MasukAmy se levanta devagar, com a respiração um pouco trêmula, mantendo os olhos fixos nos meus. Puxo a gravata pelo nó e a deslizo lentamente do pescoço, segurando-a entre os dedos. — Você confia em mim? — Claro que confio — responde, sem hesitar. — Então vira. Minha mulher me encara por um segundo, depois se vira de costas para mim. Pego seus pulsos, um de cada vez, e os cruzo atrás das costas. Em seguida, deslizo a gravata em volta deles com um movimento firme, apertando o bastante para que ela sinta a restrição, mas sem machucar. — Apertei demais? — pergunto contra a orelha dela. — Não. — Bom. Amy solta um suspiro baixo quando desço as mãos pelo vestido dela e puxo o zíper para baixo. O tecido cai pelo corpo e para no chão. Por baixo, só a minúscula calcinha preta de renda, que parece ter sido escolhida a dedo para me provocar. Passo a mão pela barriga dela, subindo até os seios, apertando-os sem cuidado. Sinto os mamilos já endurecidos e aperto um deles entre
“Dante Ferretti” Amy me observa com uma expressão desconfiada enquanto Jake abre a porta do carro para nós. Não preciso perguntar o que está passando pela cabeça dela. Conheço esse olhar curioso. — Você ainda não me contou para onde estamos indo — comenta, aceitando minha mão para entrar no veículo. Sorrio e me sento ao seu lado. — Achei que já tivesse percebido que gosto de manter algumas coisas em segredo. — Você gosta de me deixar curiosa. É diferente. — E funciona. Ela revira os olhos, mas sorri. Jake dirige em direção ao endereço que combinamos mais cedo, enquanto passo um braço pelos ombros da minha esposa, trazendo-a para mais perto. Amy apoia a cabeça no meu peito. — Preciso avisar à Paige que vamos demorar mais um pouco? — pergunta baixinho.
Por alguns segundos, esqueço como se respira. Porque reconheço muito bem o documento em minhas mãos. Tão bem que, mesmo se fechar os olhos, consigo me lembrar de cada detalhe dele. O papel, as assinaturas, as cláusulas cuidadosamente redigidas… Até mesmo a pequena marca que fiz com a caneta ao assinar meu nome naquela tarde. É o nosso contrato de casamento. O mesmo que assinamos há um ano, quando descobri que estava grávida e minha vida virou de cabeça para baixo. O começo do que deveria ter sido apenas um acordo para o bem dos meninos, mas que hoje significa muito mais do que um simples documento. Levanto os olhos devagar e o encontro com o antebraço apoiado sobre a mesa, observando minha reação. — Dante… por que isso agora? — Faz tempo que esse papel deixou de fazer sentido, Piccola. Volto a olhar para as páginas, passando os dedos sobre uma das cl
Quatro semanas depois… Parada em frente ao espelho do closet, me pergunto pela milésima vez se o vestido que escolhi é realmente a melhor opção para esta noite. Escolhi um longo branco, que destaca minhas curvas e deixa os ombros à mostra. Mas como escolher algo que combine com o pedido de “quero você ainda mais linda essa noite” do meu marido? — Vai ficar aí se admirando até amanhã, Piccola? Olho pelo espelho e encontro meu marido encostado no batente do closet, já vestido para o jantar. A camisa preta está aberta no primeiro botão, as mangas dobradas até os antebraços e o cabelo escuro perfeitamente arrumado. Lindo, como sempre. — Estou tentando decidir se gostei do vestido. Dante se aproxima sem pressa e para atrás de mim. Suas mãos encontram minha cintura, e ele beija demoradamente a curva do meu pescoço. — Acredite, eu gostei tanto que estou repensando a ideia de sairmos desse quarto. Solto uma risada, inclinando um pouco a cabeça quando ele volta a beijar mi
Os dois continuam nessa troca de olhares, e começo a ficar impaciente.— Vocês vão me contar ou pretendem ficar se comunicando por telepatia?Meu irmão solta uma gargalhada. Minha amiga, por sua vez, abre um sorriso ainda maior e se vira para mim.— Está bem. Nós viemos para…— Morar aqui! — Caleb praticamente grita ao mesmo tempo que ela.Pisco, tentando processar o que acabaram de dizer.— Como é? — pergunto, ainda sem acreditar.— Viemos para morar em Milão — Paige repete, agitando as mãos, empolgada. — Não é uma visita. Vamos ficar!Levo as mãos à boca.— Vocês estão falando sério?— Muito sério — Caleb responde, me abraçando de lado. — Achei que já estava na hora de parar de depender de chamadas de vídeo para ver minha irmã e meus sobrinhos.Solto uma risada emocionada, sentindo os olhos arderem outra vez.— Meu Deus… Vocês vão mesmo morar aqui?— Vamos! — os dois respondem juntos.— Graças ao meu querido cunhado, que decidiu nos dar uma ajudinha — Caleb acrescenta, apontando par
Termino o café tentando arrancar alguma informação de Dante, mas meu marido parece ter decidido que o silêncio é uma virtude. Ele apenas sorri, me ajuda a sair da cama e pega Leonardo e Caleb no colo, um em cada braço. Depois, me dá um beijo e se vira para sair. — Te esperamos lá embaixo, mamãe — diz, abrindo a porta. Então, ele sai antes que eu possa perguntar pela quinta vez quem está lá embaixo. — Ah, se eu não te amasse, Dante Ferretti — resmungo, seguindo para o banheiro. Isso porque simplesmente não faço ideia de quem posso encontrar na minha sala de estar desta vez. Nesses últimos meses, minha casa se tornou o melhor lugar de Milão para os Ferretti se reunirem. Francesca aparece sempre que pode. Isabella e Teresa nem preciso mencionar. Elas vêm praticamente todos os dias para mimar os gêmeos. Carlo e Sophia também dão as caras de vez em quando. Até Chiara apareceu uma vez, no nosso primeiro mês aqui, trazendo uma garrafa de vinho como gesto de boas-vindas. O ú







