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Capítulo Setenta e Um

Author: S.R.Silva
last update publish date: 2026-10-27 03:45:00

Samyra Aquila

A primeira coisa que percebi ao despertar foi o calor de um corpo colado ao meu. A segunda foi um braço pesado sobre a minha cintura, como se o homem ao meu lado tivesse decidido que me soltar durante a noite não era uma opção.

Ainda sonolenta, abri os olhos e encontrei João Pedro enroscado em mim, com o rosto praticamente escondido na curva do meu pescoço. O cabelo estava uma bagunça, a respiração tranquila e uma das pernas se encontrava jogada sobre as minhas, dificultando qualq
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  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Oitenta e Três

    Samyra AquilaMinha amiga estava ali, olhando para mim com uma expressão de quem ainda não conseguia acreditar no que eu estava prestes a fazer mais uma vez.— Kim, não me olha assim. Você sabe que não tenho escolha.Kimberly me encarou, e tive a nítida impressão de que estava julgando até a minha alma. Conhecia aquela expressão. Era a mesma que ela fazia quando eu tomava uma decisão questionável e, mesmo assim, insistia em acreditar que estava fazendo a coisa certa.— Não tem escolha? É claro que tem, mulher! Acaba logo com isso, conta a verdade para o avô do Matthew e deixa que ele se vire para explicar essa palhaçada. O que não pode é você ficar à mercê dele. Ou será que está gostando?Amava Kimberly, de verdade, mas havia momentos em que as palavras dela acertavam de uma maneira inexplicável. Eram tão certeiras que simplesmente não sabia o que responder. Minha amiga tinha um talento especial para colocar diante dos meus olhos verdades que eu preferia ignorar.Desviei o olhar, tent

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Oitenta e Dois

    Olhei para os meus dedos e depois para ele. Um sorriso surgiu no meu rosto. — Soquei um filho da puta. Matthew ergueu as sobrancelhas. — Como é? — Você ouviu perfeitamente. Dei um soco em um sujeito que não sabia aceitar uma recusa. Infelizmente, minha mão acabou sofrendo as consequências da minha boa ação. Ele me encarou por alguns segundos, como se estivesse tentando decidir se eu estava brincando. — Você brigou com alguém? — Não, Matthew. Estava participando de uma competição de boxe clandestina. É claro que briguei! Ele passou a mão pelo rosto, soltando um suspiro. — Samyra... — O quê? Quer que eu faça um relatório detalhado? Posso pedir para Verônica preparar uma apresentação com fotos, se preferir. — Você continua impossível. — E você continua aparecendo na minha empresa sem avisar. Estamos quites. Matthew puxou uma das cadeiras diante da minha mesa e se sentou. Observei sua expressão mudar, ficando um pouco mais séria, e percebi que ele não havia atrave

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Oitenta e Um

    Samyra AquilaAcordei na manhã seguinte com a sensação de que havia sido atropelada por um caminhão. Minha cabeça estava pesada, minhas pernas reclamavam da noite anterior e minha mão direita parecia ter participado de uma luta de boxe profissional.Assim que me sentei na cama, olhei para os dedos inchados e soltei um suspiro.— Parabéns, Samyra. Uma noite de diversão e você conseguiu voltar para casa com a mão parecendo uma luva de beisebol.A lembrança dos dois idiotas na boate me fez revirar os olhos. Não me arrependia de ter acertado aquele soco, nem por um segundo, mas começava a considerar que talvez tivesse sido uma boa ideia pensar um pouco mais antes de fechar a mão com tanta força.Depois de tomar banho e me arrumar, fui para a empresa. Tinha algumas reuniões e documentos esperando por mim, e não pretendia deixar que uma noite desagradável atrapalhasse minha rotina.Assim que entrei na sala, minha assistente levantou os olhos do computador e sorriu.— Bom dia, Samyra! — Bom

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Oitenta

    Meu corpo ficou tenso antes mesmo de me virar. Os dois homens estavam no corredor, um de cada lado, com expressões que não tinham mais nada de divertidas. O sorriso convencido do primeiro havia se transformado em uma careta irritada.— Saiam da frente — ordenei, tentando passar por eles.Um dos homens se deslocou para bloquear o caminho, enquanto o outro se aproximou de Kimberly.— Calma, princesa. A gente só quer conversar com vocês.— Já dissemos que não queremos conversar — respondeu ela, recuando um passo. — Deixem a gente passar.— Vocês estão fazendo um drama desnecessário — retrucou o homem que me encarava. — Demos atenção, elogiamos vocês e recebemos patada em troca.Soltei uma risada curta, sem humor.— Atenção não solicitada não é presente. Agora, saiam da nossa frente.Tentei passar pelo espaço entre os dois, mas um deles agarrou meu braço. Puxei-o imediatamente, sentindo a raiva substituir o desconforto.— Tire a mão de mim!— Para de se fazer de difícil — rosnou ele, aper

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Setenta e Nove

    Quando chegamos, a fila na entrada era considerável, mas não demoramos muito para entrar. A música pulsava pelo ambiente, as luzes coloridas atravessavam a pista e uma multidão dançava como se não existisse preocupação alguma no mundo. O cheiro de perfume se misturava ao de bebidas e ao calor das pessoas, criando aquela atmosfera típica de uma noite agitada.No primeiro momento, fiquei um pouco perdida. Kimberly, por outro lado, parecia ter encontrado o seu habitat natural. Segurou minha mão e me puxou para perto da pista antes que eu pudesse sequer pensar em reclamar.— Vamos, mulher! Quero ver esse quadril funcionando!— Se eu tropeçar, vou levar você comigo!— Nossa amizade será lembrada como uma tragédia inesquecível!Começamos a rir e, quando percebi, já estava dançando com ela. No início, mantive certa reserva, mas a animação da minha amiga era contagiante. Cantamos trechos das músicas, fizemos coreografias ridículas e rimos tanto das nossas próprias tentativas que chegamos a fi

  • Adeus, Senhor Presidente   Capítulo Setenta e Oito

    Samyra AquilaDepois de almoçar na casa da minha amiga, resolvemos sair um pouco para espairecer. Fomos ao shopping, caminhamos sem pressa, olhamos algumas vitrines e, como não poderia faltar, terminamos no nosso lugar favorito: a área de jogos. Entre partidas disputadas, provocações e gargalhadas, perdemos completamente a noção do tempo. Kimberly, como sempre, não aceitava perder e inventava uma desculpa diferente a cada vez que eu vencia. Quando finalmente admitiu que eu era melhor do que ela em pelo menos um dos jogos, seguimos para o Mequi, onde devoramos nossos hambúrgueres e encerramos o passeio com a nossa casquinha favorita.Estava tudo perfeito até minha amiga resolver que ainda não tínhamos aproveitado o suficiente.— Amiga, vamos sair à noite! — anunciou, olhando para mim com uma animação suspeita.Revirei os olhos imediatamente. Conhecia aquele brilho no olhar e sabia que, se não tomasse cuidado, acabaria envolvida em alguma das suas ideias mirabolantes.— Sabe que não cur

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