Mag-log inTrevor
Sentir o abraço da minha mãe nos acolhendo enquanto ela chorava de alegria com as duas mãos sobre o bolo da comemoração foi um dos momentos mais profundos da minha vida. A mulher que carregou por anos as marcas do medo e da violência, e que agora vivia conosco, protegida e amada, chorava, abençoando o fruto do nosso amor e a promessa de um recomeço real.
— Minhas filhas... minhas q
RubyA primeira contração realmente forte me fez fechar os olhos e apertar os lençóis com toda a força que me restava.— Está doendo muito? — Trevor perguntou imediatamente, a voz tensa, segurando a minha mão como se quisesse puxar metade daquela dor para si.Sorri fraco, apesar da fisgada intensa na base das costas.— Você me pergunta isso a cada trinta segundos, meu amor...— Porque eu odeio te ver sofrendo e não poder fazer nada — ele murmurou, trazendo a minha mão até os lábios para depositar um beijo demorado nos meus dedos.Desde o instante em que demos entrada na maternidade privativa do Hospital Black, Trevor não havia saído do meu lado nem por um único segundo. Nem para sentar, nem para descansar, nem para respirar direito.Horas se passaram entre contrações, orie
TrevorSentir o abraço da minha mãe nos acolhendo enquanto ela chorava de alegria com as duas mãos sobre o bolo da comemoração foi um dos momentos mais profundos da minha vida. A mulher que carregou por anos as marcas do medo e da violência, e que agora vivia conosco, protegida e amada, chorava, abençoando o fruto do nosso amor e a promessa de um recomeço real.— Minhas filhas... minhas queridas... — minha mãe dizia entre soluços, abraçando a Ruby e a Lorrayne juntas, beijando o rosto de cada uma com uma devoção maternal inabalável. — A vida está voltando para essa família... O amor de vocês venceu toda aquela escuridão.— Ele está forte, dona Eloise... — Ruby respondeu, a voz embargada e o sorriso mais lindo do mundo iluminando seus lábios enquanto segurava a m&atil
RubyO clima de celebração e calor na sala de jantar ainda preenchia o ar, com risadas soltas e os olhos de todos brilhando pelo nosso bebê, quando os passos apressados de um dos seguranças no corredor chamaram a atenção do Trevor.As portas da sala de jantar se abriram devagar e o silêncio se fez no mesmo segundo.Lorrayne surgiu no portal. O rosto dela trazia marcas visíveis de cansaço da viagem, mas o que fez todos à mesa arregalarem os olhos em choque foi a sua silhueta: ela segurava com as duas mãos uma barriga enorme, redonda e linda de uma gestação avançada.— Me perdoem interromper o jantar de vocês... — a voz de Lorrayne saiu fraca, trêmula, com os olhos repletos de lágrimas assim que os meus encontraram os dela. — Eu sinto tanto... Assim que fiquei sabendo do falecimento da Esmeralda, peguei o prim
TrevorNossa casa finalmente se tornará um refúgio de paz. Desde que meu pai e meu irmão foram presos e minha mãe veio morar definitivamente conosco, ou nós com ela, já que é a casa onde cresci, o ambiente, antes sufocado pelo medo e pela opressão, agora exalava liberdade e recomeço.Após um banho relaxante e demorado, nos arrumamos e descemos a imponente escadaria completamente revigorados. Fomos ao encontro da minha mãe na sala de estar. Ela nos olhou mais de perto no mesmo instante, e mãe sempre reconhece as coisas no ar antes que qualquer palavra seja dita. Viu nossas mãos entrelaçadas com força e os olhos da minha Tempestade, que guardavam um brilho de emoção pura e radiante.— Aconteceu alguma coisa? — ela deu um passo à frente, a voz oscilando entre a preocupação e uma curiosidade aguçada.Puxei Ruby para mais perto do meu corpo e encarei minha mãe, sentindo um nó de emoção apertar a minha garganta.— Mãe... vamos fazer um jantar especial hoje à noite — comentei, mantendo o tom
TrevorO trajeto restante no banco de trás do carro foi um teste cruel para a minha sanidade. Com a divisória do motorista erguida, as mãos da Ruby estavam presas na minha nuca, enquanto os meus lábios não davam trégua ao seu pescoço. Quando o carro finalmente parou na entrada da mansão, saímos apressados, com as roupas levemente desalinhadas e o desejo queimando a pele.A minha única intenção era arrastá-la direto para a suíte principal e terminar o que começamos no carro. No entanto, assim que cruzamos a porta de entrada, o cheiro de bolo caseiro nos recebeu e demos de cara com a minha mãe na sala.— Trevor! Ruby, querida! — ela disse enquanto ajustava o avental com um sorriso. — Chegaram cedo! Aconteceu alguma coisa? Vocês estão com uma cara...Olhei para a minha mãe e depois para a Ruby, que estava corada até a raiz dos cabelos, ajeitando a gola do vestido com uma pressa adorável.— Está tudo ótimo, mãe — inventei na hora, limpando a garganta e tentando manter a postura impecável
TrevorDirigir de volta para a nossa mansão foi, sem dúvida, o trajeto mais leve que fiz em anos. O som daquele coraçãozinho acelerado ecoando pela sala do consultório ainda ressoava na minha cabeça, varrendo de vez a névoa de apreensão que cobria o meu peito desde que a vi passar mal em casa.Ao meu lado, Ruby olhava pela janela com uma serenidade que eu não testemunhava há meses. As mãos pequenas dela repousavam suavemente sobre a barriga, ainda imperceptível para o resto do mundo, mas já imensa e sagrada para mim.— Vamos contar hoje para a sua mãe? — ela perguntou, virando o rosto devagar na minha direção.— Eu adoraria, Tempestade. Mas se você preferir esperar mais um pouco para processar tudo, eu entendo perfeitamente — respondi, tirando uma das mãos do volante para entrelaçar meus dedos aos dela, selando a pele macia com um carinho calmo.— Não, eu quero contar — ela sorriu, com o olhar brilhando de animação. — Vamos organizar um jantar na mansão hoje à noite. Contamos para ela







