เข้าสู่ระบบIvone estava desesperada para saber a resposta, mas, ao mesmo tempo, ela morria de medo de ouvir a verdade.Quando Fabiano ficou em silêncio, ela agarrou o braço dele de repente, apertando com força, levantou o rosto e olhou direto para ele:— Você disse que não ia mais mentir para mim.Os dedos dela tremiam. A mente em frangalhos, o corpo esgotado… Ivone já não aguentava passar por outra tempestade. E Fabiano também não tinha como suportar vê‑la quebrar de novo.A resistência de Fabiano desmoronou em um segundo. A voz dele saiu rouca:— Sim.A palavra caiu sobre o peito de Ivone com o peso de uma montanha. A visão dela escureceu, o mundo inteiro pareceu girar de cabeça para baixo.No momento em que a força com que ela segurava o braço dele cedeu, Fabiano virou a mão e segurou a dela de volta, firmando o corpo dela. Com a outra mão, ele segurou o ombro de Ivone com cuidado, puxando-a contra si para que ela se apoiasse no peito dele.A mão dele apertou com força, mantendo o corpo dela c
Aquelas mais de dez fotos não tinham a nitidez que se esperaria de fotos tiradas com uma câmera profissional. As imagens até estavam bem claras, mas pareciam ter sido tiradas com um celular e depois impressas.Cada foto tinha uma película plástica fina por cima, provavelmente para impedir que Cofrinho rasgasse e colocasse na boca.Na idade dele, qualquer coisa que ele pegasse, ele queria enfiar na boca.Quem tinha colado aquelas fotos tinha sido muito cuidadoso.Cada uma daquelas fotos mostrava Ivone em um ângulo diferente, em momentos comuns do dia a dia. Tinha uma em que ela segurava Rex enquanto comia melancia, outra em que ela podava galhos de plantas no jardim do condomínio Vida Doce, outra em que ela tomava café da manhã sentada à mesa, outra em que ela trabalhava com o notebook no colo, sentada no sofá de pernas cruzadas, com o cabelo preso em um coque alto…Ivone já nem conseguia lembrar em que dias exatamente aquelas cenas tinham acontecido, muito menos como alguém tinha conse
Quando Ivone pensou que o filho tinha passado mais de um ano inteiro morando ali, naquele quarto de isolamento, desde o dia em que nasceu, enfrentando tratamento atrás de tratamento, todo tipo de mal‑estar físico, ela sentiu o peito ser rasgado. Aqueles choros desesperados de agora provavelmente tinham se repetido muitas vezes no passado. E, em cada uma delas, ele não tinha tido a mãe por perto. O coração de Ivone se retorceu de dor, e ela não conseguiu segurar as lágrimas de novo.— Desculpa, meu amor, me perdoa. A culpa é minha, eu não consegui te proteger. — Ivone abaixou a cabeça e encostou a testa na de Cofrinho, tentando conter o choro. — Meu amor, eu sou a sua mãe, sabia? Eu sou a sua mãe.— Mamãe…De repente, uma vozinha rouca e doce veio do pequeno corpo no colo dela.Aquele som tão frágil entrou pelos ouvidos de Ivone como um choque, atravessou carne e osso e foi direto acertar o centro do coração dela. O olhar dela tremeu com força, as lágrimas despencaram, e ela apertou o m
O pequeno Cofrinho, que antes estava chorando, começou a se acalmar quando Ivone o pegou no colo. As mãozinhas agarraram com força a roupa de isolamento dela e, aos poucos, o choro foi diminuindo. O rostinho dele esfregou algumas vezes no peito de Ivone, e ele soltou apenas alguns soluços baixinhos.Os passos de Fabiano pararam de repente, e um brilho diferente passou pelo olhar dele.Os profissionais de saúde dentro do quarto de isolamento também ficaram imóveis por um instante.Quando a porta se abriu, ninguém percebeu de imediato quem era a pessoa que Fabiano tinha trazido. A viseira da roupa de isolamento era transparente, mas eles nunca tinham visto Ivone antes.Ivone já tinha virado assunto nos assuntos mais comentados da internet, mas o burburinho tinha subido e caído muito rápido. Eles, como equipe médica, não costumavam prestar tanta atenção em fofoca de internet.Só quando Ivone se aproximou de Cofrinho, e Fabiano permitiu que ela estendesse a mão para o menino, e ela disse a
Aquele quarto de isolamento só permitia a entrada de poucas pessoas por vez, então Davi ficou esperando do lado de fora.No elevador, Fabiano explicou que o corpo de Cofrinho estava muito frágil e doente, e que ele precisava de um transplante de medula óssea. Por sorte, a medula de Samuel deu compatível com a dele.Sem que eles soubessem, Fabiano tinha mandado que analisassem o sangue deles em silêncio, bem na época em que todos fizeram exames.Nesse instante, Davi finalmente entendeu por que Fabiano tinha chorado quando atirou em Maia e também compreendeu qual tinha sido o papel de Maia em tudo aquilo.Tudo ficou claro. No fim, era tudo por causa de Cofrinho.O quarto de isolamento ficava logo depois de uma porta dupla, pesada, reforçada. Fabiano abraçava os ombros de Ivone. Ela já não tinha forças para andar direito, mas mesmo assim conseguiu dar um passo depois do outro em direção à parte mais interna do corredor.Quanto mais eles avançavam, mais silêncio havia. Naquele pedaço de mu
Os olhos de Davi ficaram marejados, mas ele também viu o menino no vídeo.Hoje em dia a tecnologia de IA já é tão avançada que consegue enganar qualquer um. Só que, naquele vídeo, as expressões vivas no rostinho do pequeno não tinham nada de artificial, nenhum sinal de algo gerado por computador.Davi tinha certeza de que não era uma montagem. Ele olhou, atônito, para Fabiano e depois voltou a encarar o ambiente em que o menino estava no vídeo: tantos equipamentos médicos, uma cabine de isolamento.Era preciso ter um corpo muito frágil para precisar ficar internado num lugar daqueles.Por um instante, Davi sentiu um aperto tão forte no peito que ele nem conseguiu falar. Ele era só amigo da mãe daquela criança e já estava sofrendo daquele jeito. Como Ivone iria aguentar?Os dedos de Fabiano estavam tão tensos segurando o celular que ficaram brancos e trêmulos. Com a outra mão, ele abraçava com força Ivone, que estava à beira de um colapso. Ele precisava dar um tempo para que ela absorve







