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CAPÍTULO CENTO E TREZE

Author: Gabi Nunes
last update Petsa ng paglalathala: 2026-09-13 11:32:40

— O Matteo é esperto, ele vai cuidar da segurança — Giulia me tranquilizou, embora a expressão dela também mostrasse preocupação. — E a gente vai ter que ser impecável. Nenhuma troca de olhares suspeita no café da manhã. Nenhum toque em público. Quando estivermos perto do seu irmão ou dos guardas, somos apenas amigas, você continua sendo a irmã do Massimo Capone e eu a melhor amiga da noiva dele.

— É uma loucura — murmurei, soltando um riso fraco. — A gente estar vivendo isso bem debaixo do na
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    POV: Matteo Volkov Massimo permaneceu em silêncio por alguns instantes, o copo de cristal imóvel em sua mão. Os olhos verdes e afiados dele se estreitaram, absorvendo a minha resposta. A mandíbula de Massimo travou enquanto ele processava a informação, franzindo a testa com uma mistura de estranhamento e dúvida. — De quem você tá falando? — Massimo perguntou, a voz grave e desconfiada. — Você tá falando da Giulia Bianchi? A garota que é amiga da Chiara e da Sofia? — Sim, ela mesma — respondi, mantendo a postura firme e levando o copo de uísque aos lábios para um gole lento. Massimo colocou o copo sobre a mesa com um estalo seco, inclinando o corpo para a frente e me encarando com uma expressão severa. — Desde quando você tem esse tipo de intimidade com a Giulia, Matteo? — questionou ele, com o tom de voz subindo ligeiramente. — Se eu não me engano, eu mes

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    POV: Giulia Bianchi A luz suave da manhã começava a atravessar a cortina entreaberta, projetando um tom dourado e acolhedor pelas paredes da suíte de hóspedes. Abri os olhos devagar, sentindo o corpo pesado pelo cansaço acumulado e uma dor incômoda na região do pescoço. Por um segundo, a confusão me tomou. O teto alto, o edredom de linho cinza e o cheiro suave de perfume amadeirado misturado com flor de laranjeira não pertenciam a minha casa. Lembrei-me de tudo em um estalo doloroso: os gritos, a porta arrombada, o aperto sufocante na minha garganta, o desespero ao ligar para Matteo e a sensação de segurança imediata assim que ele me tirou daquele pesadelo e me trouxe para a cobertura de Massimo. Girei a cabeça com cuidado sobre o travesseiro. A dor no pescoço lembrou-me das marcas roxas que Felipo tinha deixado. Um som baixo de passos no piso de madeira fez com que eu olhasse para a entrada do quarto. Uma senhora de cabelos grisalhos presos num coque elegante, vestindo um avental

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    — Eu... eu tava bêbado! Eu amo a Giulia! A gente se desentendeu, foi só isso! — ele gaguejou, o terror genuíno finalmente assumindo o controle total de sua expressão. — Por favor... me deixa ir. Eu juro por Deus que sumo da cidade! Eu pego um avião hoje mesmo para o exterior e nunca mais chego perto dela! Nunca mais! Soltei o queixo dele com desprezo, tirando um lenço do bolso para limpar a ponta dos meus dedos. — Você teve essa chance, Felipo. Quase três meses atrás, quando ela terminou com você, você teve a chance de sumir. Quando ela tentou seguir a vida, você teve a chance de parar de mandar mensagens e parar de ligar. Mas você preferiu arrombar a porta da casa dela. Preferiu deixar marcas roxas no pescoço e no braço dela. Caminhei até a mesa de apoio onde Sergei tinha organizado algumas ferramentas. Passei os olhos pelos alicates, braçadeiras e correntes, mas balancei a cabeça. Não precisava de espetáculo. Não precisava estender aqui

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