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Capítulo 12

Autor: Lisa
last update Data de publicação: 2026-02-12 00:14:48

Extra de Alessandro.

...

O telefone vibrou na mesa antes mesmo que eu percebesse que estava prendendo a respiração.

— Fala — atendi, a voz baixa, controlada.

Do outro lado, a confirmação que eu já esperava… e ainda assim temia.

— Chefe, pegamos um deles. Tentou fechar o carro da senhora. Atirou. Está vivo.

Meu maxilar travou.

Por um segundo, o quarto pareceu pequeno demais para conter o que subiu dentro de mim. Não era raiva comum. Era algo mais antigo. Mais escuro. Algo que eu co
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Último capítulo

  • Comprometida com a Máfia    Capítulo 14

    Percebi que estávamos nos aproximando de algo maior não por causa de tiros.Mas pelo silêncio.Os dias seguintes ficaram quietos demais.Alessandro passou a maior parte do tempo na casa, ainda limitado pela perna, mas mentalmente mais ativo do que nunca. Reuniões fechadas. Homens entrando e saindo. Mapas sobre a mesa do escritório. Nomes que eu já tinha ouvido antes — agora repetidos com mais frequência.Chiara não havia desaparecido.Ela estava se movendo.E, pela primeira vez, Alessandro não tentou me manter fora.—Numa noite, ele me chamou para o escritório.Não como marido.Como alguém que estava me incluindo.O cômodo estava iluminado apenas pela luz baixa do abajur. Ele estava sentado atrás da mesa, mas não com a postura dominante habitual. Estava tenso.— Ela está tentando formar uma aliança — disse, direto. — Alguns nomes antigos. Pessoas que acreditam que eu mudei demais.— Você mudou — respondi, me aproximando.— Sim. E isso ameaça quem vive do caos.Ele me mostrou document

  • Comprometida com a Máfia    Capítulo 13

    Eu estava sentada na cama quando ele voltou. Não ouvi o carro. Não ouvi passos. Apenas senti — aquela mudança sutil no ar, como se a casa tivesse prendido a respiração junto comigo. Levantei o olhar quando Alessandro entrou no quarto, amparado por um dos homens, o rosto duro demais, os olhos escuros demais. Ele mandou o homem sair com um simples gesto. A porta se fechou. Ficamos sozinhos. — Você não devia estar fora da cama — falei, levantando-me no mesmo instante. Minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia. — Eu precisava resolver algo — respondeu. Algo. A palavra caiu pesada entre nós. Aproximei-me devagar. O cheiro dele estava diferente. Não era suor. Não era sangue fresco. Era algo metálico, frio… o tipo de cheiro que não se aprende a reconhecer sem querer. — Resolver… o quê, Alessandro? — perguntei. Ele não respondeu de imediato. Caminhou até a poltrona e sentou-se com cuidado, a perna rígida, o maxilar travado. Parecia mais cansado do que ferido. Mais distante do q

  • Comprometida com a Máfia    Capítulo 12

    Extra de Alessandro. ... O telefone vibrou na mesa antes mesmo que eu percebesse que estava prendendo a respiração. — Fala — atendi, a voz baixa, controlada. Do outro lado, a confirmação que eu já esperava… e ainda assim temia. — Chefe, pegamos um deles. Tentou fechar o carro da senhora. Atirou. Está vivo. Meu maxilar travou. Por um segundo, o quarto pareceu pequeno demais para conter o que subiu dentro de mim. Não era raiva comum. Era algo mais antigo. Mais escuro. Algo que eu conhecia bem demais — e que sempre tentava manter trancado. — Onde ela está? — perguntei. — Em segurança. Assustada, mas ilesa. Fechei os olhos. Ilesa não significava bem. Nunca significou. A imagem dela no banco do carro, ouvindo tiros, se abaixando, com medo… atravessou minha mente como uma lâmina. Minha esposa. A única coisa que eu nunca deveria ter colocado naquela linha de fogo. Minha mão fechou com força sobre a mesa. — Leva ele pra casinha — ordenei, a voz fria. — Agora. H

  • Comprometida com a Máfia    Capítulo 11

    Eu estava ajoelhada à frente dele, concentrada, os dedos cuidadosos enquanto trocava o curativo da perna. O cheiro leve do antisséptico contrastava com o silêncio denso entre nós. Minha atenção estava toda ali — na pele marcada, na cicatriz ainda recente, na respiração dele que eu sentia mudar aos poucos. Foi então que a voz de Alessandro quebrou o silêncio. — Sabe… — disse ele, num tom arrastado demais para ser casual — eu consigo imaginar muitas coisas com você assim. Ajoelhada na minha frente. Meu coração deu um salto violento. Minhas mãos pararam por um segundo, ainda apoiadas na perna dele. Levantei o olhar devagar, encontrando o dele. Havia dor ali, sim — mas também algo mais. Um brilho provocador, perigoso, que eu conhecia apenas de rumores, nunca de perto. — Alessandro… — murmurei, mais como aviso do que como reprovação. O canto da boca dele se curvou num sorriso lento. — Estou brincando — disse, mas o tom não convencia ninguém. — Ou talvez não. Senti o calor s

  • Comprometida com a Máfia    Capítulo 10

    Acordei com o corpo dele se mexendo de forma estranha ao meu lado. No começo achei que fosse dor. A perna machucada ainda o incomodava à noite. Mas então ouvi sua respiração — irregular, pesada, como se estivesse correndo de algo que eu não podia ver. — Não… — ele murmurou. — Matteo, não entra aí… Meu corpo ficou alerta imediatamente. Virei-me para ele. O rosto estava contraído, a testa suada, a mandíbula travada. As mãos fechavam e abriam o lençol como se estivessem agarrando o ar. — Alessandro… — chamei baixo, tocando seu braço. Ele se mexeu bruscamente. — Eu disse que era uma armadilha! — falou, mais alto agora. — Você não podia confiar neles… eu avisei… Meu coração acelerou. Ele nunca tinha falado assim. Nunca tinha mencionado detalhes. Sempre era silêncio. Sempre era dor contida. — Foi minha culpa… — murmurou em seguida, a voz quebrada. — Se eu tivesse chegado antes… se eu não tivesse hesitado… Engoli em seco. — Alessandro — chamei de novo, agora mais firm

  • Comprometida com a Máfia    Capítulo 9

    Ele mandou que todos saíssem do quarto. A porta se fechou atrás do último homem com um som seco, definitivo. Ficamos apenas nós dois, o silêncio pesado, carregado demais para um espaço tão luxuoso. Alessandro sentou-se na poltrona com dificuldade. O rosto estava tenso, os olhos fixos em um ponto qualquer do chão. Por alguns segundos, pensei que ele fosse desistir. Que recuaria de novo. — Você merece saber — disse enfim, sem me olhar. — Mesmo que isso mude a forma como você me vê. Meu coração bateu forte, mas eu me mantive de pé, firme. — Então fale. Ele respirou fundo. — Chiara não é minha amante. Nunca foi. — fez questão de repetir. — Ela era… a mulher do meu irmão. Senti o mundo inclinar. — Seu… irmão? — repeti, quase num sussurro. Ele assentiu lentamente. — Eu tive um irmão mais velho. Matteo. Ele era tudo o que eu não era naquela época. Forte, impulsivo, completamente mergulhado no submundo que meu pai construiu. Chiara entrou na vida dele quando eu ainda tentava encont

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