LOGINAdelie Cortez BolshakovA estadia no México durou uma longa semana, e foi exatamente o que a gente precisava. Tivemos dias de bagunça, risadas e um pouco de paz. Olivia e Dmitri fizeram o maior circo, discutindo por qualquer coisa e depois se reconciliando na frente de todo mundo. Foi engraçado ver os dois brigando por causa de comida, de música, de qualquer bobagem. Pareciam dois adolescentes.Eu também me reconciliei com Diego e Emanuel. Conversamos bastante, pedi desculpas por ter sumido tanto tempo atrás e eles me pediram desculpa mais uma vez por terem sido péssimos irmãos durante muito tempo. Foi bom. Parecia que a família estava se curando devagar de algumas dores e cicatrizes antigas.Ainda tive tempo para dar atenção ao meu irmãozinho mais novo, e minha mae aproveitou para sequestrar meu pai para o quarto. Obviamente que Dmitri percebeu e resolveu atazanar o momento íntimo dos dois, batendo na porta e berrando no corredor.Eu e Lev fizemos muitas caminhadas pela propriedade d
Lev BolshakovAdelie estava radiante, feliz, sorrindo de orelha a orelha. No fim a nossa viagem, que era para ser algo rápido, se tornaria algo mais demorado.Tulio resolveu que seria uma boa ideia convidar minha sogra e seus filhos para virem passar uns dias aqui, e no fim das contas tudo está se tornando uma bagunça maluca.Minhas irmãs, Laena e Leana também vieram, e trouxeram minha sobrinha junto.Isso significa que em questão de horas meu pai, que não foi convidado, vai bater na porta com a minha mãe ao lado.Isso vai ser caótico e engraçado. Diria que até familiar._ Daqui a pouco ele aparece, né? _ Perguntou Adelie ao me cutucar._ Sim. Ele vai descobrir que os filhos estão na casa de um aliado, e que a neta também está. Óbvio que ele vai aparecer. _ Falei rindo._ Vai ser bom, acho que sua mãe precisa sair um pouco, respirar outros ares. _ Disse Adelie.Nos sentamos em alguns bancos próximos, observando os irmãos de Adelie interagindo com as minhas irmãs.É engraçado ver que o
Adelie Cortez BolshakovMax chegou na mansão depois de visitar algumas empresas de Tulio. Ele desceu do carro de terno, todo bonitão, com o cabelo bem penteado e aquela postura que já mostrava que ele estava se tornando alguém muito importante._ Caramba, Max! _ Gritei da sala, olhando em direção as escadas, sem conseguir segurar. _ Tá um gatão ein!Florzinha, que estava ao meu lado, começou a rir alto, cobrindo a boca com a mão._ Ele tá cada dia mais chique e gostosão. _ Disse ela, ainda rindo. _ Olha só esse terno. Até o jeito de andar mudou. Daqui a pouco vai virar o futuro Dom da máfia mexicana, bem, na verdade já virou né!Max olhou de longe para nós, sorrindo envergonhado, mas com um brilho de orgulho no olhar. Ele subiu as escadas e Florzinha foi logo abraçar ele, dando um beijo rápido._ Para de me envergonhar! _ Murmurou ele, mas estava rindo.Abracei Max com força, sentindo o cheiro familiar do rapaz que foi meu braço direito durante muito tempo, além de guarda costas.Nós
Adelie Cortez BolshakovQuando chegamos no México fomos recebidos por tio Tulio, que já nos esperava no aeroporto. Corri para abraçar meu tio, que tanto gosto.Fizemos o caminho inteiro tagarelando sobre como as coisas estavam, e em como Max estava indo bem.Dava para sentir no tom da voz do meu tio que Max estava dando-lhe muito orgulho, e o surpreendendo positivamente._ Ele é um grande homem, tem um pulso bem firme. _ Disse tio Tulio, sorrindo enquanto dirigia. _ Tá tomando as rédeas dos negócios, cuidando da Florzinha… nunca pensei que ia ver isso. Ele consegue controlar as coisas com muita maestria, diria que até melhor do que eu.Lev, que estava no banco de trás comigo, apertou minha mão e riu baixo, achando engraçado o apego repetindo no meu tio com o genro.No fundo, acho que tio Tulio sente falta de ter um filho homem, alguém para compartilhar as coisas, alguém para conversar sobre as coisas que ele gosta. E agora, com Max lá, ele tem essa oportunidade._Max nunca foi somente
Adelie Cortez BolshakovJá fazia um mês desde que voltamos da Albânia, e as coisas estavam até que calmas demais para o meu gosto.Depois que Gabriel morreu, meu relacionamento com Lev melhorava a cada dia, e nossos inimigos haviam recuado, Dritan estava reorganizando a máfia albanesa e Lev, ou melhor, o meu gostoso Impostor, andava mais presente do que nunca. A rotina entre nós dois tinha virado quase normal. Acordávamos juntos, tomávamos café, íamos para a empresa, voltávamos para casa e passávamos as noites um com o outro. Era bom. Era estável. Era o que eu sempre quis, e tudo melhorou com o fato de Lev e o Impostor começarem a viver em harmonia, da mesma forma que meu sogro fazia com suas outras personalidades. Eles combinavam quando iriam trocar, e às vezes a mudança acontecia ao longo do dia, dando espaço para que os dois pudessem viver nossa rotina.Mas tinha uma coisa que não saía da minha cabeça, e eram os nossos futuros filhos.Lev e o Impostor tinham tocado no assunto algum
AdelieFiquei olhando para o teto do escritório, com o celular ainda na mão. As palavras da minha mãe giravam na cabeça. “Bancar o cupido”. “Ele não vai parar”. “Prepare essa garota”.Eu não queria isso. Não queria empurrar Alisa para alguém que ela claramente achava estranho. Mas ao mesmo tempo, eu conhecia Dritan o suficiente para saber que minha mãe tinha razão em uma coisa: ele não ia desistir tão fácil.Lev bateu na porta e entrou sem esperar resposta. Ele me olhou e franziu a testa._ O que foi? Tá com essa cara desde que chegou.Eu suspirei e contei tudo. A conversa com Alisa, o medo dela, a ligação com minha mãe e a ideia maluca da minha mãe de eu bancar o cupido.Lev sentou na cadeira em frente à minha mesa e ficou em silêncio por um tempo, pensando._ Dritan é complicado… _ Disse ele, mexendo no cabelo. _ Ele passou anos preso. Isso mexe com a cabeça de qualquer um. Mas ele não é burro. Se Alisa não quiser, ele vai perceber. O problema é que ele pode não aceitar bem a negati







