Masuk— Porra, Mel... você não pode querer que, depois de me deixar te provar, eu consiga ficar longe te querendo assim. Disse ele, a voz carregada de uma possessividade deliciosa que me desarmou por inteiro.Puxando-me para mais perto, ele se pressionou contra mim. Foi impossível não sentir a rigidez evidente entre as pernas dele, firme, pulsante contra o meu quadril. Uma onda de tesão puro e visceral atingiu meu baixo ventre. Eu adorava aquilo.Adorava saber o poder que exercia sobre ele, ver aquele homem racional e implacável perder completamente o controle por minha causa, caindo nas redes do desejo que só nós dois sabíamos criar.Antes que a razão pudesse protestar novamente, o resto do mundo simplesmente desapareceu.Quando me dei conta, já estávamos no quarto de hóspedes que Sara tinha cedido para mim. A porta estava encostada e a penumbra do cômodo deixava tudo ainda mais íntimo e perigoso. Koen estava sentado na beirada da cama, e eu, rendida àquele fetiche e à urgência que nos co
Bloqueiei a tela do celular e o joguei sobre a mesa de centro. O silêncio do apartamento da Sara pareceu pesar ainda mais depois da conversa. Eu andava de um lado para o outro na sala, os passos inquietos ecoando no piso de madeira, o coração batendo no ritmo do relógio de parede. Cada minuto parecia uma eternidade.Até que ouvi o barulho suave da chave girando na fechadura.A porta se abriu devagar. Mel entrou, o olhar cansado fixo na bolsa enquanto a pendurava no cabideiro. Ela deu dois passos para dentro antes de finalmente erguer os olhos e dar de cara comigo no meio da sala.Ela parou como se tivesse levado um choque. A cor sumiu do seu rosto por um segundo, substituída por uma mistura de mágoa e uma raiva defensiva que endureceu seus traços imediatamente.— O que você está fazendo aqui, Koen? A voz dela saiu fria, cortante como um bisturi.Engoli em seco, sentindo cada músculo do meu corpo retesar sob o peso do olhar dela. A dor e o desprezo estampados em seu rosto me atravess
— Eu sabia que seus pais eram uns surtados com essa doideira de gente rica e tudo mais, mas daí a fazer tudo isso só para te pressionar a casar por causa de uma fusão de negócios?!— Não creio que seja só isso, Sara. Conhecendo o meu pai como conheço, tem muito mais sujeira escondida nisso, tenho certeza Afirmei, apertando o volante com tanta força que os nós dos meus dedos ficaram brancos. — E é por isso que vou fingir que aceito esse casamento e esse filho. Só depois de descobrir toda a verdade por trás dessa farsa é que vou conseguir me libertar deles de uma vez por todas... e ser feliz na vida que escolhi para mim, do lado da mulher que eu amo.Houve uma breve pausa antes de a postura defensiva da Sara ruir completamente.— Pode contar comigo, Koen. Eu não vou deixar a sua família pisar nos sentimentos da minha amiga como se não fossem nada. E você e a Mel merecem ser felizes juntos... tá mais do que na cara que vocês se amam.O alívio me percorreu de solavanco.— Obrigado, Sara
KOEN FIORE — Se eles estão pensando que tudo isso vai ficar assim, estão muito enganados Declarei, sustentando o olhar de Keilen enquanto sentia a raiva fervilhar sob a pele. — Esse jogo eu também sei jogar, e você vai me ajudar.Keilen franziu o cenho, encostando-se na parede e cruzando os braços, a expressão oscilando entre a curiosidade e a apreensão.— O que você tem em mente, Koen?— Você vai dizer a eles que eu vim aqui. Vai fazer com que acreditem que eu dobrei o joelho, que aceitei esse casamento forçado e a história desse filho.Respondi, soltando uma risada seca e sem humor.Meu irmão me encarou por alguns segundos, ponderando a gravidade das minhas palavras antes de dar um passo à frente.— E quanto à Mel, o seu trabalho, os seus amigos... toda a sua vida?— Eu tenho um plano. Vou te explicar tudo com calma depois, mas, por hora, só faça o que te pedi.Pedi, passando a mão pelo rosto e soltando um suspiro pesado.Detestava ter que recorrer ao meu lado Fiore. Passei anos
KOEN FIORE Keilen soltou um longo suspiro antes de se levantar da cadeira. Caminhou até o pequeno bar do escritório, serviu duas doses de uísque e estendeu um dos copos para mim.— Vai precisar disso.Recusei com um gesto.— Fala logo, Keilen. Minha paciência já acabou faz tempo.Ele deu um gole na bebida antes de começar.— Há cerca de alguns mêses, nossos pais receberam uma visita.Franzi a testa.— De quem?— Da família Bianchi.Meu sangue gelou.— Os pais da Emily.Keilen assentiu.— Eles apareceram aqui dizendo que a filha estava grávida. Na época, ela afirmou que o filho era seu.Fechei os punhos.— Isso é mentira. Eu nunca tive um relacionamento com aquela mulher só a usava ela como meu par em eventos da empresa e de caridades como escudo para outra mulheres superficiais não ficarem me rodeando.— Eu sei.Olhei para ele, surpreso.— Como assim você sabe?— Porque eu investiguei.Meu irmão apoiou as mãos sobre a mesa.— A história nunca fez sentido. Você nunca escondeu de mim q
BRUNO MARTINEZO telefone chamou uma...Duas...Três vezes.Nada.Rafael afastou o aparelho da orelha e encarou a tela por alguns segundos antes de desligar a ligação.— Caixa postal...Um silêncio pesado caiu entre nós.Aquilo não era normal.Koen podia ser muitas coisas, mas ignorar uma ligação nossa sem mandar sequer uma mensagem explicando o motivo nunca fez parte do jeito dele.— Estou começando a ficar preocupado de verdade. Murmurou Thiago.Balancei a cabeça concordando.— Eu também. Ele nunca some assim.Antes que pudéssemos continuar a conversa, o alarme do quartel ecoou pelo pátio.A sirene de emergência.Todos nós nos levantamos imediatamente.O sargento apareceu correndo.— Incêndio residencial! Equipe Alfa, comigo!Enquanto pegávamos nossos equipamentos, olhei para os rapazes.— Mais tarde eu passo no apartamento do Koen e descubro o que aconteceu. Espero que seja alguma coisa séria... e não que aquele safado tenha tirado o dia para ficar transando com a Mel.Fiquei pens







