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CAPÍTULO CENTO E SETENTA E NOVE

Auteur: Gabi Nunes
last update Date de publication: 2026-10-22 00:26:45

POV: Giulia Bianchi

A luz suave da manhã começava a atravessar a cortina entreaberta, projetando um tom dourado e acolhedor pelas paredes da suíte de hóspedes. Abri os olhos devagar, sentindo o corpo pesado pelo cansaço acumulado e uma dor incômoda na região do pescoço. Por um segundo, a confusão me tomou. O teto alto, o edredom de linho cinza e o cheiro suave de perfume amadeirado misturado com flor de laranjeira não pertenciam a minha casa.

Lembrei-me de tudo em um estalo doloroso: os grito
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  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E SETENTA E NOVE

    POV: Giulia Bianchi A luz suave da manhã começava a atravessar a cortina entreaberta, projetando um tom dourado e acolhedor pelas paredes da suíte de hóspedes. Abri os olhos devagar, sentindo o corpo pesado pelo cansaço acumulado e uma dor incômoda na região do pescoço. Por um segundo, a confusão me tomou. O teto alto, o edredom de linho cinza e o cheiro suave de perfume amadeirado misturado com flor de laranjeira não pertenciam a minha casa. Lembrei-me de tudo em um estalo doloroso: os gritos, a porta arrombada, o aperto sufocante na minha garganta, o desespero ao ligar para Matteo e a sensação de segurança imediata assim que ele me tirou daquele pesadelo e me trouxe para a cobertura de Massimo. Girei a cabeça com cuidado sobre o travesseiro. A dor no pescoço lembrou-me das marcas roxas que Felipo tinha deixado. Um som baixo de passos no piso de madeira fez com que eu olhasse para a entrada do quarto. Uma senhora de cabelos grisalhos presos num coque elegante, vestindo um avental

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E SETENTA E OITO

    — Eu... eu tava bêbado! Eu amo a Giulia! A gente se desentendeu, foi só isso! — ele gaguejou, o terror genuíno finalmente assumindo o controle total de sua expressão. — Por favor... me deixa ir. Eu juro por Deus que sumo da cidade! Eu pego um avião hoje mesmo para o exterior e nunca mais chego perto dela! Nunca mais! Soltei o queixo dele com desprezo, tirando um lenço do bolso para limpar a ponta dos meus dedos. — Você teve essa chance, Felipo. Quase três meses atrás, quando ela terminou com você, você teve a chance de sumir. Quando ela tentou seguir a vida, você teve a chance de parar de mandar mensagens e parar de ligar. Mas você preferiu arrombar a porta da casa dela. Preferiu deixar marcas roxas no pescoço e no braço dela. Caminhei até a mesa de apoio onde Sergei tinha organizado algumas ferramentas. Passei os olhos pelos alicates, braçadeiras e correntes, mas balancei a cabeça. Não precisava de espetáculo. Não precisava estender aqui

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E SETENTA E SETE

    POV: Matteo Volkov O cheiro de mofo, ferrugem e maresia impregnava o ar do velho galpão abandonado na zona industrial de Nápoles. A chuva fina que tinha começado a cair do lado de fora ecoava contra o teto de chapa galvanizada. Deixei Giulia devidamente acomodada na cobertura de Massimo, sob os cuidados atentos de Bellina, a governanta de confiança que cuidava do lugar com extremo zelo, e deixei dois dos meus melhores seguranças postados na porta para garantir proteção absoluta. Só quando tive a certeza de que ela estava medicada, segura e adormecida sob o olhar atencioso de Bellina, é que me permiti cruzar a cidade para resolver a última pendência daquela noite. Caminhei a passos lentos e cadenciados pelo piso de concreto frio. Meus sapatos de couro estalavam no chão limpo, o único som que quebrava o silêncio além das respirações pesadas. No centro do galpão, sob a luz amarelada e vacilante de uma única lâmpada pendurada p

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E SETENTA E SEIS

    POV: Matteo VolkovO silêncio que tomou conta do apartamento depois que Sergei levou aquele lixo embora era quase palpável. A fúria que queimava nas minhas veias deu lugar a uma urgência diferente, muito mais visceral: cuidar de Giulia.Ela continuava agarrada à minha camisa, com o corpo todo estremecendo em soluços baixos. Me mantive ali por longos minutos, apenas segurando-a com firmeza, deixando que ela sentisse que o perigo tinha passado de verdade. Passei a mão devagar pelas suas costas, acariciando seus cabelos bagunçados e sussurrando palavras baixas de conforto perto da sua orelha até que a respiração descontrolada dela começasse a desacelerar.— Vem, pequena... Vamos sair daqui, vamos para sala — falei suavemente, afastando-me apenas o suficiente para olhar no rosto dela.Giulia levantou os olhos devagar. As lágrimas tinham manchado suas bochechas e o olhar ainda carregava aquele pavor de quem esteve cara a cara com o pior. Quando meus olhos pousaram novamente no pescoço dela

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E SETENTA E CINCO

    POV: Matteo Volkov Felipo congelou no mesmo instante. E o silêncio tenso que se instalou no corredor foi quebrado apenas pelo som abafado da música que vinha da sala. Devagar, ele começou a girar o corpo. Quando os olhos dele, dilatados pelas drogas e pela bebida, encontraram o cano negro da minha pistola apontado exatamente para o meio da sua testa, vi a sombra da arrogância fraquejar por um milissegundo. Mas o álcool e o desespero rapidamente tomaram o controle de novo. — Quem caralho é você? — ele rosnou, a voz arrastada e grossa, tentando se recompor e estufando o peito. As marcas sangrentas de unhas no rosto dele davam um aspecto ainda mais grotesco ao seu rosto. — Cai fora daqui! Isso é entre mim e a minha mulher! Um riso baixo, sem ponta nenhuma de humor, escapou da minha garganta. — Sua mulher? — dei um passo lento para a frente, diminuindo a distância entre nós dois. A aura de morte que me acompanhava pareceu preencher cada centímetro daquele corredor estreito. — A

  • As tentações do Mafioso Russo   CAPÍTULO CENTO E SETENTA E QUATRO

    POV: Matteo VolkovO clima na sala de reuniões do escritório da mansão Capone era denso, pesado, impregnado de fumaça de charuto e de um luto contido que ameaçava explodir a qualquer instante. O corpo de Vittorio Capone ainda nem tinha sido velado, e nós já estávamos cercados por mapas, relatórios de segurança e esquemas de patrulhas para organizar o funeral do patriarca sob alerta máximo.Massimo estava na cabeceira da mesa, com os olhos fundos, a mandíbula travada e uma aura perigosa de quem estava a um passo de declarar guerra contra o mundo. Ao redor da mesa, alguns dos homens de maior confiança da família ouviam em silêncio enquanto alinhávamos os detalhes do comboio e os pontos de snipers que protegeriam o cemitério.No meio do debate sobre a segurança do perímetro exterior, o meu celular começou a vibrar sobre a madeira da mesa.O nome de Giulia piscou no visor.Estranhei imediatamente. No terceiro toque, levei o aparelho ao ouvido, mantendo a voz calma, mas alerta:— Giulia? O

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