LOGINCapítulo 130
Na semana seguinte, Mia descobriu que havia uma diferença enorme entre deixar roupas na casa de Dante e ver sua escrivaninha atravessar a porta. O móvel chegou numa quarta-feira à tarde, acompanhado de duas caixas de livros, uma luminária e alguns objetos que ela mesma escolhera levar. Como conseguiu sair mais cedo da Jubran, estava lá para receber tudo. Dante também apareceu. Mia o encontrou entrando pela sala quando osCapítulo 132Na segunda-feira, Mia acordou antes do despertador.Por alguns segundos, permaneceu quieta, olhando para o teto enquanto organizava mentalmente o dia. Reunião com fornecedores às nove, revisão do cronograma da nova coleção antes do almoço, duas chamadas internacionais durante a tarde.Ao lado dela, Dante ainda dormia.A rotina das últimas semanas tinha tornado aquela cena familiar, mas alguma coisa havia mudado depois do almoço com as famílias.Não era mais uma experiência.Não existia uma data para voltar ao apartamento.A casa era dos dois.Mia virou-se e encontrou Dante deitado de lado, uma das mãos sob o travesseiro. Resistiu à vontade de acordá-lo e saiu da cama.No closet, abriu a porta do armário.Suas roupas ainda ocupavam apenas uma parte dele.Precisaria buscar o restante.Talvez também fosse necessário reorganizar tudo.— Você está encarando o armário há quanto tempo?A voz sonolenta fez Mia olhar para trás.Dante estava parado à porta.— Estou pensando.— Peri
Capítulo 131 Mia deveria ter previsto que esconder a mudança seria praticamente impossível. Não porque ela e Dante pretendessem fazer segredo. Apenas queriam terminar de organizar as coisas antes de transformar uma decisão dos dois em assunto familiar. O problema era que Laila telefonou no domingo pela manhã. Dante estava na cozinha quando atendeu. Mia, sentada à mesa, separava uma lista de objetos que ainda precisavam buscar no apartamento. — Bom dia, mãe. Mia continuou concentrada até ouvir: — Almoço hoje? Dante olhou para ela. — Acho que podemos. Mia assentiu. — Sim, ela está aqui. Fez uma pausa. — Não, não precisa falar com ela. Outra pausa. A expressão dele mudou. — Como assim, “é claro que está”? Mia levantou os olhos devagar. Mesmo sem ouvir Laila, já sabia que aquela conversa não terminaria bem. Dante passou a mão pelo queixo. — Mãe, eu não disse isso. Mais alguns segundos. — Certo. Até mais tarde. Ele desligou. — O que foi? — Minha mãe perguntou se vo
Capítulo 130 Na semana seguinte, Mia descobriu que havia uma diferença enorme entre deixar roupas na casa de Dante e ver sua escrivaninha atravessar a porta. O móvel chegou numa quarta-feira à tarde, acompanhado de duas caixas de livros, uma luminária e alguns objetos que ela mesma escolhera levar. Como conseguiu sair mais cedo da Jubran, estava lá para receber tudo. Dante também apareceu. Mia o encontrou entrando pela sala quando os montadores já subiam com a segunda caixa. — Você não tinha uma reunião às quatro? — Terminou antes. Ela estreitou os olhos. — Terminou ou você fez terminar? — O resultado prático é o mesmo. — Não precisava vir. — Eu sei. A resposta simples encerrou a discussão. Subiram juntos. O cômodo parecia diferente desde que tinham retirado a mesa antiga e mu
Capítulo 129 A segunda semana começou sem cerimônia. Mia não fez outra mala, não buscou mais roupas no apartamento e não estabeleceu novas regras. Na segunda-feira pela manhã, simplesmente saiu da casa de Dante com ele, trabalhou durante o dia e voltou para lá à noite. Só percebeu a naturalidade daquilo quando Helena ligou na terça-feira. — Filha, você vai estar no seu apartamento amanhã? Mia afastou o celular do computador. — Acho que não. Por quê? — Sua tia Célia quer deixar uma coisa para você. — Pode deixar na portaria. — Você ainda está na casa do Dante? A pergunta veio casual demais. Mia olhou através do vidro da sala dele. Dante estava ao telefone, concentrado em uma conversa. — Estou. —
Capítulo 128 No domingo à tarde, Mia descobriu que fazer uma mala para passar uma semana na casa do namorado era muito mais complicado do que parecia. Principalmente quando metade das coisas necessárias já estava lá. Abriu a mala sobre a cama e começou a separar roupas para o trabalho. Depois acrescentou dois vestidos, roupas de academia, sapatos e algumas peças mais confortáveis. Parou diante da escrivaninha ao lembrar da conversa do dia anterior. Não levaria aquilo. Era uma experiência de sete dias, não uma mudança. O celular vibrou. Dante: Precisa que eu busque você? Mia: Tenho carro. Dante: Não foi o que perguntei. Ela sorriu. Mia: Não. Chego depois das seis. A resposta apareceu rapidamente. Dante: Estou fazendo jantar. Mia franziu a testa. Mia: Isso é suborno? Dante: Estratégia de retenção. Ela riu sozinha. Sete dias. Definitivamente precisava lembrar disso. Dante abriu a porta antes que Mia tocasse a campainha pela segunda vez. O sorriso dele desapare
Capítulo 127 No sábado, Mia acordou na casa de Dante com o cheiro de café vindo do andar de baixo. Estendeu a mão para o outro lado da cama e encontrou o espaço vazio. A ausência a incomodou por dois segundos, até ouvir algum barulho distante vindo da cozinha. Sorriu sozinha. Aquilo já estava ficando sério demais. Depois do banho, vestiu uma camiseta de Dante e desceu descalça. Encontrou-o preparando o café da manhã enquanto respondia alguma coisa no celular. — Você abandonou a cama. — Você estava dormindo. — Isso nunca impediu você de me acordar. Dante deixou o aparelho sobre a bancada. — Bom dia para você também. Mia aceitou o beijo que ele lhe deu e roubou um pedaço de fruta do prato. — Quais são os planos? — Nenhum. — Nenhum? — Sábado. Sem almoço familiar, sem evento, sem trabalho. — Você acabou de responder mensagem de trabalho. — Era Lorenzo. — Trabalho. — Ele mandou uma informação. Mia ergueu uma sobrancelha. — Sobre trabalho? Dante suspirou. — Você é can







