LOGINAfter the death of her mother, Alessia is left with her sick father who needs medical attention. The last person she expects to rescue her is Ethan Gage the arrogant billionaire she once vowed to hate. Their marriage was meant to be nothing more than a business arrangement... until a mysterious twist just weeks before the wedding changes everything.
View MoreAs cinzas tinham gosto de cobre.
Lena mal conseguia respirar. Seu peito parecia prestes a explodir. O céu de Nova York estava vermelho e negro. E os edifícios estavam em chamas. No início, chamaram aquilo de febre. Uma gripe. Depois, deixaram de lhe dar nomes. Lena estava deitada no concreto partido da Ponte do Brooklyn. O sangue encharcava sua jaqueta. Ela não tinha sido ferida por monstros. Foram pessoas. Essa era a ironia. No fim, os seres humanos tornaram-se piores do que os monstros. — LENA! A voz dele atravessou os gritos. Ethan. Ela ergueu a cabeça e o viu correndo por entre as cinzas, os cabelos escuros cobertos de fuligem e a camisa preta rasgada. Ethan Cross. O homem que a salvara centenas de vezes ao longo de três anos. O homem que ela amava mais do que a própria sobrevivência. Ele caiu de joelhos ao lado dela, pressionando com força as mãos contra o ferimento em seu abdômen. — Não. Fica comigo. Olha para mim, droga. Você não vai me deixar agora. Sua voz falhou. Ethan nunca falhava. Era dominante, frio e inabalável. Antes, um bilionário. Depois, um senhor da guerra. Agora, apenas um homem prestes a perder tudo. — Você precisa ir — sussurrou ela, com sangue nos dentes. — Você disse que a horda viria do leste. Ao pôr do sol. — Não vou deixar você. — As mãos dele estavam cobertas com o sangue dela e tremiam. — Vamos viver juntos ou morrer juntos. Fizemos um acordo. Ela se lembrava daquele acordo. No primeiro ano, em um supermercado abandonado, dividiram uma barra de proteína velha sentados no chão e prometeram nunca mais se separar. Ela tocou o rosto dele. Mesmo coberto de sangue e cinzas, ele era lindo. Sua mandíbula firme estava tão contraída que parecia prestes a se partir. — Eu te amo — disse ela. — Eu também te amo — respondeu ele, com intensidade e desespero. — Então luta. Respira por mim! Lena, RESPIRA! Então veio o som. Gemidos. Passos arrastados. Centenas deles. Os infectados. Atrás deles, saqueadores armados disparavam descontroladamente. Ethan olhou por cima da colina de carros abandonados. Eram muitos. A ponte era a última rota para a zona segura. Agora, era uma armadilha. Ele soltou um grito de fúria selvagem, que ecoou entre os edifícios em chamas, e a ergueu nos braços. Todo o corpo dela gritou de dor, mas ele a apertou contra o peito e começou a correr. Forte. Tão forte. Mas não rápido o suficiente com o peso dela. Uma bala passou zunindo perto do ouvido dele. Lena sentiu uma dor aguda e incandescente nas costas. Um segundo tiro. Ethan cambaleou, mas não caiu. Apenas a apertou ainda mais contra si. — Me coloca no chão — implorou ela, com lágrimas misturadas ao sangue no rosto. — Salva a tua vida. — Nunca. Prefiro morrer aqui com você a viver mais um segundo sem você. Ele chegou à extremidade da ponte. Não havia para onde ir. O rio abaixo era negro e turbulento, cheio de destroços e corpos. A horda estava logo atrás deles. A seis metros. Depois, a três. Ele olhou para ela, e seus olhos continham um amor tão intenso que doía mais do que as balas. Afastou os cabelos do rosto dela. — Se este é o nosso fim, então vamos partir juntos. Beijou-lhe a testa enquanto as mãos geladas dos infectados os agarravam e o mundo se tornava branco de dor. Depois, nada. Silêncio. --- Lena acordou com um suspiro desesperado. Ar puro. Nenhuma cinza. Sentou-se bruscamente, agarrando o peito e esperando encontrar sangue. Não havia nada. Sua jaqueta estava limpa. Seu corpo estava inteiro. Suas mãos eram macias, sem os calos de três anos segurando uma faca. Onde estava o fogo? Onde estava Ethan? Ela estava numa cama. Macia. Com lençóis brancos e luz do sol entrando por uma janela de verdade, não por uma abertura coberta de tábuas. Luz do sol. Ela não via a luz do sol havia três anos. A nuvem de cinzas a tinha bloqueado. Olhou freneticamente ao redor. Seu antigo apartamento. O pequeno apartamento de um quarto em Manhattan, com o ar-condicionado avariado e a plantinha que ela nunca conseguia manter viva. A planta estava viva. Verde. No parapeito da janela, exatamente onde a deixara três anos antes de tudo desmoronar. Não. Aquilo era impossível. Estava morta? Era um sonho? Ela saiu da cama às pressas, com as pernas funcionando perfeitamente. Correu até o espelho do banheiro. Uma jovem olhava de volta para ela. Cabelos longos e escuros, limpos. Nenhuma cicatriz no lábio causada pela briga com faca no inverno anterior. Nenhuma bochecha encovada. Parecia ter vinte e cinco anos outra vez. Não vinte e oito. Não endurecida. Não destruída. O telemóvel vibrou no carregador. Um som normal, alto e comum que ela havia esquecido que existia. Tremendo, pegou-o. A data fez seus joelhos cederem. Ela caiu sobre os azulejos frios. 12 DE MAIO DE 2023. Três anos antes. Três anos antes do surto. Antes de o mundo acabar, em 9 de agosto de 2026. — Meu Deus — sussurrou. Ela morreu. Lembrava-se de morrer. Ethan segurando-a enquanto a horda se aproximava. A luz branca engolindo a ponte. E agora estava de volta. Renascida. Antes do apocalipse. Uma segunda oportunidade. As lembranças atingiram-na como um camião. Os primeiros casos de tosse nos noticiários, em junho. Os hospitais lotados em julho. O governo mentindo na televisão. A rede elétrica entrando em colapso em agosto. Os supermercados vazios. O mercado financeiro desabando. E o dia em que Ethan Cross apareceu no acampamento de sobreviventes com comida e armas, assumiu o comando e salvou sua vida quando ela já havia perdido toda a esperança. Ethan. Ethan estava vivo. Naquela linha do tempo, estava vivo em sua cobertura, administrando a Cross Industries, o CEO dominante que todos temiam. Não sabia quem ela era. Não sabia que, dali a três anos, a amaria tanto que morreria com ela numa ponte. Ela tinha uma segunda oportunidade. Para salvá-lo. Para salvar todos aqueles que perdera. Precisava encontrá-lo. Avisá-lo. Fazê-lo lembrar-se dela. Fazer com que voltasse a amá-la antes do fim. Mas, primeiro, precisava tornar-se forte. Da última vez, ela era fraca. A garota que precisava ser salva. Morreu porque era fraca. Mal conseguia segurar uma arma corretamente durante o primeiro ano. Chorava todas as noites. Desta vez, seria diferente. Desta vez, estaria preparada quando o mundo acabasse. Armazenaria comida e água. Treinaria o corpo. Aprenderia a atirar. Construiria um abrigo. Compraria um terreno. Não seria uma vítima. Seria uma sobrevivente. O telemóvel vibrou novamente. Um alerta de notícias. Ela olhou para o ecrã e sentiu o sangue gelar. Seu coração parou. «FEBRE MISTERIOSA DETECTADA NO QUEENS — MÉDICOS PERPLEXOS — TRÊS CASOS EM ISOLAMENTO.» Estava a começar. Exatamente como ela se lembrava. O primeiro caso. Aquele que ignoraram na televisão. Aquele que se transformaria em milhões. Aquele que provocaria o fim. Já estava a começar. Mais cedo do que ela pensava. O relógio já estava a contar — rápido e alto. Lena levantou-se lentamente, apoiando-se no lavatório. O terror no peito transformou-se em algo afiado, frio e determinado. Aço. Enxugou as lágrimas com firmeza. Olhou para o próprio reflexo. Já não era a jovem moribunda na ponte, indefesa e sangrando até à morte no meio das cinzas. Era a mulher que regressara do fim do mundo. E sabia exatamente como tudo terminaria. E como poderia mudar tudo por completo. Tinha muito trabalho a fazer. Começando agora, antes que fosse tarde demais outra vez para todos aqueles que amava.Alessia’s Point of ViewThe words hit me like a physical blow."He's my father's fixer."I stumbled back, my hand flying to my mouth. The business card in my other hand, the one that had felt like a key just a second ago, suddenly felt heavy. Poisoned."No," I whispered. It was a reflex, a desperate denial. "He... he warned me. About my father. He was trying to help.""He was testing you," Ethan's voice was sharp, cutting through my confusion. He stepped fully into the room, and the dynamic in the entrance—his hesitation, his desperation—was gone. He was in control again. He wasn't the man asking for a deal; he was the shark that had just cornered me."My father knows I'm not a fool, Alessia. He knew I wouldn't marry someone for no reason. He knew I'd pick someone... vulnerable. Someone with baggage he could use against me."He pointed at the card. "Gabriel Lane's entire job is to find people like you. He finds the secrets, the debts, the fears. He didn't tell you anything you didn't
Alessia’s Point of ViewI sat on the edge of the guest bed. The room was dark, but I didn't want the lights. The darkness felt like armor.My hand was closed so tightly around a small, thick piece of cardboard.Gabriel Lane. Private Consultant.The man from the bar. His voice was the same one from the warning call. I was sure of it. He knew about my father. He knew about Ethan. He’d told me to call him when I was ready to "stop the madness."Was this my way out? Was he the one person who could help me?I was still staring at the name when I heard it.Knock. Knock. Knock.I froze. My heart jumped into my throat.The sound was soft, but in the dead silence of this house, it sounded like a hammer blow.It was his door. My room.He never knocked.He commanded. He barged in. He was summoned. He pushed.He did not knock.I stood up slowly, my legs shaky. The card felt warm in my palm. My anger from earlier was still there, but now, a cold, sharp feeling was mixing with it.He was here becau
Ethan’s Point of ViewThe words just hung in the air, cold and sharp."I’m not taking any shit from you."She didn't shout. She didn't cry. She just... said it. Like it was a fact. Like she was telling me the sky was blue, or that the monster I'd been treating her as was, in fact, me.Her eyes were the worst part. They weren't wide with fear anymore. The terror I’d seen in her at the restaurant, the desperation at the reunion, the numb resignation at the wedding—it was all gone. Now, her eyes were just... hard. Polished. Like dark stones that had been under too much pressure for too long.For a split second, the whole world tilted. She thought she saw fear in my face. She was wrong. It wasn't fear. Fear is a useless, weak emotion.It was a shock.It was the feeling a man gets when he’s been driving a high-performance car at top speed, only to suddenly realize his hands aren't on the steering wheel anymore.She held my gaze for another second, letting me know she meant it. Then she tur
Alessia’s Point of ViewThe bar was quiet. With dim lights, and the kind of music that wrapped around you instead of pulling you in.I didn’t come to drink. I just came to breathe.The weight of the hospital still clung to my skin. Ethan’s voice still echoed in my bones. And his mother’s eyes… that last, bitter stare… it wouldn’t leave me alone.So I sat at the corner, my coat still on, and my hands wrapped around a warm glass of ginger tea the bartender offered when I said I wasn’t drinking.And then I heard him.A man’s voice behind me.Low. Familiar.He said my name like it wasn’t the first time.“Alessia.”I turned slowly.He was tall, well-dressed and too nice for this kind of place. But it wasn’t the clothes that caught me, it was the voice.That voice.I’d heard it once before.Over the phone. Months ago.The same man who warned me.“Your father isn’t who you think he is.”“Do I know you?” I asked, eyes narrowing.He smiled, but it didn’t make his face bright. “Not properly. Bu












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