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CAPÍTULO CENTO E SETENTA E SEIS

Author: Gabi Nunes
last update publish date: 2026-10-20 11:12:06

POV: Matteo Volkov

O silêncio que tomou conta do apartamento depois que Sergei levou aquele lixo embora era quase palpável. A fúria que queimava nas minhas veias deu lugar a uma urgência diferente, muito mais visceral: cuidar de Giulia.

Ela continuava agarrada à minha camisa, com o corpo todo estremecendo em soluços baixos. Me mantive ali por longos minutos, apenas segurando-a com firmeza, deixando que ela sentisse que o perigo tinha passado de verdade. Passei a mão devagar pelas suas costas, a
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  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E SETENTA E SEIS

    POV: Matteo VolkovO silêncio que tomou conta do apartamento depois que Sergei levou aquele lixo embora era quase palpável. A fúria que queimava nas minhas veias deu lugar a uma urgência diferente, muito mais visceral: cuidar de Giulia.Ela continuava agarrada à minha camisa, com o corpo todo estremecendo em soluços baixos. Me mantive ali por longos minutos, apenas segurando-a com firmeza, deixando que ela sentisse que o perigo tinha passado de verdade. Passei a mão devagar pelas suas costas, acariciando seus cabelos bagunçados e sussurrando palavras baixas de conforto perto da sua orelha até que a respiração descontrolada dela começasse a desacelerar.— Vem, pequena... Vamos sair daqui, vamos para sala — falei suavemente, afastando-me apenas o suficiente para olhar no rosto dela.Giulia levantou os olhos devagar. As lágrimas tinham manchado suas bochechas e o olhar ainda carregava aquele pavor de quem esteve cara a cara com o pior. Quando meus olhos pousaram novamente no pescoço dela

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    POV: Matteo Volkov Felipo congelou no mesmo instante. E o silêncio tenso que se instalou no corredor foi quebrado apenas pelo som abafado da música que vinha da sala. Devagar, ele começou a girar o corpo. Quando os olhos dele, dilatados pelas drogas e pela bebida, encontraram o cano negro da minha pistola apontado exatamente para o meio da sua testa, vi a sombra da arrogância fraquejar por um milissegundo. Mas o álcool e o desespero rapidamente tomaram o controle de novo. — Quem caralho é você? — ele rosnou, a voz arrastada e grossa, tentando se recompor e estufando o peito. As marcas sangrentas de unhas no rosto dele davam um aspecto ainda mais grotesco ao seu rosto. — Cai fora daqui! Isso é entre mim e a minha mulher! Um riso baixo, sem ponta nenhuma de humor, escapou da minha garganta. — Sua mulher? — dei um passo lento para a frente, diminuindo a distância entre nós dois. A aura de morte que me acompanhava pareceu preencher cada centímetro daquele corredor estreito. — A

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    POV: Matteo VolkovO clima na sala de reuniões do escritório da mansão Capone era denso, pesado, impregnado de fumaça de charuto e de um luto contido que ameaçava explodir a qualquer instante. O corpo de Vittorio Capone ainda nem tinha sido velado, e nós já estávamos cercados por mapas, relatórios de segurança e esquemas de patrulhas para organizar o funeral do patriarca sob alerta máximo.Massimo estava na cabeceira da mesa, com os olhos fundos, a mandíbula travada e uma aura perigosa de quem estava a um passo de declarar guerra contra o mundo. Ao redor da mesa, alguns dos homens de maior confiança da família ouviam em silêncio enquanto alinhávamos os detalhes do comboio e os pontos de snipers que protegeriam o cemitério.No meio do debate sobre a segurança do perímetro exterior, o meu celular começou a vibrar sobre a madeira da mesa.O nome de Giulia piscou no visor.Estranhei imediatamente. No terceiro toque, levei o aparelho ao ouvido, mantendo a voz calma, mas alerta:— Giulia? O

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    POV: Giulia BianchiDepois de desligar a chamada de vídeo com a Sofia logo cedo, fiquei com um aperto enorme no peito. Saber que o senhor Vittorio tinha falecido naquele tiroteio horrível me deixou em choque. Sofia parecia exausta e abalada, e ver a dor na voz da minha amiga me destruiu. Mas eu sabia que não adiantava nada ficar parada alimentando caraminholas na cabeça. Para afastar a ansiedade e a sensação de impotência que me rondavam, decidi me mexer. Não existe remédio melhor para aliviar a cabeça do que colocar a casa em ordem.Caminhei até a lavanderia da minha casa, recolhi as roupas sujas do cesto, algumas camisetas, calças jeans e vestidos e joguei tudo dentro do tambor da máquina. Coloquei o sabão em pó, o amaciante com cheiro de lavanda no compartimento correto e programei o ciclo normal de lavagem. O barulho da água enchendo o reservatório me deu uma leve sensação de rotina e normalidade, algo que eu estava precisando desesperadamente depois de uma madrugada tão tensa.Vo

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    — Eu posso imaginar... A dona Aurora sempre foi tão ligada ao seu pai — Giulia comentou, balançando a cabeça na tela. — E o seu irmão? E o Matteo? Como eles estão lidando com isso? O Massimo deve estar furioso. — Você já conhece o Massimo — respondi, fechando os olhos por um segundo enquanto deixava a água lavar meu rosto. — Ele não demonstra muito por fora, fica com aquela cara fria de sempre, mas por dentro eu sei que ele está planejando acabar com quem fez isso. E o Matteo... bom, o Matteo esteve comigo a noite quase toda. Ele tentou me acalmar de todas as formas. — O Matteo é um amor com você, Sofia. Que bom que ele está do seu lado nesse momento — disse Giulia, dando um sorriso fraco para me confortar. — Se você precisar que eu vá aí, ou se quiser conversar mais tarde, é só me ligar, tá? Não fica guardando tudo para você. — Pode deixar, Gi. Obrigada por me ligar. Me ajudou muito ouvir sua voz logo cedo — sorri de leve, pegando a toalha e me secando enquanto saía do box. — Vou

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