FAZER LOGIN— Ok. Então tem até quarta. O mais rápido possível cuidamos disso, logo eles esquecem do seu passado e foque no futuro. – Matthew foi até o bar e pegou algo em cima do balcão. – Seu celular. Está salvo meu contato e do Martin. Algum problema que precise de advogado, algo sobre nosso contrato ou até mesmo perdida em algum canto, seja o que for entre contato comigo ou Martin. – Ele me entregou o celular. – Lembrando que ninguém pode saber do nosso contrato, nem mesmo meus pais. Temos que fazer isso dar certo.
– E os funcionários?
– Assinaram um termo de confidencialidade. – Concordo mexendo a cabeça. Matthew subiu os primeiros degraus e parou. – A propósito, bela escolha de roupa.
– Dei o meu melhor na escolha. – Dou uma volta. – E pretendo andar assim pela casa.
– Imagino que Anna e você não tem se dado muito bem.
– Como sabe? Somos melhores amigas. – Eu disse, irônica.
Ele riu.
– Então Clara e você vão ser inimigas. Por precaução vou liberar Kelvin. No dia que você precisar dele avise para Anna, ela vai chamar ele.
– Ciúmes, Matthew? – Provoco.
– Kelvin é um ótimo motorista e não vou demiti-lo por sua causa.
– Não estou fazendo nada de mais.
Matthew negou com a cabeça e seguiu para seu quarto. Agora sozinha olho para os lados vendo minha nova realidade. Coloco as mãos na cabeça, respirando fundo. Muita coisa está por vir. Eu estou pronta? Meio tarde para essa pergunta. Não tem como voltar atrás. Sorri. Vou até o fim. No dia seguinte eu acordo tarde. Olho no relógio vendo que falta pouco para o almoço. Essa cama é tão boa, acredito que seja a melhor cama que já deitei na vida. Ah, com certeza é. Tomo um banho e desço para cozinha, dessa vez minha lingerie é branca.
– Bom dia, Anna. – Estou toda sorrisos hoje. Tinha uma outra mulher com ela. – Você é a Clara?
– Sim, senhorita…
– Aria. Por favor, me chame de Aria. – Ela concordou sorrindo para mim.
Anna por outro lado está com a cara fechada.
– Bom dia, senhorita Aria Barnes. – Reviro os olhos pelo jeito que ela me chamou. – Não sabia o que gostaria de comer. Podemos conversar sobre o cardápio da semana.
– Eu deixo isso com você, Anna. Eu não quero tirar o seu lugar, mas cozinhar me deixa calma. Pode ficar tranquila que farei isso raramente. – Eu disse indo olhar o que tinha nas panelas. – Pode deixar que me sirvo.
Noto que ela ficou menos séria e eu sorri com isso. Anna é uma mulher reservada e que ama cozinhar isso está na cara dela, ainda não a vi na presença do Matthew, mas imagino que ela cuide dele como uma mãe. Mesmo com sua cara séria dá para ver que é uma boa pessoa. E claro, faz uma comida deliciosa. Comi duas vezes.
No quarto começo a pensar no que fazer. Hoje é segunda e não tenho muito tempo, não quero só dizer o que quero e deixar o Matthew resolver. Quero estar à frente de tudo e ciente do que está acontecendo com o meu negócio. Não posso mais pensar só em mim. Logo serei mãe e preciso ser um exemplo ainda mais se for uma menina.
Rica ou não, ser mulher forte e decidida é difícil. Passo o lápis contra os lábios sorrindo com a minha ideia. Preciso de uma assistente. Eu mandei uma mensagem rápida para Martin falando sobre a assistente e o mesmo falou que está muito ocupado no momento e não podia ver isso agora
Horas depois me arrumo para ir ao TecDaw. Mais cedo recebi uma mensagem do Matthew. Coloco uma calça jeans justa, uma blusa preta sem manga e salto alto preto. No meu closet tem uma penteadeira com tanta opção de maquiagem que fico perdida só de olhar, mas opto por uma maquiagem básica. Pelo que sei vai ser um jantar simples com um casal de amigos do Matthew. Pego minha bolsa da Chanel e saio do quarto.
– Olá… hum, Aria. – Kelvin enrolou-se para falar.
Mas cedo pedi para Clara avisar a Kelvin que me chame apenas de Aria.
– Estou pronta, Kelvin. Podemos ir.
Ele concordou e seguimos para o corredor. Kelvin parece ter a mesma idade de Anna, muito sorridente e dar vontade de sorrir com ele. Pele negra e o coque baixo deixa ele muito elegante. O caminho para a empresa foi em silêncio.
Quando vejo a hora no meu celular, eu fecho meus olhos fazendo uma leve careta. Ainda faltam duas horas para o Matthew sair do trabalho. Acabei me empolgando. Hoje vai ser a primeira vez que vamos sair juntos em público. Não estou nervosa por sair com Matthew e sim de quem vamos nos encontrar, Matthew não disse quem é. Não posso fazer feio. Sair do carro avisando ao Kelvin que vou entrar. Tento não fazer caras e bocas quando eu entro na empresa.
– Olá, senhorita. Eu posso te ajudar? – Um segurança surgiu na minha frente.
– Olá. Estou aqui para ver o Matthew Dawson.
– Ah, claro. – Ele falou. Sorrindo, debochado. Olho para ele séria. – Tem hora marcada, vadia?
Vadia?
– Sou Aria Barnes, namorada do Matthew. – Falo firme. Não vou perder a posse. – Posso ligar para ele agora e dizer que um incompetente acabou de chamar sua futura esposa de vadia.
Ele engoliu em seco, liberou minha entrada e avisou em qual andar deveria parar. Parece que convenci ele. Idiota! Meu humor está no zero agora. Chegando no décimo andar, eu ando por um curto corredor e encontro uma mulher atrás de uma longa mesa, acho que ela é secretária.
– Olá.
Uma mulher me olhou dos pés à cabeça.
– Você está muito linda. – Ela ajeitou os óculos no rosto ficando vermelha. – Desculpa! É que essa roupa… sabe… ficou muito boa em você…
– Ei, está tudo bem. – Eu acabei rindo. Ela é desajeitada e me faz lembrar quando comecei no restaurante. – Qual é seu nome?
– Isis Furtado. Em que posso te ajudar?
– Quero falar com Matthew.
– Hum, tá bom. Qual é seu nome? Preciso avisar ele primeiro.
– Claro. Meu nome é Aria Barnes.
– Ok. – Ela respirou fundo. Acho que ela tem medo do Matthew.
A seguir com olhar e mais a frente tem outra porta. Ela bateu e abriu a porta colocando o rosto para dentro. Dou um passo para o lado vendo que mais a frente tem outra mesa como da Ísis e outras portas. Volto para meu lugar esperando a Ísis voltar.
– Você pode entrar, senhorita Barnes.
– Pode me chamar de Aria. – Sorri para ela e entro na sala do Matthew.
Capítulo 68Dois dias, eu tive apenas dois dias de lua de mel. Matthew mudou completamente e pediu que a gente voltasse após dizer que faz um tempo que não tomo o anticoncepcional. Ele se calou completamente. A viagem de volta aproveitei para dormi, Matthew não estava a fim de conversa e estava muito aéreo. Deixei o sono tomar conta.– Aria, acorde. – Ouvia a voz de Matthew ao longe.Bocejei e me espreguicei, abrindo os olhos lentamente.– Já chegamos?– Sim, o carro está a nossa espera. – Ele me ajudou a levantar.– Por que você estava com tanta pressa? – Resmunguei me levantando.Matthew não me respondeu. Essa mudança de humor estava me deixando estressada. Resolvi não falar mais nada com ele e me levantei, Matthew digitava alguma coisa na celular enquanto saímos do jatinho indo para o carro.– Alguém está sabendo da nossa volta? – Puxei assunto ao ver que Matthew não largava aquele celular.– Martin. O carro ganhou movimento pelas ruas de Nova York. Matthew não estava disposto a c
Matthew caminhava pelo quarto em uma ligação com a sua mãe que queria saber como estávamos. Deitei na cama com os braços esticados e olhando para o teto, contei ao Matthew que Colin é o meu irmão e todo o meu apetite foi embora. Até mesmo a minha animação por está em Veneza passou.– Ok. Me conta tudo agora. – Ainda deitado olhei para Matthew que colocou o celular em cima da mesa e veio até mim. – Que história é essa do Colin ser seu irmão?Matthew segurou minhas mãos e contra a minha vontade me fez sentar.– Sei que tem "Smith" no sobrenome, mas parece que simplesmente todos daquela cidade, resolveram esquecer de mencionar que você tem um irmão. – Matthew colocou as mãos na cintura. – São pessoas que adoram conversar, e quando perguntei sobre você, só souberam dizer coisas ruins. E informações óbvias sobre a sua família.Matthew ainda está absorvendo a ideia de ter um cunhado, mal ele sabe que eu amaria que continuasse do jeito que estava sem a presença do Colin.– Essa conversa não
Veneza. Estou passando a lua de mel em Veneza! Nem nos meus melhores sonhos poderia imaginar vir para esse lugar. Matthew precisava apressar os passos para conseguir me alcançar. Eu olhava tudo com curiosidade e tentava me comunicar em italiano, Matthew que é fluente na língua precisava me ajudar sempre.– Aria! – Matthew segurou em minha mão. – Vou ter que colocar uma coleira em você?Ri, entrelaçando nossos dedos e deitar na minha cabeça em seu braço conforme andávamos pelas ruas de Veneza.– Cada esquina. – Olhei para os estabelecimentos. – Ponte e ruela… – Suspirei. Olhei para Matthew. – Você consegue sentir esse clima?Matthew negou com a cabeça com sorriso no rosto.– Não é atoa que é considerada a cidade do amor. – Senti um leve deboche em sua voz.– E com toda certeza não foi você que escolheu a nossa viagem.– Ei! – Ele falou de andar.Ergui uma sobrancelha e esperei o que fosse sair daquela boca maravilhosa.– Foi uma das opções dadas a mim. – Matthew olhou ao redor. – E por
– Enfim casados. – Matthew diz enquanto dançamos conforme a melodia da música. Um tom agradável de jazz, escolha da Olícia. – É, como está se sentindo CEO? Matthew me rodou, logo juntando nossos corpos novamente. Eu bebi pouco, mas sentia minha cabeça doer um pouco. Toda a confusão em preparar o casamento acabou e infelizmente senti todo o cansaço. Agora eu poderia aproveitar a festa e ainda, sim, ficava atenta para qualquer caso precisa resolver alguma coisa. Nesse tempo eu pensei muito em Matthew com a vida de CEO de uma empresa com tanto sucesso. Ele precisa pensar e resolver tudo rapidamente. Manter as coisas nos trilhos e mesmo ganhando tanto dinheiro, a vida não fica fácil para ele. A prova é a falta de cuidado com a sua saúde. Eu nem de longe passei e passo pelo o que ele faz, o restaurante requer uma atenção e sim sempre tenho ajuda. Para mim é mais fácil delegar do que Matthew. – Poderia está melhor. – Ele me olhou nos olhos. – Você está linda. Seus fios não estão tão ali
Pela sua reação, Matthew está considerando, sim, aceitar.- Sim, Matthew. - Lauren falou sorrindo. - É desse vinho que estamos falando e foi a gente que comprou.Os olhos de Matthew parecia brilhar de emoção.- Muito obrigado, mas a gente vai recusar. - Avisei.- Por que vamos recusar? - Matthew estava abismado.Ignorei Matthew.- E muito menos a casa, Ian. - Falei olhando para o belo loiro à minha frente. - São presentes caros demais dos quais a gente não precisa.- Mas eles s
Ian estava belíssimo. Seu cabelo tão loiro que parece natural, gostaria de ver ele sem o loiro. Com certeza deve continuar lindo. Seu sorriso é contagiante e ele não parava de falar. Lauren puxou Ian quando ele iria começar com seu discurso em pedido de desculpas para mim. Era melhor ouvi ele do que Harry que foi pouco para vir nos cumprimentar.James veio me abraça com Reba e me desejaram parabéns. A maioria das pessoas, como esperado, eu não conhecia. Mantenho o meu sorriso no rosto como se tivesse alguma conexão com essas pessoas, pelo menos conheço uma parte das pessoas que estão no Buffet. A maioria do Buffet foi em parceria com o meu restaurante e assim programaria o marketing em cima.Harry e sua esposa nos parabenizaram pelo casamento. Não fiquei nada feliz de ver Harry, sei que estaria presente, mas é uma pessoa que se pudesse teria excluído da lista. Hoje puder reencontrar aqueles riquenhos chatos que conviver desde que estou com Matthew.- Deu um grande passo hoje, Matthew.







