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LIVRO 4 — DESEJO INCONTROLÁVEL ▪︎SINOPSE E 1° Capítulo▪︎

last update Fecha de publicación: 2023-09-02 01:42:46
**Sinopse**

Bárbara é profissional, objetiva e sabe exatamente o que faz. Até o momento em que sobe no Corolla preto de Senhor Anderson.

Ele não quer conversar. Não quer carinho. Não quer que ela finja. Quer controle absoluto — e deixa isso claro desde a primeira frase. O que começa como mais um programa para pagar o aluguel se transforma, de forma inesperada, em algo que ela nunca havia sentido com nenhum cliente: desejo real, intenso e quase vergonhoso.

Entre ordens secas, t***s, mãos amarr
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Último capítulo

  • BOX DESEJOS   FINAL: O NASCIMENTO

    Bárbara Eu só queria segurar meu filho nos braços e finalmente sentir que a tempestade tinha acabado, mas as contrações rasgavam meu corpo, o medo de algo dar errado ainda latejava e a memória de tudo o que eu tinha sido ameaçava roubar a pureza daquele momento. As dores vinham em ondas brutais. Eu gritava. Anderson dirigia como um louco, uma mão no volante e a outra apertando a minha com força. Cada contração era uma faca quente atravessando a barriga. Eu não entendia como ninguém tinha me avisado que doía daquele jeito. O carro parou em frente ao hospital. Anderson me pegou no colo. Vi o desespero nos olhos dele enquanto os enfermeiros me colocavam na maca. Ele ficou do lado de fora da sala de parto, as mãos no cabelo, andando de um lado para o outro. Dentro da sala eu gritava, chorava, xingava o mundo. O médico repetia: — Faz força, mamãe. Estamos quase lá. Calma. Calma? Se ele falasse aquilo mais uma vez eu ia pular da mesa. Empurrei com tudo o que restava de mim. Um grito fin

  • BOX DESEJOS   14: A DÚVIDA

    Anderson O que a Liza quer agora? Depois de anos sumida, ela escolhe exatamente o momento em que eu finalmente respirei. No carro, vi o olhar de Bárbara mudar quando o nome apareceu na tela. Ela não perguntou nada, mas o silêncio dela foi pior que qualquer acusação. Eu não podia explicar. Não agora. Não ia estragar o que a gente tinha acabado de construir. Chegamos em casa. Bruna e Léo esperavam na sala com sorrisos. Cumprimentei rápido e fui direto para o escritório. Tranquei a porta, sentei na cadeira e disquei o número com a mão já trêmula. — O que você quer? A voz dela saiu doce e venenosa ao mesmo tempo. — Oi, Anderson. Quanto tempo, não é? Vejo que depois de matar a minha irmã você está bem feliz. Até casou de novo. O estômago revirou. — Some da minha vida. Eu fiquei anos preso nisso. Eu não matei a Sabrina. Passei muito tempo sem ser feliz. Agora encontrei alguém e quero viver. Ela riu baixo, cruel. — Você realmente acredita que o filho que essa Bárbara espera é seu?

  • BOX DESEJOS   13: LUA DE MEL

    Bárbara Eu só queria viver aqueles dias em Angra como uma mulher comum, amada e segura, sem o fantasma do passado soprando no meu ouvido, mas a felicidade ainda era recente demais e qualquer sombra — como o nome de uma mulher desconhecida no celular do meu marido — bastava para fazer o peito apertar de medo. Quando o carro parou em frente à pousada, quase perdi o fôlego. O mar estava colado no horizonte, azul-escuro batendo nas pedras. As árvores inclinadas pelo vento carregavam o cheiro de sal e terra molhada. Anderson observava meu rosto com um sorriso discreto. — Este lugar é um paraíso — murmurei, ainda de boca entreaberta. — Você merece muito mais, querida. Ele me beijou com calma, depois desceu a cabeça e pousou os lábios sobre a barriga de quatro meses. O bebê se mexeu, como se respondesse. Anderson riu baixo contra a minha pele. — Agora vamos para o quarto. Não vamos desperdiçar nem um segundo. O beijo no meu pescoço me arrepiou inteira. Ri e deixei que ele me guiasse.

  • BOX DESEJOS   12: O GRANDE DIA

    Bárbara Eu só queria atravessar aquele corredor de cabeça erguida, dizer “aceito” sem a voz falhar e começar uma vida limpa ao lado do homem que me escolheu apesar de tudo, mas o peso do passado, a ausência da minha mãe e o medo de que a felicidade ainda pudesse ser arrancada de mim faziam meu coração bater como se eu estivesse prestes a cair. Olhei para o espelho e quase não me reconheci. Os olhos brilhavam. A maquiagem estava impecável, o cabelo preso em um coque baixo com alguns fios soltos emoldurando o rosto. A barriga já aparecia debaixo da camisola de seda. Seis meses. Um filho. Um futuro que eu nunca tinha ousado sonhar. A porta se abriu. Léo entrou primeiro, o sorriso largo, os olhos marejados. — Amiga, sua maquiagem e seu cabelo estão um arraso. Ele pegou minha mão e me fez girar devagar. Logo atrás veio a Bruna. Ela parou, levou a mão à boca e depois se aproximou, colocando a palma quente sobre minha barriga. — Está ainda mais linda grávida, mana. Mamãe com certeza est

  • BOX DESEJOS   11: O PEDIDO

    Bárbara Eu só queria sobreviver mais um dia sem desmoronar, cuidar da minha irmã e da sobrinha e nunca mais precisar vender o corpo, mas o homem que eu tinha mandado embora continuava aparecendo, a dor da morte da minha mãe ainda latejava e o desejo que eu não conseguia matar me empurrava de volta para os braços dele. Anderson estendeu a mão. Eu aceitei. Quando fiquei de pé, ele me puxou para um abraço. O corpo dele era sólido, quente, familiar. Eu não aguentei. Enterrei o rosto no peito dele e apertei com força, como se pudesse absorver a proteção que eu não sentia desde o enterro da minha mãe. Fiquei ali segundos a mais do que deveria. As buzinas atrás de nós nos arrancaram daquele momento. Saímos do meio da rua e fomos até a praça. Léo chegou correndo, o rosto preocupado. — Você está bem, Bárbara? Se machucou? — Estou bem. Me leva pra casa, por favor. Anderson segurou meu braço antes que eu andasse. — Eu preciso falar com você. Esse tempo que você sumiu eu quase enlouqueci. P

  • BOX DESEJOS   10: O RETORNO

    Bárbara Eu só queria cuidar da minha mãe até o fim e finalmente deixar para trás a vida que me envergonhava, mas a morte dela, o dinheiro que acabou e o vazio que Anderson deixou no peito me empurraram de volta para a mesma escuridão de onde eu tinha tentado escapar. Fechei a porta atrás dele com as mãos tremendo. Anderson saiu de cabeça baixa, sem olhar para trás. Eu me encostei na madeira fria e desmoronei. O choro veio alto, feio, descontrolado. Eu tinha me iludido. Acreditei, nem que fosse por algumas horas, que um homem como ele podia me ver como algo além de um corpo alugado. Que idiota. Enxuguei o rosto com a manga da camisa e respirei fundo até o peito parar de arfar. Não ia ficar ali me lamentando. Eu ainda tinha uma mãe doente esperando por mim. Em menos de uma hora estava pronta. Mala grande, porque pretendia ficar meses. Fechei a porta da casa pela última vez naquela temporada e saí decidida. A viagem foi longa. Cada quilômetro me afastava dele e me aproximava do único l

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