão até lá mas está com curativo, então toda a lembrança do assalto vem a minha memória, a última coisa que me lembro é de Oliver me segurando depois disso não me recordo de nada. Olho na poltrona ao meu lado e é ele quem está sentado dormindo, me questiono por quanto tempo eu apaguei. Resolvo acorda-lo.- Oliver – chamo mas ele não acorda apenas se ajeita na poltrona – Oliver! – agora quase grito, ele dá um salto com o susto eu não aguento e foi risada da expressão dele, mas logo paro meu abdômen dói.- Que bom você acordou linda – ele diz, mas penso que não tenho nada de linda nesse momento.- Quanto tempo eu dormi? – pergunto.- Dois dias – ele fala. Suspiro perdi o final de semana inteiro.- O que aconteceu? Não me lembro de mais nada depois que levei a facada. - Falo olhando.- Bom você desmaiou e eu te carreguei até o meu carro e trouxe para o hospital, eles disseram que a faca não pegou nenhum órgão vital, então eles controlaram o sangramento e deram pontos em você – ele me explica como se tivesse acompanhado tudo.- Pensei que eu fosse morrer – confesso tristemente.- Nunca deixaria que isso acontecesse. – ele fala segurando minha mão livre.- Cadê Luiza? – ela está no restaurante do hospital com a sua mãe.- Minha mãe está aqui? – ela deve ter vindo correndo.- Sim, assim que avisamos ela pegou o primeiro ônibus que conseguiu e veio - ele afirma.- Deve ter ficado desesperada – falo imaginando.- Ela chegou aqui chorando muito só parou quando o médico garantiu que você ia ficar bem – solto um risinho. - Imaginei – falo respirando fundo no entanto o ferimento dói.- Você me deu um susto – ele fala com a voz embargada. Retiro minha mão das dele devagar ele nota e me olha cheio de lágrimas.- Eu ia te contar a verdade sobre mim naquele mesmo dia – ele me observa mas continuo em silêncio – Melissa contou antes para te afastar de mim, mas eu ia te contar linda, eu ia te dar um tempo para analisar se confiaria em mim – ele se aproxima mas me sinto fraca e minha cabeça dói, suspiro.- Não me sinto bem. – digo sentindo o sono retornar.- É o remédio, eles colocam algo que te faz ficar sonolenta assim seu corpo trabalha mais lento e facilita sua recuperação – ele volta a segurar a minha mão, mas estou fraca e com sono e também é bom o calor que passa isso me conforta.- Penso que vou... – não termino de falar o sono é maior que eu. Quando retorno a consciências sinto minha boca seca, meu abdômen dói tento me ajeitar, mas alguém vem e me ajuda, abro os olhos e vejo minha mãe fazer carinho nos meus cabelos, isso me conforta e me faz sentir uma menininha sentada no colo dela sentindo seu carinho e durmo.- Mãe.– eu digo devagar.- Oi! minha querida, como você está agora? – ela continua passando a mão em meus cabelos e então começo a chorar.- Pensei que fosse morrer sem te ver – ela chora também mas me conforta.- Não querida, aquele rapaz salvou sua vida, se ele não tivesse sido rápido o pior poderia ter acontecido – minha mãe fala com a voz embargada – mas ele socorreu você rapidamente para diminuir o sangramento e correu com você pro hospital – penso em Oliver e no que ele fez por mim.- Você gostou dele? – pergunto.- Devo sua vida á ele querida – ela beija a minha testa.- Estou com sede – ela pega um copo e enche de água e me ajuda a tomar – quanto tempo vou ficar aqui?- O médico falou que depende da sua recuperação, eles diminuíram a dosagem de remédio para você dormir menos assim ele vai te avaliar e decidir quando te dar alta – mexo meus pés um pouco estão muito tempo parados.
- Onde você está dormindo? – fico preocupada imediatamente minha mãe não tem dinheiro para pagar hotel por tanto tempo.- Estou no apartamento do namorado da sua amiga ele insistiu muito para que eu ficasse. – suspiro aliviada.- Luiza está morando lá agora – explico triste.- Filha Luiza me contou tudo, você não está sendo muito dura com ela e com o rapaz? – ela me questiona.- Você acha? – olho para minha mãe com tristeza nos olhos.- Luiza me disse que se ela tivesse te contado você nem teria deixado Oliver se aproximar – confirmo com a cabeça porque é verdade eu nunca teria conhecido melhor Oliver se soubesse a verdade.- Mãe mas como confiar em alguém assim? – pergunto.- Confiando e se ele te decepcionar quem sairá perdendo é ele não você, sim irá sofrer se gostar realmente dele, mas isso você supera – ela beija minha testa – e eu sei que você já está sofrendo porque não dar uma oportunidade?- Você tem razão – olho para minha mãe e vejo o sofrimento em seus olhos deve estar trabalhando mais que o normal porque não estou em casa.- E perdoe sua amiga ela realmente ama você – ela da, uns tapinhas na minha mão livre e senta. Suspiro e penso nas palavras da minha mãe, ela realmente sabe dar conselhos. No dia seguinte já estou me sentindo bem, a dor com o tempo vai diminuindo, tento não me mexer e nem fazer muito esforço, Luiza ficou a manhã toda aqui colocando as fofocas em dia, contando dela e de Marcos, sobre a universidade e as aulas horríveis de anatomia humana, me contou que Oliver entrou numa fossa depois que rejeitei ele, pelo, o que ela me contou nem ir nas aulas, esteve indo durante esse tempo, acabo por ficar com dor na consciência por prejudicá-lo. Ficou sem sair do quarto por uns dias, parece que o dia do assalto ele resolveu tentar conversar comigo uma última vez, caso eu o desprezasse ele iria desistir de mim, Luiza riu porque ele afirmou estar escolhendo um modelo de carro para pagar a aposta. Ao que parece ele realmente sente algo forte por mim, e é isso o que me intriga, não fiz nada realmente para o conquistar, apenas o esnobei o tempo todo e ele insiste que quer ficar comigo. No momento em reflito sobre isso ele entra sorrindo e dispensando Luiza que sai resmungando do quarto.- Boa tarde Linda como está hoje? – sorri e senta na poltrona.- Estou bem melhor – afirmo ainda com aquela questão em mente.- Estava conversando com sua mãe e já garanti que você ficará lá em casa até se recuperar – ele fala sorrindo._- E minha mãe deixou? – pergunto incrédula.- Sim, ela falou que não vê problema desde que Luiza fique com você – ele pega a minha mão.- Nunca imaginei minha mãe permitindo algo assim – ele ri.- Há mas ela me ameaçou falou que se eu me aproximar muito e ela fica sabendo manda seus dois irmãos para bater em mim – Caio na gargalhada com a ideia. Olho para as mãos dele segurando as minhas e ele segue meu olhar.- Porque eu? – pergunto sem muito sentido mas ao que parece ele entende o que quero dizer – e não me diga que é porque me acha diferente – ele sorri com a minha ironia.- Sabe aquele dia no refeitório? – sei bem do que ele está falando do primeiro dia em que cheguei ele ficou o tempo todo me observando.- Sei você ficou me secando – ele sorri e eu devolvo o sorriso.- Eu estava analisando as novatas como sempre fazia – retiro a minha mão mas ele a puxa e segura novamente – decidindo quem eu conquistaria, a maioria olha para mim, é praticamente se j**a em cima sabe.- Sei – falo seca porque sinceramente me sinto com ciúmes.- Mas você parece que nem percebeu minha existência – ele diz sorrindo mais não para mim, mas para os pensamentos – e quando finalmente me viu te olhando, virou o rosto, e nem sequer jogou um sorriso apenas virou o rosto! – ele me encara novamente – na hora fiquei intrigado porque eu tinha lhe dado um sorriso a maioria teria feito o mesmo mas você parece que me ignorou mais.- Na verdade fiquei com vergonha – falo sinceramente.- Sério? Pensei que não tinha gostado de mim – ele fala me observando.- Não, só não fiquei me insinuando para você é bem diferente de não gostar – explico – eu não queria romance e te falei isso na festa – ele compreende o que quero dizer.- Mas fiquei diariamente pensando na menina do refeitório – ele explica – e pela primeira vez na vida pensei em alguém que queria conhecer não em alguém para ficar e depois me livrar – ele suspira fundo – na festa você conversou comigo e não flertou em nenhum momento e isso me deixou frustrado, fiquei a noite toda pensando em como fazer você gostar de mim, porque eu já estava gostando de você – ele me olha nos olhos – e quando beijei sua bochecha depois do nosso encontro fiz algo que me surpreendeu te soltei olhei para seu rosto e seus olhos castanhos e não verdes, percebi isso depende do seu humor seus olhos mudam a cor de um verde profundo para um castanho mel – paro um instante porque nunca havia percebido isso – depois que você me rejeitou devido à Melissa eu fiquei totalmente sem rumo no dia do assalto eu estava indo falar com você uma última vez – ele suspira fazendo círculos com o polegar na minha mão.- Eu não sei o que te dizer – falo abaixando a cabeça ele pega meu queixo com a mão e levanta meu rosto.- Só me dê uma oportunidade – ele diz com súplica na voz – nossa aposta era para o fim do semestre eu prometo que se eu te decepcionar, a deixarei em paz e pagarei a aposta para você – olho para ele sem saber o que dizer – por favor – penso no que minha mãe me disse ontem e resolvo. Aceitar afinal dei minha palavra, até o final do semestre.- Está bem – ele sorri – mas com uma condição – ele aperta meus dedos.- Qualquer coisa – ele afirma.- Terá que me fazer confiar em você – falo seria.- Farei de tudo para conquistar sua confiança – me dá um beijo na minha testa e sorri.Sinto um estranho frio na minha barriga, me olho no espelho e nem acredito no quanto me sinto linda e feliz, minha mãe me observa e começa a chorar de felicidade, Luiza sorri a final foi ela quem me ajudou e me incentivou nos momentos mais difíceis, Marcos não demorou muito para pedir a mão de minha amiga e ela aceitou, veio toda feliz mostrar o anel de noivado para mim e fico feliz por ela assim como ela está feliz por mim agora, volto a observar minha mãe, ela continua chorando emocionada ao me ver nesse vestido perfeito, ela está namorando um fazendeiro que conheceu no serviço dela, está tão feliz e isso me deixa mais tranquila não á ninguém que mereça a felicidade como minha mãe merece mas é claro que se Roger não tratá-la bem vai ter três problemas atrás dele, eu e meus irmãos. Aliso meu vestido branco, e percebo que a escolha do modelo sereia foi uma ótima decisão, valorizou muito meu corpo, sem falar nos brilhos que chamam atenção por toda a
Depois de muitas dificuldades o pai de Oliver devolveu o dinheiro que tinha roubado do filho, ele passou um mês na cadeia por desacato e tentativa de suborno, mas o juiz foi bonzinho com ele e o condenou a apenas um ano de prestação de serviços comunitários desde que ele devolvesse o dinheiro extorquido, meu namorado ficou bem satisfeito com o que aconteceu com o pai dele e agora que está sem nada tentou falar com Oliver para pedir perdão, mas não conseguiu enrolar Oli que o ignorou completamente e eu o apoio totalmente eu também não conseguiria ficar perto de uma pessoa que me odiou a vida inteira sem nenhum motivo e que agora quer se aproximar apenas por interesse. As aulas em fim acabaram, passei para o segundo ano da faculdade tranquilamente, apesar das dificuldades consegui conciliar um relacionamento com meus estudos e eu não poderia estar mais feliz até ver Anthony no estacionamento aos beijos com Melissa, depois de tudo o que aconteceu esqu
Na semana do julgamento Oliver estava uma pilha de nervos, não se aguentava parado, ele passou as informações para o advogado que contratou um agente para investigar tanto o pai de Oliver quanto o advogado dele, mas o advogado não passou nenhuma informação com respeito a isso para nós o que acabou deixando meu noivo mais ansioso ainda, ele não conseguiu estudar e levou bomba nas últimas provas do ano, acabou recuperando com trabalhos que entregou e apresentou, toda vez que eu tentar conversar com ele tudo o que eu falava era motivo para irritação. Então até o dia da audiência me mantive distante dele, não estava brava ou chateada apenas queria evitar me aborrecer e deixar ele aborrecido. Finalmente o dia da audiência com o juiz chega e me encontro com ele no horário marcado.- Desculpe – é a primeira palavra que sai de sua boca ao me ver.- Não há o que desculpar – beijo ele – você está bem?- Estou tentando me manter calmo – passo a mão e
Achei gentil da parte de Marcos por convidar Anthony e Luca para a festa os dois estavam animados para sair e se divertir, passei na casa alugada e peguei eles, depois parei no apartamento de Oliver para ele vir também, fomos os quatro no meu ‘fox’ vermelho, chegando no apartamento de Marcos vimos que realmente era uma festa, havia muitas pessoas provavelmente do curso de medicina de Luiza e amigos de Marcos, a música estava alta, coitado dos vizinhos, Lu nos recebe indicando as bebidas e comidas, caso não quisesse se servir havia garçons para anotar os pedidos. Oliver me puxa para dançar e sigo o ritmo da música, meu vestido não é comprido, um pouco para baixo do joelho então não é difícil dançar com ele, seguimos o embalo dançando e as vezes nos beijando, conforme o tempo passa começo a suar então peço um tempo para ele. Saímos do meio da sala e vamos para a mesa com bebidas, Oliver sempre um cavalheiro me serve uma taça com vinho sento em
Nos dias que seguem Oliver faz a mudança para o apartamento antigo dele, além de ficar longe de Melissa é muito mais perto da universidade posso até ir a pé se quiser visitar ele. Percebo que ele está triste por mudar, Marcos apesar de chateado ajuda na mudança também com Luiza, enquanto auxilio na mudança sinto meu celular vibrar olho o número discado e percebo ser Anthony quem está me ligando.- Oi, o que foi? – fico preocupada com essa ligação repentina.- Você pode me encontrar agora daqui á meia hora? – percebo que a voz dele não está normal, fico com medo pois algo deve ter acontecido.- Sim, na cafeteria lê coffe daqui meia hora – olho para Oliver que me observa.- Está bem, até mais – ele desliga o telefone. Oliver me olha com cara de cachorrinho abandonado.- Era Anthony penso que algo sério aconteceu – suspiro preocupada.- Ele não te falou nada? – meu namorado me abraça e beija minha cabeça.- Não, isso me deixa mais
Entramos no apartamento dele e me sento no sofá, ele me pede uns minutos e vai para o quarto dele, observo todo o ambiente á minha volta continua da mesma forma de alguns dias atrás e a lembrança do último acontecimento vem a minha mente, levanto rapidamente do sofá, e sento em uma poltrona do outro lado da sala, encolho meus joelhos para perto de mim e abraço eles, apoio minha cabeça no meio das minhas pernas e fecho os olhos, tento imaginar outras coisas, penso no que acabou de acontecer no elevador, mas tenho problemas com lembranças ruins elas ficam em minha mente e mesmo que eu queira, esquece-las, elas parecem que gostam de me atormentar.- Você está bem? – levanto a cabeça Oliver está na minha frente mas agora sem barba e com pijamas.- Na verdade não – falo olhando para o sofá ele segue meu olhar e depois de alguns minutos me pega no colo – o que você está fazendo? – pergunto assustada.- Levando você para o meu quarto – fico assust







