LOGINOs gritos dela ecoaram por todo o salão.A máscara havia caído.O verdadeiro monstro finalmente tinha sido revelado.— Lixo?Victor tremia.Era como se estivesse olhando para a própria filha pela primeira vez.— Você chamou sua irmã de lixo?— E ela não era?Chloe abandonou qualquer fingimento.Havia um brilho insano em seus olhos.— Ela sempre foi apenas uma figurante! Sem ela, todo o amor de vocês seria meu!Ao ouvir aquelas palavras, Elena perdeu completamente o controle.Ela se levantou, tremendo da cabeça aos pés, e deu um forte tapa no rosto de Chloe.— Sua monstruosa!Elena gritou com todas as forças.— Sera era sua irmã! Ela abriu mão de tudo por você!Chloe levou a mão ao rosto ardendo.Em seus olhos não havia arrependimento algum.Apenas puro rancor.— Abriu mão?Ela soltou uma risada de desprezo.— Ela nunca mereceu nada daquilo! Não fui eu quem a empurrou daquela escada. Foi o papai quem a derrubou!Aquela frase destruiu o último fio de sanidade de Vic
Cassio virou-se bruscamente, apontando a arma diretamente para o coração de Chloe.— Alucinógenos?Ele soltou uma risada carregada de sarcasmo.— Tem certeza de que quer continuar com esse joguinho?Chloe deu um passo para trás, completamente pálida.— Eu... eu não estou mentindo! O laudo do laboratório prova isso!— Então explique isto.Cassio tirou um recibo do bolso interno do paletó e o jogou com força no rosto dela.— Este é um comprovante do mercado negro.Rosnou entre os dentes.— Eu mesmo invadi a rede deles.Era um comprovante de compra de um traficante do mercado negro.O nome do comprador aparecia com absoluta clareza.Chloe Castellano.Item adquirido:Alucinógenos de uso industrial.Quantidade suficiente para enlouquecer alguém de forma permanente.Data da compra:Um dia antes do acidente.Ela já havia planejado usar aquilo para incriminar Sera desde o começo.O vaso de rosas brancas caindo apenas lhe deu a desculpa perfeita para começar sua encenação an
Minha alma finalmente enxergou a verdade mais feia de todas.Minha irmã nunca sofreu de sobrecarga sensorial.Ela apenas sentia prazer em bancar a vítima para controlar toda a família.Cada "crise" era uma atuação cuidadosamente calculada.Cada grito era uma ferramenta para manipular todos ao seu redor.Meu funeral aconteceu três dias depois.O salão da mansão em estilo gótico estava preparado de forma sombria e solene. O enorme lustre de cristal lançava uma luz amarelada e fraca sobre o ambiente.Todas as grandes famílias da máfia enviaram representantes para prestar suas homenagens.Inclusive as mesmas garotas que costumavam me atormentar.Isabella Rosetti, vestida de preto da Chanel, cochichava com algumas outras socialites.— Ouvi dizer que, no fim, ela tentou envenenar a própria irmã. Aquela desgraçada teve o fim que merecia.— Ainda bem que morreu. O mundo fica melhor sem psicopatas como ela.— Coitada da Chloe. Se ela sabia que a irmã era tão tóxica, deveria ter cont
Os Dons examinaram o pequeno frasco, e suas expressões ficaram cada vez mais sombrias.Chloe se agarrou a Victor, com lágrimas escorrendo pelo rosto.— Papai, eu realmente não queria falar sobre isso...Sua voz tremia.— Mas a Sera sempre agiu como se fosse superior a todo mundo. No fundo, ela desejava que eu morresse.Victor olhou para sua filha frágil, e a culpa plantada pelo diário e pelos prontuários médicos começou a desaparecer.A culpa de ter matado a própria filha era insuportável.Então sua mente precisava desesperadamente encontrar um vilão.Acreditar que Sera era um monstro era muito mais fácil do que encarar a verdade.Era sua única forma de escapar.Ao lado dele, Elena agarrou-se à mesma ilusão.Ela afastou da própria mente as fotografias horríveis que o velho médico havia espalhado sobre a mesa.Voltou a olhar para sua filha mais nova com um olhar cheio de compaixão.Nos dias seguintes, o veneno das mentiras de Chloe espalhou-se pelas Cinco Famílias.Sentada
— A depressão dela estava começando a melhorar com o tratamento.O doutor Grayson virou a última página do prontuário.— As sessões semanais de terapia deram a ela uma pequena esperança para continuar vivendo.Victor olhou para ele completamente atordoado.— Espere. Mas não era a Chloe quem tinha problemas psicológicos? Ela precisava de tratamento regular desde criança...O doutor Grayson o interrompeu friamente.— Você está enganado, Victor. Chloe recusou todos os exames neurológicos que tentamos marcar.Ele abriu outro prontuário.O nome de Sera estava claramente impresso na capa.— Quem vinha escondida para a terapia semanal era sua filha mais velha.O mundo de Victor desabou.— Não... isso é impossível...Ele murmurou.— Chloe é autista. Ela precisa de tratamento...— Sua filha mais nova nunca colaborou com nenhum exame médico.Disse o médico, sem alterar o tom.— Foi a senhorita Sera quem implorou pela minha ajuda quando chegou ao completo desespero. Ela me pediu,
Aquelas palavras atravessaram seu peito como uma faca.Ele caiu de joelhos, soltando um rugido de dor devastador.Passos se aproximaram.Era o doutor Grayson, o médico de maior confiança da família.Ele entrou no escritório com uma expressão extremamente séria, segurando uma pasta grossa de papel pardo.— Victor. Há coisas que você precisa ver.O velho médico bateu a pasta sobre a mesa sem hesitar. Uma pilha de fotografias e radiografias escorregou para fora.— O que é isso?Perguntou Victor, com os olhos vermelhos.— O sofrimento de Sera não começou hoje.Disse o doutor Grayson.Sua voz era fria como gelo.— Estes são os prontuários médicos que fiz para ela em particular.Victor prendeu a respiração ao olhar a primeira fotografia.Era a imagem dos dedos dos pés de Sera completamente mutilados.As unhas haviam sido totalmente arrancadas, e a carne estava inchada a ponto de quase não ser reconhecida.— Fraturas graves por esmagamento nos dedos dos pés.O médico apontou







