LOGINHelena Cavalcanti
Seu beijo era lento e torturante, nossas línguas se tocavam de uma forma que fazia meu desejo apenas aumentar de uma forma que chegava a doer. Uma dor que pegava em todos os lugares, na alma, entre minhas pernas, naquele meu desejo reprimido e nas consequências que viriam no dia seguinte, mas que eu não queria pensar naquele momento.
Rudá me beijav
Helena CavalcantiDepois, sem que nenhum de nós precisasse pedir, nossos corpos encontraram uma posição confortável e permaneceram juntos. Eu me aconcheguei a Rudá, sentindo seu braço ao redor de mim, e apoiei a cabeça perto de seu peito. O coração dele ainda batia um pouco mais depressa, e ouvir aquele som tão próximo me trouxe uma sensação de intimidade que eu não sabia explicar. Por alguns instantes, senti o medo voltar. Ele surgiu silencioso, trazendo consigo todas as perguntas que eu havia tentado afastar.O que aconteceria quando amanhecesse? Como conseguiríamos olhar um para o outro depois de tudo aquilo? O que eu faria com o fato de ainda ser casada, de ter um filho que precisava de mim e de ter cruzado uma fronteira que, até poucas horas antes, eu jamais imaginari
Rudá de AndradeMeu coração batia tão rápido que parecia querer sair pela boca quando me coloquei entre as pernas dela. Helena não falava nada, nem eu, mas nossos gemidos e respirações aceleradas diziam tudo que era necessário.Fiquei de joelhos, me colocando entre as pernas dela, notei que Helena se abriu ainda mais, esperando por mim, me desejando. Aqui apenas aguçou meu desejo e me deixou com ainda mais tesão.Segurei meu pau e encaixei na sua entrada, comecei a empurrar devagar, sentindo a mão dela na minha cintura e suas unhas cravando na minha pele, apertando e arranhando. Minha respiração mudou e eu quase gemi enquanto sentia meu pau entrando nela, sentindo como era quente.
Helena CavalcantiSeu beijo era lento e torturante, nossas línguas se tocavam de uma forma que fazia meu desejo apenas aumentar de uma forma que chegava a doer. Uma dor que pegava em todos os lugares, na alma, entre minhas pernas, naquele meu desejo reprimido e nas consequências que viriam no dia seguinte, mas que eu não queria pensar naquele momento.Rudá me beijava com mais fome, mais vontade e eu correspondia a altura. Nossas bocas não queriam largar, não podiam, era como se uma precisasse da outra. O tesão já nos consumia com voracidade que nem percebemos que o resto dos corpos também se aproximava, desejando saciar aquela vontade que já consumia todo o ambiente.Nossos corpos se colaram e as mãos de Rudá começaram a desenhar o caminho do prazer
Rudá de AndradeDemorei alguns segundos para perceber que uma parte do meu corpo estava tocando Helena. Quando finalmente compreendi, fiquei completamente imóvel, como se qualquer movimento pudesse quebrar alguma coisa delicada. A mão dela ainda permanecia apoiada sobre meu antebraço, leve, quase tímida, e aquilo por si só já era suficiente para me deixar sem saber o que fazer.Ela estava me tocando. A constatação atravessou minha cabeça acompanhada de uma pergunta que eu não queria formular: Será que foi involuntário? Mas Helena estava acordada, eu sabia disso, e a maneira como seus dedos permaneciam sobre meu braço não parecia a de alguém que simplesmente havia encostado por acaso.Eu queria sentir aquele contato por mais tempo. Queria que ela chegasse um pouco mais perto. Queria abraçá-la, sentir seu perfume novamente, passar os dedos
Rudá de AndradeEu já não conseguia organizar pensamento algum. O vinho havia deixado meu corpo mais pesado e, aos poucos, parecia apagar as barreiras que durante horas eu vinha tentando manter de pé. Restava apenas a percepção das coisas ao meu redor: o calor da cama, o som da respiração de Helena, a proximidade dela e aquele perfume floral que agora se misturava ao meu próprio cheiro, criando uma combinação que parecia ocupar todo o espaço entre nós.Eu conseguia ouvir o coração dela? Talvez fosse apenas impressão minha, porque o meu próprio batia tão forte que parecia estar ecoando dentro do peito. Inclinei minimamente o rosto, sem coragem de me aproximar mais, e senti o ar quente da respiração dela tocar meu rosto.
Rudá de AndradeContinuei deitado na cama, imóvel, tentando encontrar algum pensamento racional que conseguisse vencer aquela avalanche de sensações, mas não estava funcionando. Quanto mais eu tentava pensar em qualquer outra coisa, mais minha mente voltava para Helena, para a noite que tínhamos acabado de viver e, principalmente, para o fato de que ela estava deitada a poucos centímetros de mim.Era uma tortura. Não havia outra palavra para definir aquilo, eu passei tempo demais pensando, analisando, tentando entender, tentando controlar; o problema era que agora já não se tratava apenas de pensar. Eu estava sentindo, sentindo uma atração que mexia comigo de um jeito que eu ainda não sabia administrar, porque não era somente vontade física.







