LOGINHe’s back from the dead. But he didn't come back alone. Alex was the love of Danny’s life until the day he disappeared. Two years later, he walks back into town with the same eyes but a different soul. To survive the shadowy organization still tracking them, Danny and Alex are forced into an irreversible pact—a bond that ties their very lives together. From cryptic clues to a web of ancient crimes, they are running out of time. Danny is about to learn that the truth doesn't just set you free—it bites. If they can’t expose the conspiracy before the clock runs out, Danny won’t just lose Alex again. This time, he’ll lose his life.
View MoreO relógio marcava 23h17 quando Araziel Vael fechou o relatório da costa leste. O escritório estava silencioso, iluminado apenas pelo brilho frio do monitor e pela luz distante da cidade que se estendia além das janelas de vidro. Ele retirou os óculos, apoiando-os sobre a mesa de mármore, e massageou a ponte do nariz — a única concessão que fazia ao próprio cansaço.
— Traga a triagem — disse.
Isabella Morson entrou carregando uma pasta preta. Chefe das secretárias executivas, cabelos curtos, expressão neutra, vinte anos de serviço e nenhuma tolerância para erros. Colocou a pasta sobre a mesa com a reverência que aquele objeto exigia.
— Segui suas orientações. Dez nomes. Reputação impecável. Nada de redes sociais, ligações políticas ou familiares complicadas. A maioria trabalhou em áreas de risco — portos, alfândega, logística internacional.
— Certo.
Araziel abriu a pasta e analisou cada ficha com a frieza de quem avalia armamentos, não pessoas. Um a um, os nomes eram descartados com cortes precisos: ambição excessiva, sociabilidade exagerada, instabilidade emocional, conflitos com superiores, pouca permanência nos cargos anteriores. Quando restaram quatro candidatos, Isabella pigarreou.
— Senhor… deixei uma candidata fora da lista principal. Não por incompetência. Mas porque… é diferente.
Araziel ergueu o olhar, lento e perigoso.
— Traga.
Ela colocou um envelope menor sobre a mesa, hesitando por um segundo. Araziel o abriu. A ficha era simples, concisa, objetiva.
Nyana Forrest.
25 anos.
Idiomas: inglês, francês, mandarim, espanhol.
Histórico profissional iniciado aos quinze anos em conglomerados portuários.
Formação em Administração concluída aos vinte.
Incidentes: nenhum.
Reputação: impecável.
Antecedentes: limpos.
Presença online inexistente.
Estabilidade emocional acima da média.
Análise comportamental: calma incomum sob pressão, autossuficiência extrema, comunicação discreta, ausência de impulsividade. Resiliência contínua.
Araziel interrompeu a leitura.
— Por que ela não estava na lista principal?
Isabella pareceu encolher.
— Porque é jovem. E… chama atenção. Não achei adequado expô-la ao ambiente daqui.
O ar pareceu mudar.
— Você acredita que escolho funcionários por aparência? — a voz dele era tão fria que poderia rachar concreto.
— Não, senhor. Eu só… —
— Só?
— Ela parece frágil. Pequena demais para o ritmo desta empresa.
Araziel não respondeu. Puxou a última folha do envelope: a foto.
Nyana estava sentada diante de uma mesa administrativa. Postura impecável, cabelo branco preso com simplicidade, pele tão clara que parecia absorver a luz ao redor. Os olhos fitavam a câmera com atenção silenciosa — não desafiadora, apenas presente. Nenhuma maquiagem, nenhum sorriso, nenhuma tentativa de agradar. O tipo de presença que não tenta existir, mas existe.
Ele analisou como um predador em silêncio. Coluna ereta sem tensão. Mãos firmes segurando o tablet. Expressão calma, equilibrada. Ausência total de ansiedade.
Mas foi outra coisa que o fez parar.
Não havia medo nela.
Nem arrogância.
Nem pretensão.
Apenas tranquilidade — uma tranquilidade rara, sólida, quase desconcertante. O tipo que não se aprende. O tipo que se constrói sozinho, ao longo de anos, em ambientes que não perdoam fraqueza.
Ele passou o polegar pela borda da foto, devagar. A luz do monitor batia no rosto dela de forma quase cruel — destacando a translucidez da pele, os olhos claros que pareciam absorver e refletir ao mesmo tempo. Não era beleza óbvia, daquelas que gritam. Era algo mais perigoso: uma fragilidade que desafiava ser quebrada.
Araziel sentiu um músculo no maxilar travar. Ele conhecia tipos assim — os que sobrevivem em ambientes que destroem os outros. Portos, zonas de risco, rotas onde a lei é opcional. Dez anos desde os quinze. Ele a imaginou ali: pequena, branca como porcelana, cabelo preso contra o vento salgado, mãos firmes em documentos enquanto homens muito maiores a observavam.
E ela não baixava os olhos.
Isso o irritou. Não a fragilidade — a ausência de medo. Ele estava acostumado a intimidar. A ver hesitação. Ali não havia nada disso. Apenas tranquilidade sólida, como se o mundo já tivesse tentado e falhado.
Ele fechou os olhos por um segundo. O escritório estava frio, mas algo quente subiu pela nuca. Um pensamento involuntário, inconveniente: como seria ver aquela calma rachar? Só um pouco. Só o suficiente para ouvir a voz dela mudar, para ver o rubor subir naquela pele impossível de esconder.
Ridículo.
Ele abriu os olhos. Não era isso que buscava. Buscava eficiência. Controle.
— Trabalhou em porto? — perguntou, sem tirar os olhos da imagem.
— Dez anos. Desde os quinze.
Araziel fechou o envelope com lentidão, como quem fecha uma conclusão inevitável. A aparência sugeria fragilidade. O histórico sugeria aço. Um contraste perigoso.
E útil.
— Marque uma entrevista.
— Para quando?
— Amanhã. Nove da manhã. Sem aviso prévio. Só ela.
Isabella assentiu, engolindo a tensão que sempre surgia após ordens definitivas.
Araziel devolveu a foto ao envelope — mas não antes de olhar uma última vez. Não por beleza. Não por curiosidade.
Mas porque algo naquele rosto o incomodava profundamente.
Com aquela aparência, alguém já deveria tê-la quebrado.
Mas não quebraram.
E isso… é interessante.
Ele voltou ao trabalho como se nada tivesse acontecido.
Mas o envelope ficou ali, na mesa, perto demais da mão dele — como se já soubesse que não ia embora tão cedo.
O celular vibrou às 6h41.
Nyana despertou sem sobressalto, acostumada a acordar antes do sol. O quarto permanecia em penumbra — as cortinas grossas bloqueavam qualquer excesso de luz, hábito antigo, necessidade real. O ar frio tocava a pele clara dos braços, e o silêncio parecia protegê-la do mundo lá fora.
Ela estendeu a mão, desbloqueou a tela e leu a única mensagem:
"Entrevista confirmada — 9h00
Vael Industries
45º andar — acesso autorizado."
Nenhuma assinatura. Nenhum cumprimento. Nenhuma instrução adicional. Exatamente como ela esperava.
Nyana piscou devagar, ajustando a visão à claridade baixa. Levantou-se sem pressa, preparou um café forte, sem açúcar, e deixou o aroma quente ocupar a cozinha. Com a xícara entre as mãos, caminhou até o sofá encostado à janela, abriu o laptop sobre as pernas cruzadas e começou a revisar os arquivos que organizara nos últimos dias.
Não havia ansiedade. Nem dúvida. Ela já imaginava que seria chamada. Profissionais como ela não procuravam trabalho — eram procurados.
A Vael Industries era a mais opaca de todas as empresas que solicitaram seu currículo. A mais arriscada. A que pagava melhor. E a única capaz de cobrir com folga os custos médicos que sua condição exigia — os exames periódicos, os filtros solares específicos, os colírios, as consultas com especialistas que o plano comum não alcançava. Isso era o que realmente importava.
Abriu o documento rotulado "Vael — Estrutura / Riscos / Projeções Salariais". Gráficos limpos, projeções claras, histórico financeiro sólido. Lucro constante. Parcerias estratégicas. Contratos de defesa que exigiam precisão absoluta.
A projeção salarial soava quase irreal: três vezes o que ela ganhava. Benefícios premium. Bônus generosos. Cobertura médica irrestrita.
Tomou outro gole de café e abriu o último arquivo, marcado com uma estrela.
"Araziel Vael — Análise preliminar."
Poucas informações. Demasiado poucas para alguém com tanto alcance.
Ela leu cada linha com a mesma neutralidade com que analisava documentos alfandegários:
— Idade: 43 anos
— Posição: Presidente do Conselho e CEO da Vael Industries
— Patrimônio: substancial; acesso direto a fluxos financeiros internacionais
— Acionista controlador
— Origem: herdeiro da família fundadora (dados restritos)
— Formação: registros parciais; provável treinamento militar ou tático
— Atuação em defesa, tecnologia avançada e criptografia
— Influência política elevada
— Vida pública inexistente
— Zero redes sociais
— Nenhum escândalo
— Controle absoluto; agressividade calculada
— Inteligência estratégica excepcional
— Vulnerabilidades: nenhuma aparente
— Risco: ALTO
— Observação: opera em camadas que não aparecem em registros públicos.
(Certo. A empresa é grande. Mas eu já lidei com empresas grandes antes. O ramo é perigoso… mas eu dou conta. Eu sei ser secretária de um CEO desses.)
Nyana fechou o arquivo sem reação visível. Não era medo. Era cálculo puro. Risco alto significava remuneração alta — e ela estava mais do que acostumada a ambientes que exigiam resiliência.
Abriu um bloco de notas e organizou suas condições mínimas:
Pretensão salarial: 15% acima da média; ideal: 25%.
Condições essenciais:
— cobertura médica irrestrita;
— flexibilidade para crises de saúde;
— viagens com aviso prévio;
— NDA antes do primeiro dia.
Fechou o laptop às 7h03 e foi até o banheiro.
O armário acima da pia estava organizado por categorias, como tudo o que era dela: protetores específicos para pele sensível, hidratante de textura leve, sabonete neutro, gotas lubrificantes para os olhos. Ela aplicou o protetor solar com movimentos metódicos — rosto, pescoço, mãos, pulsos, a linha do colarinho onde a blusa não cobriria. A pele absorvia o creme devagar, ficando levemente brilhante sob a luz baixa. Não era vaidade. Era protocolo. A diferença entre um dia normal e três dias de recuperação.
O espelho devolvia uma silhueta pequena e precisa. Nyana não demorava diante dele — espelhos grandes sempre pareciam exagerar a palidez, transformar característica em problema. Mas hoje, enquanto passava o hidratante nos lábios, pensou nele pela primeira vez de verdade.
Araziel Vael. 43 anos. CEO. Ex-militar, provavelmente. Homem que não aparecia em fotos públicas, mas cujo nome pesava em contratos internacionais. Ela imaginou a voz — grave, baixa, do tipo que não precisa gritar para mandar. Imaginou os olhos fixos nela durante a entrevista, avaliando não só o currículo, mas a postura, a respiração, cada detalhe que ela não poderia controlar completamente.
Um arrepio subiu pela nuca. Não era medo. Era antecipação — fria, calculada, mas real. Ela apertou os lábios, vendo o leve rubor trair as bochechas no reflexo. Respirou fundo. Não era hora para isso. Era hora de negociar salário, benefícios, sobrevivência.
Se ele for como o relatório diz, é alto risco. Mas alto retorno.
Ela se vestiu com a precisão de sempre: calça escura, blusa de manga longa, casaco leve, cabelo preso. Guardou os óculos escuros no bolso. Saiu às 7h25.
Danny and Alex left the kitchen soon after breakfast and headed to the sun room, a place where Danny had not been yet and one that Alex knew he would love.Danny was taken aback by the spectacular views of both inside and outside the sun room, his eyes widened in wonder and joy and everything he saw and heard. Alex settled down while he watched Danny wander around the room before he sat down a few seats away from Alex, lost in his own thoughts. Alex sat there for ages, just watching Danny and smiling to himself.The sun room was no longer just a sanctuary but lunch time; it had become a glass-walled furnace, trapping the midday heat and the suffocating tension that had been building between them for two years. The scent of cedar and sun-warmed velvet mingled with the salt-air remnants of the docks, but everything was being overtaken by the heavy, musky pheromones of the Alpha.Alex’s gaze was a physical weight. He didn't just look at Danny; he devoured him
The transition from the intimacy of Alex’s bedroom to the bustling ecosystem of the Hidden Hearth pack-house was jarring. For Danny, the pack house had always been a place of shadows and secrets, but today, under the bright morning sun, it was a hive of controlled chaos. Every floorboard seemed to hum with the energy of dozens of people, all of them moving with a purpose Danny didn't quite share.But the most overwhelming force wasn't the house—it was the man walking exactly four inches behind his left shoulder."Alex, I’m just going to the kitchen for a refill," Danny said, lifting his empty tea mug. He tried to keep his voice light, but the weight of Alex’s attention was a physical pressure against his spine."I heard you," Alex replied. His voice wasn't just steady; it was resonant, vibrating with a low-frequency territorial warning that Danny felt in his own chest.Alex didn't just follow. He escorted. As they moved into the gr
The door to Alex’s room clicked shut, finally sealing out the cold, metallic scent of the docks and the distant, muffled shouts of Silas hauling Detective Ote toward the pack’s prison cells. Outside, the Hidden Hearth pack was a symphony of rustling leaves and distant patrols, but inside the four walls of the bedroom, the silence was deafening.Danny didn't move from the door. He stood with his back against the wood, his shoulders slumped, looking smaller than he had on the pier. The adrenaline that had allowed him to stand up to Ote had evaporated, leaving behind a hollow, aching exhaustion.Alex stood by the window, his silhouette framed by the moonlight. He looked like a statue carved from shadow, his presence still vibrating with the residual energy of the Alpha. He didn't turn around immediately, his hands gripped tight behind his back."He’s in the hole," Alex said, his voice a low, gravelly rumble. "Net is setting up the dampeners. He wo
The docks were a graveyard of rusted shipping containers and the smell of salt and rotting timber. Rain turned the oil-slicked asphalt into a mirror for the flickering amber lights of the security towers. At the far end of Pier 19, a lone black sedan sat idling, its headlights cutting through the fog like a predator’s eyes.Danny watched from the back of the transport as Alex and Silas moved. They didn't run; they vanished. One moment they were there, and the next, they were shadows blending into the industrial landscape.“Jamming active,” Net whispered, his fingers dancing over a tablet. “Ote is in a dead zone. He couldn't call for backup if his life depended on it. Which, statistically, it doesn't.”The passenger door of the sedan opened. Detective Ote stepped out, glancing at his watch and lighting a cigarette. He looked nervous, his eyes darting toward the darkness. He was waiting for Vane, but he didn't realize the mountain had
The world slowed to a sickening crawl. Danny stayed perfectly still on the mossy log, the air in his lungs feeling like jagged glass. This wasn't Peter.This was a nightmare draped in matted, charcoal fur.The wolf in front of him was a "rogue"—a creature that had lost its humanity to the wild, dri
Your life will never be normal again.Those words, spoken with brutal, quiet certainty by the man who had been dead for two years, echoed in the hollow space of my mind. They weren't a warning; they were a statement of fact, already proven true the moment I saw him standing in my living room.I wor
"Alex?" The name was a fragile question, a sound stripped of rhetoric or disbelief. It was the last breath of my normal life.Darkness, swift and sudden, crashed in on my vision. The last thing I registered was the look of pure terror on 'Alex's' face as he surged forward to catch me.The world bec
The small room was heavy with the scent of smoldering herbs and a strange, primal earthiness. The woman, the shaman, leaned into the dim, flickering light of the candle, her ancient eyes appearing to contain the wisdom of centuries."Your past is complex, your future predetermined," she declared, h






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