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Capítulo 115 — O Veredito da Coroa

last update Veröffentlichungsdatum: 30.09.2026 04:46:40

POV Elliot Parker

A descida pela trilha da escarpa sob a luz fria das nove da manhã revelava o estrago que o temporal da noite anterior quase causara. Pedaços de cascalho e raízes expostas mostravam onde a terra cedera superficialmente antes do escoramento, mas o bloco principal da colina permanecia hirto contra a arrebentação das ondas.

O Dr. Julian Alistair descia com passos metódicos, apoiado em uma vara de medição retrátil de fibra de carbono. Atrás dele, dois técnicos de sua equipe carr
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    POV Elliot ParkerA vitória contra o embargo da promotoria não nos deu o luxo de cruzar os braços. A terra agora estava firme sob a falésia, mas o calçamento da vila ainda guardava as marcas da desconfiança e o mar precisava voltar a produzir.Às duas da tarde, o sol de outono brilhava sem força sobre o cais secundário de Port Regis.O cheiro residual de sulfeto fora quase totalmente dissipado pelo vento que soprava limpo do canal, mas os homens da cooperativa ainda trabalhavam com cautela redobrada. Três barcos de madeira estavam atracados no píer de serviço, onde as equipes técnicas da Parker Crown instalavam novos sistemas de ancoragem e boias de monitoramento químico contínuo.Caminhei pela passarela de madeira com galochas de couro reforçado, jaqueta técnica e uma prancheta de alumínio sob o braço. Harrison me acompanhava a dois passos, conferindo no tablet os termos do seguro ambiental estendido que fechamos com o Lloyd’s de Londres durante o almoço.— Todas as embarcações com m

  • Depois do Divórcio, Casei com o Pior Inimigo do Meu Ex   Capítulo 115 — O Veredito da Coroa

    POV Elliot Parker A descida pela trilha da escarpa sob a luz fria das nove da manhã revelava o estrago que o temporal da noite anterior quase causara. Pedaços de cascalho e raízes expostas mostravam onde a terra cedera superficialmente antes do escoramento, mas o bloco principal da colina permanecia hirto contra a arrebentação das ondas. O Dr. Julian Alistair descia com passos metódicos, apoiado em uma vara de medição retrátil de fibra de carbono. Atrás dele, dois técnicos de sua equipe carregavam um scanner tridimensional de subsolo acoplado a um tripé de campo. O procurador Arthur Vance vinha por último, pisando com cautela exagerada nas pedras úmidas, as barras do sobretudo cinza salpicadas de barro e a respiração curta pelo desnível da encosta. Thomas e eu abríamos o caminho com a corda guia firmemente ancorada aos grampos de aço instalados na véspera. Quando alcançamos a boca da caverna da maré baixa, a água estava em refluxo, deixando a soleira de entrada livre de inundação

  • Depois do Divórcio, Casei com o Pior Inimigo do Meu Ex   Capítulo 114 — O Despertar das Máquinas

    POV Elliot ParkerA luz da manhã infiltrou-se pelas frestas das cortinas de linho cru com uma claridade pálida e lavada. O temporal da madrugada se dissipara, deixando para trás um céu esticado em tons de madrepérola e o cheiro denso de terra molhada misturado à maresia fria.No quarto, o silêncio era interrompido apenas pela respiração serena de Camille, cujo braço repousava sobre o meu peito, a pele macia contrastando com as marcas avermelhadas de esforço que cobriam os meus ombros. O calor dela contra o meu corpo era um convite silencioso para ignorar o resto do mundo, mas o relógio sobre o móvel de cabeceira marcava seis e quinze.Em Port Regis, a maré não esperava pelos homens, e os tribunais de Dorchester muito menos.Com movimentos calculados para não perturbá-la, afastei o edredom grosso e me levantei. Vesti uma camisa de sarja pesada, calça impermeável e calcei as botas de couro engraxado. Antes de cruzar a porta, voltei até a cama, puxando a coberta sobre os ombros nus de Ca

  • Depois do Divórcio, Casei com o Pior Inimigo do Meu Ex   Capítulo 113 — O Fogo na Rocha Fria

    POV Camille A porta do quarto principal fechou-se com um clique abafado de trinco pesado, isolando o corredor escuro e o eco distante do vento nas telhas. O quarto não estava completamente às escuras. A lareira de ferro fundido do canto da suíte, abastecida antes do anoitecer por Thomas, mantinha uma fornalha viva de carvão em brasa. A luz vermelha e densa projetava sombras compridas pelas paredes de pedra clara, tingindo as vigas expostas do teto abobadado com uma penumbra quente e espessa. Elliot não me colocou de imediato sobre a cama. Seus pés descalços pararam no meio do tapete de lã espessa, mantendo-me suspensa contra o seu peito como se a gravidade daquele dia de lama e concreto não tivesse conseguido drenar a sua força monumental. Os olhos dele, no entanto, não tinham a frieza de cálculo que paralisara o procurador Vance no portão da propriedade. Havia uma chama escura e faminta em suas pupilas dilatadas, uma urgência física reprimida por horas de controle absoluto, por d

  • Depois do Divórcio, Casei com o Pior Inimigo do Meu Ex   Capítulo 112 — O Calor Depois da Tormenta

    POV Camille A casa na colina parecia suspensa no olho da noite. Do lado de fora, a chuva de fim de outono açoitava as vidraças duplas da biblioteca com um estalar contínuo, e o vento ainda uivava baixo nas frestas dos beirais de ardósia. Mas, dentro daquelas paredes de pedra, o mundo lá fora perdera a capacidade de nos atingir. A Sra. Gable fora levada em segurança para a vila pelo utilitário de Thomas logo após o fechamento da galeria, antes que a estrada do canal ficasse intransitável com o barro. No andar de cima, Leo dormia o sono pesado e limpo da infância, com a maquete da escuna já curada e repousando no parapeito da torre sob o compasso de latão. Desci a escadaria em caracol segurando duas toalhas de linho felpudo e uma tigela com água morna e óleo de camomila. Elliot estava sentado em um banco de madeira baixa diante da lareira da sala principal. Usava apenas uma calça de flanela escura; as costas largas e torneadas pelo esforço bruto das últimas horas estavam nuas cont

  • Depois do Divórcio, Casei com o Pior Inimigo do Meu Ex   Capítulo 111 — O Peso da Argamassa

    POV Elliot Parker O ronco das betoneiras pesadas ecoava pela garganta da enseada como o trovoar da própria tempestade que se avizinhava. O relógio marcava cinco e quarenta da tarde. O céu sobre o Canal da Mancha perdera qualquer vestígio de claridade, transformando-se em uma abóbada de chumbo denso que descia sobre as falésias. O vento sul ganhava força em rajadas curtas e violentas, levantando borrifos de espuma salgada que alcançavam a borda da escarpa onde o guincho mecânico fora instalado às pressas. Três caminhões industriais com tração nas quatro rodas manobraram na beirada da encosta, sustentados por calços de aço. Os motores rugiam em rotação constante, girando os tambores carregados com concreto de cura ultrarrápida — uma liga polimérica de alta densidade desenvolvida para obras submarinas, que endurecia mesmo sob a pressão da água salgada em menos de quarenta minutos. — Mangote principal posicionado na boca da fenda! — gritou o engenheiro-chefe da divisão pesada da Parke

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