เข้าสู่ระบบCapítulo 250 — Antes da QuedaNatalie WestonO clique metálico da porta se abrindo rompeu o nosso refúgio.Alexander entrou acompanhado da Jo, ambos com a precisão mecânica de quem opera sob protocolo militar. A garota de cabelos escuros se aproximou de mim com os transmissores em mãos. Com movimentos rápidos e cirúrgicos, Jo prendeu o brinco de pérola na minha orelha esquerda e ajeitou a presilha discreta entre as mechas do meu cabelo, prendendo uma lateral do coque.— Calibrado na frequência de salto — Jo murmurou, os olhos atentos checando a tela do pequeno receptor preso ao antebraço. — O sinal está limpo, sem eco e invisível para varreduras comuns. Se eles te revistarem, vão achar que é só joia.Eu ia responder, mas a porta foi aberta mais uma vez. Chen entrou em passos firmes, parando diante do Alex com uma expressão contida.— Chefe, o senhor Victor e a senhora Marie acabaram de subir pelo elevador privativo. Estão na suíte da Vic.O ar pareceu esfriar na sala. Troquei um olhar
Capítulo 249 — O Ponto FracoLucas AveryAquilo era uma loucura completa. Uma insanidade sem tamanho que desafiava cada gota de bom senso que eu havia acumulado em anos administrando riscos.A simples imagem da Natalie entrando na traseira de uma van clandestina, cercada por mercenários armados e desprovidos de qualquer freio moral, fazia o meu estômago arder em puro ácido. O pavor de perder minha mulher me sufocava; o pavor de algum cretino colocar as mãos sujas na pele dela, de falarem com ela em um tom errado, de causarem um único arranhão em seu corpo… aquilo me consumia por dentro com a violência de um incêndio descontrolado.Mas a minha loira conhecia cirurgicamente cada uma das minhas fraquezas. E a maior delas, a única que realmente importava, era ela mesma. Sempre foi ela. Bastava aquele olhar verde me encarando com devoção, aquele toque macio na minha nuca e a promessa sussurrada contra os meus lábios para que todas as minhas defesas ruíssem por terra.Alexander Sterling ai
Capítulo 248 — Golpe BaixoNatalie WestonO eco do baque da porta contra a parede ainda vibrava no ar quando Lucas deu dois passos largos para dentro da sala, fechando a distância entre nós como uma tempestade incontrolável.Ele respirava pesado, os nós dos dedos rígidos e os olhos escuros ardendo em uma fúria desesperada. Eu nunca o tinha visto tão desestabilizado.— Nem por cima do meu cadáver você vai se entregar para aqueles desgraçados! — ele repetiu, o tom baixo e cortante fazendo o ambiente estalar de tensão. — Você enlouqueceu de vez, Natalie?! Quer entrar na porra de um carro com mercenários armados que acabaram de prensar o Adrian naquela mureta?!Endireitei os ombros, sem recuar um único milímetro diante do seu avanço.— Eu não estou maluca, Lucas! Eu estou cansada! — rebati com a mesma intensidade, erguendo o queixo e sustentando o olhar dele. — Estou exausta de viver com medo, de ver as pessoas que eu amo sendo caçadas como animais! Olha para o que fizeram com o meu irmão
Capítulo 247 — A IscaNatalie WestonO ar parecia ter se solidificado no meio da minha traqueia. As palavras de Andrew zumbiam nos meus tímpanos como um enxame furioso, roubando qualquer resquício de cor que ainda restasse na minha pele.“Conrad deixou ordens claras aos seus homens para… para te levar.”Pisquei devagar, o peso daquele sobrenome maldito caindo sobre as minhas costas como uma bigorna de chumbo. Conrad Bowers. O fantasma que havia tirado o meu pai de mim quando eu era apenas uma menina de seis anos, o monstro que havia orquestrado a colisão de metal que agora mantinha o Adrian preso a um respirador no andar de baixo.— Explica direito, Andrew — minha voz saiu baixa, cortante, sustentada por uma calma fria e perigosa que nem eu sabia que possuía. — Que movimentação estranha foi essa?Andrew não respondeu de imediato no meio daquele corredor exposto. Ele segurou o meu cotovelo com firmeza e me conduziu em passos rápidos para a sala de espera privativa da ala leste, um espa
Capítulo 246 — Na Mira da TempestadeNatalie WestonO vidro blindado do sedã refletia o cinza opaco dos arranha-céus de São Francisco, mas a minha mente continuava presa no terceiro andar daquele hospital.Sete dias. Sete dias inteiros em que respirar parecia um esforço consciente e doloroso. Ver o Adrian deitado naquela cama, cercado por cabos, com o peito imóvel dependendo de uma máquina para puxar o ar, rasgava o que restava da minha estabilidade. E ver o tio Victor naquela tristeza… aquilo me destruía por dentro. O coração do meu tio já vinha dando sinais de cansaço há tempos, e a imagem dele curvado, com as mãos trêmulas e o olhar sem vida a cada boletim médico matinal, era o meu maior pesadelo se tornando real. Eu tinha um pavor sufocante de que o tio Victor não aguentasse o tranco e de que o Adrian, o homem que sempre foi o meu chão, simplesmente não acordasse.O carro embicou na garagem subterrânea da Weston e o solavanco da rampa me trouxe de volta à realidade.Dois operado
Capítulo 245 — Assumindo o ComandoLucas AveryUma semana. Sete dias inteiros em que o relógio parecia ter parado no exato segundo em que o sedã do Adrian foi prensado naquela mureta.Sete dias com o Ade mantido em coma induzido na UTI cirúrgica, os pulmões lutando para se recuperar sob ventilação mecânica enquanto o corpo absorvia as fraturas reconstruídas. Patrick havia praticamente montado acampamento no hospital: não apenas pelo Ade, mas pelo coração do senhor Victor, que oscilava perigosamente a cada boletim médico matinal, e pela teimosia inabalável da Victoria.Minha amiga não arredava o pé daquele hospital por nada neste mundo. Mesmo liberada da emergência e acomodada em uma suíte particular dois andares acima da UTI, Vic se recusava a voltar para a mansão sem o marido ao lado.Mas havia outra ferida aberta que vinha tirando o meu sono: a distância silenciosa da Natalie.O sol cinzento de São Francisco começava a clarear as janelas do quarto. Saí do banheiro ajeitando a gravat







