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2. Uma esposa falsa

Autor: Jen Herrera
last update Fecha de publicación: 2025-06-16 03:24:56

Oliver viu a surpresa no rosto de sua esposa Elaine quando entrou na sala.

— Você voltou tão cedo.

— Deixei meu carro para meu filho porque o dele está na oficina.

— O que você está dizendo?

Nesse momento o telefone tocou, ele atendeu e ouviu a outra pessoa dizer algumas palavras, e de repente seu coração afundou.

— O que está acontecendo?

— Pa...Pa...truque…

— O que aconteceu com Patrick?

— Ele sofreu um acidente, está no hospital.

— Não! Meu filho!—, ela caiu de joelhos e olhou feio para Oliver.

— Devemos partir imediatamente.

— A culpa é sua! Você causou tudo isso—, Elaine o acusou desesperadamente.

— Do que você está falando?

Naquele momento, outras pessoas se aproximaram para tentar acalmá-la; era evidente que seu nervosismo a fazia falar sem pensar.

— Não vamos perder mais tempo e vamos para o hospital.

Os olhos de Oliver estavam cheios de lágrimas, uma celebração havia se transformado em uma tragédia e ele só podia fazer uma oração por seu filho naquele momento.

"Peço a Deus que, se alguém tiver que morrer, que seja eu, meu filho já viveu."

Todos os presentes correram para o hospital em demonstração de apoio e, algumas horas depois, o médico finalmente apareceu para dar-lhes uma atualização.

— Como está nosso filho, doutor?—, perguntou o pai imediatamente.

— Patrick acabou de sair de uma cirurgia no braço. Ele tem vários ferimentos e hematomas. Teve sorte de não bater a cabeça, mas estamos preocupados com uma lesão na coluna.

Elaine ficou aliviada porque parecia que tudo o que ele descreveu poderia ser recuperado em poucos dias.

— O que quer dizer, doutor?

— Ainda é cedo para tirar conclusões, há estudos a serem feitos, mas o maior impacto foi à coluna e….

— Qual é o pior cenário, doutor? Diga abertamente.

— É melhor não nos precipitarmos, mas ele pode desenvolver paralisia permanente e completa ou paralisia da parte inferior do corpo. Quando foi internado, conseguia mover o braço, mas não as pernas.

— Não, não pode ser… Você tem que fazer o possível, se for preciso transferi-lo ou levá-lo a um especialista, é só dizer, nós temos recursos para que ele fique bem, né Oliver?—, Eliane interveio aflita.

— Sim, é isso mesmo, basta dizer o que é necessário?

— Não é uma questão de dinheiro, mas sim da lesão. Mantenha a fé. Preciso voltar. Ele está se recuperando. Deixaremos você vê-lo mais tarde.

Conforme as horas passavam, Alexa e Gabriel apareceram no hospital como seu chefe havia avisado, e Brenda e sua família foram descansar.

— Acho que vocês não jantaram, eu trouxe um caldo e chá do refeitório—, Alexa ofereceu ao casal.

— Você é burro ou não? Como acha que eu consigo comer alguma coisa com meu filho numa situação dessas? É óbvio que você não entende nada da vida. Aliás, eu nem sei o que você está fazendo aqui. Que atrevido.

Alexa permaneceu em silêncio para não chateá-la ainda mais, pois era muito fácil para os outros julgá-la, no entanto, Oliver veio em sua defesa.

— Ela só está tentando ser legal e chamar atenção, se você não quer, não pegue, mas seja respeitoso—, disse ela, abrindo um dos recipientes e bebendo com uma cara aliviada.

— Quero que ele vá embora agora, acho que o circo acabou, só a família deveria estar aqui—, disse ele alguns minutos depois, mas quando Oliver estava prestes a responder, disseram que poderiam ir para o quarto, então os colegas aproveitaram para se despedir do antigo chefe.

Após um reencontro emocionante com seus pais e o relato de Patrick sobre o ocorrido, ele perguntou: —E minha noiva? Ela saiu?

— Não, ela foi para casa, estava cansada e triste.

Ele não demonstrou, mas sentiu-se decepcionado. Com o casamento tão próximo, pensou que ela esperaria para vê-lo antes de ir embora, como qualquer mulher apaixonada.

— Parece bom para mim, já é tardiamente, é melhor você vir amanhã—, ele tentou disfarçar.

Mas isso não aconteceu. Passaram-se dias em que o pior diagnóstico foi confirmado e ela se desculpou por telefone: Patrick tinha paralisia. Quando os médicos confirmaram, ele não chorou nem gritou, apenas olhou para o nada sem emitir um som.

No terceiro dia, Patrick teve um vislumbre de esperança quando alguém bateu à porta e ele a viu chegar. Seu coração se encheu de esperança. Com ela, ele era capaz de superar qualquer coisa, até mesmo sua deficiência. Então, esperou que ela se manifestasse.

— Oi—, ele disse num sussurro, —Eu só estava criando coragem para vir te ver.

— Eu entendo, querida. Esta é uma situação difícil, para você também. Mesmo antes de você chegar, eu pensava que deveríamos celebrar nosso casamento em alguns dias, mas agora ele teve que ser adiado.

— Isso não vai acontecer—, disse Brenda, prendendo a respiração e com os olhos cheios de lágrimas, —Patrick, isso está além de mim, não consigo fazer isso, não posso tirar minha vida e juventude para me tornar sua enfermeira.

— Eu sei que isso é muito surpreendente, nós podemos fazer isso…

Ela não o deixou terminar.

— Não nos enganemos, sua condição exige sacrifícios que não estou disposto a fazer. Vou acabar te odiando ou te traindo com outra pessoa, e você não merece isso. Você também não tem culpa pelo que aconteceu.

— Que compreensivo!—, ele sentiu vontade de chorar por conta da bizarrice da situação. Se tivessem se casado, o que ele teria feito? Será que o teria deixado? Agora ele tinha certeza de que sim. 

— Não seja irônico, estou sendo completamente honesto com você.

— Às vezes as pessoas disfarçam a falta de empatia e a crueldade por trás da honestidade, mas tudo bem, se você veio em busca de sua liberdade, eu a darei a você, não precisa me carregar como um fardo.

— Não fale assim consigo mesmo…

— Desejo-lhe felicidades, não posso ajudá-lo a consertar tudo, devolver os presentes e outras coisas porque, como você vê, eu ainda tenho que ficar aqui.

— Sinto muito—, ele disse com uma voz lamentável.

Então, Brenda lançou a Patrick um último olhar de pena e foi direto para a porta para escapar.

Assim que saiu do quarto, Patrick finalmente conseguiu expressar seus sentimentos. Apertou os lábios para conter um gemido e chorar baixinho. Ele a amava.

"Como ele pôde fazer algo assim com ela naquela situação sem nem esperar que ela saísse do hospital?"

Seu coração parecia como se alguém o apertasse sem compaixão. Agora ele era rejeitado, inútil, um fardo. Naquele momento, abriram a porta e sua alma rezou para que ela se arrependesse, mas foram seus pais que entraram, preocupados.

— O que está acontecendo, Patrick? Por que a Brenda foi embora daquele jeito? Vocês brigaram?

— Nada disso, pai. Por favor, me deixe em paz.

Elaine praguejou mentalmente sobre como as coisas tinham acontecido, mas não podia voltar no tempo: —Filho, você não está sozinho..."

— O casamento está definitivamente cancelado, agora me deixem em paz, quero começar a trabalhar o mais rápido possível, mesmo que seja aqui. Por favor, avisem o papai, o Gabriel e a Srta. Weber para trazerem a agenda e os casos pendentes.

— Certo, farei isso.

Assim que saíram do quarto, ouviram-no chorar como uma criança. Era a primeira vez que chorava desde o acidente e, embora o primeiro instinto fosse confortá-lo, preferiram dar-lhe um pouco de privacidade para desabafar.

Algumas horas se passaram e a primeira a chegar foi Alexa, que foi avisada sobre a situação e o humor do seu chefe.

— Olá, trouxe o que você pediu, Gabriel estará aqui em alguns minutos.

Ela o viu algumas vezes depois do acidente, mas sua expressão mudou, seus olhos agora mostravam decepção e vazio.

— Não me olhe assim—, ele exigiu.

— De que maneira?

— Com pena, não preciso da sua compaixão, prefiro que você me olhe com olhos de ódio e desgosto como você sempre faz.

— Não sinto nojo, sinto antipatia.

— Bem, concentre-se nesse sentimento e me trate como sempre, ou eu vou te demitir.

— Certo, vou fazer isso e parar de me dar ordens, então vamos esperar o Gabriel ou vamos começar a trabalhar?

— Não gosto de perder tempo, vamos começar.

Poucos minutos depois, seu amigo se juntou a eles e trabalharam juntos como se nada estivesse acontecendo. De repente, Gabriel perguntou algo que Patrick não tinha pensado antes.

— Não quero te chatear agora, mas como você vai lidar com a exigência de se casar para cumprir o contrato?

— É um caso especial, tem que haver uma exceção, eles não podem me obrigar a fazer isso, muito menos dentro desse prazo.

— Como seu advogado, eu o revisei e não, não há exceções porque você já assinou o documento.

— E o que você espera que eu faça enquanto estiver aqui?

— Você deveria ligar para suas ex-namoradas, com certeza você encontrará alguém interessada se você explicar isso a ela.

— Não, não vou conseguir lidar com corações partidos depois. Tem que ser uma mulher que não possa se apaixonar por mim, tem que ser um acordo comercial.

— Só conheço uma mulher com essa descrição.

— Ah, é? Quem?

— Senhorita Weber.

Alexa pensou que o casal tinha enlouquecido: —Não falem como se eu não estivesse aqui.

— Certo, então, sem mais delongas—, ele olhou em seus olhos e, sem nenhum sinal de emoção, perguntou: —Você quer ser minha esposa de mentira?

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Último capítulo

  • Atada ao CEO paralítico   95. Ainda somos jovens.

    15 anos depois…A família sentou-se em uma mesa reservada apenas para eles, curtindo a música e a comida enquanto observava orgulhosamente seus filhos.— No final, o conselho da avó foi além do que ela mesma imaginava—, comentou Patrick.Alexa sorriu ao ver Mia, Albert e Daniel compartilhando juntos agora como adultos e com suas respectivas famílias formadas. Aqueles tempos foram difíceis, mas tudo acabou bem, exatamente como Madison previu, desde que eles se apoiassem com amor.— É isso mesmo, quem imaginaria que teríamos novamente uma união entre os meninos que cresceram juntos.Madison abraçou a amiga com um sorriso: —Hoje temos muito o que comemorar, é seu aniversário, o do Oliver e da Emily, e eles também vão se casar.— Prometi a mim mesma não chorar, você sabe que durante o casamento de Mía e Albert e depois durante o casamento de Daniel e Emma eu não parei, mas hoje quero comemorar com alegria—, afirmou Alexa.— É normal, um a um, nossos filhos estão deixando o ninho para vive

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