LOGINHenry Carter
Em meio a um suspiro, finalmente entramos todos no carro e caimos na estrada. Depois de muito insistir, Olivia finalmente cedeu ao meu pedido, porém, quem realmente a convenceu foi Caterine. E isso, definitivamente, me deixou intrigado. Queria entender o que estava acontecendo entre as duas. Que tipo de conexão era essa capaz de fazer Olivia exercer tanta influência a ponto de convencer minha filha a praticamente intimá-la a ir ao médico. A mesma menina que a menos de uma hora não falava á anos. Caterine não fez um pedido. Foi uma ordem disfarçada. — Você... vai no médico, tá? Observei através do retrovisor, Olivia estava sorrindo para Caterine ao seu lado e confirmando com um gesto, ela perguntou. — Depois você vai tomar café comigo? Assentindo, minha filha bateu palmas e respondeu atropelando as palavras. — Eu... sim... gosto de café... Rindo ao meu lado, minha mãe entrou na conversa. — Muito bem, meninas, percebo que já se tornaram amigas... Franzindo a testa, olhei para minha mãe e a questionei com o olhar e dando de ombros, ela prosseguiu. — Vocês merecem mesmo um café delicioso depois do dia de hoje. De repente, Olivia soltou um gemido de dor quando sem perceber, eu passei por cima de um buraco na estrada e preocupdo, eu olhei pelo retrovisor e encontrei seus olhos. — Você está bem? Dói muito? Ela negou com a cabeça e disse. — Não, foi... só um susto e me mexi rapido demais. Assentindo, engoli em seco conforme prestava atenção na estrada. O restante do trajeto seguiu em um clima estranho. Para mim estava fora do normal. Era leve demais para a situação e intenso demais para ser ignorado. Caterine cantarolava baixinho no banco de trás, batendo os pés no ritmo de uma música que só existia na cabeça dela, algo que eu nunca vi ela fazer. Olivia a observava com um sorriso discreto, quase reverente, como se tivesse medo de quebrar aquele momento frágil demais para palavras enquanto sua mão acariciava o laço rosa no cabelo da minha filha. Eu continuava tentando entender quando, exatamente, minha filha tinha mudado de postura após falar. É como se ela tovesse amadurecido em questão de minutos logo que começou a falar. — Olivia... Cat gaguejou enquanto inclinava seu corpo para o lado. — Médico demora? Por alguns segundos, Olivia pensou e então murmurou. — Às vezes. Ela respondeu com um sorrisinho cumplice. — Mas prometo que será rapido, e assim nós vamos tomar nosso café. Com um sorriso largo, Caterine bateu palminhas demonstrando sua satisfação. Desviei o olhar por um instante e, quando tornei a observar, vi Caterine bocejar. Com um movimento lento e cuidadoso, ela se aproximou de Olivia e apoiou a cabeça em seu ombro, com uma delicadeza que não precisava de permissão. O gesto foi tão natural que ninguém ousou interromper. Nem mesmo Olivia. Ela ficou tensa por alguns segundos, o tempo exato de decidir se afastaria minha filha ou não, mas, para minha surpresa, Olivia relaxou, aceitando o contato. Sua mão subiu hesitante até os cabelos de Caterine, fazendo um carinho leve, quase tímido, tão delicado quanto ela própria. Engoli em seco ao gravar aquela cena na memória. Era intenso demais ver minha filha se aconchegar em alguém que havia encontrado apenas uma vez em sua pequena vida. Talvez eu estivesse errado o tempo todo. O carro seguiu em silêncio depois disso, um silêncio diferente. Era confortável, respeitoso e quase palpável. O tipo de silêncio que não pede explicações. Minha mãe foi a primeira a quebrá-lo, em tom baixo, quase como se temesse despertar alguém. — Às vezes, as crianças enxergam o que nós adultos ignoramos. Comentou, olhando para frente. — Elas sabem exatamente quem é seguro. Não respondi seu comentário, pois na verdade, não tinha o que dizer e por isso, apenas concordei em silêncio, sentindo o peso e o alívio daquelas palavras. No banco de trás, Caterine já respirava de forma lenta e profunda, completamente entregue ao sono. Olivia mantinha o corpo imóvel, como se qualquer movimento pudesse quebrar aquele instante. Seu olhar estava perdido à frente, mas havia paz ali. Uma paz que eu não lembrava de ter visto nela antes. Uma paz que nem mesmo eu conhecia. Sem esperar, seus olhos encontraram os meus pelo retrovisor e então ela engolio em seco e afastou o olhar como see tentasse recuperar o controle. Houve um constrangimento breve, seguido de um sorriso pequeno, quase culpado e então desviei a atenção para a estrada. — Ela dormiu. Olivia murmurou num sussurro e assentindo, eu respondi. — Eu vi. Respondi sentindo meu peito vibrar e então prossegui. — Obrigado, Olivia. Nesse momento nossos olhos se encontraram mais uma vez e franzindo a testa, ela perguntou confusa. — Pelo quê? Eu dei de ombros como se fosse obvio. — Por não ter se afastado. Olivia engoliu em seco antes de responder. — Acho que eu precisava disso tanto quanto ela. Confessou, em voz baixa, como se estivesse envergonhada. As palavras ficaram suspensas no ar, carregadas de significados que nenhum de nós estava pronto para nomear. Continuei dirigindo, atento à estrada, mas com a estranha sensação de que, sem perceber, algo importante havia começado naquele carro. E que não haveria mais volta.Olivia CastelliA expressão que surgiu no rosto de Henry em meio ao silêncio do carro foi cortante. Seus olhos pareceram ficar gélidos, sua mandibula travou com força e apoiando as costas no estofado do banco, ele disse.— Muito estranho isso.Eu assenti com um gesto e fiquei em silêncio quando observei Henry digitar rapidamente em seu celular. A expressão em seu rosto não era nada amigavel, no entanto, eu sabia que ele estava pensando em algo que eu ainda não estava enxergando.Ele estava a frente.— Amor...Eu murmurei num sussuro, temendo atrapalhar a linha de raciocínio dele mas então seu rosto se virou devagar para mim e sua expressão se suavizou.— Não quero que se preocupe com nada que não seja seu trabalho. Vamos investigar a fundo essa empresa.Naquele momento, eu soube que Henry não estava apenas lutando por mim, e sim, pelo meu trabalho e esforço que haviam sido roubados.— Eu acho que consigo recuperar aquele cliente que processou a Carolina.Assentindo com um gesto, Henry
Olivia CastelliSenti a pressão leve e firme dos dedos de Henry entrelaçados aos meus, o calor da sua mão contrastando com a temperatura amena do interior do carro. Ver Henry Carter agir daquela forma, dominando a sala de Arantes, varrendo a insignificância de Ricardo para o chão com apenas dois dedos e exigindo exatamente o que eu merecia, era um espetáculo à parte.Mesmo se ele tivesse me avisado com antecedencia, ainda assim, eu não estaria pronta para aquerela cena.Ele podia tentar mascarar a própria possessividade sob o rótulo de "pragmátismo", mas eu o conhecia bem demais para cair nessa conversa. Aquele músculo travado no maxilar dele do lado de fora, no corredor, não tinha nada a ver com relatórios malfeitos ou táticas de negócios que estavam sendo roubados. Tinha a ver comigo. E, no fundo, assistir ao Implacável Carter perder a pose impecávelmente controlada por minha causa era um tipo de poder que eu apreciava imensamente.Saber que eu tinha aquele poder me deixava flutuand
Henry CarterO som do painel do elevador apitando anunciou a nossa chegada ao térreo.As portas espelhadas se abriram para o saguão que dava acesso ao hall movimentado mas o ambiente ao nosso redor parecia insignificante comparado ao controle que havíamos acabado de retomar.Tudo estava acontecendo de acordo com o esperado.Arantes assinou o documento sem contestar uma única vírgula.A caneta de ouro que eu lhe ofereci naquele instante pareceu ter pesado toneladas em sua mão trêmula, mas a alternativa de perder o capital e ver a empresa ruir sob o peso de um prejuízo bilionário simplesmente não existia. E eu sabia que com a presão certa, ele iria ceder ao nosso acordo.Olivia estava de volta ao comando da diretoria de operações, e a gestão medíocre que tentava apequená-la acabaou de ser devidamente enquadrada. Ou seja, estavámos de volta ao jogo dos tubarões.Olivia será redirecionada por um caminho onde tem pessoas que irão protegê-la e orientá -la para que ela seja ainda mais afiad
Henry CarterO som do painel do elevador apitando anunciou a nossa chegada ao térreo.As portas espelhadas se abriram para o saguão que dava acesso ao hall movimentado mas o ambiente ao nosso redor parecia insignificante comparado ao controle que havíamos acabado de retomar.Tudo estava acontecendo de acordo com o esperado.Arantes assinou o documento sem contestar uma única vírgula.A caneta de ouro que eu lhe ofereci naquele instante pareceu ter pesado toneladas em sua mão trêmula, mas a alternativa de perder o capital e ver a empresa ruir sob o peso de um prejuízo bilionário simplesmente não existia. E eu sabia que com a presão certa, ele iria ceder ao nosso acordo.Olivia estava de volta ao comando da diretoria de operações, e a gestão medíocre que tentava apequená-la acabaou de ser devidamente enquadrada. Ou seja, estavámos de volta ao jogo dos tubarões.Olivia será redirecionada por um caminho onde tem pessoas que irão protegê-la e orientá -la para que ela seja ainda mais afiad
Henry Carter— Henry, Olivia! Que prazer recebê-los. Disse Marcos, estendendo a mão enquanto contornava sua imensa mesa de mogno. — Por favor, fiquem á vontade. Apertei a mão do homem com uma firmeza calculada, mantendo o olhar fixo no dele e em seguida, esperei que Olivia se acomodasse na poltrona de couro antes de ocupar o meu lugar. A verdade é que a tensão que Ricardo havia provocado do lado de fora não tinha desaparecido, entretanto, eu estava canalizando tudo em uma energia fria e cortante. Típica do homem de negócios que sou. — Vamos direto ao ponto, Arantes. Murmurei, cruzando as pernas e apoiando os braços nos descansos da cadeira, dominando o espaço sem esforço. A armadura de homem de negócios é extremamente natural para mim. — Ontem foi possível ver o quanto tem funcionários despreparados na empresa.Falei com a voz firme, porém calma.Minha ointenção aqui não é assustar e sim, dominbar.Quero que ele entenda que além de Olivia, á uma pessoa muito expêriente no ramo
Henry Carter O eco dos saltos agulha de Olivia no mármore do corredor principal parecia ditar o ritmo cardíaco de quem estava por perto. Ao seu lado, adotei a postura de quem não pedia licença para entrar nos lugares. O que de fato é a verdade. Minha cara de poucos amigos e a postura inabalável deixavam claro que aquela reunião com o diretor da empresa onde Olivia voltaria a trabalhar, não seria uma negociação, mas uma imposição de termos. Ela iria dar o melhor dela desde que eles entregassem o que ela merecia de verdade. Quando a secretária abriu a porta da antessala da presidência, o silêncio se instalou. Em nenhum momento fiquei nervoso. Ajustei a postira e mantive a mão levemente espalmada nas costas de Olivia, um gesto que misturava a atitude de um protetor e a demarcação territorial de um predador. Enquanto eu analisava o ambiente pela segurança dela, Olivia exalava uma confiança cortante, focando na porta de carvalho do Senhor Arantes. Acompanhando Olivia, a passos firmes







