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Capítulo 14

Author: Lisa
last update Petsa ng paglalathala: 2026-02-12 09:38:10

Percebi que estávamos nos aproximando de algo maior não por causa de tiros.

Mas pelo silêncio.

Os dias seguintes ficaram quietos demais.

Alessandro passou a maior parte do tempo na casa, ainda limitado pela perna, mas mentalmente mais ativo do que nunca. Reuniões fechadas. Homens entrando e saindo. Mapas sobre a mesa do escritório. Nomes que eu já tinha ouvido antes — agora repetidos com mais frequência.

Chiara não havia desaparecido.

Ela estava se movendo.

E, pela primeira vez, Alessandro não
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    Percebi que estávamos nos aproximando de algo maior não por causa de tiros.Mas pelo silêncio.Os dias seguintes ficaram quietos demais.Alessandro passou a maior parte do tempo na casa, ainda limitado pela perna, mas mentalmente mais ativo do que nunca. Reuniões fechadas. Homens entrando e saindo. Mapas sobre a mesa do escritório. Nomes que eu já tinha ouvido antes — agora repetidos com mais frequência.Chiara não havia desaparecido.Ela estava se movendo.E, pela primeira vez, Alessandro não tentou me manter fora.—Numa noite, ele me chamou para o escritório.Não como marido.Como alguém que estava me incluindo.O cômodo estava iluminado apenas pela luz baixa do abajur. Ele estava sentado atrás da mesa, mas não com a postura dominante habitual. Estava tenso.— Ela está tentando formar uma aliança — disse, direto. — Alguns nomes antigos. Pessoas que acreditam que eu mudei demais.— Você mudou — respondi, me aproximando.— Sim. E isso ameaça quem vive do caos.Ele me mostrou document

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    Eu estava sentada na cama quando ele voltou. Não ouvi o carro. Não ouvi passos. Apenas senti — aquela mudança sutil no ar, como se a casa tivesse prendido a respiração junto comigo. Levantei o olhar quando Alessandro entrou no quarto, amparado por um dos homens, o rosto duro demais, os olhos escuros demais. Ele mandou o homem sair com um simples gesto. A porta se fechou. Ficamos sozinhos. — Você não devia estar fora da cama — falei, levantando-me no mesmo instante. Minha voz saiu mais baixa do que eu pretendia. — Eu precisava resolver algo — respondeu. Algo. A palavra caiu pesada entre nós. Aproximei-me devagar. O cheiro dele estava diferente. Não era suor. Não era sangue fresco. Era algo metálico, frio… o tipo de cheiro que não se aprende a reconhecer sem querer. — Resolver… o quê, Alessandro? — perguntei. Ele não respondeu de imediato. Caminhou até a poltrona e sentou-se com cuidado, a perna rígida, o maxilar travado. Parecia mais cansado do que ferido. Mais distante do q

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    Extra de Alessandro. ... O telefone vibrou na mesa antes mesmo que eu percebesse que estava prendendo a respiração. — Fala — atendi, a voz baixa, controlada. Do outro lado, a confirmação que eu já esperava… e ainda assim temia. — Chefe, pegamos um deles. Tentou fechar o carro da senhora. Atirou. Está vivo. Meu maxilar travou. Por um segundo, o quarto pareceu pequeno demais para conter o que subiu dentro de mim. Não era raiva comum. Era algo mais antigo. Mais escuro. Algo que eu conhecia bem demais — e que sempre tentava manter trancado. — Onde ela está? — perguntei. — Em segurança. Assustada, mas ilesa. Fechei os olhos. Ilesa não significava bem. Nunca significou. A imagem dela no banco do carro, ouvindo tiros, se abaixando, com medo… atravessou minha mente como uma lâmina. Minha esposa. A única coisa que eu nunca deveria ter colocado naquela linha de fogo. Minha mão fechou com força sobre a mesa. — Leva ele pra casinha — ordenei, a voz fria. — Agora. H

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