LOGINUm empregado abriu a porta da elegante residência de Josefa e cumprimentou Cristina e Rubens antes de anunciar a chegada do casal. Ao ouvir a notícia, Josefa deixou a sala de estar e foi recebê-los pessoalmente. Seu rosto se iluminou ao ver a sobrinha. — Cristina, querida! Que alegria receber vocês! Ela abraçou Cristina com carinho e, em seguida, cumprimentou Rubens. — Entrem! Vão ficar para o jantar? — perguntou, sorridente. — Sim — respondeu Cristina. — Não — disse Rubens ao mesmo tempo, surpreendido com a proposta. Para ele, aquela seria apenas uma visita rápida. Cristina tocou o braço do marido. — Amor, já que estamos aqui, vamos prolongar um pouco a visita. Faz tempo que não passo uma noite com a minha tia. Rubens lançou-lhe um olhar desconfiado, mas acabou cedendo. — Tudo bem. Você venceu. Josefa sorriu, satisfeita, e pediu à empregada que preparasse um lugar a mais à mesa. Pouco depois, os três se reuniram na sala de jantar. A mesa estava elegantemente
Ao retornar à rotina, Gabriel foi até a sala de seu pai para conversar sobre a situação da empresa durante sua ausência. Armando explicou os principais acontecimentos, mencionando alguns assuntos que precisavam de atenção, mas garantiu que tudo havia corrido bem. Quando terminou, apoiou os documentos sobre a mesa e recostou-se na cadeira. — Tirando isso, filho, ficou tudo bem. Mas estive pensando em uma coisa. Nossa família está muito separada ultimamente. Pensei em convidar você e sua namorada, seu irmão e Cristina para almoçar aqui no final de semana. Gabriel permaneceu em silêncio por alguns instantes, observando o pai. — Pai, eu entendo que seja desagradável ver a família assim, tão desunida. Mas você já conversou com minha mãe e com meu irmão para saber se eles concordam? Tenho receio de que façam comentários desagradáveis à Amanda. Ela já enfrenta implicâncias demais, e agora é minha noiva. Pretendo me casar com ela o mais rápido possível. Armando ergueu as sobrancel
A manhã na pousada do conde Um tempo depois, Gabriel despertou lentamente ao lado de Amanda. A chuva, que durante a noite havia castigado as janelas da pousada, agora caía com menos intensidade. O som das gotas escorrendo pelo telhado se misturava ao vento suave que soprava do lado de fora. Gabriel se espreguiçou, afundando por alguns instantes a cabeça no travesseiro. — Dormi muito bem aqui — comentou, com a voz ainda rouca de sono. Amanda, deitada ao lado dele, virou o rosto em sua direção. — Que bom! Eu nem tanto. Estou com um pouco de fome. Será que tem alguma coisa para comer? Gabriel sorriu ao perceber a expressão dela. — Você acorda pensando em comida? — Não é culpa minha se meu estômago resolveu acordar antes de mim! Ele soltou uma risada e se inclinou para lhe dar um beijo carinhoso na bochecha. — Vamos descer e descobrir o que esse lugar tem para oferecer. Amanda sorriu, satisfeita com a ideia. Pouco depois, os dois deixaram a cabine e seguiram pelo c
A viagem de Gabriel e Amanda corria tranquilamente até que, no meio do caminho, o céu mudou de repente. Nuvens escuras cobriram o horizonte, escondendo o azul que os acompanhava desde o início da viagem. Pouco depois, os primeiros pingos começaram a bater no para-brisa. Em questão de minutos, a chuva engrossou, transformando a estrada de chão em um caminho enlameado e escorregadio. Amanda olhou pela janela. — Está chovendo muito... Não dizia nada sobre isso na previsão do tempo. Ela pegou o celular, mas a tela continuava sem sinal. Do lado de fora, a paisagem havia desaparecido atrás da cortina de água. Gabriel manteve as duas mãos firmes no volante, diminuindo a velocidade. — Parece que essa chuva resolveu aparecer sem avisar. Os pneus derraparam levemente sobre o barro, fazendo Amanda prender a respiração. — Acho melhor a gente encontrar algum lugar para esperar. Gabriel olhou atentamente para a estrada. Então, uma lembrança lhe veio à mente. "Mais à frente...
Depois de um banho relaxante, Amanda e Gabriel estavam no sofá do apartamento, vestidos confortavelmente, enquanto a luz amarelada dos abajures deixava a sala ainda mais acolhedora. O cheiro suave do sabonete ainda pairava no ar, misturado ao perfume adocicado do ambiente. Amanda segurava o controle remoto, passando pelos filmes disponíveis na televisão. — Escolhi! — anunciou, sorrindo. — Enquanto começa a música de entrada, vou fazer a pipoca com você. Ela se levantou e o acompanhou até a cozinha. Gabriel pegou uma panela própria para pipoca e abriu o pacote de milho. Amanda, enquanto isso, encontrou um sachê de suco de morango no armário. — Que tal um suco? Tenho um de morango aqui. — Boa ideia. — Gabriel sorriu. Em poucos minutos, a cozinha estava preenchida pelo aroma quente da pipoca. O som dos grãos estourando dentro da panela fez Amanda rir, e Gabriel fingiu se assustar quando um deles bateu na tampa. Depois de preparar o suco, os dois voltaram para a sala e c
Amanda reconheceu Ernani em uma das mesas mais à frente. Assim que seus olhares se encontraram, ele fez um discreto aceno com a cabeça. Gabriel percebeu o gesto e, sob a mesa, pousou a mão sobre a dela. — Ele acenou para você. Foi da época em que você trabalhava no hotel? — perguntou, num tom tranquilo, embora a curiosidade estivesse evidente. Amanda apertou levemente os dedos dele. — Sim. Ana Bela pediu que ele viesse hoje. Depois do almoço, fui com ela conversar com ele. A lembrança daquele encontro ainda estava fresca em sua memória. Pouco depois, Ernani se aproximou. Com elegância, cumprimentou Amanda com um beijo respeitoso na mão. — Obrigado por ter me ouvido naquele momento tão difícil da minha vida — disse ele, com sinceridade. — Não precisa agradecer. Fico feliz que esteja aqui — respondeu Amanda. Ana Bela, ao lado dos dois, logo começou a falar sobre o café servido no evento e sobre as crianças atendidas pela fundação. Explicou que a presença de Ernani po







