LOGINBianca
Eu perdi Marcos para as intermináveis conversas de negócio, mas estava satisfeita, eu só vim para essa cerimônia, para deixar claro para Liz que não seria tão fácil, eu sei que ele não me ama, mas nós temos algo, eu me sinto segura perto dele, Leila me olha e sorrir, ela estava feliz por eu ter conseguido tirar Luan para dançar, como se alguém pudesse me dizer não. E eu gosto de Luan, ele é três anos mais velho que eu, não tínhamos amigos em comum, mas ele sempre foi gentil comigo, e foi uma tristeza a morte de Joice. Sempre imaginei que eles fossem para sempre, desde do começo eles se apaixonaram, a história deles parecia história de conto de fadas, mas aí um motorista bêbado passou um sinal vermelho. Um sinal vermelho em uma cidadezinha não é nada, até que tira uma vida.
— Porque está aí tão distraída? — Lorena pergunta, ela é minha amiga mais antiga, estava organizando o casamento.
— Estava pensando em Luan. — Ela fez uma careta.
— Não se atreva. — Eu sorri.
— Sabe que meu favorito é Marcos. — Ela olha para Marcos que estava rodeado de seus sócios.
— E porque chamou Luan para dançar? — Claro que ela teria ciúmes, os dois foram namorados, ele estava no último ano e ela no segundo, isso há quase dez anos Lorena simplesmente não supera.
— Queria diverti-lo, ele é um cara legal, mas não se preocupe, pode ficar com ele para você. — Falei já entediada com a festa, com toda a certeza Marcos ficaria ocupado, o melhor era ir para casa e descansar, quem sabe aparecer aqui e convidá-lo para uma volta a cavalo.
— Eu ia chamá-lo para dançar, mas depois que dançou com você ele sumiu. — Eu ri, era claro que ele estava se escondendo dela, eu a amo, mas Lorena tem que entender que a história deles já foi, tem homens mais interessantes por aí.
— Porque não chama o amigo de Marcos para dançar. — Mathews era um homem misterioso, sempre estava por aí rindo e alegre, parecia até ingênuo , mas eu sabia que era um homem de negócio muito inteligente e que tinha uma grande fortuna.
— Porque quero Luan, ele é…
— O cara que te rejeitou e feriu seu ego. — Ela me revirou os olhos. — Sabe que não o ama, ainda não o perdoou por te namorar por dois anos e se casa com Joice que ele namorou por uns três meses.
— Deus me livre de falar mal dos mortos. — Ela faz o sinal da cruz. — Mas ela fingiu uma gravidez.
— Pelo que Marcos conta nunca houve isso. — Lorena decidiu odiar Joice e nem mesmo sua morte foi o bastante, ela realmente ficou doente depois do término com Luan, mas isso era coisa de adolecente.
— Eu sei mais do que Marcos, deixa eu terminar de organizar os garçons, mas cuidado com Luan ele é zona proibida. — Ela fala, mais nem precisava falar, eu nunca o vi dessa maneira, não que ele não fosse bonito, na verdade ele consegue ser até mais bonito que Marcos, seus olhos verdes chamava muita atenção, ele era loiro, seus cabelos claros era um charme a mais, porém ele sempre estava sério, sério até demais, claro que às vezes ele sorria, porém sempre havia aquele olhar sombrio, senti algo estranho ao pensar em seus olhos, tenho quase certeza que eles percorrem meu corpo de uma forma diferente hoje.
Aquilo era bobagem, com certeza foi uma impressão minha, e mesmo se acontecesse, eu tinha me vestido para isso, se algum homem não me olhasse como se quisesse me ver nua, algo de errado haveria, eu estava belíssima, claro que o único olhar que me importava era o de Marcos, o demais era apenas por ego, sempre mantive o posto da mais bonita, não iria começar decair agora.
Decidi ir para casa, pensei em despedir de Marcos, mas ele estava lá rodeado de homens e charuto, eu sei que ele odeia, e eu mais ainda, o cheiro ficaria impregnado em meu cabelo, decidi ir para casa. Não que aquela fosse a melhor opção, minha mãe devia ta acordad ainda, ela ainda estava em tratamento, mas às vezes tinha seus surtos, eu poderia chegar e ficar no carro até que as luzes fossem apagadas. Olhei para a taça de vinho que estavam servindo, eu poderia ficar mais um pouco, talvez role alguma coisa, não demorou muito para Luis se aproximar, eu o odiava, o meu maior arrependimento na vida foi ter namorado com ele.
— Se divertindo? — Ele perguntou, seu sorriso era maldoso.
— Claro, os Oliveiras sabem dar uma festa. — Ele se aproxima como se fosse sussurrar, mas eu me afasto, Luis era o tipico menino rico que posso fazer o que eu quiser, hoje ele é o prefeito da cidade, como isso aconteceu na verdade eu não sei, talvez ele se rico e bonito ajudou, ele não tinha cara de ser um demonio, seus olhos eram negros, e profundos sempre usava seu topede de lado como o rico riquinho, eu ri ao lembrar que era assim que os garoto o chamavam.— E você sempre tentando ser uma deles. — Ele ri.
— Quero Marcos, o sobrenome dele não me importa. — Ele revira os olhos.
— Sempre Marcos, todas as garotas os querem, o que ele tem? — Ele pergunta olhando para Liz.
— Ele é um cara legal,Liz ta fora do seu alcance Luís ela é inteligente demais para ficar com um cara como você. — Ele ri.
— Sabe que ela já foi minha uma vez.
— Só acredito se a mesma me contar. — Ele fica visivelmente ofendido.
— A terei de novo, a terei quantas vezes eu quiser. — Ele fala de maneira possessiva.— Se é o que diz. — Falo querendo dar um fim naquela conversa.
— Você gostaria né, o caminho aberto para Marcos e você.
— Não te desejo nem para minha maior inimiga, Liz e eu nos odiamos, mas não desejo o mal dela tanto assim.
— Porque me ofende, se esquece do que vivemos? — Eu o namorei, um ano inteiro, não tenho sequer uma boa desculpa para isso além de que eu era uma adolecente burra.— Queria esquecer.
— Não seja má.
— Você me fez ser a vadia da cidade, as coisas horríveis que falou sobre mim…
— Não que você fosse muito inocente.
— Isso não é desculpa, mas não quero voltar no passado, pode me dar licença? — Eu preferia ficar no carro sozinha, ele sempre foi um verme.
— Claro, se te incomodo tanto. — Eu apenas sorri e sair de perto dele, o melhor era ir para casa mesmo.
Dois anos depoisBiancaDesde que meu pai me deu a oportunidade de trabalhar em sua imobiliária tenho sido focada, mas estando no fim da gestação o cansaço tem me tomado. — Vá para casa! — Henrique fala, meu primo anda de péssimo humor, e sempre estava com dor de cabeça.— Tenho que terminar só mais esse contrato. — Mentir, tenho uma pilha de contrato para resolver antes de sair de licença e descansar não está em meus planos. — Ligarei para seu Marido e direi que não almoçou. — Era mentira, mas Henrique assim faria, apenas para que Luan me arrastasse para casa.— Não seja perverso. — Falei e ele deu seu sorriso de moleque travesso, Henrique é um homem de um metro e oitenta, mas só tem altura e beleza, porque em tudo ainda é um garotão. — A criança já vai nascer Bia, não pode simplesmente fazer isso de casa? — Eu poderia se Luan não ficasse me enchendo sobre eu tá trabalhando demais. — Diz isso porque quer o lugar de Ceo, mas aquela cadeira será minha. — Ele sorriu.— Pr
LuanDesde que voltei a vida eu soube que não posso mais perder tempo, ainda mais depois de saber como Bianca se dedicou a mim, mas antes de qualquer coisa, qualquer pedido eu preciso saber quem foi que aconteceu naquele dia, pouco tempo depois de eu saí do hospital Marcos e Matthews entram no meu quarto. — E como se sente irmãozinho? — Mathews diz se sentando na beira da cama, Marcos encostou na janela. — Luis está vivo, Mathews mentiu para nós, o que ele não imaginou é que ele procuraria vingança. — Marcos fala em um tom sobrinho olhando para Mathews. — Marcos me deu um soco já, não precisa ficar em surto. — Matheus fala mostrando seu maxilar roxo. — Não se esconde algo assim.— Marcos fala respirando fundo e sinto que ele daria outro soco em Mathews se tivesse a chance. — E porque mentiu? — Perguntei, não quero ter que lidar com drama da relação deles. — Porque vocês iriam se meter em problemas, nunca deixei de procurá-lo. — Marcos puxa o ar. — E seu excelente trabalho quase
Luan “Você me roubou a garota e agora está fazendo ela chorar, não seja idiota e volte para ela”Ouvir a voz de Marcos ao longe, como se ele tivesse me dando uma bronca, mas era tão distante, eu tentei levantar, mas meu corpo pesa, escuto ao longe ele falando com alguém, mas não consigo ouvi-los, quero pedir ajuda, mas sinto como se estivesse me afogando meu corpo pesa me empurrando para baixo, sinto vontade de deixar a água me puxar para baixo de vez. “ Sim, eu o amo.”A voz de Bianca parece uma luz em meio a escuridão, eu preciso vê-la, preciso ter certeza que está bem, mas meu corpo se nega a reagir, mas eu não a deixaria ir, preciso ter certeza que ela está bem. Sinto um clarão de luz, me puxando, escuto barulhos ao meu redor e então sinto o toque gentil da minha mãe em meus cabelos, eu sei que ela pelo seu cheiro inconfundível de jasmim,tento falar algo, mas minha língua está áspera, o melhor é abrir os olhos e quando abro vejo minha mãe, ela parece assustada e então abre u
BiancaEu estava exausta, não deveria ta falando sobre isso, e Liz percebeu isso, Marcos ainda me olhava a espera de uma resposta. — Isso não importa agora. — Ela falou apertando o braço dele. — Bianca vai nos contar tudo quando estiver melhor. — Claro. — Marcos fala se aproximando da cama. — Eu fico feliz que esteja bem, tenho certeza que Luan ficará bem também.— Ele tá mal não é? — Marcos então se desmontou e pude ver que sua postura sempre excelente estava devastada. — Os médicos não nos dizem nada, mas quando o trouxeram ele já havia tido uma parada na ambulância, ele perdeu muito sangue, não sabemos. — Eu…— Você precisa descansar Bianca.— Liz fala segurando minha mão com carinho, ela sempre gentil, algo irritante de sua personalidade. — Vamos Marcos, Bianca precisa se preocupar em ficar bem. — Tá certo, eu pedirei que te deem noticias assim que ele sair da mesa de cirurgia.— Promete. — Marcos sorriu, um sorriso cansado que não tinha alegria alguma. — Sim, mas fiq
BiancaEu sou mesmo uma idiota como pude pensar em pedir algo assim para Luan, pedi para transar, feito uma cadela no cio e pior, ainda por cima tiver que ouvir o “ Não” um bem claro “Não” Como ele ousa me rejeitar daquele jeito. — Entra no carro Bianca. — Eu não devia entrar, porém como sempre não faço escolhas sensatas. Eu entrei e fiquei quieta, não iria me humilhar mais, ele começa a dirigir, parece irritado.— Desiste da viagem Bianca. — Ele fala de maneira calma como se tivesse fazendo um pedido simples, mas não era. — Não posso. — Falei me encostando no banco, ele me olha de lado. — Coloca o cinto. — Ele fala e por mais que minha vontade fosse ignorá-lo, eu apenas coloquei, ele esperou eu passar o cinto e então voltou a falar.— Não pode? O que quer de mim Bianca?A forma com que ele perguntou foi tão fofo, e lá estavam elas as malditas borboletas, porque eles não podiam ficar mortas.— Já disse o que quero de você. — Eu sorri ao dizer aquilo, parecia algo tão ridículo, ma
Luan Bianca estava tão bonita, Lorena estava radiante também, ela me mostra sua mão e uma aliança delicada, mas com uma pedra enorme estava em seu dedo anelar.— Me perdeu,estou noiva. — Ela sorri, Bianca revira os olhos.— E quem é o felizardo?— Henrique, eu e Bianca seremos da mesma familia. — Ela fala de maneira alegre, Lorena é uma pessoa alegre por si só.— Fico feliz, você merece um bom homem. — Ela olha para Bianca.— Única que não ficou feliz foi Bianca. — Bianca puxa o ar.— Estou feliz, claro que to. — E por sua postura obviamente que mentia. — Acredita que ela se nega a esperar até o meu casamento para ir embora? — Lorena fala obviamente ofendida. — Como me caso sem minha madrinha?— Eu posso voltar Lorena, não é como se o casamento fosse ocorrer semana que vem. — Bianca fala mal-humor, talvez a minha presença a esteja incomodando. — Pretende viajar novamente? — Perguntei a encarando. — E seu namorado vai junto?— Que namorado? — Lorena pergunta de i







