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Depois de nos entregarmos àquele prazer intenso e avassalador, a culpa voltou a me consumir.Eu havia namorado Luiz por três anos e estava casada com ele havia dois. Ainda assim, no fim, não conseguira resistir à tentação de outro homem.Durante algum tempo, sempre que olhava para meu marido, o remorso me corroía. Passei a tratá-lo com ainda mais carinho e fazia de tudo para agradá-lo.Mas bastava ver Fernando durante o dia para que meu corpo reagisse contra a minha vontade.Presa naquele ciclo de desejo e culpa, continuei me encontrando com ele. Quando estávamos juntos, nós dois nos entregávamos àquele prazer proibido sem demonstrar o menor sinal de contenção.Eu acreditava que conseguiríamos manter aquela relação em segredo, que ninguém jamais descobriria as coisas indecentes que fazíamos.Mas Jaqueline descobriu.Naquele dia, eu acabara de amamentar o bebê quando ela surgiu com várias fotos comprometedoras minhas e de Fernando e as atirou diante de nós.— Vocês dois não têm vergonha
Nos dias seguintes, passei a tirar o leite e guardá-lo em uma garrafa de vidro. Fernando sempre o bebia ainda morno.Depois, eu extraía uma quantidade extra e deixava na geladeira, para que ele pudesse aquecê-la à noite, quando as dores no estômago voltassem.Com o passar dos dias e a convivência cada vez mais frequente, percebi que Fernando parecia mesmo ser um homem correto. Ele cumprira todas as promessas que havia feito e, sempre que eu tirava o leite, virava-se de costas por respeito, evitando olhar.Aquilo me deixou muito mais tranquila.Aos poucos, parei de me preocupar tanto em usar roupas fechadas.Achei que nossa rotina continuaria daquele jeito.Por causa da amamentação, quase nenhuma das minhas roupas ainda servia. E as poucas que entravam acabavam marcando demais o meu corpo.Naquele dia, pouco antes de sair de casa, encarei as blusas manchadas de leite e acabei escolhendo uma regata de alças finas que não usava havia muito tempo.Como eu já não conseguia usar sutiã naquel
Era exatamente o que eu mais temia.Ao me ver parada no meio da sala, sem dizer nada, Fernando pediu que eu me sentasse. Disse que queria conversar comigo com calma.Naquele dia, porém, ele não ficou encarando meus seios como fizera na véspera. Pelo contrário. Comportou-se com uma elegância impecável, medindo cada gesto e cada palavra, como um verdadeiro cavalheiro.E, para minha surpresa, aquilo me causou uma leve decepção."Mas ontem ele ainda..."No que eu estava pensando?Meu rosto esquentou, e me repreendi em silêncio por deixar a imaginação seguir por aquele caminho.— O que aconteceu ontem foi culpa minha. Hoje, quero lhe pedir desculpas de verdade.O pedido me pegou completamente desprevenida. Apressei-me em acenar com as mãos.— Não precisa...— Na verdade, existe um motivo para eu beber leite materno.Um motivo?Quase revirei os olhos.Fernando apagou o cigarro no cinzeiro e se endireitou no sofá.— Alguns anos atrás, quando a empresa ainda estava começando, eu trabalhava até
Naquela noite, depois de voltar para casa e amamentar meu filho, fui direto para o banho.Como quase não saía de casa, bastaram algumas horas na rua para eu me sentir pegajosa da cabeça aos pés. Por isso, acabei demorando mais do que de costume no banho.Quando voltei ao quarto, ainda secando os cabelos, encontrei meu marido esparramado na cama. A barriga enorme pendia para o lado, ele roncava sem o menor pudor e ainda soltava gases como se estivesse sozinho no mundo."Foi esse o homem que eu escolhi?"Suspirei, tomada por um desânimo difícil de ignorar.O marido de Jaqueline, por outro lado, além de elegante e sofisticado, tinha um corpo capaz de despertar a inveja de qualquer mulher.Bastou me lembrar do clima estranho entre nós naquela tarde para meu rosto esquentar outra vez.— Cecília, o que você está pensando? Isso não é coisa para ficar imaginando.Dei alguns tapinhas nas próprias bochechas, tentando impedir que minha mente continuasse por aquele caminho.Meu marido podia não co
Fechei os olhos, consumida pela culpa, e repeti para mim mesma inúmeras vezes:"Me perdoa, amor... Eu não queria que isso acontecesse..."Mas meu corpo não sabia mentir.Cada vez que Fernando se aproximava, uma onda de arrepios percorria minha pele, como se pequenas descargas atravessassem todos os meus nervos.— Fique tranquila, querida. Eu só estou com fome e quero me saciar. Não vou fazer nada que ultrapasse os seus limites.A voz suave de Fernando soou junto a mim enquanto sua língua macia envolvia meu clitóris endurecido. Cada sucção fazia meu corpo estremecer e arrancava de meus lábios gemidos de puro prazer.Quando ouvi o som da própria voz, levei um susto."Como consegui perder o controle tão rápido?"Ainda assim, o calor que dominava meu corpo deixava evidente tudo aquilo que minha consciência tentava negar.Eu o desejava.A mão de Fernando deslizou pela lateral da minha cintura com uma delicadeza quase torturante. A cada centímetro de pele percorrido, uma inquietação insuport
A mão de Fernando permaneceu onde estava, sem avançar. O sorriso provocador ainda pairava em seus lábios, mas ele afrouxou o braço ao redor da minha cintura.— Cecília, o bebê já ficou satisfeito... Eu é que ainda estou com fome Eu pago a mais por isso. Afinal, você tem leite de sobra, e assim ainda posso ajudar a aliviar esse desconforto.A voz baixa, carregada de desejo, fez meu coração disparar.Havia uma intensidade impossível de disfarçar em seu olhar. Meu peito se apertou, um calor inexplicável percorreu meu corpo, e minhas coxas se fecharam por puro instinto.Existia algo de proibido naquela proximidade. Saber que eu despertava o desejo de um homem que não era meu marido provocava em mim uma excitação que eu jamais deveria sentir.— Fernando, eu... Eu...Nem eu mesma sabia explicar o conflito que se travava dentro de mim.Uma parte queria recuar. A outra continuava presa àqueles olhos, incapaz de pronunciar a recusa que deveria sair da minha boca.Desde a gravidez até o nascimen







