FAZER LOGINHoje é dia de festa anual. Pra lembrar como eram feitos os vinhos nos primeiros anos da família. Quando não tinha máquina, quando era tudo no pé e no braço. A gente sempre curtiu esse dia. Eu mais que todos.Nos outros anos eu aproveitava a música alta, a descontração, as ragazzas soltas pela propriedade, de vestido curto e perna suja de uva. Escolhia uma, às vezes duas, e sumia pelos lugares mais improváveis. Adega, estábulo, atrás dos barris. Fodia até o sol sumir.Mas hoje não.Hoje eu só quero me divertir com meus irmãos e mostrar tudo pra Bianca sem ter que ficar olhando por cima do ombro.É a primeira vez dela aqui. Então tudo é novidade. Ela olha pra tudo como se fosse a primeira vez no mundo. Nossos funcionários já tinham organizado tudo do jeito que a gente gosta. A música rolava alta, a bebida era servida gelada, as uvas depositadas nos lagares enormes e nós três focamos em explicar pra ela como tudo funcionava e porquê a gente ainda faz isso, mesmo tendo tecnologia para fa
Eu sempre fui o porra-louca da família. Confesso que está sendo muito estranho não ser desta vez.Ver o Nicolas — o cara centrado que tenta fazer tudo certo desde que fez 18 anos — fazendo a merda de se aproximar da Bianca é mais do que eu poderia imaginar. Ele é o que segura a gente. Se ele desanda, o que sobra pra mim?Eu deveria ir até o quarto dele pra mais uma conversa franca. Dar aquele soco no ombro e falar pra ele acordar. Mas algo me diz que não vai adiantar. Quando o Nicolas enfia uma coisa na cabeça, ele vai até o fim. Igual a mim.Por isso fechei a porta. Tranquei. Pronto pra cair na cama e esquecer que esse dia existiu.Foi um dia teoricamente perfeito. Pilotei como se não houvesse amanhã, transei sem pensar em nome, me diverti com meus irmãos, bebi até a adega ficar embaçada. Sem problema empresarial para resolver. Sem tiro e porrada da máfia. Só diversão.Em outro momento eu teria caído na cama dormindo feliz. Apagado. Satisfeito.Mas hoje não.Hoje a cama parece grand
O final de semana que deveria ser pura diversão entre irmãos tinha se transformado em puro desastre nas suas primeiras horas. Isso é inadmissível! E como o divertido da família, é minha obrigação resolver esse problema.A ideia não demorou a surgir. Noite de jogos! Isso sempre funciona.No minuto seguinte eu estava subindo as escadas esperançoso com a possibilidade de deixar o clima mais leve. Primeiro passei no quarto de Beatrice, a única pessoa que tinha certeza que toparia. Como imaginei, ela comprou a ideia de imediato. Depois segui para o quarto de Bianca, ela já foi mais difícil de manipular. Claramente preferia ficar sozinha, mas no fim, aceitou. E por último, seguimos para o quarto de Nicolas porque embora ache que ele deve ficar bem distante de Bianca, não faria sentido excluí-lo nesse momento. No fim terminamos os quatro na sala de jogos, jogando, conversando e rindo como irmãos fazem. O que nem de longe impediu olhares indevidos entre os dois. Por sorte Beatrice é avoa
O vento fresco bate contra o meu peito, mas não é suficiente para limpar o cheiro de Alessia da minha pele, muito menos para arrancar o gosto amargo da guilhotina Invisível que acabou de decepar o meu orgulho. Caminho para próximo do vinhedo, com os punhos cerrados nos bolsos da calça, tentando processar o fato de que o Zombador — o homem que fazia da carne o seu playground particular — acabou de ser arruinado pelos olhos cor de avelã de uma garota que mal conhece o mundo e que eu nem ao menos toquei.Meus olhos varrem a imensidão verde das parreiras tentando entender como isso é possível, até que algo trava a minha respiração.Distantes, caminhando entre as fileiras de uvas carregadas, estão Nicolas e Bianca. Nicolas caminha ao seu lado, com aquela postura calculista de quem sempre sabe onde pisar. Bianca exala uma doçura inocente, uma pureza que brilha sob o sol da tarde, enquanto ele... ele é o perigo moldado em forma de homem. Conheço meu irmão, está prestes a agir.O quão perigo
Em um movimento rápido e totalmente sem pudor, ela j**a os braços ao redor do meu pescoço, impulsiona o corpo para cima e entrelaça as pernas compridas ao redor da minha cintura, prendendo-me contra as pedras frias da parede da adega. Depois arranca a minha camisa com uma urgência agressiva, arranhando o meu peito com as unhas compridas enquanto busca a minha boca com uma fome puramente carnal. Ela quer o Zombador. Quer o ritmo bruto e sem amarras que sempre dividimos aqui embaixo. Eu correspondo ao impacto, segurando a parte de trás das coxas dela com firmeza, deixando que a adrenalina e a safadeza dela guiem o início do nosso jogo. Minhas mãos apertam a carne firme de seu quadril, subindo pela saia que já não serve para quase nada. Alessia solta um gemido alto, totalmente entregue ao momento, sem se importar se o som vai ecoar pelos túneis de pedra ou se algum soldado da patrulha vai ouvir lá em cima. Ela é fogo puro, provocação explícita. No entanto, enquanto ela morde o meu lábio
Segui direto para a piscina e não tive dificuldade em encontrar Beatrice chateada.— O que houve? Cadê Bianca? Falaram que ela se afogou?— Quase. Se Nicolas não tivesse chegado a tempo, nossa irmã não estaria mais aqui. — Beatrice fala em meio ao choro.No minuto seguinte eu estava envolvendo seu corpo, consolando-a ao mesmo tempo que tentava entender melhor. — Eu não fazia ideia que ela não sabia nadar. Simplesmente a empurrei na piscina e depois mergulhei. Quando eu emergi, ela já estava em pânico, se afogando. Primeiro achei que ela estava me zoando, e quando a compreensão me atingiu já era tarde demais. Por sorte Nicolas agiu a tempo. Eu quase matei nossa irmã, Andrea… — Minha irmã terminou de falar chorando ainda mais alto.— Calma… você não fez por mal.— Mas poderia ter causado a morte dela.— Mas não causou. Agora respira e se acalme.— Agora ela vai me odiar de vez, Andrea… — Seus braços me apertam com mais força que o normal enquanto ela esconde o rosto no meu peito, me mo







