INICIAR SESIÓNCapítulo 17
Mia decidiu que nunca mais beberia. Nunca. Nem vinho. Nem champanhe. Nem aqueles drinques coloridos que pareciam suco e claramente tinham sido inventados para destruir a dignidade humana. Sentada no sofá de Alice, com óculos escuros apesar das cortinas fechadas, ela segurava uma caneca de café com as duas mãos. — Eu estou morrendo. Alice colocou uma garrafa de ágCapítulo 76 Mia passou o restante da tarde tentando não pensar no casamento. Fracassou. Não pelo evento. Nem pela viagem ao Rio. Muito menos pelo hotel. O problema era uma frase específica. Um quarto. Na casa de praia, dividir o quarto parecera consequência inevitável da mentira. Agora, porém, tudo estava diferente. Eles tinham admitido a atração. Dante confessara que quis beijá-la. E Mia praticamente admitira que talvez não o impedisse. Definitivamente, três semanas eram tempo suficiente para recuperar o juízo. Esperava. Na sexta-feira, Mia chegou à empresa com uma decisão. Não falaria sobre o casamento. Não pesquisaria o hotel. E não pensaria sobre camas. Às nove e vinte, Yasmin mandou uma mensagem. Você vai ao casamento do Gustavo com meu irmão? Mia encarou a tela. Vou. A resposta veio imediatamente. RIO + CASAMENTO + HOTEL 👀 Mia fechou os olhos. Trabalhe, Yasmin. Isso é um sim para o mesmo quarto? Mia bloqueou o celular. — Problemas? Ela levantou a ca
Capítulo 75 Mia chegou à Jubran Moda decidida a agir normalmente. O jantar não tinha sido um encontro. A caminhada não tinha sido romântica. E Dante definitivamente não tinha quase beijado sua boca diante do prédio. Às oito e cinco, ela já havia repetido isso tantas vezes que começava a parecer uma mentira pior que o namoro. O elevador se abriu. Dante surgiu usando terno cinza-escuro, óculos de sol e o celular na mão. Mia endireitou-se. — Bom dia. Ele retirou os óculos. — Bom dia. Só isso. Dante entrou no escritório. Mia ficou olhando para a porta. — Ótimo — murmurou. Era exatamente o que queria. Então por que estava irritada? Às nove, Dante tinha uma reunião. Às dez, outra. Às onze e quinze, Mia entrou na sala dele com a agenda atualizada. — O almoço com o conselho mudou para uma e meia. — Certo. — A videoconferência foi para as quatro. — Certo. Mia colocou alguns documentos sobre a mesa. — E precisa assinar isso. Dante pegou a ca
Capítulo 74 Na quinta-feira, Mia estava convencida de que havia recuperado o equilíbrio. Ela e Dante passaram praticamente o dia inteiro ocupados. Reuniões. Relatórios. Uma videoconferência interminável com a equipe de Milão. Nenhuma conversa sobre mãos dadas. Nenhum olhar longo demais. Nenhuma referência ao fim de semana. Perfeito. Até às seis e quarenta, quando Dante apareceu diante de sua mesa. — Você já terminou? Mia continuou digitando. — Quase. — Essa frase nunca significa terminar. Ela levantou os olhos. — Está usando minhas falas contra mim? — Aprendo rápido. — O que você quer? — Jan
Capítulo 73 Mia percebeu que ainda segurava a mão de Dante quando já estavam havia vários minutos na estrada. O gesto tinha começado por impulso. Continuava por escolha. Nenhum dos dois falava sobre isso. Dante dirigia com uma das mãos no volante enquanto a outra permanecia entrelaçada à dela, apoiada sobre o console. Era simples. E justamente por isso parecia mais íntimo do que os beijos diante das câmeras. Mia olhou pela janela. — Você está muito quieta. — Estou apreciando o silêncio. — Devo me preocupar? — Bastante. Ele sorriu. Ela finalmente olhou para as mãos. — Isso não conta. Dante acompanhou seu olhar. — Como o quê? — Como quebra de regra. — Temos uma regra sobre mãos? — Não espec
Capítulo 72 A mão de Mia permaneceu entrelaçada à de Dante por tempo demais. Ela sabia. Ele também. Foi Helena quem desfez o momento sem perceber. — Mia, venha me ajudar com a sobremesa. Mia soltou a mão dele imediatamente. — Claro. Levantou-se rápido demais. Dante acompanhou-a com os olhos até a cozinha. Roberto percebeu. Não disse nada. — Ele é bonito. Mia quase deixou uma colher cair. — Mãe. — O quê? Eu tenho olhos. Helena retirou uma travessa da geladeira. — E é mais simpático do que parece nas fotografias. — Que fotografias você andou vendo? — Pesquisei. Mia fechou os olhos. — Claro que pesquisou. — Qualquer mãe pesquisaria o homem que aparece na internet namorando a filha sem nunca ter sido mencionado. Havia uma crítica justa naquela frase. — Desculpa por não ter contado. Helena parou. — Por que não contou? Mia procurou uma resposta. — Porque tudo aconteceu rápido. Essa parte era verdadeira. — E ele é seu chefe — Helena completou. — Também. — Você
Capítulo 71 Na segunda-feira, Dante descobriu que Mia levava muito a sério a preparação para o almoço com seus pais. Às nove da manhã, encontrou um novo compromisso na própria agenda. Domingo — 10h: saída para o interior. Ele saiu do escritório com o celular na mão. — Você colocou meus sogros na agenda? Mia quase derrubou o café. — Fala baixo! Dante olhou ao redor. — Não tem ninguém perto. — Ainda assim, não chama meus pais de sogros. — O que devo chamar? — Pelos nomes. — Que você ainda não me contou. Mia abriu a boca. Parou. — Verdade. O sorriso de lado apareceu. — Preparação impecável. Ela ignorou. — Helena e Roberto Albuquerque. — Certo. Dante digitou alguma coisa no celular. Mia estreitou os olhos. — O que está fazendo? — Salvando. — Você não precisa anotar o nome dos meus pais. — Seu pai vai me interrogar domingo. Quero pelo menos saber o nome dele. — Meu pai não vai interrogar você. — Ótimo. Mia hesitou. — Provavelmente. Dante levantou uma sobranc







