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CAPÍTULO 7

Autor: Evilyn Sá
last update Fecha de publicación: 2021-12-29 08:21:16

          O mês passa rapidamente e as férias de julho chegam, duas semanas livre dos professores, colegas chatos e preocupações com notas ou provas, Oliver ganhou a aposta e não para de se gabar, em todos esses meses nunca o vi tão feliz, mas ele não falou nada de namoro sério estou quieta esperando algum sinal de pedido. Já se passou uma semana desde que a aposta acabou mas ele não tocou no assunto em nenhum momento. Luiza tenta me tranquilizar mas confesso que estou apreensiva, decido que o melhor vai ser confiar nele. Enquanto organizo as minhas roupas escuto meu celular vibrar, olho e vejo uma mensagem:

“Linda se arrume vou levá-la para jantar beijos Oli”

Mostro a mensagem desesperada para Luiza que sorri para mim, então decido que está na hora de estrear o vestido preto novo que eu havia comprado, é difícil ter ocasião para usar um vestido preto mais longo. Luiza me ajuda a me arrumar, alisa meu cabelo e me maquia, me analiso no espelho e concluo que dá pro gasto minha aparência. Meu celular toca e Oliver avisa que está me esperando. Quando o vejo ele está muito bonito de calça jeans e casaco, suspira quando me vê.

- Você está perfeita – ele diz me girando – está linda – me dá um beijo.

- Você também está muito bonito - falo mostrando um sorriso.

- Mas não chego a seus pés – ele sorri e beija a ponta do meu nariz – vamos?

- Sim – falo sorrindo. Entro no carro com ele me observando, logo entra também e da partida no carro.

- Para onde está me levando? – pergunto curiosa.

- Isso é surpresa – ele sorri.

- Que bom porque amo surpresas – falo animada.

 Ele sorri também e percebo que está nervoso, isso me faz ficar ansiosa, mil coisas passam pela minha cabeça durante o trajeto para não sei onde, falo para mim mesma que é hoje, ele vai me pedir hoje. Suspiro aliviada e feliz, quando olho pela janela estamos estacionando em um restaurante muito fino, começo a ficar ansiosa pois sou muito desastrada e nada elegante. Ele abre a porta para mim e pega minha mão para me ajudar a sair do carro, entramos no restaurante e ele diz a recepcionista que reservou uma mesa, nos sentamos em um lugar privado onde não há ninguém ao nosso redor, ele pede um vinho e para jantar um ravióli a carbonara. Quando o garçom sai ele me olha muito sério e pergunta.

- Gostou do restaurante? – então sorri nervoso.

- Sim é muito bonito e romântico – afirmo agora com as mãos suando tomara que ele não queira segura-las.

- Antes de dizer o porque te trouxe aqui – ele se ajeita na cadeira – eu preciso lhe contar algo sobre mim – observo o rosto dele e não imagino o que ele quer me contar.

- Pode contar – falo baixo.

- Você sabe que eu odeio ao meu pai não é? – quando ele diz isso já imagino o que iria me contar.

- Sim – minhas mãos suam sem parar.

- Bom o odeio porque ele não é uma pessoa boa linda – ele suspira – ele me odeia também – agora passa a mão nos cabelos e percebo o quanto está nervoso – eu matei minha mãe e ele me odeia por isso. Olho naqueles olhos verdes que agora estão cheios de lágrimas contidas é muita tristeza guardada por muito tempo.

- Porque pensa que a matou? – o questiono é um absurdo ele pensar desta maneira.

- Porque ela morreu ao me dar à luz linda se ela não tivesse insistido em engravidar estaria aqui e eu não – ele aperta uma mão na outra, nervoso me aproximo dele, no sofá e seguro seu rosto em minhas mãos suadas.

- Nunca mais repita isso – ele me encara muito sério – se ela decidiu engravidar era porque desejava ser mãe e ela devia amar muito você, seu pai é um cretino por fazer você se culpar por isso – ele me abraça e enfia a cabeça em meus cabelos tentando esconder o choro.

- Pensei que você fosse me odiar também – ele diz em meio a meus cabelos.

- Nunca odiarei você Oliver, ao contrário você é uma pessoa incrível e eu me apaixonei desde o princípio. – as palavras saem de meus lábios como se fosse normal dizer algo tão forte.

- Comigo, aconteceu da mesma forma.– ele diz e então me beija sinto o gosto salgado de suas lágrimas em minha boca e percebo que não gosto de vê-lo chorar também. O garçom chega com o vinho e nos serve assim também com a comida, ele termina de nos servir e se retira novamente. Oliver me olha atentamente, fico sem jeito quando ele me observa desta forma, tomo um gole do vinho que é muito doce e tem um gosto de pura uva fresca, fico imaginando quanto ele irá gastar aqui. Então ele pega minha mão e começa a acariciar aparte de cima.

- Você sabe porque esperei essa semana para lhe pedir em namoro? – ele pergunta mas não tenho a menor ideia.

- Há você irá fazer o pedido? – falo brincando e ele sorri exatamente o que eu queria – mas não sei – falo seria.

- Queria ver se realmente estava confiando em mim – ele realmente é esperto e quase o questiono por isso ainda bem que me segurei.

- É claro que estou confiando em você – ele sorri. Coloca a mão no bolso do casaco e retira uma caixinha azul.

- Trouxe isso aqui para você – ele me entrega observo a pequena caixa em minhas mãos, azul-escuro e aveludada abro e vejo um anel de compromisso com pequenas pedrinhas ao redor.

- É linda – falo sorrindo.

- E você quer usá-la? – ele pergunta algo que é óbvio.

- É claro que quero – afirmo.

- Então você Alicia Maria Winterfell – ele usa meu nome inteiro odeio isso – aceita namorar comigo?

- Eu aceito! – ele coloca o anel em meu dedo fino e me beija devagar, quando se afasta está sorrindo.

- Penso que venci a aposta – zomba de mim.

- Só sinto por perder o carro, ainda dá tempo de mudar a decisão? – começo a rir e ele também. Jantamos o maravilhoso ravióli conversamos e rimos.

- Acho que vou ter que conhecer seus irmãos – ele fala fazendo voz de medo, solto uma risada só de pensar nisso.

- Pois é, se eu fosse você eu teria medo mesmo – ele ri e depois fica sério – irei amanhã buscar algumas coisas minhas na casa do meu pai quer ir junto?

- Vou ter que conhecer ele não é? – ele me olha triste por isso – tudo bem irei com você – dou um beijo nele e volto a comer. Ficamos conversando até a hora de ir embora, ele me deixa no dormitório da universidade e vai para casa, minha preocupação agora é com esse pai dele será que vou conseguir me controlar na presença dele? Chego a conclusão que não vou.

            O dia estava lindo para ser desperdiçado visitando o pai de Oliver, por mais que ele odiasse ao pai, ele queria me apresentar ao meu futuro sogro, eu simplesmente não entendo o porquê mas sinto que meu namorado quer agradar ao pai mesmo que esse pai não queira nenhum agrado. Prometi a mim mesma que tentaria tratar a este homem da melhor maneira possível, mas se ele destratar ao meu namorado na minha frente não sei como vou reagir, sou do tipo que tomo as dores das pessoas que amo, mesmo que elas não queiram ou não precisem delas. Andei pelo dormitório o dia todo de um lado para o outro, saí andar pela universidade mesmo com o campus vazio, sei que já fui assaltada e esfaqueada mas não estou me aguentando de tanta ansiedade, todos falam muito mal deste homem então estou com medo de ir conhece-lo sinto um aperto em meu peito como se algo ruim pudesse acontecer. Digo a mim mesma que estou ficando completamente maluca, que nada irá acontecer, que irei conhecer ao pai do meu namorado e que ficará tudo bem. Só de pensar que me refiro a ele como meu namorado sinto uma felicidade imensa no meu coração, para alguém que se recusava de todas as formas a namorar alguém estou espantada com a facilidade com que penso e falo sobre Oliver me referindo a ele dessa maneira, suspiro cada vez que penso em nós dois juntos. Parece que o conheço a tantos anos, só que tem apenas alguns meses, suspiro ao ver o quão sortuda sou por tê-lo. Resolvo retornar para o dormitório quando escuto alguém buzinando atrás de mim olho e vejo ser ele, já chegou, suspiro nervosa e aceno na sua direção, ando até o carro, abro a porta e entro, dou um beijo nele, mas a expressão no rosto do loiro não é das melhores e sinto que ele quer me contar algo.

- Você está bem? – pergunto preocupada com a resposta.

- Estou é só que. – ele me observa por um instante – aquele dia no restaurante eu não contei tudo á você com respeito ao meu pai. – ele diz vacilante.

- Oli você sabe que pode me contar o que quiser não irei julgar você – seguro firme a mão dele. Ele dá um sorriso fraco e continua.

- Sabe meu pai era pobre antes de casar com minha mãe – ele começa olhando para frente percebo que está refletindo no que está me falando – quem era rica, era ela não ele, meu vô era dono de várias empresas, e quando ele morreu deixou todas para minha mãe – ele suspira e então me olha – quem cuidava e administrava era meu pai e foi assim que eles se conheceram e se apaixonaram, ao menos á ela, ele realmente amou de verdade – Oliver encara o nada por vários instantes – só que quando minha mãe engravidou, tudo mudou em seus pensamentos, a afeição, carinho e amor maior vieram para mim, meu pai sentia ciúmes – faço que sim com a cabeça para mostrar que entendo do que ele está falando. Em muitos casos de separação que eu analisei, vários casos as queixas eram das mulheres dizendo que os maridos mudaram depois do nascimento dos filhos, se tornaram mais agressivos e ciumentos, o que é um absurdo em minha visão. Oliver me observa mas continua sua história.

- E quando ela faleceu em meu nascimento, ele surtou, todos os empregados contam que ele dizia que a primeira coisa que iria fazer era me dar á um lar de adoção – coloco à mão na boca não acredito na maldade deste homem – só que o advogado não deixou que ele fizesse isso, foi aí que ele descobriu minha mãe havia deixado todas as empresas para mim, todo o dinheiro e todos os bens, meu pai só tinha a mim, e poderia usufruir de tudo se cuidasse e ficasse comigo - ele me olha cheios de lágrimas e mágoas guardadas – Sou dono de tudo Alicia e ele me odeia mais ainda por isso, e agora que sou maior tudo é meu e me pertence, hoje estou indo lá não para pegar roupas ou algo assim, estou.. – ele respira fundo – estou indo para tomar posse do que é meu por direito. - Ele abaixa a cabeça, coloca as mãos no volante e fica parado por uns instantes. - Sabe linda eu não quero nada disso, mas. – ele engole em seco – mas já sofri tanto por causa dele que não sei o que fazer. Por isso pedi para você ir junto, não para conhece-lo mas para me dar forças – seguro a mão dele e aperto.

- Não se preocupe vou ficar com você o tempo todo – afirmo apertando a mão dele ainda mais – você já sabe o que fará com seu pai?

- Na verdade não sei bem ainda – ele suspira – não seu como administrar nada linda, primeiro de tudo vou ter que arrumar alguém de confiança para administrar essas empresas porque eu não quero isso, estou pensando até em vender algumas – aperto novamente a mão dele porque é o que posso fazer – Vamos que não posso me atrasar.

- Está bem – falo mas depois disso um silêncio cai entre nós. Tudo o que faço é observar o lado de fora, eu tenho os meus problemas, mas nem se comparam com os de Oliver, do que adianta ele ter tanto dinheiro se não tem amor? A mãe que realmente o amava morreu, o pai não o ama, pelo que Luiza me contou os avós são falecidos, ele não tem irmãos, é praticamente sozinho, tem a mim agora é claro, tem á Marcos, mas tento imaginar a infância dele, cuidado por babás. Imagino ele tentando agradar a um pai que não tem nenhum amor por ele, alguém que se pudesse, teria se livrado do pequeno bebê no mesmo dia do nascimento. Com certeza os meus problemas não chegam nem aos pés dos de Oliver, por mais que eu tenha perdido a meu pai, ainda tenho um lar, e uma família que me ama, tenho á Luiza, e a minha avó que ainda é viva. Nem sei se aguentaria passar pelo, o que Oliver passou, agora realmente entendo as atitudes dele antes de nos conhecer, como alguém que viveu sem amor, e apenas sendo usado consegue entender o real sentido de amar? Ele usava as pessoas porque foi assim que ele foi ensinado e criado, agora consigo ver a realidade é como se eu o enxergasse de um novo ângulo, olho para ele concentrado dirigindo, pensando no que irá fazer, vou tentar ajudá-lo de todas as formas possíveis porque Oliver merece isso, ele merece alguém que o ame e mostre o real sentido dessa palavra.

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Último capítulo

  • AMOR PERFEITO   EPÍLOGO

    Sinto um estranho frio na minha barriga, me olho no espelho e nem acredito no quanto me sinto linda e feliz, minha mãe me observa e começa a chorar de felicidade, Luiza sorri a final foi ela quem me ajudou e me incentivou nos momentos mais difíceis, Marcos não demorou muito para pedir a mão de minha amiga e ela aceitou, veio toda feliz mostrar o anel de noivado para mim e fico feliz por ela assim como ela está feliz por mim agora, volto a observar minha mãe, ela continua chorando emocionada ao me ver nesse vestido perfeito, ela está namorando um fazendeiro que conheceu no serviço dela, está tão feliz e isso me deixa mais tranquila não á ninguém que mereça a felicidade como minha mãe merece mas é claro que se Roger não tratá-la bem vai ter três problemas atrás dele, eu e meus irmãos. Aliso meu vestido branco, e percebo que a escolha do modelo sereia foi uma ótima decisão, valorizou muito meu corpo, sem falar nos brilhos que chamam atenção por toda a

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 19

    Depois de muitas dificuldades o pai de Oliver devolveu o dinheiro que tinha roubado do filho, ele passou um mês na cadeia por desacato e tentativa de suborno, mas o juiz foi bonzinho com ele e o condenou a apenas um ano de prestação de serviços comunitários desde que ele devolvesse o dinheiro extorquido, meu namorado ficou bem satisfeito com o que aconteceu com o pai dele e agora que está sem nada tentou falar com Oliver para pedir perdão, mas não conseguiu enrolar Oli que o ignorou completamente e eu o apoio totalmente eu também não conseguiria ficar perto de uma pessoa que me odiou a vida inteira sem nenhum motivo e que agora quer se aproximar apenas por interesse. As aulas em fim acabaram, passei para o segundo ano da faculdade tranquilamente, apesar das dificuldades consegui conciliar um relacionamento com meus estudos e eu não poderia estar mais feliz até ver Anthony no estacionamento aos beijos com Melissa, depois de tudo o que aconteceu esqu

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 18

    Na semana do julgamento Oliver estava uma pilha de nervos, não se aguentava parado, ele passou as informações para o advogado que contratou um agente para investigar tanto o pai de Oliver quanto o advogado dele, mas o advogado não passou nenhuma informação com respeito a isso para nós o que acabou deixando meu noivo mais ansioso ainda, ele não conseguiu estudar e levou bomba nas últimas provas do ano, acabou recuperando com trabalhos que entregou e apresentou, toda vez que eu tentar conversar com ele tudo o que eu falava era motivo para irritação. Então até o dia da audiência me mantive distante dele, não estava brava ou chateada apenas queria evitar me aborrecer e deixar ele aborrecido. Finalmente o dia da audiência com o juiz chega e me encontro com ele no horário marcado.- Desculpe – é a primeira palavra que sai de sua boca ao me ver.- Não há o que desculpar – beijo ele – você está bem?- Estou tentando me manter calmo – passo a mão e

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 17

    Achei gentil da parte de Marcos por convidar Anthony e Luca para a festa os dois estavam animados para sair e se divertir, passei na casa alugada e peguei eles, depois parei no apartamento de Oliver para ele vir também, fomos os quatro no meu ‘fox’ vermelho, chegando no apartamento de Marcos vimos que realmente era uma festa, havia muitas pessoas provavelmente do curso de medicina de Luiza e amigos de Marcos, a música estava alta, coitado dos vizinhos, Lu nos recebe indicando as bebidas e comidas, caso não quisesse se servir havia garçons para anotar os pedidos. Oliver me puxa para dançar e sigo o ritmo da música, meu vestido não é comprido, um pouco para baixo do joelho então não é difícil dançar com ele, seguimos o embalo dançando e as vezes nos beijando, conforme o tempo passa começo a suar então peço um tempo para ele. Saímos do meio da sala e vamos para a mesa com bebidas, Oliver sempre um cavalheiro me serve uma taça com vinho sento em

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 16

    Nos dias que seguem Oliver faz a mudança para o apartamento antigo dele, além de ficar longe de Melissa é muito mais perto da universidade posso até ir a pé se quiser visitar ele. Percebo que ele está triste por mudar, Marcos apesar de chateado ajuda na mudança também com Luiza, enquanto auxilio na mudança sinto meu celular vibrar olho o número discado e percebo ser Anthony quem está me ligando.- Oi, o que foi? – fico preocupada com essa ligação repentina.- Você pode me encontrar agora daqui á meia hora? – percebo que a voz dele não está normal, fico com medo pois algo deve ter acontecido.- Sim, na cafeteria lê coffe daqui meia hora – olho para Oliver que me observa.- Está bem, até mais – ele desliga o telefone. Oliver me olha com cara de cachorrinho abandonado.- Era Anthony penso que algo sério aconteceu – suspiro preocupada.- Ele não te falou nada? – meu namorado me abraça e beija minha cabeça.- Não, isso me deixa mais

  • AMOR PERFEITO   CAPÍTULO 15

    Entramos no apartamento dele e me sento no sofá, ele me pede uns minutos e vai para o quarto dele, observo todo o ambiente á minha volta continua da mesma forma de alguns dias atrás e a lembrança do último acontecimento vem a minha mente, levanto rapidamente do sofá, e sento em uma poltrona do outro lado da sala, encolho meus joelhos para perto de mim e abraço eles, apoio minha cabeça no meio das minhas pernas e fecho os olhos, tento imaginar outras coisas, penso no que acabou de acontecer no elevador, mas tenho problemas com lembranças ruins elas ficam em minha mente e mesmo que eu queira, esquece-las, elas parecem que gostam de me atormentar.- Você está bem? – levanto a cabeça Oliver está na minha frente mas agora sem barba e com pijamas.- Na verdade não – falo olhando para o sofá ele segue meu olhar e depois de alguns minutos me pega no colo – o que você está fazendo? – pergunto assustada.- Levando você para o meu quarto – fico assust

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