FAZER LOGINEla retirou minha mão de seu queixo e limpou a lágrima que escorria pela bochecha:— Aceitei você transando com várias mulheres durante seis anos. Nunca me importei porque sabia que eram casos passageiros.— Não eram casos passageiros. Eu nunca me envolvi de verdade com nenhuma delas. Eu apenas pagava para...Aquilo fazia algum sentido?Eu pagava para transar enquanto havia uma mulher que me amava esperando em casa.— Você poderia ter ficado com qualquer uma... menos com ela — Jaqueline continuou. — Porque você amou Brianna durante anos, e ela te deixou. Quando teve a oportunidade de ir embora, foi exatamente isso que fez. Não pensou em você, não te convidou para ir junto e não te ligou. Brianna simplesmente excluiu você da vida dela.Caralho! Que porra estava acontecendo?— Deixe-me ir... por favor...Acho que aqu
— Eu não me casei com ela.Desde quando eu havia me casado com Brianna?Jaqueline suspirou e sorriu. Não havia ressentimento em suas palavras:— Você está morando com ela. Desculpe, mas, para mim, isso tem o mesmo significado de um casamento.Não respondi. As palavras simplesmente morreram na minha garganta.— Siga em frente, Oliver. E permita que eu também siga. Sei que vai repetir que Adriel não vale nada, mas quero descobrir isso por mim mesma. Eu gosto dele. Certamente, ainda não é o mesmo sentimento que você tem por Brianna. Mas, aos poucos, posso chegar lá... posso amar novamente.— Não... — Meneei a cabeça, atordoado.— Eu tenho o direito de amar e de ser amada, Oliver. — As lágrimas escorreram dos olhos dela.Quando percebi, minha mão já estava erguida, a poucos cent&iac
POV OliverEntrei no banheiro e tranquei a porta. Eu sabia que, se não fizesse daquela maneira, não conseguiríamos conversar.— Este banheiro é feminino, Oliver... Você não pode...— Não posso entrar no mesmo banheiro que a minha mulher? — Ri enquanto me aproximava dela. — É claro que posso.— Eu não sou sua mulher — Jaqueline disse entredentes, furiosa.O rosto de Jaqueline estava molhado. Eu conseguia enxergar até as pequenas gotas de água presas aos seus lábios avermelhados.Bastou se divorciar de mim para ela se transformar em uma mulher de verdade. Agora, usava batom, seu perfume podia ser sentido de longe e os cabelos estavam sempre arrumados.E as roupas? De onde ela havia tirado aquilo? Desde quando Jaqueline mostrava o corpo daquela maneira? Não usava nada propriamente decotado, mas suas curvas ficavam
No fim, aquele pedido de casamento não representou apenas a oportunidade de me casar com o homem da minha vida. Também foi a chance de me livrar daquela casa... e da minha própria família.Na primeira noite em que Oliver transou comigo, uma pequena esperança surgiu dentro de mim. Porém, desfez-se na manhã seguinte, quando ele acordou, pediu desculpas e disse que tudo não passou de um erro.Eu sabia que o divórcio era apenas uma questão de tempo. Ainda assim, amava-o desesperadamente. Não queria sair daquele casamento sem nada, ouvir um simples adeus e carregar a certeza de que nunca mais o veria, porque sabia que ele jamais me procuraria depois que eu partisse.Então, em meio ao desespero, tive a pior ideia da minha vida: engravidar sem conversar com ele a respeito. Eu sabia que, se contasse sobre meu desejo, Oliver diria não.Eu não sabia exatamente o que passou pela minha cabeça quando tomei aquela decisão. Não tinha certeza se queria ter filhos para nunca mais ficar sozinha, porque
— Enquanto isso, gostaria de discutir alguns pontos com os advogados — disse o juiz. — Reiniciaremos a audiência em vinte minutos. — Então, olhou diretamente para mim.Comecei a andar devagar, concentrada em não desabar. O corredor parecia longo demais e eu não fazia ideia de onde ficava o banheiro.Definitivamente, não era naquele corredor. Percebi que Oliver caminhava logo atrás de mim e retirei a mão do peito, obrigando-me a andar sem procurar apoio nas paredes.Assim que saí do corredor, encontrei Adriel e Brianna. Estavam no mesmo ambiente, mas sentados em lados opostos.Adriel falava ao telefone. Quando me viu, encerrou a ligação e veio imediatamente em minha direção.— Você... está bem? — perguntou.— Sim. — Tentei sorrir.— Está pálida.— Está sendo muito difícil lá dentro.Ele olhou brevemente para Oliver. Eu não me atrevi a concentrar minha atenção em nada além do rosto de Adriel, usando-o como um ponto de equilíbrio.— Não se preocupe, Jack. Se ele ganhar, consigo uma nova
Nikolay prosseguiu:— Meu cliente havia se atrasado apenas alguns minutos para realizar uma chamada de vídeo. As crianças estavam alimentadas, seguras e sob a supervisão do pai. Ainda assim, a senhora Walker entrou na casa visivelmente alterada, anunciou que levaria os filhos embora, discutiu com o pai e tentou atingi-lo na frente deles. Logo depois, perdeu a consciência.Natália se levantou:— Minha cliente não invadiu uma residência desconhecida. Entrou na casa onde viveu durante sete anos porque Oliver não cumpriu o combinado. Era a primeira noite em que ela permanecia longe dos filhos. Jaqueline chegou assustada, encontrou as crianças emocionalmente abaladas e reagiu de maneira impulsiva. Não houve agressão consumada.— Precisamos esperar que uma agressão seja consumada para considerar o comportamento preocupante, senhorita Still?Natália fuzilou Nikolay com os olhos:— Precisamos parar de transformar uma reação isolada em uma característica permanente. Minha cliente estava sob fo







