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Capítulo 6

Author: Camila Duarte
Vinícius ficou chocado. Dezesseis anos?!

No círculo de Vinícius, Monique era amplamente reconhecida não apenas por sua beleza, mas também por sua excelência acadêmica. Desde pequena, sempre tivera um desempenho excepcional nos estudos, se formara em uma das melhores universidades e era, sem dúvida, a jovem mais brilhante da alta sociedade de Rio dos Cedros.

Ela era digna de Mateus.

Afinal, apenas beleza não era suficiente para uma mulher. Beleza combinada com educação era a verdadeira carta na manga. Quanto mais alta a classe social, mais valorizavam o nível acadêmico das mulheres.

Toda a leve simpatia que Vinícius sentira por Emilly desapareceu no mesmo instante. Seu tom agora era repleto de desprezo:

— Emilly, você realmente parou de estudar aos dezesseis anos?

Emilly olhou para Monique, que exibia seu orgulho, e sorriu tranquilamente:

— Sim, parei de estudar aos dezesseis anos.

Vinícius riu com escárnio:

— Que coincidência, Mateus também parou de estudar aos dezesseis. Mas ele é um verdadeiro prodígio: conseguiu dois diplomas de mestrado na Universidade de Harvard nessa idade. Fez história! E você? Parou de estudar e nem sequer tem um diploma do ensino médio.

Ele riu alto, zombando dela.

Monique, altiva, olhava para Emilly com desprezo.

Mateus permaneceu imóvel, alto e imponente. A luz do corredor iluminava seu rosto bonito e frio. Seus olhos se fixaram em Emilly.

Nos últimos três anos, Emilly havia sido apenas uma dona de casa, girando em torno dele. O fato de não ter um diploma não era exatamente uma surpresa.

No entanto, Emilly não demonstrou nenhum constrangimento ou medo. Pelo contrário, seus olhos límpidos e brilhantes encararam Mateus. Então, ela sorriu suavemente e disse:

— É mesmo, que coincidência.

"É mesmo, que coincidência."

Sem motivo aparente, Mateus sentiu seu coração estremecer por um instante.

Ele notou que os olhos de Emilly eram realmente lindos. Havia um brilho neles, uma inteligência que parecia falar sem palavras.

— Emilly! — Uma voz soou ao longe.

Daniela veio correndo, furiosa ao ver Monique.

— Monique, você está incomodando a Emilly de novo?!

Monique ergueu o queixo com orgulho:

— Não estamos incomodando Emilly. Na verdade, queremos ajudá-la a encontrar um emprego.

Daniela ficou boquiaberta.

— Um emprego para Emilly?!

Monique continuou, com a generosidade de quem faz caridade:

— Sim! Embora Emilly não tenha diploma nem formação acadêmica, faremos o possível para conseguir um bom emprego para ela.

Daniela hesitou por um momento e depois soltou uma risada irônica.

— Vocês sabem quem é Emilly? Emilly é...

Antes que pudesse terminar, Emilly segurou sua mão e a interrompeu:

— Daniela, vamos embora.

Daniela engoliu o que ia dizer, mas lançou um olhar sarcástico para Monique antes de sair com Emilly.

— Vocês ainda vão se arrepender!

Vinícius estava furioso:

— O que essa Emilly quer dizer com isso? Uma garota que parou de estudar aos dezesseis anos ainda tem coragem de agir com tanta arrogância? Se fosse eu, teria vergonha de sair na rua!

Monique não se irritou. Ela nunca havia considerado Emilly uma rival. Para ela, Emilly sequer tinha qualificações para ser sua oponente.

Ficar com raiva de Emilly seria se rebaixar.

Monique olhou para Vinícius e sorriu:

— Vinícius, deixa pra lá. Os ignorantes não têmem nada.

Vinícius se virou para Mateus e disse:

— Mateus, você precisa se divorciar logo da Emilly. Ela não está à sua altura.

A expressão de Mateus permaneceu impassível. Ele olhou para Monique e disse:

— Vamos.

Monique assentiu:

— Certo.

Então, Monique e Vinícius seguiram Mateus e deixaram o local.

...

Fora do bar, uma voz chamou:

— Presidente Mateus?!

Mateus ergueu os olhos. Para sua surpresa, era alguém que ele conhecia: Ruben, o reitor da Universidade de Harvard.

Ele se aproximou:

— Reitor Ruben, o que o traz a Rio dos Cedros?

Monique, ao ver Ruben, imediatamente adotou uma postura respeitosa. Embora sempre tivesse sido uma aluna brilhante, nunca tivera o privilégio de entrar em uma instituição de prestígio como Harvard.

Ruben sorriu:

— Presidente Mateus, estou em Rio dos Cedros para participar de um seminário. E, por coincidência, sua caloura também está aqui.

Mateus franziu levemente a testa:

— Minha caloura?

Ruben assentiu:

— Sim! Nossa Universidade de Harvard tem duas lendas: a primeira é você, Mateus. A segunda é sua caloura. Ela, assim como você, obteve dois diplomas de mestrado aos dezesseis anos. Uma verdadeira gênia! Infelizmente, vocês não estudaram na mesma época, então não chegaram a se conhecer.

Vinícius estava cheio de curiosidade.

— Essa caloura do Mateus é realmente tão incrível assim? Quem é melhor, Mateus ou ela?

Ruben sorriu para Mateus e deu uma breve avaliação:

— Vocês são igualmente talentosos.

Mateus arqueou ligeiramente a sobrancelha afiada. Ele nunca havia encontrado uma garota que fosse realmente sua igual.

Para Monique, era a primeira vez que ouvia falar de uma caloura tão brilhante quanto Mateus. Ela não sentia inimizade por Emilly, mas, ao saber da existência dessa "gênia caloura", sentiu o coração se apertar.

"Quem é essa caloura?!"

Um sentimento intenso de rivalidade e ciúme tomou conta dela.

Ruben pegou o celular e disse:

— Presidente Mateus, acabei de enviar para você o contato do WhatsApp dessa caloura. Ela também está em Rio dos Cedros. Como veterano, cuide bem dela.

Mateus assentiu:

— Certo.

Ruben se despediu e foi embora. Vinícius, impaciente, insistiu:

— Mateus, adiciona logo essa caloura no WhatsApp! Quero ver como ela é!

Mateus pegou o celular e abriu o contato da caloura.

O nome no WhatsApp era apenas uma letra: "E".

O fundo do perfil era completamente branco.

Vinícius franziu a testa:

— O que será que esse "E" significa?

Mateus também não sabia. Sem pensar muito, clicou em "adicionar contato" e escreveu apenas "Mateus" na solicitação.

A solicitação ainda estava pendente de aprovação.

Vinícius estava animado:

— Mateus, assim que ela te aceitar, me passa o contato dela! Eu já sou fã dessa garota!

Monique percebeu que toda a atenção deles estava voltada para essa misteriosa caloura. Isso a incomodou profundamente.

Nesse momento, um Rolls-Royce executivo parou suavemente ao lado deles.

Era o carro de Félix, o secretário pessoal de Mateus.

Monique não quis prolongar o assunto e disse rapidamente:

— Mateus, o carro chegou. Vamos embora.

Vinícius se despediu:

— Mateus, Monique, até mais!

...

O Rolls-Royce executivo deslizou suavemente pelas ruas, avançando com elegância.

Dentro do carro, o ambiente era silencioso e luxuoso.

No banco do motorista, o secretário Félix olhou pelo retrovisor e perguntou respeitosamente ao homem sentado no banco de trás:

— Presidente Mateus, para onde devemos ir?

Mateus respondeu sem hesitar:

— Para a empresa.

Monique observava Mateus.

As luzes de néon da cidade refletiam no vidro impecável do carro, lançando um brilho suave sobre seu rosto marcante. A cena parecia saída de um clássico filme em preto e branco, distinta, misterioso e inalcançável.

Nos olhos de Monique havia um brilho de amor.

Ela hesitou por um momento e, então, perguntou em um tom provocador:

— Mateus, o que foi aquilo entre você e Emilly mais cedo? Você não estaria interessado nela agora que ela ficou mais bonita, estaria?

Mateus lançou um olhar para ela. Sua voz era arrastada e preguiçosa, mas cheia de indiferença:

— Ela é minha esposa. Se acontecer algo entre nós, não seria nada estranho. Aliás, não foi você quem a empurrou para mim?

Monique sentiu um aperto no coração.

Ele ainda guardava rancor.

Guardava rancor pelo fato de que, três anos atrás, ela o abandonara enquanto ele estava em estado vegetativo e fugiu para o exterior, deixando Emilly para se casar com ele.

Ela tentou se justificar:

— Mateus, foi Emilly quem insistiu em se casar com você. Eu não tive escolha a não ser abrir mão de você...

Mateus olhou para ela com frieza:

— Você realmente acredita nisso?

Monique ficou sem palavras por um momento.

Seus dentes se cravaram em seu lábio inferior carnudo. Irritada, ela retrucou:

— Três anos atrás, eu realmente te abandonei! Se isso ainda te incomoda, então acabamos! Se você não me quer, apenas diga! — Então, Monique se virou para o motorista e ordenou impetuosamente. — Secretário Félix, pare o carro!

Ela queria descer.

Mas, antes que pudesse se mover, uma mão grande e firme agarrou seu pulso delicado.

Mateus puxou ela com força, fazendo seu corpo esguio cair diretamente contra seu peito sólido.

Acima de sua cabeça, se ouviu a voz do homem, baixa, indulgente e repleta de paciência.

— Monique, você só age assim porque sabe que eu sempre te perdoo.
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