FAZER LOGINFiona:
Kael e Orion se entreolharam, como somente duas pessoas que estão acostumadas a se comunicar sem palavras são capazes de fazer.
— Acha que essas pessoas podem estar ligadas ao seu irmão? — foi Orion quem perguntou, daquele seu jeito calmo, mas que sempre parecia em total alerta.
Não havia dúvidas de que tinha a ver com Sylas, aparentemente. Nenhum deles apostava em outra possibilidade.
— A
Fiona:Kael e Orion se entreolharam, como somente duas pessoas que estão acostumadas a se comunicar sem palavras são capazes de fazer.— Acha que essas pessoas podem estar ligadas ao seu irmão? — foi Orion quem perguntou, daquele seu jeito calmo, mas que sempre parecia em total alerta.Não havia dúvidas de que tinha a ver com Sylas, aparentemente. Nenhum deles apostava em outra possibilidade.— A Fiona de antes diria que não, por confiar muito em todos. Mas, sim. Talvez, sim. Eram pessoas bem pobres, com uma condição bem humilde, e as irmãs passaram a sustentá-los para que ficassem comigo. Por muito dinheiro, acredito que poderiam ter dado a informação, sem saber direito o quanto de mal estariam me fazendo.— Como foi o sequestro da criança, Fiona? Me desculpa perguntar, imagino que seja doloroso, mas acho que pode ser
Fiona:Um banho, uma blusa emprestada de Kael, e eu acabei me deixando levar pelo sono, com os cabelos molhados, enquanto o remédio fazia efeito.Quando cheguei ao Monastério, no dia em que ele me devolveu para lá, também tive uma febre como aquela. E então, depois, quando descobri a gravidez. Era uma resposta do meu emocional, tanto que nem fiquei muito preocupada.Na manhã seguinte, acordei me sentindo um pouco melhor, só com o corpo dolorido. Nada insuportável.Nada era insuportável, aliás, quando se tratava de precisar me levantar para buscar o meu filho. Para recuperar o meu garotinho.Só de pensar nisso, precisei me segurar na mesinha de cabeceira ao lado da cama, com uma onda de vertigem. Não era da febre, não era de nada além do desespero.E eu ainda nem tinha parado para pensar no fato de que estava na casa de Kael. Dep
Kael Bellarno:A minha Fiona. Meu dolce angelo.De alguma forma, ela voltara para mim. Mesmo doente, com febre. Na verdade, fora a mim que procurara naquele estado.Claro que a história do filho deveria ser um delírio febril, mas não importava. Não queria tanto saber se fora certo ou errado levá-la de volta e deixá-la para trás? Não era um arrependimento que me comia as entranhas?Finalmente, eu teria minha oportunidade de reverter a situação, mesmo que não fosse mais uma opção ficarmos juntos.Novamente, peguei-a nos braços e a levei ao meu quarto.Assim que a coloquei na cama, não acatei seu pedido e fui até o banheiro, não apenas pegar o álcool, mas também uma cartela de Tylenol, na esperança de que baixasse sua febre. Eu não tinha um termômetro, mas não precisava
Kael Bellarno:Aonde ele iria me levar era o que eu precisava descobrir.— Deem um jeito no corpo.Eram as minhas únicas instruções, mas, para ser sincero, nem eram tão necessárias. Os soldados que trabalhavam conosco conheciam muito bem o serviço. Eram muito discretos e leais.Não tive coragem de colocar a blusa imunda de volta, então fui para casa daquele jeito mesmo. Com os olhos fixos no vidro da frente do carro, sabendo que precisaria eu mesmo lavar dos bancos as manchas de sangue que ficariam, porque seriam passadas pela minha roupa. Havia empresas que poderiam fazer aquilo por mim, que já trabalhavam para as pessoas de dentro da máfia há muito tempo, mas eu não queria chamar atenção.A minha busca estava sendo violenta, mas eu queria que a destruição fosse chegando a Sylas aos poucos. Queria surpreendê-lo. Qualquer palavra sobre o carro de Kael Bellarno estar coberto de sangue para a pessoa errada poderia alertar alguém, que alertaria outra pessoa, e assim chegaria aos ouvidos
Fiona:Conversamos muito pouco durante o trajeto de carro e menos ainda no avião. Não nos sentamos perto um do outro, e Kael ficou praticamente o tempo todo na cabine. Apesar disso, em uma madrugada, quando acordei de um sono inquieto, senti quando me cobriu, como fizera em todas as viagens anteriores.Senti quando seus dedos cálidos e gentis afastaram uma mecha do meu cabelo. Senti seus olhos em mim, mesmo sem abrir os meus. Era como um magnetismo.Algo que eu nunca conseguiria superar.Quando ouvi seus passos se afastando, deixei que as lágrimas caíssem.Era muito o que estávamos perdendo. Eu tinha plena convicção de que poderíamos ter algo grande, algo significativo. Mas seria como Deus quisesse.Eu precisaria me devotar a Ele novamente e acreditar que Suas escolhas para mim seriam as melhores.Pousamos no aeroporto de Comiso, que ficava a uns oitenta quilômetros do Monastério, mas ainda era o mais próximo. A viagem de carro seria longa, e eu podia sentir Kael inquieto, remexendo-s
Fiona:Kael tentou, tentou e tentou. Em sua defesa, ele não desistiu tão facilmente.Foram duas semanas de discussões entre nós.Em nenhuma delas, porém, ele se aproximou para me beijar. Em nenhuma delas disse que queria ficar comigo porque era apaixonado por mim. Nem em um único momento me tocou.Eu entendia. Na verdade, conseguia enxergar em seus olhos todas as emoções que tanto queria esconder. Só que a morte de Cassiel, da forma como aconteceu, pareceu acionar uma chavinha em Kael, e ele se tornou uma pessoa completamente diferente.Quando seu pai morreu, um pouco de Kael morreu também.Eu o amava. Isso tinha se tornado uma certeza que eu nunca poderia negar. Fosse porque eu era uma menina inexperiente, e ele fora o primeiro homem com quem tive uma relação mais íntima, ou fosse porque realmente me cativara, não fazia diferença. O meu sentimento era muito evidente.Por amá-lo, eu aprenderia a lidar com aquelas nuances novas. Amaria cada uma delas e o aceitaria daquele jeito, contan







