Mag-log inCláudio tropeçou dois passos quando ela puxou o braço dele, mas, no fundo dos olhos, brilhou um sorriso de puro deboche. Em vez de colaborar, ele fez o contrário: virou a mão e segurou o pulso dela com força.Os olhos de Alice já estavam vermelhos de aflição. Ela ia soltar uma bronca, mas, de repente, Cláudio a puxou com força para mais perto, fazendo o corpo dela tombar meio passo contra o peito dele.Ao mesmo tempo, ele esticou a outra mão para o lado e girou a chave, trancando a porta do pequeno quarto de descanso.— Você enlouqueceu? — Alice levou um susto tão grande que quase gritou. Ela precisou cobrir a própria boca com a mão, o olhar tomado de puro pânico.E, justamente nesse instante, a porta do escritório foi aberta por alguém do lado de fora. Passos firmes avançaram pelo ambiente, se aproximando cada vez mais do quarto de descanso.O coração de Alice subiu de vez para a garganta. As pontas dos dedos dela ficaram brancas de tanto apertar.Na frente dela, o rosto de Cláudio se
No entanto, assim que Alice empurrou a porta da própria sala, uma força súbita agarrou o pulso dela e a puxou com violência para dentro de um abraço. Logo em seguida, ouviu-se o baque seco da porta sendo fechada novamente, e a chave girou na fechadura.O corpo inteiro de Alice ficou rígido de susto, o coração pareceu subir direto para a garganta. Ela se debateu e ergueu a cabeça, só então reconhecendo o rosto absurdamente bonito de Cláudio bem à sua frente.Naquele momento, o rosto dele carregava um ar atrevido, quase insolente, mas no fundo dos olhos havia um brilho intenso e teimoso.— Como você entrou aqui? Saia agora! — Alice disparou, em tom cortante, empurrando com força o peito dele.Cláudio cambaleou dois passos para trás. No rosto bonito dele surgiu uma expressão ferida, quase infantil, como a de alguém que acabou de ser abandonado:— Eu só queria te ver. Só queria te abraçar. Alice, eu sinto a sua falta.O rosto de Alice permaneceu completamente impassível:— Você ainda não d
Alice lançou um olhar rápido para o visor do celular. Quando viu o nome "Glória", franziu a testa de imediato, por puro reflexo. Hesitou por dois segundos, mas acabou atendendo.— Alice! Você não me prometeu que não ia se aproximar do Cláudio? — A voz de Glória veio pelo telefone carregada de reprovação, sem disfarçar nada. — Fala a verdade: você não está escondendo de mim e se encontrando com ele às escondidas?Ser acusada sem motivo deixou o tom de Alice imediatamente mais frio:— Sra. Glória, eu nunca voltei atrás no que prometi. Eu estou trabalhando no Grupo Moretti, isso é verdade, mas, fora reuniões e assuntos profissionais, eu não tenho nenhum tipo de envolvimento com o Cláudio.Glória claramente não acreditou:— Então por que ele recusou todas as moças que eu apresentei para ele? Eu apresentei tantas filhas de famílias importantes, e ele recusou uma por uma! A senhora quer mesmo me dizer que isso não tem nada a ver com você? O Cláudio sempre me ouviu. Agora, de repente, ele dec
Eu assenti sem pensar, cheia de dúvidas, encarando Alice e esperando a explicação dela.Alice levou a xícara de café aos lábios, tomou um gole e falou, com calma:— Porque o que eu quero já não é mais o amor dele.A frase veio tão de repente que eu fiquei sem reação. Por alguns segundos, eu nem soube o que responder.Ela não queria o amor de Augusto? Então, em vez de seguir em frente e começar outra vida, por que ela tinha voltado para o lado dele?Alice pareceu não querer se aprofundar naquele ponto. Ela mudou sutilmente de assunto e comentou, pensativa:— Mas essa história do Augusto estar transferindo dinheiro escondido para a Mônica é realmente estranha. Pelo temperamento dele, ele nunca foi de fazer negócios em que sai perdendo, muito menos de dar dinheiro para quem já o fez de bobo.Quando chegou nesse ponto, a voz de Alice ficou um pouco mais pesada:— Então eu fico pensando se ele não está nas mãos da Mônica por algum motivo. Mas eu já mandei gente seguir a Mônica e o Jacarias
— Débora, nós encontramos as informações que você pediu. Desde que Jacarias foi expulso de casa pela família Lins e ficou sem nenhuma fonte de renda, eles estão morando na casa de praia do seu ex-marido, Augusto. E não é só isso: todo mês Augusto deposita três milhões em dinheiro na conta da Mônica.Eu fiquei chocada, com um zumbido forte preenchendo a minha cabeça. Como isso podia ser verdade? Eu quase quis rebater na hora, por impulso.Eu sabia melhor do que ninguém como Mônica tinha traído Augusto naquela época. Augusto era o tipo de homem que pagava cada ofensa com juros. Quando ele descobriu a verdade, quis destruir Mônica, acabar com ela por completo. Como ele podia, agora, estar sustentando-a e Jacarias?Aquilo era absurdo demais.Eu desliguei o celular com a mente completamente tomada pelo caos. Vários cenários começaram a se atropelar dentro de mim.Eu pensei:"Será que… é por causa da Alice? Afinal, Alice e Mônica são meias irmãs. No mundo inteiro, talvez só ela ainda consiga
Eu não queria dever absolutamente nada para a família Mendes.Então eu apenas inclinei levemente a cabeça e me virei de costas, puxando Rafaela pela mão enquanto entrava no elevador com ela.Quando as portas foram se fechando devagar, Rafaela finalmente relaxou um pouco, embora a mãozinha dela continuasse agarrada com força nos meus dedos.Quando o elevador chegou ao térreo e as portas se abriram, eu parei por um segundo. Bem na frente, parados na entrada, estavam Jacarias e Mônica.Mônica vestia um vestido de grávida bem folgado, e Jacarias a envolvia com todo cuidado, protegendo-a nos braços. Parecia que os dois iam subir para fazer exame na ala de ginecologia e obstetrícia daquele prédio.No exato instante em que nossos olhares se cruzaram, o sorriso no rosto de Mônica congelou por um breve momento. Quando o olhar dela desceu para a minha mão segurando a de Rafaela, um choque rápido passou pelo fundo dos olhos dela.Ela apertou instintivamente o braço de Jacarias, lançou para ele um







