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Capítulo 5

Author: Camila Duarte
Emilly franziu a testa.

— Como assim, eu joguei?

Mateus cerrou os dentes e disse.

— Quem mandou você usar essa roupa tão provocante?

"O quê? Provocante?"

— Mateus, explica melhor!

Mateus olhou para a saia curta dela.

— Você quase está mostrando a parte superior das coxas. Está querendo que todo mundo veja suas pernas?

A saia de Emilly estava realmente um pouco curta, mas quem a escolhera havia sido Daniela.

As palavras de Daniela foram: "Minha Emilly só não mostra as pernas, olha a Monique toda cheia de si, hoje à noite vamos mostrar quem tem as melhores pernas de Rio dos Cedros."

Emilly ergueu ligeiramente suas sobrancelhas finas e bem desenhadas.

— Então o Presidente Mateus estava olhando para minhas pernas?

Mateus se surpreendeu.

Emilly se recostou na parede, com uma postura relaxada e sensual, e lentamente levantou a perna direita, o salto transparente da sapatilha tocando o tornozelo dele.

O homem, vestindo calça preta justa, revelava suas longas pernas musculosas, transmitindo uma aura fria e austera.

A ponta do pé delicado de Emilly subiu ao longo de seu tornozelo, roçando de maneira sugestiva na panturrilha.

Era um convite.

Era uma provocação.

Mateus a olhou friamente.

— O que está fazendo?

Emilly sorriu de forma sedutora.

— Presidente Mateus, qual perna você prefere, a minha ou a da Monique?

Mateus a observou, o rosto delicado e pequeno dela, que parecia o de uma deusa, mas ela ousava provocá-lo com um olhar claro e vibrante.

Na noite anterior, ele já havia percebido a beleza oculta sob os óculos de armação preta, mas não imaginava que ela fosse tão deslumbrante.

Aquele rosto... ele já o tinha visto antes.

Os olhos de Emilly brilhavam com um sorriso suave.

— Presidente Mateus, será que as pernas da Monique já se enroscaram na sua cintura?

Mateus prendeu a respiração por um momento, sua expressão ficou mais intensa, e ele se aproximou para observá-la de perto.

— Emilly, você é sempre tão vulgar? Fica o tempo todo pensando em homens e ainda chama vários modelos para te satisfazer?

Ele não respondeu à pergunta sobre Monique, provavelmente porque essa era a melhor maneira que um homem tinha de proteger uma mulher.

O romance com Monique fora tão apaixonado, uma época de juventude e beleza, e aquelas pernas de Monique certamente haviam se enroscado várias vezes na cintura dele. Caso contrário, por que ele ainda não a esquecia?

Monique realmente era feliz, pois havia conquistado a atenção de um homem tão frio e insensível.

Apesar de seu sorriso provocador, os olhos de Emilly estavam frios e claros.

— Sim, Presidente Mateus, seu corpo não é suficiente para me satisfazer, então, claro, vou procurar outros homens! Vamos logo nos divorciar. Se um homem não dá conta, basta trocá-lo por outro mais obediente!

Ela realmente disse que ele não era capaz!

"E ainda falou de trocar por outro? Essa mulher é insuportável!"

Mateus estendeu a mão e segurou o queixo delicado de Emilly.

— Está tentando me provocar? Só quer saber se sou bom o suficiente?

O quê?

Emilly congelou.

Mateus se aproximou de seus lábios vermelhos, sua presença exalando de uma tensão sensual, mas suas palavras foram frias.

— Não se iluda, não vou tocar em você. A única mulher que eu amo é a Monique.

A mulher que ele amava era Monique.

Na verdade, ele nem precisava ter dito isso, Emilly já sabia. Algo nela se quebrou, como se tivesse levado uma picada de abelha; a dor não era forte, mas era constante.

Nesse momento, uma voz suave e agradável chamou por ele.

— Mateus.

Emilly olhou para cima, Monique estava chegando.

Monique era a Rosa Escarlate de Rio dos Cedros, uma beleza de lábios vermelhos e dentes brancos, com o corpo flexível e delicado, resultado de anos de treinamento em dança.

Mateus imediatamente soltou Emilly e foi até Monique, seus olhos intensos baixaram com carinho enquanto observava Monique, de um jeito que Emilly nunca tinha visto antes.

— Você chegou?

Monique acenou com a cabeça e então olhou para Emilly.

— Quem é essa?

Monique não reconheceu Emilly imediatamente.

Mas Emilly nunca se esqueceria de Monique.

Na verdade, Emilly e Monique tinham mães e pais diferentes.

Carlos não era o pai biológico de Emilly, mas sim seu padrasto.

Há muitos anos, Emilly também teve uma família muito feliz, com seu pai, Gabriel, e sua mãe, Maria, que se respeitavam mutuamente.

Seu pai a amava muito, todos os dias a erguia no colo.

— Minha Emilly vai ser muito feliz, com certeza.

Mas um dia, de repente, seu pai faleceu. O irmão dele, Carlos, se mudou para a casa com sua filha, Monique, e sua mãe acabou se tornando mãe de Monique também.

Sua mãe se casou com seu tio.

Sua mãe amava Monique, mas não a amava mais.

Quando Monique tirava 99 na prova, e ela 100, sua mãe batia em sua mão.

— Você não pode deixar sua irmã ganhar de você? Por que precisa tirar uma nota mais alta que a dela?

Monique ficou doente, fez quimioterapia e raspou o cabelo.

Ela chorava dizendo que estava feia, e sua mãe imediatamente raspou o cabelo também.

— Você tem que ficar feia como a sua irmã, assim ela não vai se sentir sozinha.

Toda noite, sua mãe, Monique e Carlos dormiam juntos, brincando e se divertindo. Ela ficava sozinha do lado de fora do quarto deles, com a boneca que o pai lhe comprou, chorando silenciosamente.

— Mãe, Emilly está com medo.

Depois, Monique finalmente passou a chamá-la de "mamãe". Sua mãe ficou muito feliz, mas Monique disse.

— Mãe só pode ter uma filha.

Naquele dia chuvoso, sua mãe a levou para o interior e a abandonou lá.

Pequena Emilly correu atrás do carro, chorando desesperadamente.

— Mãe, não me deixe... Emilly vai se comportar, Emilly não vai mais incomodar a irmã... Mãe, me abrace, Emilly está com medo...

Emilly caiu com a boneca na poça de lama e viu sua mãe sumir no carro, desaparecendo diante de seus olhos.

Emilly nunca esqueceria Monique.

Nesse momento, Vinícius correu até ela.

— Monique, ela é... sua irmã Emilly!

Monique ficou chocada.

— Você é a Emilly?

Emilly sabia que Monique sempre a desprezou.

Quando eram pequenas, ela era apenas a derrotada, enquanto Monique sempre foi exemplar. Depois, se envolveu com Mateus, o herdeiro da família Costa, crescendo rodeada de flores e carinhos, uma criança que se tornou arrogante e superior.

Vinícius, mais uma vez, ficou deslumbrado com a beleza pura e distinta de Emilly e sussurrou.

— Não esperava que Emilly fosse tão bonita.

Monique já não lembrava muito de sua infância, porque nunca havia dado atenção a essa irmã que nunca foi amada, mas não era ela mesma a "patinha feia" que havia voltado do campo?

Monique se aproximou de Emilly e lançou um olhar arrogante para ela.

— Emilly, não pensei que você fosse tentar se vestir igual a mim.

Emilly hesitou por um momento.

"Se isso te faz feliz..."

Emilly endireitou suas costas esbeltas e graciosas, sorriu levemente e permaneceu em silêncio, enquanto a luz suave do corredor iluminava seu rosto puro como uma pérola radiante.

Ela já não era mais a pequena Emilly de antes.

Monique disse:

— Emilly, ouvi dizer que você e o Mateus vão se divorciar. Você não consegue viver sem um homem, vive pedindo modelos no bar para se perder... Se eu fosse você, procuraria um trabalho. — E, olhando para Mateus, falou de forma displicente. — Mateus, Emilly cuidou de você por tanto tempo, pelo menos como babá, você deveria arranjar um trabalho para ela.

O olhar de Mateus se fixou no rosto de Emilly.

Vinícius disse:

— Monique, hoje em dia, para conseguir um emprego, é preciso ter diploma. Qual é o nível de escolaridade da Emilly?

Monique pareceu se lembrar de algo interessante, ergueu o queixo e riu.

— Emilly largou a escola aos 16 anos.
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Mga Comments (5)
goodnovel comment avatar
Dê kássia
a irmã e todos vão cair do cavalo ,ele vai se arrepender amargamente ...
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Catia Medeiros
isso não é mãe é madrasta vai se arrepender de ter tratado a própria filha assim e o marido dela tem que sofrer pra aprender a valorizar ela
goodnovel comment avatar
Maria Socorro Mineiro
Monique você vater uma grande surpresa com sua irmã ...
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