FAZER LOGINEncostada em uma pilha de feno, sinto os dedos do Henrique puxarem meus cabelos da nuca, enquanto a outra passeia livremente em meus seios, tocando-os suavemente.
Sorrindo, observo sua mão firme tocar minha pele, os seus toques que dominam cada centímetro do meu corpo, o som da voz soando baixa e rouca pronunciar meu nome, confessado-me o quanto me ama, e então sou colocada sentada em cima das palhas amarradas.<Alguns meses depois...A manhã de sábado na Fazenda Felicidade está banhada pelo brilho dourado do sol da primavera. O Pasto balança suave, o lago reflete o céu azul infinito, e por um instante tenho a sensação de estar assistindo o começo de algo muito maior do que planejávamos.Estou com as mãos apoiadas na cerca de madeira, Tatiane está ao meu lado, e juntas observamos nossos maridos caminhando ao longe.Henrique gesticula, aponta para as terras, olhando o horizonte como quem mede o mundo. Gustavo caminha devagar, atento, analisando minuciosamente cada detalhe como se estivesse lendo um mapa invisível desenhado sobre o chão. Olhos profissionais de quem sabe construir impérios. Eles não estão apenas andando... Estão sonhando.E sentimos isso de onde estamos.Descemos o pequeno caminho de terra lentamente, querendo chegar perto sem interromper. Conforme me aproximo, escuto a voz firme de Gustavo.— Aqui pode ser a recepção principal.Paramos alguns passos atrás deles.Henrique se vir
Seguimos até o deck externo do restaurante onde o som do mar domina tudo do lado de fora. Por alguns segundos ficamos em silêncio, apoiados no guarda-corpo, olhando o oceano escuro. Homens não precisam falar imediatamente, e Gustavo é tipo de homem que analisa tudo com cautela e precisão. Ele bebe mais uma dose do uísque, e então quebra o silêncio. — Então… Henrique. O que você faz quando não está em lua de mel? Solto um riso baixo. — Trabalho demais. Ele arqueia a sobrancelha.Espero um instante antes de responder.— Trabalhava, na verdade... — Cresci em uma fazenda em Capitólio, Minas Gerais. Vivi lá até me casar com a minha primeira esposa e entrar na Rotam.Gustavo permanece em silêncio, atento, como se pesasse cada detalhe da minha história.— Depois que ela faleceu… em um trágico acidente — continuo, respirando fundo — Minha vida virou de cabeça para baixo.Ele ergue levemente as sobrancelhas, impressionado.— Cara, eu também perdi a minha esposa em um trágico acidente. —
A música ainda toca, porém, não mais alto que o som de nossas respirações misturadas. Sinto o toque dos dedos de Emanuelly percorrendo meu rosto, e pescoço, descendo devagar.Ela sorri apaixonada, eu a olho nos olhos e declaro todo o meu amor.Ao tomá-la com delicadeza em meus braços, caminho lentamente até a suíte. O corpo dela repousa contra o meu, quente e confiante, como se fosse o lugar onde sempre sonhou estar.Na banheira, envoltos pela água morna e pelo silêncio do fim de tarde, nos amamos mais uma vez... sem pressa, apenas sentindo um ao outro, como se o mundo lá fora deixasse de existir.Depois, eu a envolvo em uma toalha macia e a levo para a cama.Com cuidado, eu a deito sobre os lençóis ainda aquecidos. Seus cabelos se espalham pelo travesseiro como um véu escuro, e seus olhos começam a pesar.Não demora muito e Emanuelly adormece em meus braços, tranquila, respirando suavemente contra meu peito.Eu a observo por um momento, tomado por uma ternura silenciosa. Inclino-me d
HENRIQUESinto o momento exato em que o tremor domina o corpo de Emanuelly. Ouço seus gemidos balbuciando palavras carinhosas, em ondas avassaladoras de prazer.Encaro seu rosto contorcendo em puro êxtase, e então ela se arqueia em minha boca segurando forte em meus cabelos e me puxa com força, atolando ainda mais o meu rosto em sua boceta. Seguro-a com firmeza, mordisco o interior de sua coxa, saboreando sua entrega até o último gemido rouco.Pela cintura, a coloco de quatro na cama, e espalho uma trilha de beijos por todo a sua pele. Minha língua percorre o seu corpo até chegar em sua intimidade traseira. Enquanto o sugo, introduzo dois dedos sua intimidade melada.— Henrique! — ela grita meu nome em êxtase.— Gostosa! — rosno em seu ouvido.Em um impulso com o corpo, ela me joga para o lado e se posiciona agora por cima de mim, dominando totalmente o momento. Sua boca macia percorre meu peito largo, forte, depois desce pelo meu abdômen até chegar ao cós da minha boxer. Faminta, a p
As duas se cumprimentam com um beijo no rosto, e trocam aquele olhar rápido que só mulheres entendem. Em segundos já existe simpatia entre elas.Gustavo nos observa por um instante, analisando, como se estivesse acostumado a ler pessoas.E então nos diz:— Espero que aproveitem a estadia. Esse lugar costuma guardar boas histórias.Franzo o cenho.— Costuma? — sorrio.— A minha lua de mel, foi aqui também, esse é o lugar preferido da Tatiane.Tatiane lança um olhar divertido para ele.— Estamos em uma segunda lua de mel... Aliás eu acho que nunca saímos dela.Gargalhamos juntos, Emanuelly acaricia a sua barriga e pergunta-lhe:— E já encomendaram logo um bebezinho... Está linda a sua barriga... É o primeiro?Tatiane sorri.— Tenho um mocinho que irá completar seis aninhos, o meu príncipe Guilherme, e agora virá a Maria Alice para completar a nossa felicidade.Olho novamente ao redor, depois para Gustavo, e solto uma risada curta.Algo curioso acontece, sinto que, não é só uma conversa
Ligo o motor do carro, minhas mãos permanecem firmes no volante enquanto observo pelo retrovisor a fazenda ficando para trás. O sol da manhã vem nascendo, cobrindo os campos, o curral, a varanda os pomares e jardimRespiro fundo, e olho para Emanuelly sentada ao meu lado... Minha esposa, a mulher por quem sou perdidamente apaixonado.Ela mantém o buquê repousado no colo, os dedos delicados brincam distraidamente com uma das fitas brancas. O vestido de noiva foi trocado por um vestido leve de viagem, mas ela continua perfeita como sempre foi.Com os olhos marejados, ela sorri sem olhar para mim.— Eu ainda não acredito, que nos casamos... Eu te amo tanto Henrique! — ela diz, se virando e se sentando em cima de uma das pernas dobradas no banco do carro.Sorrio, apaixonado. Cada “Eu te Amo” que Emanuelly diz, é como se fosse a primeira que estivesse ouvindo.— Deita aqui... — peço, trazendo sua cabeça para o meu peito, e beijo sua testa.O carro começa a avançar pela estrada de terra, le







