LOGIN— Ele não vai chegar nem perto dela — Massimo rosnou, pegando um pano descartável e limpando as mãos com fúria. — Ele acha que ela é uma fraqueza. Ele só não entende que, se tocar em um único fio de cabelo dela, eu não vou apenas matá-lo. Eu vou apagar o nome dele da história. Vou queimar tudo o que ele já amou na vida.
Virei-me novamente para o homem preso na cadeira. Stefano estava reduzido a uma pilha miserável de nervos, choro e dor. — Mais alguma coisa? Algu— Mas na vida real, dentro da organização, não é exatamente assim que funciona — declarei friamente, jogando a realidade nua e crua sobre ela. — Você está vendo muito bem como as coisas são. O seu pai te prometeu em casamento para fechar um acordo de negócios sem nem te consultar. O nosso mundo é movido por poder, alianças e regras rígidas. Sentimentos vêm por último, se é que entram na conta. Sofia ficou em silêncio por alguns instantes, digerindo as minhas palavras. Ela cruzou os braços sobre o peito, os olhos brilhando com um pensamento que parecia se formular rapidamente na mente dela. — Me responde uma coisa, Matteo — ela começou, a voz saindo mais baixa, quase calculada. — É verdade aquela lei antiga da nossa sociedade? Se um homem tirar a virgindade de uma mulher dentro da máfia... ele é obrigado a se casar com ela para honrar o nome da família dela? Encarei Sofia, surpreso com o rumo daquela pergunta. A expressão dela era séria, d
Antes que eu pudesse recuar ou impor a distância necessária, Sofia se aproximou de vez e passou os braços ao redor da minha cintura, colando o corpo dela ao meu em um abraço apertado. Senti o calor dela contra o meu peito e a fragrância doce do perfume impregnando o ar. Fiquei rígido por um segundo. A sensação do corpo dela tão perto trazia lembranças recentes, coisas que eu vinha tentando empurrar para o fundo da mente desde aquela noite no carro. Pousei minhas mãos nos ombros dela de forma firme, tentando conter a proximidade sem ser brutal. — Sofia, ouça bem... — falei baixo, olhando para o topo da cabeça dela. — Eu vou tentar te ajudar com essa história do casamento. Vou conversar com o Massimo e ver o que pode ser feito com o Vittorio. Mas não é para você confundir as coisas. Em vez de se afastar, Sofia apertou ainda mais o abraço, enterrando o rosto no meu terno. — Por que, Matteo? — a voz dela saiu abafada contra o m
POV: MATTEO VOLKOV Eu ainda estava parado perto do bar, o copo pesado de cristal na mão, quando vi o momento exato em que Jean-Luc se aproximou de Sofia. Ele pegou duas taças de champanhe, entregou uma a ela e colocou a mão na cintura dela sem a menor cerimônia. A forma como ele a guiou em direção às portas de vidro da varanda fez o sangue pulsar forte no meu pescoço. Minha primeira reação foi dar um passo à frente para arrancar a mão daquele garoto de perto dela, mas travei o corpo a tempo. Eu não tinha o direito de agir assim. Eu não devia sentir ciúmes de Sofia Capone. Ela era jovem, impulsiva, e a irmã mais nova do meu aliado mais próximo. Mas a visão do francês tocando na cintura dela, levando-a para a escuridão da varanda, acendeu um fogo queimante no meu peito que foi simplesmente maior do que a minha razão. Acompanhei a movimentação de longe. Os minutos começaram a se arrastar. O salão continuava barulhento, com conversas e risada
— Agradeço o convite, mas amanhã eu tenho compromissos mais importantes para resolver — respondi, cortando-o imediatamente com um tom seco, erguendo o queixo para não me deixar intimidar pela aproximação dele.Jean-Luc deu um sorriso irônico, a expressão dele ficando um pouco mais rígida ao perceber a minha negação contínua. Ele estendeu a mão livre e encostou a ponta dos dedos na borda da minha taça, empurrando-a levemente para baixo para que eu olhasse para ele.— Você precisa se acostumar com a ideia o quanto antes, Sofia — ele disse, a voz perdendo aquele tom brincalhão e assumindo uma dureza fria, calculada. — O casamento vai acontecer, quer você queira, quer não. O seu pai já deu a palavra dele e o meu pai já assinou os primeiros termos. E eu sugiro que você comece a mudar a sua atitude comigo.— O que você quer dizer com isso? — perguntei, sentindo meu sangue ferver de indignação.Ele deu mais um passo, colando quase completamente o corpo dele ao meu, encurralando-me contra a p
POV: SOFIA CAPONEO som dos meus saltos contra o mármore parecia abafado pelo turbilhão que agitava o meu peito. Deixar Matteo para trás, encostado naquela pilastra de mármore com aquele olhar escuro e ameaçador, não foi uma tarefa fácil. Ele achava que podia me controlar, achava que podia me dar ordens e me dizer como agir dentro da própria casa do meu irmão. Mas ele também deixou claro que não ficaria de braços cruzados enquanto o francês colocava as mãos em mim. Era exatamente essa faísca de posse que eu precisava acender nele.Ajustei o tecido do meu blazer rosa e caminhei com passos firmes de volta para o canto do salão onde Giulia e minha mãe conversavam perto do lounge principal. Minha mãe mantinha a postura impecável de uma Capone, segurando uma taça de champanhe com a elegância de sempre, mas o olhar atento dela varria todo o salão, analisando os passos dos chefes e aliados ali presentes.Quando parei ao lado delas, Giulia me mediu de cima a baixo com o olhar tenso, prestando
POV: MATTEO VOLKOVA presença de Giulia ainda impregnava o ar ao meu redor, mesmo depois que ela deu meia-volta e caminhou para perto de Sofia. O cheiro doce do perfume dela continuava misturado ao fumo denso do meu charuto e ao amargo do uísque que queimava na minha garganta. Apertei o copo vazio de cristal entre os dedos, sentindo a mandíbula trincada enquanto acompanhava os passos firmes daquela garota pelo salão.Ela achava que podia me peitar. Achava que podia caminhar até aqui em um vestido justo cravado de pedrarias, rasgando o salão com um decote que desafiava qualquer resquício do meu autocontrole, e simplesmente me questionar e tirar a garota de perto de mim. E o pior de tudo: a audácia dela me instigava de uma forma perigosa.Girei o corpo devagar, voltando o olhar para o canto onde Sofia nos observava. A garota mantinha um sorriso vitorioso no rosto, satisfeita por ter usado Giulia para afastar a americana de mim. Sofia conhecia os meus pontos fracos melhor do que admitia,







