LOGINAlgumas escolhas não são feitas por amor… mas por sobrevivência. Ruby Prestes está sem saída. Exausta, sobrecarregada e lutando para salvar a pequena Esmeralda, ela aceita a única oportunidade capaz de mudar sua vida: um casamento por contrato. Trevor Black é frio, arrogante e dono de um império. Para manter tudo o que construiu, ele precisa de uma esposa perfeita diante da sociedade — e Ruby parece a solução ideal. Um ano. Um acordo. Nenhum sentimento envolvido. Mas viver ao lado de Trevor significa entrar em um mundo perigoso demais para o coração. Porque, quanto mais a mentira convence os outros… mais difícil fica ignorar o que é real.
View MoreEu caminhava devagar pela marina de pedras enquanto observava meus três filhos andarem um pouco mais à frente. Benjamin ia na liderança, tentando parecer um adulto independente e responsável. Aurora tirava cerca de cinquenta fotos por minuto de cada gato ou flor que cruzava seu caminho. Arthur analisava o motor das embarcações ancoradas como se estivesse planejando um projeto de engenharia naval para construir algo duas vezes melhor.De repente, senti os dedos quentes de Trevor se entrelaçarem nos meus.Era um gesto tão simples. Um toque cotidiano. Mas, mesmo depois de tantos anos de casamento, aquilo ainda tinha o poder absoluto de fazer meu coração dar aquele mesmo salto descontrolado no peito.— No que você tanto pensa? — ele perguntou suavemente, sem desacelerar o passo.Olhei para a imensidão azul do mar e depois para os nossos filhos caminhando à nossa frente.— Em como conseguimos chegar até aqui — murmurei.Trevor ficou em silêncio por alguns instantes. Ele não precisava que e
— O Arthur destruiu realmente o controle, Aurora — Benjamin comentou, dando um gole em seu suco de laranja. — Vi quando ele arrancou a placa-mãe.— Viu?! Obrigada, Ben! — Aurora cruzou os braços, vitoriosa, encarando o gêmeo.— Mas você também gritou como se o barco estivesse sendo invadido por piratas somalis — Benjamin completou com um sorriso de deboche.— Ben! De que lado você tá?!— Do lado da razão. Você é extravagante demais e o Arthur é um cientista maluco sem noção de limites sociais.Aurora bufou, indignada, jogando o cabelo longo para trás. Arthur deu um sorriso imperceptível de satisfação. E eu não consegui conter um sorriso no rosto.Era simplesmente impossível olhar para aquela confusão e não sentir o peito transbordar. Olhar para eles era como ver a nossa história reproduzida em alta definição.Arthur era a cópia fiel e miniaturizada do Trevor. Cabelos escuros, olhar analítico, gênio controlado e uma inteligência assustadora. Aurora era o meu clone emocional e físico. I
Alguns Anos DepoisRubySe alguém tivesse me dito, há quinze ou vinte anos, que um dia eu pisaria em um iate de luxo navegando pela costa deslumbrante da Grécia enquanto tentava mediar uma Terceira Guerra Mundial entre meus três filhos, eu teria dado uma gargalhada escandalosa na cara da pessoa.Porque, sinceramente? Na maior parte da minha juventude, meu maior objetivo de vida era simplesmente tentar sobreviver ao dia seguinte. Era contar os centavos para pagar o aluguel do apartamento caindo aos pedaços, dobrar turnos exaustivos em três empregos diferentes, cuidar da saúde da minha irmã e rezar para que o destino não me desse mais uma rasteira.Mas olhe só para mim agora.Tenho quarenta e poucos anos, não que eu goste muito de ficar contando.Sou proprietária de uma rede de cafeterias literárias ao lado da minha melhor amiga. Sim, nós conseguimos. Realizamos o sonho que nasceu entre conversas, planos rabiscados e uma quantidade absurda de esperança.Usei cada centavo da herança que
Benjamin inflou o peito, orgulhoso da missão.— Mamãe, a Mel pode me ajudar?— Oba! Presentes! — Melinda comemorou.As duas crianças dispararam escada acima.— Cuidado com a escada! — gritou Lorrayne.Voltei meu olhar para a minha Tempestade.Ela sustentava um sorriso travesso que conhecia bem demais.Um sorriso perigoso.Passei os braços ao redor da sua cintura e me inclinei para sussurrar em seu ouvido:— O que você está aprontando, Tempestade?Antes que ela pudesse responder, os dois furacõezinhos já estavam de volta.Benjamin e Melinda desciam os degraus com duas caixas nos braços, concentrados como se transportassem algo extremamente valioso.— Posso entregar, mamãe? — Benjamin perguntou, animado.— Eu também quero! — Melinda ergueu a mão. — Deixa eu ajudar, dinda?Ruby sorriu.— Claro. Ben, entrega esse para a vovó e esse para a dona Rosa. Mel, esse é para a sua mamãe.As duas crianças correram para cumprir a missão.Então Ruby estendeu uma caixa para mim.— E esse é para você.












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