Mag-log inAnton Griffin— Sai daí agora! — Pego no flagra.Olho para minha mãe com meu olhar mais suplicante.— Quero ver a minha mulher. Vocês tiraram ela de mim há quase vinte e quatro horas.Minha mãe nega com um gesto de cabeça, sorrindo. Ela está linda em um vestido azul longo e solto. O cabelo trançado para um lado. Ela e a mãe de Serafina estão combinando na roupa e no penteado. Se já eram amigas, apenas piorou depois que o elo entre Serafina e eu se cumpriu.— Quanto drama! Tiramos ela de você hoje de manhã, filho exagerado.— Só cinco minutos.— Não. Tira a mão dessa maçaneta e venha fazer o papel de noivo.Bufo e saio da porta. Posso ouvir risadas vindo do cômodo onde Serafina está com os pais e Nania, terminando de se preparar para nossa primeira cerimônia de união. Digo primeira porque teremos que fazer duas, uma em cada alcateia. Males de se ligar a Luna de outra alcateia.O tempo até a hora da cerimonia pareceu uma eternidade. Nunca vivi um dia tão longo. Mas valeu a pena... como
SerafinaA floresta está barulhenta. Nem todos são convidados a participarem de desafios, mas curiosos surgem aos montes. Eles esperam ver show, e Anton está disposto a dar a eles.Todos os olhares se revezam entre e ele e Lucian. As pessoas estão curiosas para saber o motivo do desafio. Tem até aqueles que acham que a briga é por minha causa, por eu ter tido um relacionamento com ele. Como a história de que Anton perdeu o poder como Alfa, observei muitos lamentando não terem tido a ideia de Lucien. Terão uma bela surpresa.Quando chegamos já havia grande parte das pessoas lá. Seguimos até o lugar reservado ao Alfa. Um grande tronco onde nos sentamos. Ao nosso lado, nossos pais e a anciã. Os Gmork chegaram pouco depois.No horário marcado, a anciã se levanta e anuncia o desafio.Enquanto ela fala sobre a falta de regras no desafio, olho para a fogueira queimando intensamente no centro do espaço. Ela está no aguardo do corpo do perdedor.Desvio meu olhar para Arya. Ela dá uma risadinha
AntonÉ a primeira noite da minha companheira na minha cama, que a partir de agora será nossa cama, mas não está sendo como imaginei. Serafina está preocupada. Depois do banho, ela vestiu uma das minhas camisas e deitou ao meu lado, sem nenhuma provocação, nenhum toque, mesmo eu estando de cueca.Abraço seu corpo contra o meu, puxando sua cabeça para apoiar em meu peito.— Vai ficar tudo bem, meu amor.— Eu não quero te perder. — Sua voz sai chorosa.— Não vai.— E se a gente fugir? Podemos ir para a alcateia dos meus pais agora. — Acaricio seus cabelos e deixo que chore em meu peito.Ela sabe como funciona, sabe que, se eu fugir, Lucian terá direito ao meu lugar como Alfa, que toda a alcateia será afetada. Minha família e meu beta serão mortos. Até mesmo ela, como minha companheira, será considerada marcada, assim como eu. Não teríamos como nos esconder.Deixo que Serafina chore. Estou impotente nesse momento. Tudo que posso fazer é carinho.Quando suas lágrimas acabam, ela me olha c
Serafina Vejo Anton olhar para aquelas pessoas ocupando todo o espaço do nosso pequeno lar. - Isso não vai dar certo. - Ele levanta da cama onde estamos sentados como se fosse um sofá e estende a mão. - Vamos para a nossa casa. - Estamos em casa. - Ele quer dizer que cansou de ser mendigo. - A mãe dele fala com um sorrisinho para o filho. Confesso que é estranho pensar na casa do Alfa como nossa casa. Mas não digo nada, apenas pego sua mão e levanto. Ele está certo, o apartamento ficou pequeno demais para tanta gente. Divididos nos carros dos meus pais e dos pais de Anton, seguimos para floresta. Minha amiga surtou vendo a propriedade pela primeira vez. Para mim também é emocionante estar em algo que desenhei. É uma sensação incrível. — Você já sentia que seria a dona dessa casa quando projetou? — Nania pergunta admirando o que a vista permitia de onde estávamos. - Nem imaginava que um dia entraria aqui - respondo. — Foi você que desenhou essa casa, filha? — Ralf per
SerafinaAntes mesmo de abrir os olhos, sinto que estou sozinha na cama, assim como sinto o cheiro gostoso de comida.Abro os olhos devagar, acostumando a claridade. Lá está ele. Anton está usando jeans e um avental. Ele nem percebe a minha aproximação, quando saio da cama e sigo até o espaço da cozinha. É mesmo apenas um humanos, ou me sentiria. Minha roupa é a mesma da festa. Preciso de um banho urgente.Passo os dedos em suas costas nuas, o sentindo estremecer sob minha mão.— Então você é o Alfa mentiroso que chamou meu projeto de lixo. — Aperto a unha contra sua pele, ele geme.— Alfa e mentiroso sim, mas nunca chamei um projeto seu de lixo. — Ele se vira e segura minha cintura. — Consegue me perdoar por essa mentira? Eu juro pelos meus pais que jamais quis magoar você, pelo contrário.— Você achou que eu sairia contando para todo mundo? — questiono magoada.— Sinceramente? — Assinto. — Não sei o que achei. Eu só não podia te perder. Não posso. Você é minha, raio de lua. Minha, e
Arya Gmork A festa seguiu. Depois do discurso, não vi o casal Griffin. Isso está me deixando inquieta. Preciso me aproximar deles para ter meu emprego de volta... e mais que isso. Também não vi mais Serafina. Aquela idiota deve ter fugido depois que contei a verdade.Vejo a oportunidade quando eles saem de uma area restrita, acompanhado do casal da outra alcateia. — Senhor e senhora Griffin! Que bom encontrá-los. — Intercepto, ao meu lado, Lucien sorri para o casal. — Esse é meu companheiro Lucien. Queremos desejá-los felicidades. — Agradecemos, Arya. — A senhora fala. A outra nos olha com curiosidade. — Arya? A Arya? Sorrio.— Já ouviu falar de mim? Espero que coisas boas. — Não ouvi o suficiente para decidir se são boas. — Seu tom é bastante antipático.— Podemos marcar uma tarde de chá para que saiba tudo sobre mim. — Ela me olha da cabeça aos pés e não diz nada. Não gostei dessa mulher.— Foi um prazer vê-la. — A senhora Griffin diz. — Temos um anuncio a fazer agora, se nos







