LOGINHenry Carter
Tudo indicava que o dia seria um caos. A empresa que eu havia solicitado os serviços de marketing estava remarcando reuniões como se não dependessem mais de clientes e sinceramente, isso já estava passando dos limites e essa manhã eu já estava disposto a encerrar nossa parceria. Todas as ideias eram muito boas mas não compensava o desgaste pela desorganização e tudo piorou quando entrei no meio daquele drama que mais parecia coisa de novela. Ajustando minha postura, observei a moça que estava sendo humilhada ir embora esbanjando elegancia. Se toda a cena dos beijos não tivesse a afetado, sem duvidas, teria sido um desperdicio de tempo e de talento ao longo prazo, pois ela iria continuar perdendo os créditos para essa mulher que acabei de descobrir que é sua irmã. Engoli em seco quando a moça me cumprimentou e saiu as pressas depois de receber mais xingamentos e negando com um gesto, enfiei as mãos nos bolsos e disse. — Depois de tudo o que presenciei aqui, nossa parceria está cancelada. Com os olhos arregalados, Ricardo veio até mim e murmurou aflito. — Por favor, Senhor Carter... Sua voz estava fina demais, demonstrando seu desespero. — Por favor, nos de mais uma chance... Ele fez menção de tocar em mim mas me afastei e disse. — Não, Borges. Acabei de descobrir que as melhroes ideias eram daquela moça e os dois estavam levando os créditos. Como poderia confiar á vocês a honra do Grupo Carter? Virando de costas, ouvi aquela mulher dizer. — Mas não se esqueça, Senhor Carter... Parei de andar nesse momento e trinquei o maxilar me preparando para o que ela iria dizer. — Que se realmente cancelar a parceria, terá que pagar uma multa por... Me virando devagar, eu olhei direto para ela que arregalou os olhos e engolia em seco conforme eu comecei a me aproximar dela. — Será um prazer pagar a multa e me livrar de uma empresa tão antietica. Em choque, a expressão de Carolina mudou. — Você o que... Apertando os olhos, esbocei um sorriso de lado e murmurei. — Adeus. E saí andando rumo a saida, desejando me livrar dessa situação o mais breve possivel. Logo que cheguei em frente ao elevador, meu celular vibrou e atravessando as portas metalicas, vejo que é minha mãe mandando mensagem. " Já chegamos, querido." Soltando um suspiro, confirmei com um gesto e guardei meu celular no bolso interno do paleto, ansioso para chegar até a cafeteria que fica em frente a essa empresa. Minha mãe e Caterina foram a mais uma consulta com a fonoaudiologa e por isso as convidei para um café já que estavámos proximo. Na ultima consultaa em que participei, a Dra. Mariana disse que Caterina não apresenta nenhum problema na fala, no entanto, nada do que eu faça serviu como incentivo para que ela desejasse falar realmente. A verdade é que depois que sua mãe nos abandonou, ela nunca mais pronunciou uma unica palavra. Lembro até hoje do quanto minha filha chorou e chamou por sua mãe nos dias seguintes após o abandono. No quanto ela sofreu sem a sua mãe por perto para hoje, eu ver que Amelie está tentando acabar com a minha reputação e ainda pior, acabar com a paz da minha filha. Ajustando meu paleto, atravessei o hall de entrada da empresa e fui recpcionado por buzinas impacientes na rua mais movimentada da cidade quando vi o exato momento em que Caterine soltou a mão da minha mãe ao me ver. Minha mente entrou em estado de alerta. — Cat, Não... O ar escapou dos meus pulmões quando a adrenalina tomou cada musculo do meu corpo. Em minha mente tudo estava um caos, e ela estava imovel no chão. Quando dei por mim, atravessei o mar de pessoas a nossa volta e peguei minha filha nos braços. Ela estava tremula e com os olhos fechados, seu cheiro adocicado inundou meu espaço e a envolvi em meus braços como o meu bem mais precioso. — Querida... Foi a unica palavra que consegui murmurar em meio ao meu medo. Com seus pequenos braços, Caterine aproximou nossas testas e abriu os olhos em meio a um sorriso e finalmente consegui respirar aliaviado ao ver ela mais uma vez até que ela se afastou e indiciou que queria ir para o chão e logo que a observei ir para onde a moça que a salvou ainda estava, eu travei quando a reconheci. Não é possivel. Como? Diante de mim, estava Olivia. Aquela mesma moça que estava sendo explorada esta a alguns metros de mim, machucada e conversndo com a minha filha. Foi natural. Só percebi quando eu já estava diante delas e de repente, perdi o ar quando ouvi a voz da minha filha em um sussurro, me fazendo perder completamente a postura. Me aproximando da minha filha, tentei memorizar ao maximo a sensação de ouvi-la falar mais uma vez depois de tanto tempo. — Você conseguiu falar mesmo? Eu estava surpreso e muito emocionado. Por pequenos segundos, desviei a atenção e vi que Olivia estava confusa com tudo o que estava acontecendo, no entanto, só ela conseguiu fazer a minha filha falar então ela tem exatamente o que preciso. Nunca vi minha filha agir assim. Meu coração esta acelerado confrome eu observo a interação das duas. Olivia, com seu olhar gentil e delicado, parecia ter uma calma que contrastava com a tempestade de emoções que eu sentia ao ver o que estav acontecendo a minha frente. Sua postura não condiz com a mesma de minutos atrás. Caterine, com seu sorriso inocente, estava fascinada por Olivia, como se a reconhecesse de algum lugar e isso é algo que eu sinto a necessidade de descobrir. A ideia de que minha filha havia se sentido segura o suficiente para falar na presença de alguém como Olivia me encheu de esperança, mas também de perguntas. O que poderia significar? O que havia acontecido entre elas?Olivia CastelliA expressão que surgiu no rosto de Henry em meio ao silêncio do carro foi cortante. Seus olhos pareceram ficar gélidos, sua mandibula travou com força e apoiando as costas no estofado do banco, ele disse.— Muito estranho isso.Eu assenti com um gesto e fiquei em silêncio quando observei Henry digitar rapidamente em seu celular. A expressão em seu rosto não era nada amigavel, no entanto, eu sabia que ele estava pensando em algo que eu ainda não estava enxergando.Ele estava a frente.— Amor...Eu murmurei num sussuro, temendo atrapalhar a linha de raciocínio dele mas então seu rosto se virou devagar para mim e sua expressão se suavizou.— Não quero que se preocupe com nada que não seja seu trabalho. Vamos investigar a fundo essa empresa.Naquele momento, eu soube que Henry não estava apenas lutando por mim, e sim, pelo meu trabalho e esforço que haviam sido roubados.— Eu acho que consigo recuperar aquele cliente que processou a Carolina.Assentindo com um gesto, Henry
Olivia CastelliSenti a pressão leve e firme dos dedos de Henry entrelaçados aos meus, o calor da sua mão contrastando com a temperatura amena do interior do carro. Ver Henry Carter agir daquela forma, dominando a sala de Arantes, varrendo a insignificância de Ricardo para o chão com apenas dois dedos e exigindo exatamente o que eu merecia, era um espetáculo à parte.Mesmo se ele tivesse me avisado com antecedencia, ainda assim, eu não estaria pronta para aquerela cena.Ele podia tentar mascarar a própria possessividade sob o rótulo de "pragmátismo", mas eu o conhecia bem demais para cair nessa conversa. Aquele músculo travado no maxilar dele do lado de fora, no corredor, não tinha nada a ver com relatórios malfeitos ou táticas de negócios que estavam sendo roubados. Tinha a ver comigo. E, no fundo, assistir ao Implacável Carter perder a pose impecávelmente controlada por minha causa era um tipo de poder que eu apreciava imensamente.Saber que eu tinha aquele poder me deixava flutuand
Henry CarterO som do painel do elevador apitando anunciou a nossa chegada ao térreo.As portas espelhadas se abriram para o saguão que dava acesso ao hall movimentado mas o ambiente ao nosso redor parecia insignificante comparado ao controle que havíamos acabado de retomar.Tudo estava acontecendo de acordo com o esperado.Arantes assinou o documento sem contestar uma única vírgula.A caneta de ouro que eu lhe ofereci naquele instante pareceu ter pesado toneladas em sua mão trêmula, mas a alternativa de perder o capital e ver a empresa ruir sob o peso de um prejuízo bilionário simplesmente não existia. E eu sabia que com a presão certa, ele iria ceder ao nosso acordo.Olivia estava de volta ao comando da diretoria de operações, e a gestão medíocre que tentava apequená-la acabaou de ser devidamente enquadrada. Ou seja, estavámos de volta ao jogo dos tubarões.Olivia será redirecionada por um caminho onde tem pessoas que irão protegê-la e orientá -la para que ela seja ainda mais afiad
Henry CarterO som do painel do elevador apitando anunciou a nossa chegada ao térreo.As portas espelhadas se abriram para o saguão que dava acesso ao hall movimentado mas o ambiente ao nosso redor parecia insignificante comparado ao controle que havíamos acabado de retomar.Tudo estava acontecendo de acordo com o esperado.Arantes assinou o documento sem contestar uma única vírgula.A caneta de ouro que eu lhe ofereci naquele instante pareceu ter pesado toneladas em sua mão trêmula, mas a alternativa de perder o capital e ver a empresa ruir sob o peso de um prejuízo bilionário simplesmente não existia. E eu sabia que com a presão certa, ele iria ceder ao nosso acordo.Olivia estava de volta ao comando da diretoria de operações, e a gestão medíocre que tentava apequená-la acabaou de ser devidamente enquadrada. Ou seja, estavámos de volta ao jogo dos tubarões.Olivia será redirecionada por um caminho onde tem pessoas que irão protegê-la e orientá -la para que ela seja ainda mais afiad
Henry Carter— Henry, Olivia! Que prazer recebê-los. Disse Marcos, estendendo a mão enquanto contornava sua imensa mesa de mogno. — Por favor, fiquem á vontade. Apertei a mão do homem com uma firmeza calculada, mantendo o olhar fixo no dele e em seguida, esperei que Olivia se acomodasse na poltrona de couro antes de ocupar o meu lugar. A verdade é que a tensão que Ricardo havia provocado do lado de fora não tinha desaparecido, entretanto, eu estava canalizando tudo em uma energia fria e cortante. Típica do homem de negócios que sou. — Vamos direto ao ponto, Arantes. Murmurei, cruzando as pernas e apoiando os braços nos descansos da cadeira, dominando o espaço sem esforço. A armadura de homem de negócios é extremamente natural para mim. — Ontem foi possível ver o quanto tem funcionários despreparados na empresa.Falei com a voz firme, porém calma.Minha ointenção aqui não é assustar e sim, dominbar.Quero que ele entenda que além de Olivia, á uma pessoa muito expêriente no ramo
Henry Carter O eco dos saltos agulha de Olivia no mármore do corredor principal parecia ditar o ritmo cardíaco de quem estava por perto. Ao seu lado, adotei a postura de quem não pedia licença para entrar nos lugares. O que de fato é a verdade. Minha cara de poucos amigos e a postura inabalável deixavam claro que aquela reunião com o diretor da empresa onde Olivia voltaria a trabalhar, não seria uma negociação, mas uma imposição de termos. Ela iria dar o melhor dela desde que eles entregassem o que ela merecia de verdade. Quando a secretária abriu a porta da antessala da presidência, o silêncio se instalou. Em nenhum momento fiquei nervoso. Ajustei a postira e mantive a mão levemente espalmada nas costas de Olivia, um gesto que misturava a atitude de um protetor e a demarcação territorial de um predador. Enquanto eu analisava o ambiente pela segurança dela, Olivia exalava uma confiança cortante, focando na porta de carvalho do Senhor Arantes. Acompanhando Olivia, a passos firmes







