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Saio da academia e parto para o hospital, eu não queria ir mais se eu não for amanhã André não vai me deixar por os pés na smart. Ao passar pelo ortopedista e ter feito vários exames de imagens o dr disse que graças Deus não era nada grave mas que eu precisaria de repouso por dois meses no mínimo, passou uma medicação na veia para tirar minha dor.Como meu plano de saúde é o melhor que tem, fui encaminhado para um quarto particular, meu irmão prefere assim sempre. Não posso ficar no meio de muita gente, ele tem medo de atentarem contra a minha vida. Estou deitado de olhos fechados quando ouço a porta do meu quarto ser aberta me assusto e me levanto rapidamente, mas era o dr.— Carlos, eu tô com uma paciente que bateu a cabeça e está desacordada, já fizemos todos os exames e em breve ela acordará, esse hospital hoje tá uma loucura ela pode ficar aqui por enquanto, só até arrumarem um quarto pra ela?— Sem problema dr.Eles colocam ela na cama vazia e vão embora, fico ali olhando ela, branquinha, magrinha, loira com um rostinho angelical, fico tentando imaginar o que aconteceu. Ela parece menor, porque os pais delas não estão com ela?Depois de aproximadamente uma hora uma senhora entra no quarto, ela me parece muito assustada, usa óculos escuro. Eu hein, povo estranho! Ela se aproxima da menina e começa a sacudir a garota tentando acorda-la, acho estranho mais fico na minha. A menina abre o olho e fica assustada tentando processar onde está.— Tia, o que aconteceu? Onde estou?— Majú... Não temos tempo, você precisa sair daqui agora!— Mas... O que aconteceu?— Minha filha, ele está vindo te matar! Eu ouvi ele falando no telefone que com você morta o dinheiro seria dele... Eu vim sem ele saber.Ela começa a chorar e ainda sem entender o que estava acontecendo começa a se levantar da cama desesperada e quase cai com tonteira, sua tia a segura.— Ei ei ei... onde pensa que vai? Tá louca, você bateu a cabeça que o médico disse! Eu estou sentado na minha cama ainda com acesso no braço tomando medicação.Elas me olham e acho que só agora se dão conta que eu estava aqui no quarto.— Ela precisa ir menino, se não for ela morre! A mais velha fala e começa a ajudar a menina se ajeitar.— Ela está em um hospital, aqui tem segurança, ninguém vai matar ela senhora.— você não conhece o Ricardo!— Quem é Ricardo?— Longa história e não temos tempo! A senhora fala.Assim que a mais nova se livra do acesso do braço elas vão para a porta, mais logo fecham.— Tarde demais, ele está aqui! A idosa fala.— Ele vai me matar e agora? A menina começa a entrar em Pânico e chorar.— Ei gente, calma! Eu não sei o que está acontecendo mais acho que posso ajudar, a senhora. Aponto para a mais velha. — Vai para o banheiro e não saia de lá até eu mandar e você. Apontei para a menor. — Deita novamente e fecha os olhos, finja que está desacordada ainda, o restante deixa que eu faço.As duas ficam se olhando mais acabam fazendo o que eu mando e assim que a menor se deita na cama e fecha os olhos a porta do quarto se abre. Um homem de aproximadamente 50 anos entra no quarto, sua cara é de viciado mal caráter aprendi a reconhecer esse tipo de gente, ele olha para a menina e depois me olha.— Quem é você? Ele me pergunta todo arrogante.— Quem é você digo eu? Eu não autorizei visita nenhuma! Digo de cara fechada.— E eu lá te conheço para vir te visitar? Eu vim ficar com minha sobrinha.— Ah, mas não veio mesmo! Esse quarto é exclusivo pra mim, ela está aqui até arrumarem outro pra ela, já estou abrindo mão de ficar em paz sozinho só por que ela não pode falar, mas não vou abrir mão para você!Aperto a campainha das enfermeiras e rápido uma aparece.— Pois não, senhor.— Não quero esse senhor aqui! Já abri mão pra ela, agora pra ele não vou abrir mão.— Ela é minha sobrinha e eu sou responsável legal por ela, ela é menor e eu vou ficar com ela! Ele esbraveja.Nesse momento o dr. entra no quarto e depois de explicarmos tudo ele diz que já arrumaram um quarto para Maria Júlia e que em breve ela seria transferida e que o tio poderia ficar com ela, assim que eles saíram do quarto Maria Júlia se levantou desesperada.— Eu preciso ir embora daqui, ele vai me matar, eu preciso ir embora... Ela falava desesperada.— você vai pra onde? Pergunto.Ela olha para a tia que saiu do banheiro e aparenta não ter resposta no momento.— Majú, dentro dessa bolsa tem alguns pertences seus e documentos, os cartões também estão aqui, tenta alugar um lugar pra você.— Eu sou menor tia! Como vou conseguir... Ela fica pensativa por um tempo. — Deixa, eu dou o meu jeito, só preciso sair daqui sem ser vista.— Me desculpe minha menina... Eu queria alugar algo pra você mas se eu fizer isso seu tio vai te achar.— Eu sei tia, não se preocupe, vou dar meu jeito!Eu sei que meu irmão vai me matar, mas eu preciso ajudar essa menina!— Eu posso te ajudar, mas você tem que confiar em mim... Vou te levar para minha casa mas você não poderá ficar lá por muito tempo, seu tio vai conseguir meu endereço com certeza com alguém aqui do hospital e vai atrás de você lá em casa. Explico.— Eu... Eu... Eu aceito. De lá eu dou meu jeito. Ela responde depois de ficar um tempo pensativa.— Não! De lá vou te levar para um lugar seguro mas bem diferente.— Diferente como? Seu olhar é de desconfiada.— Confia em mim!— Ok, não tenho muita opção mesmo.Pego meu telefone e ligo para meu irmão...Dia do meu aniversário, tô meio bolado que não consegui ligar pra Majú essa madrugada, tem um boato que vão fazer revista nas celas a qualquer momento e nosso celular teve que desaparece por alguns dias, 28 anos... Essa é a minha idade agora e se eu não tivesse preso com certeza estaria organizando uma festa de arromba na quadra da comunidade. Tudo por causa daquela filha da puta da Rebeca, mais deixa ela que o dela está guardado, quando eu sair daqui vou atrás dela! — Lyon você tem visita hoje! Um dos carcereiro me avisa. Quem deve ser? Majú com certeza não é, ela está proibida de vir aqui e além do mais a favela inteira está de olho nela. Saio da minha cela em direção ao pátio e assim que entro no local já vejo Camila. Porra!! O que essa maluca está fazendo aqui! Assim que me aproximo dela seu sorriso já é aberto, permaneço sério. — O que você está fazendo aqui? Pergunto ríspido. — Hoje é seu aniversário Lyon, soube que você não quer Majú aqui e como os meninos no morro não po
Lyon... Essa semana foi foda, estou recebendo ameaças de todos os lados, tanto dos agentes quanto das facções rivais. Chegou ao meu ouvido que pezão o chefe da facção rival disse que vai querer minha mulher. — Porra Lyon, estão espalhando por aí que ouviram você e sua mulher fodendo e que pezão ficou louco com os gemidos dela. Diz xaropinho. Agarro ele pelo pescoço e grudo na parede. — É o que? Repete essa porra! — Qual foi Lyon... Ele fala com dificuldade. — Eu tô te passando a visão que tá rolando aqui dentro cara. Solto ele e começo a socar a parede, soco tanto que minha mão começa a sangrar. — Se aquele filho da puta tocar em um fio de cabelo da minha mulher eu arranco o pau dele! Digo com ódio. — O pior é que não é só ele que disse isso não cara, os agentes também. Tá todo mundo louco por sua mulher. Fico agoniado andando pela dela, eu preciso falar com ela mais não tenho como fa
Estou dormindo e sou acordada com o toque da campainha, me levanto assustada por que observo pela janela que ainda é madrugada, olho o relógio que tem na mesinha do meu quarto e vejo que ainda são 3:30 da madrugada. Desço as escadas devagar e abro a porta vendo Fael com cara de sono. — Aconteceu alguma coisa pergunto assustada. — Por que não atende ele? Fael vai direto ao ponto. — É isso? — Porra Majú, ele me acordou e me obrigou a vir aqui, cara. Atende ele. — Vou falar o que com ele Fael, ele não quer eu lá e eu não quero atender ele. Cada um faz as suas escolhas. — Já falei que ele tem seus motivos Majú! O cara tah pirando lá, isso é crueldade. — E eu tenho os meus Fael! Crueldade? Vocês pensam muito nele e quem pensa em mim? Quem? Eu já estou alterada. — Você está livre Majú, o preso é ele, não esqueça! — Consequências das escolhas dele! Digo. — Verdade!! Mais lembre que
Estávamos deitados na cama, eu com a cabeça em seu peito e ele acariciando meus cabelos. — Já sabe o sexo do bebê? Enfim ele toca no assunto. — Ainda não, talvez na próxima ultrassonografia dê pra vê. — Não pense que eu não ame essa criança, eu amo! Se estou aqui hoje é por causa de vocês dois, só me dá um tempo para me acostumar com a idéia de que vou ter que ser exemplo pra ele. Eu não digo nada, só ouço e viajo em meus pensamentos, hoje eu entendo o motivo dele não querer ter filhos, ele sabia que isso poderia acontecer e passar anos preso sem poder acompanhar o crescimento do filho deve ser foda. Foram duas horas intensas, esse era o tempo das visitas íntimas e outra desta só daqui a 14 dias, nosso sexo foi repleto de gemidos e palavrões, estávamos loucos para a chegada desse dia e ir embora mais uma vez sem ele doía demais.**Resolvi voltar para o complexo, ficar na minha casa era solitário demais ap
Majú...Estava encolhida no canto do quarto quando ouço um estrondo na porta do quarto, me assusto e vejo polícias entrando, permaneço na mesma posição até que um dos policiais agarra meu cabelo e me puxa para cima. — Então você é a vadia do Lyon? Ele diz agora segurando o meu baço com força. Eu resolvo não falar nada, nem reclamar do puxão de cabelo eu reclamei, a dor de perde o amor da minha vida era muito mais doloroso, a morte só não seria melhor pra mim por que agora eu tenho um Serzinho crescendo dentro de mim. Ele me puxa escada abaixo e eu quase tenho um treco quando vejo Lyon ali para na minha frente, vivo! Tudo bem que não era nada bom ver aquele homem com os pés em seu pescoço mais o que estava importando mesmo naquele momento é saber que ele escolheu viver pelo filho. Tento me desvencilhar do policial para poder abraça-lo mais o idiota que me segura, não deixa e acaba me batendo no rosto, Lyon fica furioso e por conta
Estou preso a 20 dias, estou esperando o julgamento, até agora recebi visita só do meu advogado. Ele me disse que demora um pouco mesmo a liberação para as visitas já que elas tem que fazer a carteirinha de lá e isso demora um pouco. Ele disse também que Kadu será seu assessor e poderá vir me visitar por mais vezes, como ele ainda é estudante não pode me defender. Perguntei pela Majú e ele disse que ela está bem, que não responde processo por que poderia processar o estado pela agressão que sofreu, fiquei aliviadão. As coisas aqui na prisão é foda, você dorme com um olho fechado e o outro aberto, por que podem te matar a qualquer momento, eu estou em uma ala que a maioria são da mesma facção que a minha, a facção rival fica em outra ala.**Estou deitado em minha cama quando um carcereiro aparece falando o nome dos que tem visita hoje, ele diz o meu nome e eu dou um pulo da cama correndo, quem será que veio me visitar?







