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Capítulo 55 — A Voz do Passado

last update publish date: 2026-09-26 08:12:14

Helena parou de respirar.

Aquela voz.

Mesmo depois de tantos anos, mesmo alterada pelo tempo e pelo medo, ela reconheceria aquele som em qualquer lugar.

A voz do homem que a chamava de filha quando ela era criança.

A voz que costumava contar histórias antes de dormir.

A voz que desaparecera junto com todas as certezas de sua infância.

— Papai?

A palavra escapou de seus lábios antes que pudesse impedir.

Dante apertou sua mão.

Gabriel ficou imóvel.

A mãe de Helena começou a chorar.

Henrique foi a
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    A escuridão tomou a estação.Helena não conseguia enxergar sequer a própria mão.O coração batia tão forte que parecia ecoar pelo prédio inteiro.— Dante?— Estou aqui.A mão dele encontrou a dela.Helena apertou seus dedos.— Não solte.— Nunca.Do outro lado da sala, Gabriel permanecia em silêncio.Então um estalo.Uma luz de emergência acendeu no corredor.Vermelha.Fraca.Suficiente para revelar os contornos dos três.E o sorriso desaparecido do rosto de Gabriel.— O que significa “a última parte do contrato”? — Dante perguntou.Gabriel olhou para as paredes.— Significa que alguém decidiu terminar o que começou anos atrás.— Quem?— Ainda não sei.Helena soltou a mão de Dante.— Chega.Gabriel a encarou.— Helena...— Não.Ela avançou.— Você acabou de dizer que é meu pai. A pessoa que estava no telefone também me chamou de filha. Meu pai apareceu em uma gravação. Você diz que existe outro homem. E agora alguém fala sobre o contrato.Sua voz tremia, mas ela não recuou.— Eu quero

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    Helena parou de respirar.Aquela voz.Mesmo depois de tantos anos, mesmo alterada pelo tempo e pelo medo, ela reconheceria aquele som em qualquer lugar.A voz do homem que a chamava de filha quando ela era criança.A voz que costumava contar histórias antes de dormir.A voz que desaparecera junto com todas as certezas de sua infância.— Papai?A palavra escapou de seus lábios antes que pudesse impedir.Dante apertou sua mão.Gabriel ficou imóvel.A mãe de Helena começou a chorar.Henrique foi até a porta.— Não abra.Helena olhou para ele.— É ele.— Você não sabe.— Eu conheço a voz dele.— É exatamente isso que eles querem que você pense.Do outro lado, houve silêncio.Então a voz voltou.— Helena, não confie em ninguém nesta sala.Ela sentiu o coração disparar.Dante olhou para Gabriel.Gabriel permaneceu sério.— Abra a porta — Helena disse.Henrique segurou seu braço.— Não.— Solte.— Helena, escute—— Passei anos acreditando que meu pai estava morto!Ela puxou o braço.— Descob

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