LOGINCortei-a logo quando percebi para onde estava seguindo a conversa.
— Olha, eu sei que vocês se preocupam, mas eu já sou grandinha. Não é como se fosse rolar algo entre a gente, a gente nunca se falou. — Disfarcei olhando para o lado, como se aquelas palavras não me magoassem.— Ei, amor você sumiu. — Um rapaz bonito chamou atenção de Alice, cortando bruscamente a conversa. Ela se virou e beijou seus lábios com doçura.Percebi que esse era o mesmo cara que ela estava antes. — Nicole, esse é Alec. — Alec, essa é minha fiel escudeira Nicole.Cumprimentamo-nos. Eles se olhavam e se beijavam e eu lhes dei privacidade.Não que eles se conhecessem há muito tempo, mas ela parecia bem à vontade com ele e eu não quis interromper.Ela gesticulou e percebi que queria ir, mas não queria me deixar sozinha. Não seria justo ela deixar de sair com alguém por causa da amiga sem par. Alguns garotos tinham até chegado em mim. Eu não era estúpida, estava gata, mas quem eu queria sequer tinha me olhado. — Tá tudo bem, Alice. — Disse com a voz embriagada e Abri um largo sorriso para ela que, mesmo relutante em me deixar, entendeu e acenou com a cabeça, devolvendo o meu sorriso.— Você estou com o seu celular?— Sim. — Avisei.— Eu estou com o meu e Vivian com o dela. Você pode me ligar a qualquer momento, estarei aqui em um segundo se precisar. E por favor, beba água. — Ela caminha até um local cheio de garrafas de água lacradas e põe uma na minha frente. Me dá um beijo na bochecha e seguiu para fora dali, provavelmente procurando a privacidade do deck ou casa de barcos para ficar com o Alec. Mas, antes gritou por cima da música me lembrando:— Aproveite essas duas horas antes que Mateus venha nos buscar.Fiquei me sentindo mal por estar sozinha. Mas as minhas amigas não precisavam saber. Eu fiz a minha escolha, aliás com exceção da bebida, hoje era um comportamento meu comum, como em outras festas. Eu cansei de não aceitar convite de nenhum carinha que queria estar comigo. Eu só não conseguia porque eu realmente havia desenvolvido uma obsessão nociva pelo Luck. Não, isso não era saudável, mas fodasse, a maioria das pessoas no fundo não era.Não passou dois minutos e eu decidi que não sabia de onde estavam saindo aqueles pensamentos, eu não sou assim...provavelmente era a bebida pensando. — Gim com tônica, por favor — pedi, — Minha voz arrastando e meu estômago meio embrulhado. Fiz o pedido para um cara que preparou bebida para algumas meninas que estavam na mesa de sinuca. Eu sabia que ele não era um barman e nem meu subordinado, mas a bebida aparentemente me deu coragem para abrir a boca sem vergonha. Ele era um amigo de Luck, acho que se chamava Antony, sei disso porque lembro dele sempre andando com Luck nas outras festas. — Acho que vou precisar da sua identidade. — Um homem de cerca de vinte anos disse com um sorriso brincalhão, empurrando-me o copo da bebida. Eu ri secamente. Não estava com paciência. Era provavelmente a única noite de liberdade que eu teria antes que Madeleine voltasse e eu fosse para faculdade de Wharton, na Filadélfia cursar finanças e gestão de investimentos. Em seguida, iria dirigir junto com Madeline a Diamonds Enterprises, e eu estava ali sozinha, bebendo, ignorando variadas cantadas para ficar sonhando com alguém que eu não poderia ter. — Você não deveria dar em cima dos clientes. — Seu tom é divertido. — Vai dar em cima de mim também se eu quiser uma bebida? — Chupa meu pau Luck. Tá achando que eu sou seu empregado? Eu só sirvo garotas bonitas. — Antony, sorri para mim. Ambas as covinhas aparecendo em seu rosto moreno.Virei surpresa para Luck. Ele estava sentado ao meu lado, com um dos braços apoiados na bancada. Sorriso maroto, ele estava me olhando com os olhos azuis mais lindos que eu já havia visto. Você não parece menor de idade. — Ele sorriu para mim, degustando a sua bebida da garrafa.Olhei para ele por um instante e não soube identificar se era comigo que ele falava. Admirei seus lábios tocando a bebida, as veias do seu pescoço levemente saltadas, seu peito que subia e descia lentamente.— Ou, talvez, seja? — Ele me olhou semicerrando os olhos e me deixando sem ar.— Como isso já tivesse importado para você. — O amigo, Antony interrompe. Risonho e sai do bar.— Cala a sua boca, filho da puta! — Luck xinga, e não sei identificar se ele estava realmente sendo zombeteiro.Parecia brincadeira a fala do seu amigo, mas me deixou tensa.Quando ele se vira para mim, completo — Sim, quer dizer, não, não sou menor.Sim, era uma mentira, mas convenhamos que dezessete não era uma idade tão ruim, eu faria aniversário em breve, acho que era isso que ele falava sobre ser menor. Afinal de contas eu sabia que Luck era mais velho que eu sete anos.Ele sorriu de novo parecendo satisfeito.— E o que uma garota linda como você faz aqui, sozinha?Eu não havia percebido que estava prendendo a minha respiração até soltá-la profundamente. Admirei-o por alguns minutos antes de responder. Será que estava imaginando ou aquilo estava realmente acontecendo?— Desculpe-me, eu não queria incomodar, mas você estava aqui sozinha.— Suas sobrancelhas uniram-se em desaprovação, ele levantou e se virou.Instintivamente, levantei-me e segurei o seu braço. Ele me encarou com um olhar surpreso e, então, aproximou-se.— Não vá. — Foi a primeira coisa que eu consegui pensar e falar.— Ok — ele deu um espaço nas palavras para que eu me apresentasse.— Nicole... me chamo Nicole.Ele se aproximou do meu ouvindo e sussurrou:— Estou te olhando há muito tempo, N-i-c-o-l-e — ele disse pausadamente. — Eu me chamo Luck e, a propósito, você tá muito gostosa.Porra, aquilo não podia estar acontecendo! Não comigo! Ele nunca me olhava, e justamente hoje, veio falar comigo. Tudo bem, a roupa ‘programa por 20 dólares’’ está chamando atenção para cacete, mas cara, é o Luck Petrelli!. E ele está flertando comigo. Tentei sorrir o mais normalmente possível para não parecer tão boba.— Bom, e pretende ir para que faculdade, Nicole?— Wharton. — Digo.— Na Filadélfia. — Ele completa. — O lar dos podre de ricosDou de ombros, um sorriso curvando sobre meus próprios lábios— Eu estudei lá, — Completa. — Finanças.— É, eu sei. — Falo com empolgação substituindo a bebida pela água da Alice. Se isso fosse acontecer eu gostaria de estar sóbria.“Eu sei quase tudo sobre você”, pensei.— É mesmo? — A sugestão de um sorriso cruzou o rostoPuta merda, não me diz que eu falei isso alto? Meu coração batia forte contra minhas costelas.Luck tomou a frente e me guiou por uma escadaria privada. Seguimos por um longo corredor até chegarmos a um hall enorme, onde caminhamos mais um pouco, em um silêncio constrangedor. Parecia uma eternidade até chegarmos mais provavelmente foi menos de dois minutos andando. Mais algum tempo até que alcançamos um corredor com muitas estantes e fotos familiares. Ele me guiava tão rapidamente que mal dava para ver os detalhes. Até que tirou uma chave do bolso e abriu duas grandes portas duplas. Primeiro, ele entrou e, em seguida, gesticulou para que eu o seguisse. Era um quarto enorme, com uma cama de dossel, um bar e algumas poltronas.O amor cega as pessoas, é evidente. Mesmo que antes nunca acreditasse nisso, a realidade estava ali, mais clara que água cristalina. Na verdade, olhando para trás com mais cautela, percebi que realmente não havia jeito daquela situação ser de outra forma, eu sempre fora dele. Sempre. A tatuagem no meu pulso direito me dizia exatamente isso. Meu pensamento corria de forma diferente do tempo que passava à minha volta. O homem que eu olhava, meu Carrasco, queria correr em minha direção e me proteger, esse homem faria qualquer coisa por mim. Ouso afirmar que esse homem morreria por mim. Seus lábios mexiam, em confusão e nervoso, dizendo para que eu me abaixasse. Ele dava passos frenéticos em minha direção, mas foi baleado na barriga. Meu primeiro instinto foi correr para ele, ver se estava bem. Mas ele continuava a balear os homens, não prestava mais atenção em mim. Olhei para o lado, taças de cristal explodiam, assim como louças caríssimas. Eu realmente deveria me abaixar, me
— Você fodeu tudo Thomas, mais que porra você fez! Estou encostada na porta, do closet ouvindo, rezando para ele não me escutar espiando seu telefonema. — Mais que Merda — Colleri Diz baixo. — Foi uma maldita chacina. Você viu os jornais?! — Se altera. — Isso é Loucura Thomas! Espio pela brecha da porta, e vejo Ethan, ele veste uma calça social, uma blusa branca, que já está com alguns botões desfeitos. Seu cabelo está desgrenhado e ele massageia seus olhos, para a aliviar a tensão enquanto apoia o celular entre o ouvido e ombro. — Vou transferir meio milhão para uma conta no Brasil. Vou arranjar passaportes e novas identidades. Ele se cala, por um momento. Ouvindo Thomas, antes de assumir com tensão. — Sim, eu prometo. Você é um maldito fora da sua mente. Provavelmente vai sair de lá morto. Mas eu não vou ficar nulo nessa situação Thomas. Respira pesado. Antes de anotar o endereço que Thomas passa, assim como o Numero de telefone. Espero passar bons três
— Me deixa ser alguém para você. Me deixa te ajudar a encontrar o seu lugar. Que é aqui. — Apoiei a mão em meu coração.Colle me abraçou, me pedindo perdão enquanto me segurava. — A cabeça dele, — Fungo. — Colle, tinha pedaços para todos os lados. — Ele fecha os olhos, também com a lembrança assombrosa de Luck. — Nos olhos dele, de repente, não havia mais vida. E ele estava me olhando... — Minha frequência cardíaca aumenta. — Estava me olhando quando fez, Colle. — Eu sinto tanto baby, sinto tanto. — Sua voz profunda vibra contra os meus cabelos.— A cada momento que lembro tenho medo de sonhar com isso, fico pensando que poderia ser você. Se não fosse por Lucian... eu tenho tido pesadelos com isso... eu... Sua mandíbula endurece novamente enquanto me observa com depressão, então balança a cabeça.— Eu sinto muito que Luck tenha cometido suicídio na sua frente. Se te conforta, eu também tenho pesadelos desde quando fui levado e por cada vítima que eu, um dia, perdi. É difíci
Tenho me questionado sobre a sensibilidade da vida, sobre como somos insignificantes; em um momento somos tudo, e logo não somos nada. Eu nunca pensei na nossa história terminando assim, nunca. Agora está tudo acabado. Não que eu me importasse, mas é realmente uma cena que sei que não esquecerei tão cedo. — Pode vê-lo agora — disse a enfermeira. Entrei na sala e Ethan estava sentado na maca com alguns hematomas no rosto e cerca de cinco pontos perto do cabelo. Olhei para ele, que ainda não me encarava. — Eu perdi o controle, e não há nada que eu vá fazer ou dizer que vá mudar isso. — Ele olhava para baixo. — Eu errei, magoei e não pude proteger vocês. Eu prometi a você anos atrás e não pude cumprir minha promessa. — Ele parece deplorável, com sua voz oprimida e cheia de vergonha.Abaixo meu rosto em minhas palmas e as esfrego. — Porque não me contou? — Não posso lutar contra a enxurrada de lágrimas que desce pelo meu rosto. — Porque não falou que seu pai era responsáv
— Ah, eu vou. — Ele nem hesita, Seus olhos baixam em decepção, e ele se inclina sussurrando como se estivéssemos compartilhando um maldito segredo. — Se você não me deixar entrar, eu vou estourar a porra da sua cabeça, e de quem mais estiver vivo aqui. — Ele se afasta muito pouco, só o suficiente para encarar meus olhos azuis chorosos. E continua sussurrando — Eu vou entrar de qualquer maneira. — Ele sorri ternamente, sínico. — A diferença Nicole é que eu não vou terminar o massacre nessa porra de lugar. Eu só vou olhar uma última vez o meu filho, me despedir e ir embora. — Você é um monstro! Você não pode, não pode... — Solto um soluço. — Não faça mal ao Nosso filho — imploro em um sussurro enquanto as lágrimas queimam meus olhos. Luck fica lá por apenas um segundo antes de limpar seu choque e endireitar os ombros.— Não vou matá-lo. — Afirma. Então fica tenso novamente e, desta vez, com meu peito pressionado contra o dele, quase posso sentir sua agonia física irradiando p
Um estalo mais próximo ecoou do corredor, fazendo-me dar um pulo. Fechei a porta, deixando uma pequena brecha. Houve um silêncio mortal, a cena do hospital vazio poderia muito bem ser usada para um filme de terror. Houve outros estalos. Pow. Pow. Pow. A bile sobe pela minha garganta e tentar engoli-la só ameaça me fazer engasgar.Minhas pernas tremiam, eu estava em um tremendo conflito entre olhar e fechar a porta. Porque eu realmente não fazia ideia do que estava acontecendo. Não passou um segundo antes que eu visse Will andando apressado, mas aparentemente bem, e minhas emoções começaram instantaneamente a se controlar. Abri totalmente a porta para dizer-lhe que estávamos bem, mas foi tarde demais porque eu não havia visto Luck, que estava bem atrás dele.Ele vestia uma roupa que, tenho certeza, um dia foi elegante, mas estava amarrotada e suja de sangue; seu rosto também estava sujo e seu cabelo desgrenhado, olhos com olheiras e pupilas dilatadas. Ele parecia fo







