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Andrea - O Hálito

Author: Sol Costa
last update publish date: 2026-10-05 11:19:03

Enfim, o dia que tanto aguardei, chegou.

O que me faz sair mais cedo da fábrica. Bem mais cedo.

O Nicolas está na sala de reunião com a Geórgia. Passo pela porta deles de fininho, falo baixo com a secretária.

— Se perguntarem, fui resolver coisas da produção.

— Coisa de produção no heliporto, senhor Andrea? — ela brinca.

Dou risada e desço.

Tô ansioso. Ansioso pra caralho. Desde que acordei hoje parece que o dia não anda. Olho pro relógio a cada cinco minutos. Então decidi: vou de helicó
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    O universo inteiro parece ter se reduzido a este iate, ao som suave da água colidindo contra o casco e ao calor avassalador do corpo de Andrea sobre o meu. Eu nunca me senti tão especial em toda a minha existência. Sob a luz mansa do ambiente, a forma como ele me olha me despia de qualquer insegurança; não sou apenas uma companhia para esta noite, sou o centro do seu mundo, a dona de um desejo que faísca em suas íris. Sentir-me desejada desta maneira, com uma intensidade que quase se materializa no ar, acende em mim um tipo de excitação que eu nunca havia experimentado. É um fogo que começa na boca do estômago e se espalha rapidamente, anestesiando minha razão e deixando apenas a urgência da carne.Estou completamente disposta a desenvolver um pouco mais de intimidade com ele. Não há espaço para hesitações ou medos infantis nesta noite. Não quero, de jeito nenhum, deixar este momento passar por entre meus dedos. Uma contagem regressiva silenciosa ecoa no fundo da minha mente, um lembr

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    Eu só queria proporcionar momentos memoráveis à minha Cinderela enquanto curtia ao máximo sua companhia. Por isso, preparei uma surpresa. Uma coisa simples, mas em um lugar que provavelmente ela não tinha visitado ainda. Eu conversava com Nicolas quando a ideia veio. Não me fiz de rogado ao pedir seu iate emprestado; ele, claro, não fez cu doce.Eu queria algo íntimo onde ninguém fosse nos incomodar. Um lugar seguro onde ela pudesse continuar se soltando sem se preocupar com outras pessoas. Ser apenas a menina que estava descobrindo o poder da liberdade e os prazeres da vida.E funcionou!Não tive muito tempo para preparar, mas ficou melhor do que imaginei que ficaria. O suficiente para fazer os olhos dela brilharem e minha felicidade aumentar.Essa era a primeira vez que eu fazia algo romântico para uma mulher. Se alguém me dissesse que faria algo do tipo em algum momento, eu teria rido, mas aqui estava eu. Nervoso. Agitado. Querendo ter uma noite perfeita ao lado da mulher que fez o

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    — Eu acho que vou acabar batendo em um iceberg — brinquei.— Não comigo como seu instrutor — rebateu.Andrea deu um passo para trás, me puxando sutilmente para a frente dele. Me envolveu com seus braços compridos, colando minhas costas no seu peito, e colocou minhas mãos pequenas sobre a madeira fria do timão. Senti a firmeza dos dedos dele cobrindo os meus, me ensinando a sentir a resistência da água. Ali, protegida no abraço dele, assisti às luzes da cidade começarem a diminuir enquanto avançávamos em direção ao alto-mar.— Andrea... — chamei mais uma vez, olhando para o céu incrivelmente estrelado acima de nós. — Me conta. Para onde nós estamos indo?Ele inclinou a cabeça, colando os lábios na minha orelha, e sussurrou:— Para onde a gente possa ser feliz, Cinderela. Só isso importa.Depois de um tempo navegando, quando a costa já era apenas um fio de luz distante e estávamos cercados pelo infinito do oceano, Andrea reduziu a velocidade até parar. Ouvi o barulho pesado da âncora se

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    Eu estava deitada de bruços na cama, com as pernas dobradas para cima, balançando os pés no ar, completamente imersa na tela do celular. Já estava de pijama, com o cabelo preso em um coque frouxo, encarando a nossa conversa. O cursor piscava na barra de mensagem. Eu digitava "Oi, você já está vindo?", apagava, escrevia "Comi a pizza fria que ficou na geladeira", apagava de novo. Suspirei, sentindo aquela pontada boba de saudade que parecia crescer a cada hora que ele passava longe.— Se apagar essa mensagem mais uma vez, o celular vai travar.Dei um pulo, o coração disparando no peito, e soltei um grito abafado ao ouvir a voz grave ecoar na porta do quarto. Nem deu tempo de me recuperar do susto. Andrea correu e se jogou com tudo na cama, bem do meu lado. O impacto foi tão grande que meu corpo inteiro quicou no colchão.Antes que eu pudesse reclamar, rindo e tentando recuperar o fôlego, os braços fortes dele me envolveram, me puxando para esmagar contra o seu peito. O cheiro dele — um

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