LOGINPOV/ DOMINICEla ergueu os braços acima da cabeça. Segurei as mãos e entrelacei os dedos em cima do travesseiro, sem prender os pulsos. Ela podia soltar quando quisesse.O corpo abriu mais embaixo do meu. Entrei um pouco mais fundo. Ela soltou um gemido alto e apertou minhas mãos.— Doeu?— Não. Faz de novo.Repeti, na mesma lentidão.Aléssia arqueou as costas. A cicatriz da lombar encontrou minha mão quando deslizei por baixo. Mantive a palma ali, sustentando ela.Meu coração batia tão forte que doía. Louco por ela. Completamente. Ela não imaginava. Nunca ia imaginar direito.— Eu te amo — falei.— Eu também te amo.— Não importa o que aconteceu antes dessa manhã. Não importa o que o Hassan falou. Não importa quantas marcas existam. Nada disso decide o que você é pra mim.Apertei a coxa e entrei até o fim.— Você é a mulher que eu amo.Aléssia chorou de novo, mas não pediu para parar. Largou uma das minhas mãos e tocou meu rosto.— Você também é o homem que eu amo.Beijei as lágrimas
POV/ DOMINIC— Mesmo assim?— Não é “mesmo assim”. Você é perfeita. Não precisa apagar nenhuma parte da sua história pra merecer ser amada.Aléssia passou os dedos no meu rosto.— Tem certeza que é psicopata?Uma risada baixa saiu de mim.— Tenho.— Não parece.— É porque eu sou assim por você.Ela franziu a testa, ainda com os olhos molhados.— Assim como?— Paciente. Devagar. Falando demais. — Passei o polegar no canto da boca dela. — Isso aqui é uma máscara, Aléssia. O resto do mundo não ganha isso. Você ganha.Ela me puxou pela nuca e beijou minha boca. Um beijo fundo, molhado de lágrima, sem pressa. Quando afastou, encostou a testa na minha.— Eu te amo. Completamente.— Eu também. Você não faz ideia. Nem eu sei explicar.Beijei o centro da testa.— Amo você mais do que achei que ia conseguir amar alguém.O choro dela aumentou. Aléssia segurou minha nuca e puxou meu rosto até as bocas se encontrarem de novo. Beijei devagar, sentindo o gosto salgado. A língua dela tocou a minha. A
POV/ DOMINICPassei o polegar pela marca. A pele tinha uma textura diferente naquele ponto, mas continuava quente e macia. Aléssia acompanhou o movimento dos meus dedos sem tentar esconder o corpo.Ela ainda estava no meu colo, na beirada da cama, nua. A toalha já tinha ficado para o lado. Passei o braço nas costas dela, girei o corpo na direção do colchão e a deitei no centro, primeiro as costas, depois a cabeça no travesseiro.Aléssia ficou nua na minha frente.Os cabelos prateados ainda estavam úmidos e se espalharam pelo tecido. Prateados de verdade. Não era luz, não era banho. Era ela. A pele, branca demais até para a manhã clara da fazenda. Branca nos ombros, no peito, na barriga, nas pernas. Os pelos finos do corpo também eram prateados, do piebaldismo que ela carregava inteira, da raiz do cabelo até a pele. As bochechas continuavam vermelhas por causa do choro, do banho quente e de tudo que a gente tinha acabado de falar.Meu coração bateu forte demais contra a costela. Bobo.
(O CAP. PUBLICADO FORA DA ORDEM. DESCULPA)- POV / DOMINIC— Faz amor comigo, Dominic. — Ela repetiu.Fiquei alguns segundos olhando para seu rosto. Aléssia continuava sentada no meu colo, com as pernas ao redor da minha cintura e os braços presos ao meu pescoço. Os olhos ainda estavam vermelhos, mas ela não desviou quando sustentei seu olhar.Levei uma das mãos em direção à sua cintura e parei antes de encostar. O sangue seco de Hassan ainda ocupava os cortes nos meus dedos e as linhas da palma.— Não vou tocar em você com as mãos assim.Aléssia acompanhou meu olhar.— É sangue dele.— Por isso mesmo.Eu não queria levar nada daquele desgraçado para o corpo dela. Nem sangue, nem cheiro, nem qualquer outra lembrança.Passei um braço por baixo de suas coxas e a ajudei a se levantar do meu colo. Aléssia colocou os pés no chão e permaneceu diante de mim usando apenas a calcinha e o sutiã. Não procurou a camiseta nem tentou esconder as cicatrizes.Levantei, peguei a faca que ela tinha jo
POV/ DOMINICAléssia terminou de baixar minha cueca sem aproximar o rosto. Eu a ajudei a retirar o tecido pelos pés e o deixei ao lado do sutiã.Ela se levantou e colocou as mãos em meu peito.— Você não ficou chateado?— Não.— Nem um pouco?— Estou com você nua debaixo do chuveiro. Não tenho motivo nenhum para reclamar.O sorriso voltou aos seus lábios.— Convencido.— Estou tentando aliviar a situação.— Você é péssimo nisso.— Eu sei.Aléssia me beijou novamente. Durante o beijo, uma de suas mãos desceu pelo meu abdômen. Seus dedos alcançaram minha ereção e se fecharam ao redor dela.Meu corpo ficou tenso na mesma hora.Ela moveu a mão para baixo e voltou, espalhando a água pela pele. Apoiei uma das mãos na parede do box e soltei um gemido contra sua boca.Aléssia repetiu o movimento.— Você gosta?— Gosto.Sua mão subiu outra vez. Fechei os dedos em sua cintura e precisei controlar o impulso de mover o quadril.— Para um pouco.Ela soltou imediatamente.— Fiz alguma coisa errada?
POV/ DOMINIC— Eu não sei fazer isso direito.— Eu também não.— Vou errar outra vez.— Então pede perdão outra vez.— E se você cansar?— Eu falo.— E se quiser ir embora? — Perguntei temendo a resposta.— Eu vou dizer. Mas não decide por mim antes que isso aconteça.Assenti.Aléssia passou os braços ao redor do meu pescoço. Alcancei a camiseta caída perto da cama e a ergui na direção dela.— Quer vestir?Ela olhou para a roupa em minha mão, mas não tentou pegá-la. Em vez disso, segurou meu pulso e o abaixou.— Não.Deixei a camiseta novamente no chão.— Quer que eu pegue uma roupa limpa?— Não é isso.Eu ainda estava ajoelhado diante dela, com o peso do corpo apoiado sobre os calcanhares. Aléssia se aproximou mais e me abraçou pelos ombros. Quando senti seu corpo pesar contra o meu, tirei o quadril de cima dos calcanhares e me sentei no piso de madeira, mantendo uma das pernas dobrada e estendendo a outra para conseguir sustentar nós dois.Ela acompanhou o movimento sem soltar meu p







